segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Existe uma geração sanguessuga.

Há alguns anos constatei não somente que tínhamos chegado ao fim da “era protestante” como também ao fim da “Era Evangélica”. Pregar-e-não-viver resultou na perda da reputação e da credibilidade. E a mercantilização da fé aliada à disseminação de heresias, à avareza e às palavras fingidas culminou neste capitalismo evangélico-protestante de muitos pregadores que prometem a liberdade, mas são escravos da corrupção (1Pe 2.1-3, 19).

A Igreja contra a qual “as portas do inferno não podem prevalecer” não é a igreja evangélica. Definitivamente. A igreja evangélica é religiosa, impura, corrupta, repreensível e mundana. A Igreja de Cristo é pura – foi “purificada pela Palavra”. É “gloriosa, sem mácula, sem ruga nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível”. Alimentada e sustentada pelo Senhor da Igreja, Jesus Cristo, a Igreja segue vitoriosa e triunfante (Ef. 5.25-29). Seus membros na sua maioria jamais pisaram em palácios, nunca estiveram sob a luz de holofotes, nem viram seus nomes na mídia. São anônimos, gente simples, que esperam as promessas “vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessando que são estrangeiros e peregrinos nesta terra” (Hb 11.13). Seus nomes estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro. Suas “mãos são limpas, não entregam a sua alma à vaidade, não difamam com sua língua, não aceitam afronta contra o próximo; aos malvados desprezam, mas honram aos que temem ao Senhor”. Empenhando sua palavra, “não voltam atrás ainda que com prejuízo próprio”. Não “emprestam seu dinheiro com usura e nem recebem suborno contra os inocentes”. Esta é a geração dos que buscam ao Senhor (Sl 15.1-5; 24.3-6). Essa geração faz todas as coisas "sem murmurações nem contendas. São irrepreeensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, no meio da qual resplandecem como luzeiros no mundo” (Fp 2.14-15).

Porém, nossa geração corrompida e perversa, além de amaldiçoar pai e mãe, ser imunda (apesar de se considerar pura), ser arrogante e soberba e consumir na Terra os aflitos e necessitados entre os homens, é também "sanguessuga" (Pv 30.11-14). “A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Há três coisas que nunca se fartam; sim, quatro que nunca dizem: Basta; a sepultura, a madre estéril, a terra que não se farta de água, e o fogo que nunca diz: Basta.” (Pv 30.15-16.) A sepultura é insaciável – recebe todos os mortos e ainda tem espaço suficiente para receber muito mais. A mãe estéril não gera filhos, não deixa descendentes e assim seu nome dissipa-se como a nuvem que existia ainda há pouco e um instante ninguém se lembra mais dela. Somente as rochas permanecem! A terra não se farta de água – nem mesmo as grandes inundações permanecem para sempre. E o fogo do inferno nunca diz basta. Haverá, no Dia do Juízo, maior rigor para alguns do que para outros (Mt 11.24).

O que leva um homem ou uma mulher conspirar contra o Rei de toda a terra? O que leva um representante eleito em Nome de Deus a devorar vidas humanas? O que o leva a tomar tesouros e coisas preciosas à custa da multiplicação das viúvas em suas cidades e campos? O que o leva a tramar com seus líderes espirituais para violentar a Lei do Senhor e profanar Suas coisas santas? Que cegueira é essa que o leva a não fazer diferença entre o sagrado e o abominável, a não ensinar os mais novos a discernir entre o impuro e o puro? Os adoradores de ídolos tornam-se cegos como os ídolos. Avareza é idolatria! O que leva um cristão a fazer com que o Nome do Senhor seja profanado por causa dele? O que o leva como lobo arrebatar a presa, derramar sangue e destruir vidas para adquirir lucros desonestos? O que leva esses “profetas” a assinar manifestos de apoio a fim de os eleger, encobrindo-lhes mentiras, prometendo a eles coisas que o Senhor jamais falou? Todos eles "estão entre os que oprimem o povo da Terra, andam roubando, fazendo violência ao necessitado e oprimindo injustamente ao estrangeiro” (Ez 22.25-29).

O Senhor conhece a todos muito bem e quando praticavam o mal tanto quanto o bem Ele os via a todos. Refiro-me aos que foram acusados de “sanguessugas” da saúde do povo brasileiro. Conheço de perto alguns deles – evangélicos ou não. Testemunhei de perto a desonestidade de alguns, sua corrupção e maldade. Compartilhei com eles sobre uma outra opção de vida baseada na cruz de nosso Senhor Jesus, que derramou Seu sangue para nos perdoar, purificar e transformar-nos em filhos da Luz. Rejeitaram essa Palavra. Outros, vi começar muito bem a carreira; mas parece-me – até que provem o contrário – que se esqueceram do conselho das Escrituras, “deixando o caminho direito, preferindo seguirem o caminho de Balaão, que amou o prêmio da injustiça” (2Pe 2.15).

“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só é que recebe o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta, exerce domínio próprio em todas as coisas; ora, eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como indeciso; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado.” (1Co 9.24-27.) Meu coração está triste e contrito. Também preciso humilhar-me diante de tudo isto. Preciso vigiar para não emitir nenhuma palavra de condenação temerária. Preciso orar para que o Senhor tenha misericórdia de mim neste tempo em que começou Seu julgamento pela Sua Casa. Fico atemorizado com as Palavras de Jesus, que ressoam em minha mente: “Que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”

Pr. Josimar Salum, jsalum@greaterrevival.com: Diretor Executivo do BMNET Brazilian Ministers Network e do GRM Greater Revival Ministries, P.O.Box 60.359 Worcester, MA 01606, tel 508-519-1773, fax 508-852-1168; http://jsalum.blogspot.com/ (português); http://greaterrevival.blogspot.com/ (english); http://apologian.blogspot.com/ (português). Encaminhado por Wassalam Issá Akbar, 15set2008seg23h29m, revisado por jairolarroza@yahoo.com.br

(extraído do blog do Jairo Larroza)

Correndo contra maré

Interessante como é fácil viver com um argumento distorcido como desculpa para se justificar diante de si mesmo para sentir-se menos culpado diante de Deus. Meio doido isso! É uma espécie de Auto-enganação. Basta que o interesse seja em si mesmo e que seja maior do que qualquer outra coisa. Viver intensamente nesse ângulo, é viver baseado e voltado para aquilo que deseja, como se a centralidade de sua vida fosse vc mesmo. E isso não é ser cristão. É viver a margem de real propósito de Deus para humanidade.

Gente assim fica a espera de uma oportunidade. Atrás de contatos, de privilégios. Quer a realização pessoal em um contexto que prima exatamente pelo angulo oposto ao que Cristo pregou: - A renuncia. E renuncia é a mesma coisa desistir. E foi isso que Cristo propôs para aqueles que querem o seguir. Desistir de si mesmos e assumir plenamente a vontade de Deus para nós. Isso é ser cristão de fato.

Reforçando ainda mais faço duas perguntas: É tão difícil entender que Cristo não se vende em nenhuma parte do processo? Que Ele é tão acima dessas coisas que apenas corrompem a Cristandade?

E por isso, por tentar manter-me diferente de toda essa maré, nestes últimos dias me envolvi com muitos problemas. Ou melhor, fui envolvido indiretamente por emitir minha opinião aqui no blog e por ter saído da Banda que participei durante muito tempo. Porém achei produtivo, pois assim podemos enxergar como as pessoas constroem suas teorias e como elas te vêem quando vc faz algo que elas não aprovam... Na convivência, muitas pessoas perdem o limite do respeito criando um ambiente hostil, tentando lhe ofender com a mesma boca que se diz louvar ao Senhor. A boca vira arma para tentar "gorar" a vida daqueles que se opõem ou se neguem a concordar com sua posição. Problema característico da humanidade. Inteiramente ligada ao individualismo e agravado pela falta de referencia adequada de quem realmente foi a pessoa de Cristo.

As pessoas esquecem de relevar o contexto de que existe muito mais do que a nossa própria necessidade. Não se propõe a pensar com cabeça daquele é diferente, e tentar a luz da escritura com amor e carinho responder de forma certa e respeitosa. E por isso, canso de ver pessoas carregando Jesus em camisetas, pulseiras, gritando seu amor por Cristo, mas no coração negando a Jesus por sua falta de consideração ou caridade ao próximo, seja ele de qual credo for... Tratam Jesus como se fosse um político em campanha, desejando beneficios em troca ou apenas para ter um representante que lhe possa garantir satisfações. Canso de ver Igrejas pregando modas, crescimento em quantidade e esquecendo da qualidade das almas. Canso de ver Congregações se tornando "incongregaveis", se é que existe este termo.

E mais... Falo tbem de crentes talentosos e inteligentes que andam se enveredando por rumos que só trazem destruição de si mesmos. Andam como cegos, completamente influenciados pelo lado maligno do mundo. Amando e desejando tudo aquilo que Jesus não desejou, justamente por ter sido contaminado com o modismo deste mundo.

A motivação em musicalizar ou viver as ações de Deus minha vida não é a comercial. Não quero vender musicas, textos, sonhos ou qualquer coisa característica da minha vida Cristã. Quero apenas ser um espelho de quem é Cristo, mesmo que esteja distante em me parecer com ele. Jesus foi perfeito, e eu, não passo nem perto da perfeição. De qualquer forma, sigo a direção que Deus deu para nós, e nela faço minha estrada, meu rumo. Sei que às vezes não correspondo a fidelidade de Deus que me compreende, mas tento a cada dia melhorar e permanecer de pé. Inconcebível é conformar com este mundo.

A todos, amigos, irmãos e parceiros saibam que estamos em um momento de decisão, onde precisamos definir a quem servimos. Por ser cristão, os nossos ideais são de Cristo (pelo menos os meus são). Em razão disso, estou tentando ser mais constante e coerente com os meus ideais. Sei que isso tem assustado muita gente, inclusive a mim. Mas de qualquer forma sou o mesmo Daniel que um dia sonhou em servir a Cristo e segui-lo sem reservas. Por isso abri mão de tudo, dos meus sonhos e da minha vida.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Sobre a Politica [2]


Finalmente um candidato honesto...

Sobre a Politica

politicômetro é um teste de opinião que o situa no campo das liberdades individuais e da relação entre o estado e a economia. Assim que terminar de responder um questionário com vinte perguntas, você saberá a sua posição política em um quadrante que tem como eixos os extremos esquerda-direita e liberal-antiliberal.

http://veja.abril.com.br/idade/testes/politicometro/politicometro.html

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

"Amor, a culpa é do alelo"

Anxo Lamela.

Copenhague, 3 set (EFE).- Um estudo do Instituto Karolinska de Estocolmo afirma que um dos culpados pela infidelidade dos homens é um gene, o alelo 334, que administra a vasopressina, hormônio que se reproduz naturalmente através, por exemplo, dos orgasmos.

Desta forma, os homens que possuem esta variante do gene dificilmente conseguiriam manter uma relação estável, diz o estudo dos cientistas suecos divulgado ontem.

Para os infiéis que sempre buscam uma desculpa, o estudo pode levar a uma razão científica para este comportamento: "Amor, a culpa é do alelo".

O alelo 334 é o responsável pelo receptor da arginina-vasopressina (AVP), um hormônio que está presente no cérebro da maior parte dos mamíferos, diz esta pesquisa.

A descoberta é importante, pois "é a primeira vez que se associa o variante de um gene específico à forma como os homens se comportam com seus parceiros", explicou à Agência Efe Hasse Walum, do Departamento de Epidemiologia Médica e Bioestatística do Karolinska e um dos responsáveis pela pesquisa.

A análise aconteceu durante pelo menos cinco anos com pares heterossexuais - mais de mil, dos quais 550 eram gêmeos - que relataram em testes psicológicos se sentiam-se felizes, como era sua convivência, se riam ou beijavam freqüentemente e sobre o futuro de sua relação.

O resultado foi então que os homens com o alelo 334 - cerca de 40% dos estudados - afirmaram que têm laços menos fortes com suas mulheres e, além disso, elas reconheceram que se sentiam menos satisfeitas com seus cônjuges que as que se casaram com homens sem esta variante genética.

Foi verificado pelo estudo que os homens que possuem duas cópias do alelo 334 tiveram em sua vida mais crises de relacionamento e suas esposas afirmaram que estão mais insatisfeitas.

Walum disse que a influência dos níveis do hormônio vasopressina nas relações sociais é "modesta" e insuficiente para que seja previsto de forma exata o comportamento futuro de um homem em um relacionamento, já que também há a intervenção de fatores socioculturais.

Ter o alelo 334 "não significa necessariamente que estejam menos capacitados para o amor, mas que possuem uma limitação na capacidade social", afirmou Walum.

Embora isto não equivalha a estar "condenado" a fracassar em um relacionamento, significa sim que há um aumento da probabilidade de que isto ocorra e que o homem seja mais infiel.

A pesquisa sobre a promiscuidade masculina começou com um estudo sobre o comportamento dos ratos-do-campo machos, que são monogâmicos de acordo com a recepção da vasopressina em seu cérebro.

O receptor deste hormônio está conectado ao sistema de recompensas do cérebro, de forma que se torna ativo cada vez que se acasalam com uma rata da mesma espécie.

Esta dinâmica que acontece com estes ratos se parece muito com o comportamento dos homens. Entretanto, segundo os cientistas do Karolinska - onde anualmente se escolhe o ganhador do Nobel de Medicina - é apenas uma especulação.

Esta descoberta pode servir futuramente para ajudar na pesquisa de patologias que dificultam as relações sociais como o autismo ou a fobia social, declarou o pesquisador. एफे

(extraído do Yahoo Noticias)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Católicos rezam o terço pela conversão de Ana Paula Valadão ao Catolicismo

Durante este mês de agosto, alguns blogs católicos se mobilizaram para convocar intercessores que rezassem o terço pela conversão ao catolicismo da cantora evangélica Ana Paula Valadão, do Diante do Trono.

(Fonte: http://amenidadesdacristandade.blogspot.com/) - Confira o post retirado do blog "O Possível e o Extraordinário".

Pela Conversão de Ana Paula Valadão

Da Lagoinha para Roma o caminho é longo. É por isso que vamos ajudar os caminheiros - a caminheira - a realizar o desejo oculto de seus corações: conhecer a Deus pela revelação de mais de 2000 anos feita aos apóstolos, príncipes da Igreja de Cristo - que subsiste na Igreja Católica.

A caminheira do mês é a batista da igreja da Lagoinha (BH), Ana Paula Valadão. Reconhecida nacionalmente como uma das principais vozes do meio, a pastora-cantora surpreendeu ao aproximar-se de um pensamento ecumênico incomum entre os protestantes do Brasil. Ana Paula ofereceu uma de suas composições ao Padre Marcelo Rossi e foi categórica ao afirmar na TV:

"Sei que isso pode não agradar a todos que vão ouvir… Mas eu tenho ficado muito impressionada com alguns católicos que eu tenho convivido, que tenho encontrado. Às vezes a gente encontra até um coração mais convertido do que dentro das igrejas evangélicas".

O evento não foi isolado. Anteriormente Ana Paula fez questão de aproximar-se do cantor católico Walmir Alencar e esclarecer um boato de que a cantora teria ofendido a devoção de católicos pela eucaristia, um mal entendido que estimulou jovens católicos a lotar a caixa postal eletrônica da batista com e-mails de protestos. No encontro a batista “abençoou” o apostolado católico de Walmir Alencar:

"Mais uma vez, assim como já havia me manifestado antes, eu abençôo a vida e o ministério do Walmir, e também de toda a sua equipe, para que através da sua voz o nome do Senhor Jesus seja cada dia mais exaltado e honrado. Que ele não desanime nem desista, pois a graça do Senhor Jesus é maior do que todas as nossas limitações e fraquezas."

O sinal mais curioso de que a batista Ana Paula “aproximava-se” do catolicismo romano foi manifesto no ano passado por meio do blog pessoal da cantora, espaço no qual ela publica impressões pessoais. Surpresa para uns, escândalo para outros, a líder do grupo de música cristã mais famoso do Brasil, Diante do Trono, assume que a doutrina dos protestantes brasileiros relativa à confecção de imagens religiosas está equivocada porque impregnada de anti-catolicismo:

"Sei que as artes, de modo geral, foram rejeitadas em nossa cultura protestante, pois a pregação há muitos anos era basicamente anti-católica (…), mas a Bíblia não condena as esculturas, pinturas, a não ser aquelas que são usadas como ídolos."

Publicamente não houve qualquer declaração de Ana Paula no que diz respeito a um suposto desejo de conversão ao catolicismo, mas nunca uma liderança protestante com prestígio semelhante ao da cantora ousou aproximar-se tanto dos católicos.

Porque acreditamos que a conversão de Ana Paula Valadão tocaria na experiência cristã de muitos jovens protestantes, o nome dela foi escolhido para o início da campanha de oração por conversões de nossos irmãos separados.

Terço em mãos! Agosto é o mês de oração pela conversão de Ana Paula Valadão. O caminho seguro para Cristo é Roma e Ele não decepciona. Amém.

***

A campanha de oração é uma iniciativa do Blogocop 3.0 e um convite a toda blogosfera católica. Cada mês uma alma em nossas orações! Porque ecumenismo é o desejo de uma unidade visível entre os cristãos e não meramente pneumática. Todos um na única Igreja de Cristo.
---------------------------------------

Fim do texto extraído do blog católico.

Fonte: O Verbo

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A questão Guglielmucci

Resumão? O pastor da igreja dos caras do Planet Shakers admitiu recentemente que a doença terminal que afirmava ter era tudo uma farsa. Pior que isso, escreveu uma canção falando sobre o poder de cura que Cristo tem e oferece. A canção foi gravada também pelo Hillsong Church. Nem a família do cara sabia. Aí a coisa se espalhou internacionalmente, inclusive pela nossa querida blogosfera. Confira alguns trechinhos de textos e links para você sacar a opinião da galera. Se você também tem texto publicado sobre o assunto, deixe o link no espaço de comentários:

“A situação é delicadíssima, e escrevo esse post com uma certa tristeza, mas para quem sabe da influência que tem a Hillsong mundo a fora projetando o testemunho dele, é possível imaginar o estrago que essa história está fazendo (esse cd da Hillsong está em 4º lugar de venda no Itunes, junto com bandas seculares). Se você acessar o site da Hillsong verá que a música nem está mais incluída no CD (inclusive tem um comunicado sobre isso), ou seja, nas próximas remessas não virá com Healer.” Everson Barbosa

“Eu não sei como alguém pode fingir vomitar sobre si mesmo noite após noite, eu não sou um bom ator,” disse ele.

Para esconder o seu vicio de sua esposa e família, sustentando por 2 anos mentira sobre o suposto câncer, ele mandou e-mails falsos para seus familiares e lideres de sua igreja através de médicos inexistentes.

Ele disse “tenho vivido uma mentira por um longo tempo. Tenho escondido quem eu sou por tanto tempo. Posso dizer honestamente que, fisicamente e emocionalmente, meus últimos 2 anos foram , para mim, um inferno, mas que eu nunca disse a mim mesmo… vamos tentar enganar o mundo.”” Matéria traduzida no SEXXXCHURCH

Mas, o que fazer quando isso acontece? Quando cristãos influenciadores de multidões se revelam ser pessoas tão obscuras e cheia de segredos que os tornam péssimos exemplos a seguir? Como deixamos de ser referencial e passamos a ser motivo de tristeza?

São perguntas difíceis de se obter respostas, mas que revelam a nossa necessidade de sermos sinceros em tudo e deixar de lado a religião para seguir o lado da shining light que é Jesus.” Luis iStandForHim Fernando

E você, o que acha disso?

Escrito por ricardo extraído da Blogosfera Cristã

Estou cansado!

Ricardo Gondim

Cansei! Entendo que o mundo evangélico não admite que um pastor confesse o seu cansaço. Conheço as várias passagens da Bíblia que prometem restaurar os trôpegos. Compreendo que o profeta Isaías ensina que Deus restaura as forças do que não tem nenhum vigor. Também estou informado de que Jesus dá alívio para os cansados. Por isso, já me preparo para as censuras dos que se escandalizarem com a minha confissão e me considerarem um derrotista. Contudo, não consigo dissimular: eu me acho exausto.

Não, não me afadiguei com Deus ou com minha vocação. Continuo entusiasmado pelo que faço; amo o meu Deus, bem como minha família e amigos. Permaneço esperançoso. Minha fadiga nasce de outras fontes.

Canso com o discurso repetitivo e absurdo dos que mercadejam a Palavra de Deus. Já não agüento mais que se usem versículos tirados do Antigo Testamento e que se aplicavam a Israel para vender ilusões aos que lotam as igrejas em busca de alívio. Essa possibilidade mágica de reverter uma realidade cruel me deixa arrasado porque sei que é uma propaganda enganosa. Cansei com os programas de rádio em que os pastores não anunciam mais os conteúdos do evangelho; gastam o tempo alardeando as virtudes de suas próprias instituições. Causa tédio tomar conhecimento das infinitas campanhas e correntes de oração; todas visando exclusivamente encher os seus templos. Considero os amuletos evangélicos horríveis. Cansei de ter de explicar que há uma diferença brutal entre a fé bíblica e as crendices supersticiosas.

Canso com a leitura simplista que algumas correntes evangélicas fazem da realidade. Sinto-me triste quando percebo que a injustiça social é vista como uma conspiração satânica, e não como fruto de uma construção social perversa. Não consideram os séculos de preconceitos nem que existe uma economia perversa privilegiando as elites há séculos. Não agüento mais cultos de amarrar demônios ou de desfazer as maldições que pairam sobre o Brasil e o mundo.

Canso com a repetição enfadonha das teologias sem criatividade nem riqueza poética. Sinto pena dos teólogos que se contentam em reproduzir o que outros escreveram há séculos. Presos às molduras de suas escolas teológicas, não conseguem admitir que haja outros ângulos de leitura das Escrituras. Convivem com uma teologia pronta. Não enxergam sua pobreza porque acreditam que basta aprofundarem um conhecimento “científico” da Bíblia e desvendarão os mistérios de Deus. A aridez fundamentalista exaure as minhas forças.

Canso com os estereótipos pentecostais. Como é doloroso observá-los: sem uma visitação nova do Espírito Santo, buscam criar ambientes espirituais com gritos e manifestações emocionais. Não há nada mais desolador que um culto pentecostal com uma coreografia preservada, mas sem vitalidade espiritual. Cansei, inclusive, de ouvir piadas contadas pelos próprios pentecostais sobre os dons espirituais.

Cansei de ouvir relatos sobre evangelistas estrangeiros que vêm ao Brasil para soprar sobre as multidões. Fico abatido com eles porque sei que provocam que as pessoas “caiam sob o poder de Deus” para tirar fotografias ou gravar os acontecimentos e depois levantar fortunas em seus países de origem.

Canso com as perguntas que me fazem sobre a conduta cristã e o legalismo. Recebo todos os dias várias mensagens eletrônicas de gente me perguntando se pode beber vinho, usar “piercing”, fazer tatuagem, se tratar com acupuntura etc., etc. A lista é enorme e parece inexaurível. Canso com essa mentalidade pequena, que não sai das questiúnculas, que não concebe um exercício religioso mais nobre; que não pensa em grandes temas. Canso com gente que precisa de cabrestos, que não sabe ser livre e não consegue caminhar com princípios. Acho intolerável conviver com aqueles que se acomodam com uma existência sob o domínio da lei e não do amor.

Canso com os livros evangélicos traduzidos para o português. Não tanto pelas traduções mal feitas, tampouco pelos exemplos tirados do golfe ou do basebol, que nada têm a ver com a nossa realidade. Canso com os pacotes prontos e com o pragmatismo. Já não agüento mais livros com dez leis ou vinte e um passos para qualquer coisa. Não consigo entender como uma igreja tão vibrante como a brasileira precisa copiar os exemplos lá do norte, onde a abundância é tanta que os profetas denunciam o pecado da complacência entre os crentes. Cansei de ter de opinar se concordo ou não com um novo modelo de crescimento de igreja copiado e que vem sendo adotado no Brasil.

Canso com a falta de beleza artística dos evangélicos. Há pouco compareci a um show de música evangélica só para sair arrasado. A musicalidade era medíocre, a poesia sofrível e, pior, percebia-se o interesse comercial por trás do evento. Quão diferente do dia em que me sentei na Sala São Paulo para ouvir a música que Johann Sebastian Bach (1685-1750) compôs sobre os últimos capítulos do Evangelho de São João. Sob a batuta do maestro, subimos o Gólgota. A sala se encheu de um encanto mágico já nos primeiros acordes; fechei os olhos e me senti em um templo. O maestro era um sacerdote e nós, a platéia, uma assembléia de adoradores. Não consegui conter minhas lágrimas nos movimentos dos violinos, dos oboés e das trompas. Aquela beleza não era deste mundo. Envoltos em mistério, transcendíamos a mecânica da vida e nos transportávamos para onde Deus habita. Minhas lágrimas naquele momento também vinham com pesar pelo distanciamento estético da atual cultura evangélica, contente com tão pouca beleza.

Canso de explicar que nem todos os pastores são gananciosos e que as igrejas não existem para enriquecer sua liderança. Cansei de ter de dar satisfações todas as vezes que faço qualquer negócio em nome da igreja. Tenho de provar que nossa igreja não tem título protestado em cartório, que não é rica, e que vivemos com um orçamento apertado. Não há nada mais desgastante do que ser obrigado a explanar para parentes ou amigos não evangélicos que aquele último escândalo do jornal não representa a grande maioria dos pastores que vivem dignamente.

Canso com as vaidades religiosas. É fatigante observar os líderes que adoram cargos, posições e títulos. Desdenho os conchavos políticos que possibilitam eleições para os altos escalões denominacionais. Cansei com as vaidades acadêmicas e com os mestrados e doutorados que apenas enriquecem os currículos e geram uma soberba tola. Não suporto ouvir que mais um se auto-intitulou apóstolo.

Sei que estou cansado, entretanto, não permitirei que o meu cansaço me torne um cínico. Decidi lutar para não atrofiar o meu coração.

Por isso, opto por não participar de uma máquina religiosa que fabrica ícones. Não brigarei pelos primeiros lugares nas festas solenes patrocinadas por gente importante. Jamais oferecerei meu nome para compor a lista dos preletores de qualquer conferência. Abro mão de querer adornar meu nome com títulos de qualquer espécie. Não desejo ganhar aplausos de auditórios famosos.

Buscarei o convívio dos pequenos grupos, priorizarei fazer minhas refeições com os amigos mais queridos. Meu refúgio será ao lado de pessoas simples, pois quero aprender a valorizar os momentos despretensiosos da vida. Lerei mais poesia para entender a alma humana, mais romances para continuar sonhando e muita boa música para tornar a vida mais bonita. Desejo meditar outras vezes diante do pôr-do-sol para, em silêncio, agradecer a Deus por sua fidelidade. Quero voltar a orar no secreto do meu quarto e a ler as Escrituras como uma carta de amor de meu Pai.

Pode ser que outros estejam tão cansados quanto eu. Se é o seu caso, convido-o então a mudar a sua agenda; romper com as estruturas religiosas que sugam suas energias; voltar ao primeiro amor. Jesus afirmou que não adianta ganhar o mundo inteiro e perder a alma. Ainda há tempo de salvar a nossa.

Soli Deo Gloria.

(extraído do ótimo Ricardo Gondim)