sábado, 28 de julho de 2012

Devocional 22 - Chamado - Correr com Cavalos


Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com os cavalos? Se tão-somente numa terra de paz estás confiado, como farás na enchente do Jordão? Jeremias 12:5

Pelo contexto do livro de Jeremias, Deus estava respondendo que ele não deveria lamentar pela dificuldade que enfretava naquele tempo, pois chegaria um tempo que as coisas ficariam ainda mais difíceis. Precisamos enxergar o texto como um convite de Deus para uma vida de excelência. Não apenas para aquele tempo, mas para o hoje. 

Numa alegoria, podemos dizer que vivemos no hoje os tempos incertos da “enchente do rio Jordão”, onde muitas pessoas estão sedentas pela integridade. O óbvio me diz que só temos sede de algo que nos falta. É uma crise de abstinência do fazer o que é correto. 

Alerta: As pesquisas que indicam que o Evangelho está em crescimento, não se reproduzem em qualidade atestada pela função salina que Deus nos ensinou. Não estamos alcançando a vida de excelência que o Evangelho propõe. Devemos cogitar que "Se o sal não salgar, para nada presta".

Não Lute contra a própria natureza

A bíblia cita em Jeremias 1:5. “Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.”

Nossa vinda a este mundo não é por acaso. Jó 31:15 se refere a “Aquele que te formou no ventre”. Romanos 8:30 diz “E aos que predestinou”. Juntando estes versículos, podemos concluir que antes de qualquer coisa, Deus já nos conhecia. Ou seja, de antemão Deus planejou o que fossemos o seu propósito.

De acordo com plano de Deus, existe um alvo existencial.  Tentar ser o que a gente deseja apenas, sem consultar aquele que já me conhecia antes, é lutar contra a própria natureza. Fomos reservados, e dentro deste plano, Ele nos deu para alguma coisa. Dar é o resultado do amor radical de Deus como diz em João 3:16.

Se Ele me conheceu antes mesmo da minha existência, isto me instrui que para conhecer a mim mesmo é necessário ajuda do próprio Deus. Autoconsciência é crível apenas se for a luz do Espírito Santo.

Portanto, não lute contra a própria natureza. Seja sensato e busque a cada dia mais se entregar a Jesus. Não foque as coisas passageiras, focalize as coisas eternas, pois tudo que é passageiro não tem poder de nos limitar o que é eterno. E nós fomos chamadas pelo Eterno e para o eterno.

Para reflexão: Estamos dispostos a pagar o preço desta vida de excelência? Estamos preparados para ouvir o plano de Deus a nosso respeito? Estamos prontos para competir com cavalos? Estamos dispostos a cumprir o IDE de Jesus fora de nosso sítio de Paz?

Que Deus nos dê esta graça

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Devocional 21 - Pão Nosso - Parte 2


O pão nosso de cada dia nos dá hoje; Mateus 6:11

Direto ao ponto: Podemos especular três formas de entender O Pão desta oração modelo: 
  1. Pão Espiritual - Matheus 4:4 - "Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus."
Viver é mais do que provisão física e mais que um sentido existencial. È explorar todo potencial da vida humana. A resposta de Jesus em Matheus 4:4 exige o entendimento de que vivemos com muito mais do que um pão que atende a necessidade física. Existe uma necessidade espiritual e afetiva. Redirecionam nossas prioridades a busca do pão espiritual alimenta todo o ser.
  1. Pão Afetivo - Quando Deus criou o homem, Ele sabia desta necessidade ao dizer: "Não é bom que homem viva só." A primeira negativa de Deus no registro de Genesis. Solidão é o primeiro problema encontrado nas Escrituras.
Deus conhece o homem mais do que homem conhece a si mesmo. Ele fornece suprimentos vitais para alma humana. Uma das provas disto é que "comunhão" é uma das palavras mais celebradas no contexto cristão e é uma das formas de suprir a carência de relacionar. O incentivo de Deus a Comunhão exemplifica bem o seu zelo pelas necessidades humanas
  1. Pão Físico - Quando Jesus disse na continuação do Cap. 6 Matheus: "Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?" O cargo da provisão diária no Reino de Deus é de Deus, O  Pai que sabe dar coisas maravilhosas aos Filhos.
O pão físico é um modo de expressar a providencia para as necessidades do homem como vestimentas e comida, provisão para tudo que é uma necessidade do ser do homem como a saúde por exemplo.  

A busca do pão é uma oportunidade de confiança na provisão. O detalhe intrigante desta oração é que apenas neste momento podemos pedir alguma coisa para nós mesmos. A oração aponta que não é errado pedir desde que as prioridades estejam estabelecidas de acordo com a Vontade do Senhor.

Para finalizar, existem dois exemplos bíblicos a respeito do Pão. Vamos a eles:
  1. Santa Ceia (Matheus 26:27): Simboliza os três elementos da provisão de Deus. 1) O próprio Jesus como o Pão vivo que desceu do céu. Toda sua vida confirma isso. 2) O movimento de comunhão com os discípulos onde estão celebrando aquele momento único. Relacionamentos, momentos de intimidade e muitas satisfações ligadas a alma. 3) O pão físico simbolizado no pão do fermento e no Vinho. Os três alimentam a necessidade do corpo humano.
  2. Igreja Primitiva (Atos 2:42): Lucas o autor do livro de Atos está mostrando que aquilo era fruto de ação movida pelo Espírito Santo. 1)” E perseveravam na doutrina dos apóstolos,” "e nas orações." - PÃO ESPIRITUAL 2) Na comunhão. - PÃO DO AFETO 3) No partir do pão. - PÃO FÍSICO

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Polêmica dentro da Igreja

Quando um povo levanta uma polêmica , quando leva um assunto à tona, quando confronta, quando enfrenta, quando revela, finalmente resolve.

É assim entre as pessoas e entre as nações mais amadurecidas… sem dissimular… sem jogar nada para debaixo do tapete…

O polemista (do grego. polemistés: guerreiro) gosta de questionar sem maledicência e discutir com acerto. Na Igreja usa o expediente da polêmica provocando a reflexão , debatendo, defendendo ou refutando algo que seja necessário ao avanço do pleno conhecimento do Evangelho.

Prudência: A polêmica é apenas um meio, um mero instrumento pedagógico que desperta a nossa atenção sobre determinado assunto…

Não se pode curtir a polêmica!!!

Quando alguém nos conta algo que seja polêmico, logo entendemos e infelizmente na maioria das vezes julgamos as partes envolvidas na controvérsia tomando partido… deixamos de amar.

É matemático: Curtir a polêmica + escolher uma parte, deixando de amar a todos = a heresia: O Espírito Santo se retira do negocio, é o fim da linha.

Para pensar.

Amém.

Pr.Mauro Pellegrini

Devocional 20 - Pão Nosso (Parte 1)

Pão Nosso


O pão nosso de cada dia nos dá hoje; Mateus 6:11

A oração do Pai nosso é uma oração modelo em resposta a dúvida do discípulo como registra no livro de Lucas 11:1. Uma comunicação de Jesus sobre o Reino de Deus.

No Pão nosso, a providencia de Deus é para representar o meio pelo qual Deus governa o universo.

Para começar, devemos pensar que pedir o pão é pedir aquilo que é básico. O básico é oposto do supérfluo. A oração do Pai Nosso vem em contraponto às vãs repetições que são motivadas por cobiça. A ambição influência e prioriza uma busca de coisas desnecessárias. Jesus estava dizendo: Não se doe por superficialidade!

Na Bíblia, o homem é conhecido por sua tricotomia, termo utilizado para dizer que o ele compõe-se de elementos essenciais como espírito, a alma e o corpo como mostra em1 Tes 5:23. Ao refletirmos, vamos perceber que o homem precisa de muito mais do que comida. O pão cotidiano é para o ser;

Jesus indica a providencia como o "pão nosso", ou seja, não é um pão individual. A providência do Pai Nosso é para os todos os filhos. É nosso, tanto o pai como o pão. O nosso reforça esta visão dos Filhos em comunidade.

O pão comunitário instrui o verdadeiro milagre da multiplicação. Ao dividir o pão com o meu próximo, o pão deixa de ser dividido para ser multiplicado. O que era um passa a ser dois. Este é o verdadeiro milagre. O eu não querendo viver mais para si mesmo, mas ser transformado em nosso. O que é meu não é mais, agora é nosso.

Concluindo:
  • O Pão Nosso é uma das formas de providência de Deus. É através da providencia que Deus governa o universo.
  • Orar pedindo o pão se opõe a aquilo que é supérfluo. A oração modelo é um contra ponto as orações movidas por cobiça criticadas por Jesus. 
  • O Pão Nosso é uma referencia do alimento para o Ser: Espírito, alma e corpo. 
  • O pão nosso é coletivo indicando que Deus prover ao seu Reino e não a um desejo individualista. O pão nosso indica o tipo de vida em comunidade que Deus deseja. 
  • O pão nosso ensina o primeiro passo do milagre da multiplicação. O pão único que quando dividido passa a ser dois.

Raiz do Mal


Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim; João 14:30

E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo. Lucas 3:9

Este capítulo 3 de Lucas dá uma demonstração porque João foi apontado por Jesus em Matheus 11 como o maior profeta que existiu até a sua vinda. A Bíblia não relata sinais e prodígios feitos por João Batista. Nem mesmo a sua história ganhou um livro na própria bíblia como outros profetas ganharam. Mas, a favor de João está o anuncio do caminho do Salvador numa dimensão muito profunda, ao ponto das Escrituras fazer menção do endireitamento das veredas. Em resumo poderíamos descrever que:
  • Pregação sobre arrependimento para remissão dos pecados.
  • O Batismo é uma espécie de selo da morte de uma velha vida que começa em uma transformação de convicção interna
  • O diagnóstico Espiritual de que aquela geração é uma geração de víboras. Ele sabia que maldade estava dominando o mundo e principalmente aquele tempo sobre Israel. Existem alguns estudiosos que dão entender que o título que João deu a geração era um pouco pior, era filho de víboras. Filho da Perversidade. O perverso é comparado com belial, com o próprio inimigo.
  • Pregou que a única forma de fugir da ira vindoura era através do arrependimento.
  • Ensinou que frutos dignos de arrependimento começam na destruição da raiz do mal. Porque se raiz é má não tem como a árvore ser boa. Não são as atitudes em si que era o problema dos homens, mas é a raiz das árvores. Ou seja, o coração que traz condenação. O que compromete o homem não são as suas obras más, antes a sua natureza pecaminosa.

Por machado a raiz ensina sobre o tipo de luta que travamos contra o mal. Muitas vezes lutamos contra atitudes de pessoas se opondo a elas e não ao mal por trás delas. Opor-se a pessoas é atuar contra o tronco. Precisamos elevar a luta para a raiz do mal e assim lutarmos nesta esfera. Não lutamos contra pessoas, mas contra o mal que influência as pessoas.

Jesus ao dizer que príncipe deste mundo vinha e que o inimigo não tinha nada Nele, estava indicando uma iminente luta que ele travaria contra as potestades. Estava ao ponto do corte com o machado na raiz e ampliando a nossa visão sobre que tipo de guerra nós devemos travar.

"O Príncipe deste mundo" é dito em referência ao mundo atual que jaz na malignidade e também pelo resultado da opção humana pelo pecado. O diabo vinha para cumprir impondo sua vontade sobre Jesus, não porque em Jesus havia erro ou brecha, mas porque em seu redor havia pessoas ainda endividadas e escravizadas pelo pecado. O posseiro tinha direito de posse.

Tenha em mente que Jesus iria morrer porque fazia parte do plano, porém amplie a visão de que era a oportunidade de Satanás de fazê-lo sofrer. A única vez que o inimigo teve a chance de fazer Deus sofrer. Isto é muito forte, pois Deus sabia que havia um escrito de dívida que precisava ser pago.

A raiz do mal é o que dá direito ao inimigo de se apossar e escravizar. A fala de Jesus que diz que o tentador "não tem nada para achar Nele”, mostra que Satanás não tem nenhum poder legítimo contra Jesus, a respeito disto devemos lembrar que todas as tentações que o inimigo tentou foram vencidas. Jesus como Salvador chegou à raiz, mas para cortar o mal pela raiz é necessário o pagamento do preço.

Finalmente atente-se para fala de João de que já está posto o machado. Jesus é a convicção de João. Ele enxerga ação no presente. O que prova a profundidade da visão de João. Não apenas isso, João é usado por Deus para inauguração de um movimento e avivamento espiritual como o arrependimento e o batismo. João estava certo que Jesus traria a libertação profunda que este mundo precisava. João de fato era o profeta que endireita as veredas, afinal sua visão de mundo desperta em nós o ensinamento de que Jesus é a total solução para extirpar o mal da humanidade. João aponta para Jesus como solução e esta é vantagem Dele em relação aos outros profetas.

Faça como João, diagnostique o mal. Faça como Jesus, aja na raiz.