sábado, 31 de dezembro de 2011

Votos para 2012 - A Cura Plena


Num balanço de fim de ano percebo que muitas pessoas estão cansadas pela sobrecarga de trabalhos, pelos desafios constantes e o estresse conseqüente do super ativismo que a vida se tornou. E ainda que tentemos evitar, esta é uma realidade da vida. Por causa desta realidade para alguns é quase impossível reservar algum tempo em solitude para devocional. Entretanto, devo frisar que é "quase". Ou seja, sempre há tempo para nos reservar e criar intimidade com Deus, até porque isto é essencial para nossa existência. Isto está acima da prioridade. Listando prioridades, ouvir a Deus está acima de todas elas. A voz de Deus é direção para nós. Dependemos Dele para viver. "Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;" Mateus 5:3

Eu não posso deixar de notar que a vida se tornou algo difícil de lidar e conviver. O verdadeiro cristão fica sempre com a sensação de que está sendo enviado como ovelha em meio a lobos. De ser peregrino e forasteiro em um mundo que jaz no maligno. E por estas razões, devemos sempre acatar a orientação bíblica que pede para nos abster da comunhão com mundo. Entre as muitas passagens, existe Salmo 1:1 "Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores." Este é um texto clássico, que adverte que mais que feliz é o homem que não tem comunhão com este mundo.

Outro detalhe é que na Palavra de Deus sempre veremos a instrução para ficarmos em alerta, a instrução de orar sem cessar ou mesmo de orar e vigiar. Existe um texto muito conhecido em I Cor 10:12 "Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia." O sentido de alerta e vigilância é o tempo inteiro.

Além destes desafios da vida em si, existem outros fatores que nos desafiam como o relacionamento. Dependendo do tipo de relacionamento que se tem, as partes envolvidas nas relações ficam muito desgastadas. Mas quero atentar para uma pequena parte de Gênesis 2:18 "Não é bom que o homem viva só" Note algumas coisas:
  1. É encontrado o primeiro problema na Bíblia.
  2. É uma negativa do mesmo valor a tudo que era bom até então.
  3. E para solucionar Deus estabelece assim o relacionamento. Isso é tremendo. Tremendo porque relacionamento saudável faz você crescer, ser sarado e principalmente amado.
  4. Entretanto, com a queda humana através do pecado, não há como medir as conseqüências disto nos relacionamentos. Eu sei que os distúrbios causados pelo desnível dos relacionamentos chegam a assustar.

Ok. Agora, qual a reflexão que devemos fazer?A primeira parte da reflexão que faço é que aquilo que deveria ser uma solução virou um problema. Virou problema por causa de tudo que falei, mas principalmente porque nos falta a Vida de Deus dentro de nós. O pecado se opõe a Vida de Deus em nós. 


Neste ponto pense comigo. Quem é a vida de Deus dentro de nós? O Espírito Santo. O que a Bíblia sugere é que a Vida de Deus, ou seja, o Espírito Santo, só é alcançada buscando a sua presença, a medida que nos reservamos em intimidade. Reservar é o mesmo que se separar. Isto é santidade, e por isso santidade se opõe ao pecado. 

Para pensarmos na importância da santidade, eu costumo sugerir um pouco de quem é Deus, e apesar de nossa visão ser embaçada em relação ao Criador, olhar para suas qualidades nos ajuda a traçar um perfil. Eu costumo dizer que todos os atributos de Deus ajudam igualmente a descrever quem Ele é, e apesar do Amor e Graça serem os atributos que nos beneficiam da maneira mais direta e visível, a santidade de Deus é o que mais deveríamos nos atentar para compreender o tamanho do seu Amor e da sua Graça. Afinal, não vemos os anjos repetindo outro atributo senão Santo, Santo, Santo... Santidade traduz com exatidão o tamanho do sacrifício Dele ao enviar seu Filho, pois a Bíblia relata que aquele que não conheceu pecado, se fez pecado por nós. (2 Cor 5:21)

Voltando ao contexto, quero dizer em relação aos relacionamentos que na maioria das vezes temos que lidar com melindres para que os outros não nos interpretem mal, seja em conversas simples e ou mesmo em atitudes. Nem todos esforçam para entender contextos, seu histórico, as minúcias do relacionamento na aplicação da vida. Ninguém considera os problemas do outro como ninguém também quer considerar os nossos problemas. Sobra egoísmo, indisposição e impaciência. Em outras palavras, os problemas na alma nos atrapalham nos relacionamentos.

Em relação a mim, eu tenho a impressão de que estou sendo vigiado o tempo inteiro e qualquer palavra ou ato "pode ser usado contra mim no tribunal". Sinto que sou avaliado e julgado o tempo inteiro. Confesso que também já cometi esta tolice de julgar parcialmente. Somos tolos. Ainda bem que Deus é justo juiz e Ele mesmo consideram nossa justiça como trapo de imundícia.

Vejo o tempo inteiro às pessoas querendo cobrar o amor das outras, mas não estão nem um pouco dispostas a entender que o amor é fruto do Espírito. E se é fruto significa que precisa plantar e cuidar. Mas, ninguém quer plantar este amor. Ninguém quer aceitar que amar é um investimento de vida espiritual e que só alcançamos o amar na maneira de Deus, apenas na força de Jesus. E para isto acontecer teremos sempre o trabalho de arar a terra, de plantar, de regar para depois colher. Ou seja, plantar o bem sempre. Nos dias atuais um dos meus alvos a respeito disso é que o diz em Gálatas 6:9 "E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido."

Todo texto relatado aqui tem apenas um fim, o de fazer nos refletir sobre a nossa vida. A correria, os relacionamentos, as situações em que precisamos ser curados. Precisamos ser curados da falta de tempo para nós mesmos, de ser curados da indisciplina, de sermos curados em nossa alma, ou seja, sermos curados plenamente. Portanto, rogo a todos pelo direito de Cristo que assiste aos que Ele pertence, para que estejamos mais dispostos a CURA PLENA. A cura de Deus é direito nosso. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Isaías 53:4-5
 
Entenda o processo de cura como um processo de libertação. É um texto simples, introdutório, mas diante da luz das Escrituras, afirmo de que este é o querer de Deus para nossas vidas, ou se se preferir, o bem querer de Deus para nós. Neste processo eu tenho certeza de um caminho, aquele em que a minha e a sua razão dá lugar a Verdadeira Razão, a de Cristo Jesus. Nele temos tudo que precisamos para relacionarmos saudavelmente.

Neste Novo Ano, eu desejo toda sorte bênçãos espiritual. Isso inclui Cura Plena, a verdadeira Cura de Deus. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Devocional 17 - Entendendo um pouco mais sobre a Parábola do Filho Pródigo

Texto Base: Lucas 15:11-32 - Parábola do Filho Pródigo
 
Não sei se já perceberam, mas a parábola do Filho Pródigo é uma das passagens mais analisadas e repetidas em estudos bíblicos, blogs, sites e livros. É um quase um clichê de tanto que ouvirmos ela. A passagem ficou de certa forma banalizada. E mesmo com todas as análises, ainda assim é mal compreendida pela igreja em si. E a má compreensão resulta em citações fora do contexto, pretextos e consequentemente enganos, pois geram uma esperança de um final feliz no qual o desviado se apega. Mais como prelúdio para o texto, destaco um detalhe intrigante e essencialmente importante para consideramos nas parábolas: Elas são feitas para aqueles que querem andar em Cristo compreenderem, entretanto, para aqueles que não tomam a decisão por Ele, se tornam uma história sem compreensão.

Mateus 13:10-13
E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem.

A parábola parece com a intenção de confirmar aos discípulos que apenas para aqueles que optam em serem seguidores é que seria revelado o ensinamento contido na palavra de Deus. A fala de Jesus vem depois da parábola do semeador, dando a entender que a semente é a palavra de Deus. A continuidade é que fará a semente geminar e crescer. Estando em Cristo, e lutando pela continuidade Nele é que os mistérios de Deus serão revelados. Assim como a citação de Calvino:"O Senhor não brilha sobre nós, exceto quando tomamos sua Palavra como nossa luz" Então toda parábola só de pode ser compreendida a luz de Cristo e da busca do conhecimento Dele.

Sobre a má compreensão da parábola do Filho Pródigo

A má compreensão desta passagem do Filho pródigo cria uma motivação enganosa para o risco de aventurar-se ao mundo, risco totalmente infeliz e incerto. Apesar de a Bíblia mostrar que isto foi um mau exemplo dado pelo filho mais novo, os aspirantes a este engano se firmam no suposto "Final Feliz". Ou seja, um deus bonachão e bobo que permite você pecar de forma premeditada, deixando o sujeito dar uma voltinha no mundo, se esbaldando no pecado para depois voltar cantando: "Eu vou voltar para casa do Pai". Definitivamente sabemos que não é isso que significa esta passagem. A parábola envolve muito mais do que isso.

Um dos ensinamentos é o próprio significado de pródigo. Pródigo é aquele que mesmo estando plenamente capaz de discernir as coisas, tende a gastar seu próprio patrimônio de maneira que parece que ele não está discernindo as coisas. E isso merece uma reflexão do tipo: Pródigo não é sujeito sem consciência das coisas, tanto que na parábola o filho sabe que Ele tem um patrimônio e é esta herança que ele reivindica. Ao reivindicar a herança, ele está consciente da sua parte por direito. Ele está julgando que a maior herança que ele tem são os bens e não a casa do Pai. Indiretamente está dizendo que os bens estão melhores na mão dele do que sob os cuidados do Pai. Em outros termos, o sujeito sabe os benefícios que ele tem na casa do Pai, entretanto prefere usar os benefícios de maneira que ele bem quer, de forma promíscua na aventura e nos prazeres que "lá" fora pode lhe proporcionar.

A Parábola tem relação da história humana e o pecado


Observe também na semelhança que a parábola tem em nossa história humana. A semelhança não é por acaso. A parábola é para humanidade. Abrimos mão da presença de Deus para viver o prazer do pecado. Ao invés de ouvi-lo, resolvemos seguir o nosso próprio curso abrindo mão de todo direito que tínhamos. A verdadeira aplicação do texto é um ensinamento pra própria humanidade sobre a graça. É uma dica para o arrependimento.

Todavia, precisamos lembrar que, para aqueles que conhecendo a verdade ainda prefere o prazer do pecado, graça é sinônimo de favor não merecido. Ou seja, se não merecemos, então é importante frisar que se não acontecer o mesmo final feliz da parábola, não será injustiça por parte de Deus.

No pecado consciente existem riscos e perigos incalculáveis. Candidatos a "filhos pródigos" após estarem consciente de Jesus, não são inocentes dos perigos da aventura. O fato é que se os mesmos resolvem dissolutamente tentar manipular a graça ao seu favor, fundamentando no "FINAL FELIZ" da parábola, correm o risco de não ter a oportunidade do arrependimento devido à insensibilidade causada pelo desvio. A Bíblia diz em Atos 17:30 "Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam;" Ele não considera o tempo de ignorância, de desconhecimento de sua existência Nele. Agora, para aqueles que conheceram a Deus, que sabem da gravidade do pecado e ainda assim desejam viver debaixo da escravidão pelo prazer, sinto-lhes informar que o destino é irremediavelmente de morte e tormento.

Prostituição espiritual


O texto a seguir nos traz uma idéia do que isso representa aos olhos de Deus. Em Jeremias 3:1-3 "Eles dizem: Se um homem despedir sua mulher, e ela o deixar, e se ajuntar a outro homem, porventura tornará ele outra vez para ela? Não se poluirá de todo aquela terra? Ora, tu te prostituíste com muitos amantes; mas ainda assim, torna para mim, diz o SENHOR. Levanta os teus olhos aos altos, e vê: onde não te prostituíste? Nos caminhos te assentavas para eles, como o árabe no deserto; assim poluíste a terra com as tuas fornicações e com a tua malícia. Por isso foram retiradas as chuvas, e não houve chuva serôdia; mas tu tens a fronte de uma prostituta, e não queres ter vergonha."

Nos termos do texto, o sujeito se prostitui, faz tudo que desagrada a Deus e depois volta como se nada tivesse acontecido. E aí, se auto intitula filho pródigo. E nesta consciência louca, publica aos ouvidos alheios que a "glória da segunda casa é maior que a primeira". Não, não é esta a interpretação. A parábola mostra um filho rebelde que exige sua parte da herança antes do falecimento do Pai, que abre do direito da presença do Pai e com o dinheiro na mão começa a esbanjar ao ponto de perder tudo que tem. Chega ao limite da desgraça e vergonha, e diante disso, se arrepende e pede ajuda. Um fator importante que aparece na parábola é o reconhecimento deste filho de que um "servo" que trabalha para o Pai vive melhor do Ele que é filho. E diante deste fato, resolve ver onde caiu para consertar. É um ensinamento de graça, mas sob a condição do pedido de ajuda. O arrependido "filho errante" encontra o perdão do Pai sem merecer porque reconheceu que errou e se humilhou voluntariamente ao perceber que não merece a honra de ser filho.

O problema maior é que os candidatos a filho pródigo tem o conhecimento do que são os prazeres deste século e premeditadamente preferem o mundo ao invés da presença de Deus. Preferem o prazer do mundo, as obras da carne e as falsas sensações. E por causa disso, aos desviados podemos dizer que a parábola não se aplica a todos porque a oportunidade que tiveram já lhes foi suficiente diante da própria consciência que Eles têm de Cristo. Nem todos são tomados por ignorantes, por desconhecedores da causa. Muitos são amantes de si mesmo. Cultuam seus órgãos, o prazer, mesmo sabendo que ser "amigo do mundo é ser inimigo de Deus".

Finalizando

Existem muitas lições simples que vem desta parábola.
  1. Parábolas cristãs são lições de Deus para nós. Lições para gerar mudança de convicção. As parábolas são feitas para entendermos elas sob a ótica de Cristo e não sobre a nossa própria ótica.
  2. Precisamos entender os textos Bíblicos e os contextos, para depois tentarmos a aplicação.
  3. A essência da felicidade está na casa do Pai, ao lado Dele. Uma das lições é compreendermos que apenas em Deus, nosso Pai, temos vida
  4. Fora da presença de Deus vivemos inferiores aos escravos de sua casa. É uma lição de compreensão que acrescenta mais dois valores a reflexão: Existem servos e existem filhos.
  5. Para voltar para a casa do Pai é preciso lembrar onde errou então reconhecer a tolice, se arrepender e pedir ajuda.
  6. No caso do irmão mais velho, a lição é de que existem filhos que, mesmo estando na presença do Pai, não se consideram como filhos e sim servos.
  7. Existem muitos irmãos mais velhos que ainda não compreenderam a dimensão da graça. Atente que o filho mais novo desfrutou da Graça do Pai e aquele que sempre esteve ao lado Dele não. É uma lição de que precisamos compreender a nossa verdadeira herança em Deus e a nossa posição como filhos de Deus.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Devocional 16 - Unidade da fé, o caminho da perfeição


"Sede, pois, perfeitos, assim como perfeito é o vosso Pai celestial" (Mt 5.48).


O "Sede" do versículo de Matheus está no imperativo. É uma ordem. Agora, atente-se que o texto inicial de Matheus é uma ordem com um argumento. "Que sejamos perfeitos, igual ao Pai". Em outros textos, a sugestão é para sermos igual ao Filho, o próprio Jesus. Paulo instrui a sermos imitadores de Cristo. Então, ora igual ao Pai, ora igual ao Filho. Em Genesis 1:26ª diz: "E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;" O texto no nos dá a idéia de sermos igual ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Ser perfeito é ser a imagem e semelhança de Deus. Se o Filho mesmo sendo a exata expressão do Pai, também é um com Ele, significa que a origem da imagem e semelhança é dentro pra fora. A unidade Dele com o Pai é o que traz a forma e a expressão. João 10:30 "Eu e o Pai somos um. Então, se vivermos a unidade semelhantemente a Eles que são um, conseguiremos repetir os passos de Cristo. A unicidade da vida de Cristo é a essência que nos faz um com Deus. Sabemos que o Espírito Santo de Deus é o Espírito de Cristo. E é através do Espirito Santo unindo ao nosso espírito que podemos ser um com Deus. Isso mesmo. Mesmo sendo fraco, falho, pobre e nu, podemos ser um com DEUS seguindo o exemplo do Filho.

Agora, para tentarmos ser como Jesus referência humana, precisamos olhar para seus modelos práticos durante a vida. E um dos iniciais é agradar a Deus. Isto é uma obrigação de obediência para aquele que é cristão. Em Mateus 3:17 diz "E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo." Este é o Filho que lhe dá prazer! A Bíblia diz em Hebreus 11:6 ª "sem fé é impossível agradar a Deus." A biblia também nos lembra que a obediência é prova de amor pra Deus. Jesus disse em João 14:21 "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele." Ou seja, ser perfeito é um desafio de Fé e Obediência. 


Ser perfeito é um ciclo de obediência e fé característico na unidade que precisamos compreender da seguinte maneira: 1) Envolve a unidade nossa com Deus, onde Ele é o centro do nosso coração. 2) Também envolve a unidade com o nosso irmão como prova de amor a Deus. 1 João 4:20 Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?  - Uma depende e demonstra a outra. Afinal, o amor, é base para o relacionamento tanto com Deus, que é a fonte do amor, como também com o nosso irmão. Ou seja, o amor é vínculo da perfeição.

Em Efésios4:12,13 "Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo"  Observe o texto proposto e o texto a seguir para entender que a medida, o meio e o alvo para sermos perfeitos é a unidade da fé. O texto está falando sobre aperfeiçoamento dos santos. "Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;" Filipenses 1:6. Significa que:  

  • Ele (Jesus) começa e Ele (Jesus) aperfeiçoa.  
  • Ele é o inicio, Ele é o meio e Ele é o fim. 

Mostra que o aperfeiçoamento iniciado tem o alvo: "Ate que todos cheguemos a Unidade da Fé". Ou seja, é um ciclo de vida. O Alvo da nossa fé é quem inicia a fé.

Vamos pensar sobre UNIDADE da Fé no contexto:
  • Unidade não é Uniformidade. Podemos ter unidade mesmo tendo formas diferentes.
  • Unidade não é Unanimidade. Unidade não é ter a mesma opinião sempre.
  • Unidade não é apenas estar junto. Estar junto de uma pessoa não significa estar unido a ela.
  • Unidade é ter a mesma essência. Unidade da fé é a união promovida pela mesma essência de fé, Jesus.

Jonh Stott disse: 'No essencial, unidade; no não essencial, flexibilidade; em todas as coisas, o amor" Pergunto: Quem é essencial? Jesus. Então, Nele somos um. Agora o que não é essencial? Nossa habilidades, afazeres, e outras coisas. Afinal, somos diferentes, com funções diferentes, entretanto, o amor de Deus em nossos corações é o que nos une. Sabe por que? Porque o amor provém da fonte essencial e por isso é o vínculo da perfeição.

Em Colossenses 3:14-15, fala "E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos." Vínculo sugere a idéia de estar ligado. Qualquer ligação que existe, existe sempre entre duas pessoas ou mais. Não se pode estar vinculado se estiver sozinho. Vinculo é o laço da unidade, laço do relacionamento. O vinculo é ponto que promove a comunhão.

Paulo na carta de Efésios traz a idéia de que a Unidade é a essência de termos Cristo como centralidade. Todas as coisas em nosso ser funcionam para a vontade Dele, Jesus. Porque Ele, Jesus, é a nossa medida. 

Sendo assim, se duas pessoas estão em Cristo, mesmo sendo diferentes, mesmo estando em localidades diferentes, se Jesus for à essência de sua fé, as mesmas vivem em unidade. 1 Coríntios 12:12 "Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também."


Em um corpo as mãos funcionam para a vontade da cabeça. E as mãos estão vinculadas aos pés pelo corpo. E ambos, mãos e pés, têm funções diferentes, formas diferentes, entretanto, obedecem ao comando da cabeça. Unidade é isso. É quando pessoas diferentes, de formas diferentes entendem e buscam o mesmo alvo. Unidade é o patamar mais alto exigido por Deus para o relacionamento da sua Igreja. É meio pelo qual alcançamos a perfeição mesmo sendo tão diferentes.

Para finalizar, um resumo do que representa a Unidade da fé (Essência da fé que nos une) e um sumário da correlação disto com algumas das verdades essenciais cristãs. É muito mais amplo que isso, mas dá para ter uma idéia.
  • Jesus é o principio de todas coisas - João 1:1-3
  • Jesus é o Filho de Deus, logo é Deus - Matheus 16:16
  • Fomos feitas a imagem e semelhança Dele, Jesus que é Deus, e para este propósito que Ele veio nos salvar - Genesis 1:26, Romanos 8:29
  • Crer nele é uma revelação. Ou seja, Deus precisa iluminar o nosso entendimento para que a gente se converta - Matheus 16:17, 2 Coríntios 3:16
  • Em Deus existimos, vivemos e nos movemos. Apenas se estivermos em Deus temos vida. Atos 17:28 completa João 14:6
  • Jesus sendo Deus, é também a única forma de chegar a Deus. João 14:6
  • Ele é o principio, meio e fim. Ele é a nossa essência. Ele é o autor e consumador da fé. Ele é a “Esperança da glória”, o fundamento da igreja, Seu corpo e a cabeça deste mesmo corpo. Apocalipse 22:13, João 1:3, Efésios 4:10-13, Hebreus 12:2, Colossenses 1:27
  • Tudo se explica Nele. Ser redimido por Ele e ter a Sua essência é o que nos faz elevar o caminho para o alto padrão de Deus. Apenas assim a vereda dos justos se torna dia perfeito. Romanos 11:36, Isaías 55:9, Hebreus 9:14, completa Provérbios 4:18
  • Deus Pai, Ele é tudo em todos. - Efésios 4:6

Têm-se a mesma essência, significa que temos o mesmo alvo. Se o alvo é o mesmo, significa que o caminho para se chegar ao alvo também o será. Se trilharmos juntos nesse caminho, inevitavelmente teremos comunhão. Tendo todas estas coisas, significa que estamos no rumo da unidade da Fé, a medida do varão perfeito que é Cristo Jesus

Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.1 João 1:7

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Devocional 8 - Relacionamento.



Você sabe qual é o primeiro problema encontrado na Bíblia? Em Genesis 2:18 diz "E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele."  Esta afirmação mostra que a solidão é o primeiro problema encontrado nas Escrituras Sagradas. Permite pensarmos que a solução para este problema é o relacionamento. Deus viu um problema e resolveu com uma companheira, alguém da mesma "espécie". Dentro do contexto, podemos pensar que a solidão é o oposto do relacionamento.

Ha uma tradução bíblica que fornece a seguinte versão: "far-lhe-ei uma auxiliadora frente a ele". Nesta tradução, podemos ilustrar que só existe relacionamento, se minimamente existir duas pessoas estabelecendo algum tipo de comunicação que as fazem ter valores comuns e que as mesmas preencham a expectativa uma da outra. O "frente a ele" sugere nivelamento de condição.

A igualdade de condição é diferente da condição de igualdade. A condição de igualdade todos nos seres humanos temos. Somos iguais, porém diferentes. Agora a igualdade de condição é o que estamos observando no texto. Pode parecer que igualdade de condição entre seres da mesma espécie é quase uma redundância, mas não é. Condição é o estado em que alguém se encontra. Biblicamente vejo como requisito para o relacionamento. Entendemos que pessoas podem encontrar em estágios diferentes e isto impede as mesmas de relacionarem. Apesar de sermos semelhantes, não quer dizer que gozamos de igualdade de condição. Para ter igualdade de condição são necessários valores e situações comuns aos que se relacionam. Observe que o texto de Genesis é antes da queda humana e isso sugere que não havia nenhuma obstrução para que semelhantes tivessem valores comuns e se relacionassem.


Posso sugerir como igualdade de condição aqueles valores comuns entre os dois que são maiores que as diferença entre eles. Em relação ao relacionamento entre homem e mulher, alem da igualdade de condição, também existe outra situação - "auxiliadora". Este é o ensino de que não basta apenas ter valores comuns, mas precisa ter empenho para relacionar. Esforço em cooperação para com o outro. Troca de complementos no sentido de se completar. Ajudadora neste contexto, significa auxiliadora que conheça seus negócios. Quem auxilia, faz alguma coisa no sentido de ajudar, de cooperar. 

Então, quando faz referencia a auxiliadora, o texto está dizendo sobre alguem que fará o outro crescer. Que será sua confiança para lhe ajudar alcançar os objetivos. Acrescenta-se também que o sentido não significa inferioridade. Quando se refere a "auxiliadora que fara frente a ele", está dizendo que será alguém preparada para sua capacidade.


Após pecado

E depois do pecado, o que seria igualdade de condição? Na verdade não muda o fato. Seria o mesmo plano que era antes, porém agora existe uma obstrução que se chama pecado e que fazem semelhantes não serem tão semelhantes assim. 

O texto de Genesis sobre a criação da humanidade é muito curto e de certa forma simples, por isso é necessário a luz da própria Escritura em textos posteriores o entendimento dos valores do relacionamento. De qualquer forma, com texto podemos resumir:
  • Relacionamento como solução para solidão. Isto pode ser entre homem e mulher, entre amigos, entre irmãos. Existem diferenças na aplicação de um tipo de relacionamento para os outros.
  • Relacionamento só existe com pessoas da mesma espécie (condição de igualdade) e que tenham uma igualdade de condição. Igualdade de condição é o estado em que alguém se encontra. Julgo no contexto de textos posteriores, porque os mesmo vêm como resposta após o pecado, que igualdade de condição pode ser entendida como estado que abrange valores e princípios.
  • Só existe igualdade de condição após pecado se as diferenças entre si forem menores que os pontos essenciais em comum.
  • Existe também a troca de complementos, o empenho para relação. Uma das barreiras do pecado foi estabelecer desvios no relacionamento tirando a igualdade de condição entre semelhantes, porém a restauração proposta por Cristo transforma os valores essenciais permitindo a pessoas que em seu contexto geral são diferentes, a capacidade de relacionar e cooperar uns com os outros.
Medição de relacionamentos cristãos

Ao fragmentar nos pontos acima, pode sugerir uma "medição" de um relacionamento da seguinte maneira:
  1. No contexto cristão, só existe relacionamento quando não existir solidão. A pessoa precisa estar amparada. Salvo as exceções de carências emocionais que vem de distúrbios para este fator, o relacionamento criado por Deus tem que ter amparo e ausência de solidão.
  2. Também tem que existir uma igualdade de investimento de vida na relação que minimamente preencha a outra pessoa com quem se relaciona. Apenas assim se torna a solução de Deus para a solidão humana.
Relacionamento está pra solidão assim como a luz está pra trevas. Um anula o outro. Pra existir solidão é necessária carência do relacionar, deficiência em comungar. Se existe solidão, significa que todo congraçamento humano que a pessoa tem não preenche, por isso é desnivelado.

Níveis de relacionamento.

Pelo contexto bíblico, dá para pressupor que todos os relacionamentos antes da queda teriam o mesmo nível. Após pecado, com diferentes implicações, hoje temos diferentes tipos de relacionamentos que são classificados de várias formas. Relacionamentos cordiais, profissionais, amorosos, matrimoniais, etc. E o mais importante a ser frisado é que todos estes tipos de relacionamentos são aspectos de uma normalidade humana e são importantes quando são ordenados de forma correta.

Quando explico sobre igualdade de condição e detalho dizendo acerca de pontos essenciais comuns, estou apontando que pessoas podem ter valores essenciais diferentes e quando for este caso o termo aplicado pela bíblia é jugo de desigual. Observe também que não estou dizendo apenas a respeito de relacionamento matrimonial, mas todo e qualquer relacionamento, em qualquer contexto, depende de ter valores em comuns essenciais maiores do que as diferenças.

Repare que no trabalho, os relacionamentos existentes no ambiente serão no campo profissional. A pessoa que trabalha terá que cumprir a cartilha profissional de acordo com a sua função. Qualquer deficiência nisso pode ocorrer demissão. No caso do casamento, posso dizer que será o investimento de vida de ambos na relação. O casal precisa preencher a expectativa do outro no nível essencial que importa pra ambos. Ou seja, a variável é o contexto que está inserido e o tipo de relacionamento que se tem com outro. Porém, no cristianismo, qualquer relacionamento será afetado por Cristo. Apenas porque Cristo é o valor essencial no coração de alguém. A Bíblia já ensina isso quando diz que não podemos servir a dois senhores. Deste ponto em diante, a variável não mais será o contexto inserido ou o tipo de relacionamento que se tem com outro, mas Cristo independente da situação.

Matheus 10:34-37 Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; E assim os inimigos do homem serão os seus familiares. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.

Nota: Não estou afirmando que a pessoa precisa se desfazer de todo relacionamento adquirido e não é isto que trata o texto de Matheus, estou dizendo é que se necessário for o peso decisivo tem que ser o que "Cristo faria diante da situação" e isto é para qualquer tipo de relacionamento que a pessoa tiver.

Jugo desigual

Em 2Co 6:14 “não vos prendais ao jugo desigual com os incrédulos”

De um modo geral, relacionamento é difícil por causa de nossas diferenças. Porém acentuam-se mais quando pessoas têm valores essenciais diferentes uma das outras. O exemplo é o próprio cristão. Existe um credo por traz do ser cristão. Crer em Jesus é uma ação maior do que crer em si mesmo. Esta compreensão é uma revelação que nasce pela fé em Jesus. Ou seja, ter fé é enxergar essa realidade não visível de que Jesus e todo conteúdo de sua pregação é real. Agora, quando não há este elemento fundamental de unidade, entendendo que os cristãos vivem sob a direção do Espírito Santo que é a unidade da Fé, acredito ser impossível relacionamento com os não cristãos. Por isso, o termo jugo desigual se aplica. É jugo desigual porque os valores fundamentais para o relacionamento não estão nivelados. Isso pode ocorrer até mesmo entre os cristãos, mas principalmente entre cristãos e não cristãos. Só que geralmente, aqueles que são cristãos no sentido pleno da palavra, têm valores fundamentais diferentes em relação ao incrédulo, dos quais se inclui os fundamentos para o casamento. Então, por conselho, qualquer comunhão de valores entre cristãos e não cristãos, e isto inclui o comprometimento matrimonial , o mesmo não é ideal aos cristãos. É jugo desigual.

Jugo desigual em relação a amizade

Salmos 1:1 "Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores." 

O versículo abrange situações diferentes para o relacionamento. "nem se assenta na roda dos escarnecedores." Está dizendo: "Mais que feliz é aquele que não comunga de valores comuns com os incrédulos." Ao fazer referência a valores, estou dizendo que esta no cerne do ser, no coração. Prioridade da vida. Ouvi um pregador dizer que existe um lugar mais honrado do que o primeiro lugar em nossas vidas, este lugar é centro do seu coração onde Cristo é quem escolhe o primeiro lugar das nossas vidas. O pregador ensinou que toda a fundamentação parte da vida de Deus através de Cristo em nosso ser. Diante do que Ele disse, poderíamos sugerir um entendimento para o versículo da seguinte maneira. "Mais que feliz é o homem que não anda no conselho daqueles que não conhecem a Deus, mas que andam no conselho daquele que é o maravilhoso conselheiro, o Filho de Deus." Ou "Mais que feliz é aquele que não "estaciona" no caminho dos pecadores, mas anda nas veredas da justiça entendendo que Jesus é o único caminho para Deus." Ou mesmo "Mais que feliz é que aquele que não celebra ou congraça ou comunga de valores com aquele que escarnece, mas que anda e celebra a unidade da fé com seus irmãos que tem O mesmo valor em seus corações.

Nota: Neste trecho, além de outros citados e da reflexão realizada são para ilustrar a importância de se relacionar com critério das Escrituras Sagradas.

Engano nos dias atuais

Existe um tipo de engano que foi produzido aos poucos para tentar justificar algumas ações. Virou um falso pensamento e por isso um falso fundamento. Muitos falam: "Jesus andava no meio de prostitutas, ladrões e todo tipo de gente marginalizada na época." Falam como se Jesus fosse indiretamente participante da vida destas pessoas. Defendem a idéia com argumento de Paulo "fiz-me de sábio para ganhar os sábios e de tolo para ganhar os tolos". Usam este argumento sobre um ponto de vista de que estão pregando o Evangelho para todos, quando na verdade estão pregando o evangelho do "jeito" deles. De uma forma distorcida. Pois, ninguém prega no meio de incrédulos sendo participante de coisas erradas. Se tiver prazer em "fingir" de "tolos" tem algo errado. Entenda que muitos estão com este discurso, mas no íntimo do ser estão se realizando em ser tolos de um modo que não combina com Evangelho.

Também vejo neste discurso que indiretamente estão mudando o conteúdo da mensagem do Evangelho a fim de obter conversões com mais facilidade. E ao lembrar a instrução de Paulo, recordo que ele em nenhum momento fez isso. Muito menos Cristo. Ambos pregavam o Evangelho porque mensagem do Evangelho é pra todos, porém com a condição dos necessitados se arrependerem. E aceitação do discurso é mais aceita entre pessoas marginalizadas. Aplicavam persuasão e iam até as pessoas a fim de única e exclusivamente apresentarem o evangelho Cristocentrico. Jesus não andava no meio de prostitutas, ladrões, e outros marginalizados da sociedade, mas andava no meio dos discípulos. Ele relacionava no nível mais pessoal com os discípulos. Este era o relacionamento Dele. Agora, Ele mesmo disse que pregava o evangelho para doentes. A sua mensagem tinha o teor para todos, mas aqueles que eram mais receptivos, Ele focava mais. Jesus não comungou dos mesmos valores com os homem de um modo geral, incluindo marginalizados ou não. Ele se movia de amor, compaixão. A missão Dele era e é ganhá-los, mas nunca precisou fingir de prostituta pra ganhar a prostituta ou de ladrão pra ganhar o ladrão ou de rico para ganhar o rico. Jesus não fingia roubar e nem se prostituir ou qualquer outra coisa. Senão o discurso de Jesus não seria "Arrependei-vos. Fingir de tolo é ouvir o tolo, suas expressões, mas não ser como ele. Pelo contrário, seria convidar ao tolo a deixar de ser tolo. Paulo nunca foi tolo em sua vida e nem usou de fingimento para atingir seus fins. A sua sugestão era ouvi-los, entende-los, ganhar a confiança e pregar o evangelho para eles.

Conclusão

Talvez este seja um dos textos mais difíceis de argumentar porque existem muitos detalhes que poderiam ser abordados. Relacionamentos cada um têm o seu e se envolver nisso pode quebrar barreiras emocionais. O que é fácil diagnosticar é que alguns relacionamentos são saudáveis e outros não. E "mexer" nisto precisa ser realizado de forma muito clara e convicta do por que esta sendo feito. O que quero frisar é que para qualquer relacionamento para nós cristãos, julgo estar escrevendo para irmãos de fé, existe o valor essencial que vai influenciar a forma como nos relacionamos em todas as esferas da vida. Sem dúvida que a resposta é Cristo Jesus. Estar diante desta realidade é aceitar a obrigação de estar próximo de todos sem ser participantes de seus escárnios.

Creio também que por toda instrução existente na escritura, pelo revestimento que a mesma nos dá em Isaías 61 e Efésios 5, pela obrigação cristã que existe no "Ide" e no "fazer Discípulos", sobre todo poder dado a Jesus que valida o cristão como igreja com a chave do "reino dos céus", é que devemos nos posicionar como influenciadores ao invés de ser influenciados em relacionamento. Devemos ser o agente da ação e sermos influenciadores.  A própria bíbliz diz: "Se o sal não salgar, para nada presta"

Também quero dizer que antes da queda, pela posição desta passagem de Genesis, a intenção de Deus é propor o relacionamento como base inicial para tudo. Podemos definir facilmente e dizer que não se constitui casamento sem relacionamento, não se constitui família sem relacionamento e não se faz amigos sem relacionamento. Até para aqueles que defendem o celibato, quero lembrá-los que Jesus e Paulo relacionavam com pessoas o tempo inteiro.

A Igreja Cristã é o lugar de "estreitamento" dos relacionamentos, onde aprendemos que nossas diferenças não são maiores do que Aquele que nos mantêm unidos, o nosso Senhor JESUS CRISTO é a nossa aliança. A estrutura básica do relacionamento que Deus estabeleceu com seu povo é a aliança. Uma aliança entre o Todo Poderoso Deus que sustenta a aliança e nós que precisamos cumprir as condições da aliança. Por isso, procure sempre relacionamentos saudáveis, pessoas que vão a acrescentar sua vida, relações de intimidade onde você poderá aprender a superar suas deficiências e ser útil na vida de outras pessoas. Relacionamento é fundamental para nós cristãos, pois relacionamento é um dos pontos que nos define como seres a imagem e semelhança de Deus.

Deus abençoe

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Espiritualidade vs Pecado - Sobre a Vaidade


"A verdadeira espiritualidade, a espiritualidade cristã, tira a atenção de nós mesmos e foca-a em outra pessoa: Jesus."  Eugene H. Peterson

O que mais aprendo na caminhada do Evangelho é renunciar meus desejos para que Cristo apareça ao invés de mim. É tirar a atenção de mim.
É lutar contra o desejo exagerado de chamar a atenção para si, ou seja, a vaidade. 

Primeiramente, vamos refletir sobre a vaidade. Sentimento complexo e sutil. Perigo constante e inicialmente imperceptível na vida dos homens. Instaura-se no ser por uma simples honraria que recebemos de alguém ou por algo que fazemos. Seja o desejo de sucesso profissional, sucesso pessoal, por pessoas que temos ao lado, por objetos. Vangloriamos-nos por tudo. 

Biblicamente, a citação mais usada sobre a vaidade veio de Salomão, referido como o homem mais sábio do AT.
Vaidade das vaidades, diz o Pregador; vaidade das vaidades, tudo é vaidade" (Ec 1:2). Texto clássico que usamos sempre para referir sobre uma atitude de alguém que sutilmente foi vaidosa. E no fundo, o apelo do texto de Eclesiastes 1 é sobre isso mesmo, sobre o fútil orgulho pelo que fazemos.

Outra idéia é que vaidade está sempre atrelada ao orgulho e a soberba. Em ambos, existe um componente chamado vanglória. Ou seja, uma glória em vão, que não produz nenhum benefício. Faz a pessoa se sentir vaidosa, acreditando que tem uma eleição especial da parte de Deus ou por sua capacidade ou feito. Entretanto, sabemos que o mesmo se engana, pois a vaidade não tem proveito algum que não seja para iludir a si mesmo.

Na experiência de caminhada cristã, considerndo apenas a aplicação do texto para cristãos, vejo algumas pessoas que, por um critério de Deus que eu desconheço, recebem graciosos presentes Dele. No entanto, só os recebem por justamente não se acharem especiais. Geralmente a pessoa é surpreendida. Biblicamente, especulo que não ter vaidade é um atalho para ser um bem aventurado. 


Agora, aqueles que se acham especiais, melhor que os outros, que agem com soberba ou orgulho, com a pretensa de idéia de ser especial e por acima dos outros, precisam lembrar que este foi um dos sintomas da "Síndrome de Lúcifer. Afinal, numa conclusão simples e lógica, este foi um mal até entre os anjos, leia Ezequiel 28. Um pecado complexo, interno, sutil e que mascara agravando outros pecados, justamente por trazer a ilusão de que existem homens melhores. Ou seja, homens que agem como se fossem o centro das atenções por sua habilidade.

Ao falar sobre espiritualidade de uma maneira simples, apontamos para o fator que se opõe a ela. O pecado. Segundo a Bíblia, o pecado é a barreira que faz separação entre nós e Deus (Isaías 59:2). Também sabemos através das Escrituras Sagradas que Deus é Espírito (João 4:24).  Então ser Espiritual é se encher de Deus, automaticamente ser avesso ao pecado. Informações simples, e por isso, qualquer Cristão que se preze sabe que o "não peques mais" de Deus é para o nosso próprio bem, para a nossa própria espiritualidade


A intenção do texto também é propor o espírito alerta. A vigilancia. Estar consciente e atento porque a vaidade se faz presente em muitos momentos da nossa vida. Faz parte da nossa natureza e sutilmente pode nos prejudicar quando ela domina os nossos anseios. O bom árbitro para este tipo de atenção é se o que você vive ou deseja tem o profundo desejo de honrar a Deus primeiramente. E diante desse desejo, o passo seguinte é orar para saber se esta é a direção Dele para o momento. E apenas quando a paz de Deus estiver guardando o seu coração é que atitude deve proceder. 

Finalizo propondo o fixar no coração a orientação do “Não peques mais”.  Lembrando que “não pecar mais” é uma das formas de ser espiritual. E para que isto aconteça,  precisamos finalizar todo contato e toda brecha que permite o pecado. Ou seja, tudo que promova o erro deve ser minuciosamente evitado. É algo essencial para vida Cristã e para testemunharmos ao mundo de que Jesus Cristo o Filho de Deus vivo é real. Isso é "cuidar para ficar de pé".

“Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor.”  Romanos 6:11