sábado, 28 de julho de 2012

Devocional 22 - Chamado - Correr com Cavalos


Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com os cavalos? Se tão-somente numa terra de paz estás confiado, como farás na enchente do Jordão? Jeremias 12:5

Pelo contexto do livro de Jeremias, Deus estava respondendo que ele não deveria lamentar pela dificuldade que enfretava naquele tempo, pois chegaria um tempo que as coisas ficariam ainda mais difíceis. Precisamos enxergar o texto como um convite de Deus para uma vida de excelência. Não apenas para aquele tempo, mas para o hoje. 

Numa alegoria, podemos dizer que vivemos no hoje os tempos incertos da “enchente do rio Jordão”, onde muitas pessoas estão sedentas pela integridade. O óbvio me diz que só temos sede de algo que nos falta. É uma crise de abstinência do fazer o que é correto. 

Alerta: As pesquisas que indicam que o Evangelho está em crescimento, não se reproduzem em qualidade atestada pela função salina que Deus nos ensinou. Não estamos alcançando a vida de excelência que o Evangelho propõe. Devemos cogitar que "Se o sal não salgar, para nada presta".

Não Lute contra a própria natureza

A bíblia cita em Jeremias 1:5. “Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.”

Nossa vinda a este mundo não é por acaso. Jó 31:15 se refere a “Aquele que te formou no ventre”. Romanos 8:30 diz “E aos que predestinou”. Juntando estes versículos, podemos concluir que antes de qualquer coisa, Deus já nos conhecia. Ou seja, de antemão Deus planejou o que fossemos o seu propósito.

De acordo com plano de Deus, existe um alvo existencial.  Tentar ser o que a gente deseja apenas, sem consultar aquele que já me conhecia antes, é lutar contra a própria natureza. Fomos reservados, e dentro deste plano, Ele nos deu para alguma coisa. Dar é o resultado do amor radical de Deus como diz em João 3:16.

Se Ele me conheceu antes mesmo da minha existência, isto me instrui que para conhecer a mim mesmo é necessário ajuda do próprio Deus. Autoconsciência é crível apenas se for a luz do Espírito Santo.

Portanto, não lute contra a própria natureza. Seja sensato e busque a cada dia mais se entregar a Jesus. Não foque as coisas passageiras, focalize as coisas eternas, pois tudo que é passageiro não tem poder de nos limitar o que é eterno. E nós fomos chamadas pelo Eterno e para o eterno.

Para reflexão: Estamos dispostos a pagar o preço desta vida de excelência? Estamos preparados para ouvir o plano de Deus a nosso respeito? Estamos prontos para competir com cavalos? Estamos dispostos a cumprir o IDE de Jesus fora de nosso sítio de Paz?

Que Deus nos dê esta graça

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Devocional 21 - Pão Nosso - Parte 2


O pão nosso de cada dia nos dá hoje; Mateus 6:11

Direto ao ponto: Podemos especular três formas de entender O Pão desta oração modelo: 
  1. Pão Espiritual - Matheus 4:4 - "Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus."
Viver é mais do que provisão física e mais que um sentido existencial. È explorar todo potencial da vida humana. A resposta de Jesus em Matheus 4:4 exige o entendimento de que vivemos com muito mais do que um pão que atende a necessidade física. Existe uma necessidade espiritual e afetiva. Redirecionam nossas prioridades a busca do pão espiritual alimenta todo o ser.
  1. Pão Afetivo - Quando Deus criou o homem, Ele sabia desta necessidade ao dizer: "Não é bom que homem viva só." A primeira negativa de Deus no registro de Genesis. Solidão é o primeiro problema encontrado nas Escrituras.
Deus conhece o homem mais do que homem conhece a si mesmo. Ele fornece suprimentos vitais para alma humana. Uma das provas disto é que "comunhão" é uma das palavras mais celebradas no contexto cristão e é uma das formas de suprir a carência de relacionar. O incentivo de Deus a Comunhão exemplifica bem o seu zelo pelas necessidades humanas
  1. Pão Físico - Quando Jesus disse na continuação do Cap. 6 Matheus: "Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?" O cargo da provisão diária no Reino de Deus é de Deus, O  Pai que sabe dar coisas maravilhosas aos Filhos.
O pão físico é um modo de expressar a providencia para as necessidades do homem como vestimentas e comida, provisão para tudo que é uma necessidade do ser do homem como a saúde por exemplo.  

A busca do pão é uma oportunidade de confiança na provisão. O detalhe intrigante desta oração é que apenas neste momento podemos pedir alguma coisa para nós mesmos. A oração aponta que não é errado pedir desde que as prioridades estejam estabelecidas de acordo com a Vontade do Senhor.

Para finalizar, existem dois exemplos bíblicos a respeito do Pão. Vamos a eles:
  1. Santa Ceia (Matheus 26:27): Simboliza os três elementos da provisão de Deus. 1) O próprio Jesus como o Pão vivo que desceu do céu. Toda sua vida confirma isso. 2) O movimento de comunhão com os discípulos onde estão celebrando aquele momento único. Relacionamentos, momentos de intimidade e muitas satisfações ligadas a alma. 3) O pão físico simbolizado no pão do fermento e no Vinho. Os três alimentam a necessidade do corpo humano.
  2. Igreja Primitiva (Atos 2:42): Lucas o autor do livro de Atos está mostrando que aquilo era fruto de ação movida pelo Espírito Santo. 1)” E perseveravam na doutrina dos apóstolos,” "e nas orações." - PÃO ESPIRITUAL 2) Na comunhão. - PÃO DO AFETO 3) No partir do pão. - PÃO FÍSICO

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Polêmica dentro da Igreja

Quando um povo levanta uma polêmica , quando leva um assunto à tona, quando confronta, quando enfrenta, quando revela, finalmente resolve.

É assim entre as pessoas e entre as nações mais amadurecidas… sem dissimular… sem jogar nada para debaixo do tapete…

O polemista (do grego. polemistés: guerreiro) gosta de questionar sem maledicência e discutir com acerto. Na Igreja usa o expediente da polêmica provocando a reflexão , debatendo, defendendo ou refutando algo que seja necessário ao avanço do pleno conhecimento do Evangelho.

Prudência: A polêmica é apenas um meio, um mero instrumento pedagógico que desperta a nossa atenção sobre determinado assunto…

Não se pode curtir a polêmica!!!

Quando alguém nos conta algo que seja polêmico, logo entendemos e infelizmente na maioria das vezes julgamos as partes envolvidas na controvérsia tomando partido… deixamos de amar.

É matemático: Curtir a polêmica + escolher uma parte, deixando de amar a todos = a heresia: O Espírito Santo se retira do negocio, é o fim da linha.

Para pensar.

Amém.

Pr.Mauro Pellegrini

Devocional 20 - Pão Nosso (Parte 1)

Pão Nosso


O pão nosso de cada dia nos dá hoje; Mateus 6:11

A oração do Pai nosso é uma oração modelo em resposta a dúvida do discípulo como registra no livro de Lucas 11:1. Uma comunicação de Jesus sobre o Reino de Deus.

No Pão nosso, a providencia de Deus é para representar o meio pelo qual Deus governa o universo.

Para começar, devemos pensar que pedir o pão é pedir aquilo que é básico. O básico é oposto do supérfluo. A oração do Pai Nosso vem em contraponto às vãs repetições que são motivadas por cobiça. A ambição influência e prioriza uma busca de coisas desnecessárias. Jesus estava dizendo: Não se doe por superficialidade!

Na Bíblia, o homem é conhecido por sua tricotomia, termo utilizado para dizer que o ele compõe-se de elementos essenciais como espírito, a alma e o corpo como mostra em1 Tes 5:23. Ao refletirmos, vamos perceber que o homem precisa de muito mais do que comida. O pão cotidiano é para o ser;

Jesus indica a providencia como o "pão nosso", ou seja, não é um pão individual. A providência do Pai Nosso é para os todos os filhos. É nosso, tanto o pai como o pão. O nosso reforça esta visão dos Filhos em comunidade.

O pão comunitário instrui o verdadeiro milagre da multiplicação. Ao dividir o pão com o meu próximo, o pão deixa de ser dividido para ser multiplicado. O que era um passa a ser dois. Este é o verdadeiro milagre. O eu não querendo viver mais para si mesmo, mas ser transformado em nosso. O que é meu não é mais, agora é nosso.

Concluindo:
  • O Pão Nosso é uma das formas de providência de Deus. É através da providencia que Deus governa o universo.
  • Orar pedindo o pão se opõe a aquilo que é supérfluo. A oração modelo é um contra ponto as orações movidas por cobiça criticadas por Jesus. 
  • O Pão Nosso é uma referencia do alimento para o Ser: Espírito, alma e corpo. 
  • O pão nosso é coletivo indicando que Deus prover ao seu Reino e não a um desejo individualista. O pão nosso indica o tipo de vida em comunidade que Deus deseja. 
  • O pão nosso ensina o primeiro passo do milagre da multiplicação. O pão único que quando dividido passa a ser dois.

Raiz do Mal


Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim; João 14:30

E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo. Lucas 3:9

Este capítulo 3 de Lucas dá uma demonstração porque João foi apontado por Jesus em Matheus 11 como o maior profeta que existiu até a sua vinda. A Bíblia não relata sinais e prodígios feitos por João Batista. Nem mesmo a sua história ganhou um livro na própria bíblia como outros profetas ganharam. Mas, a favor de João está o anuncio do caminho do Salvador numa dimensão muito profunda, ao ponto das Escrituras fazer menção do endireitamento das veredas. Em resumo poderíamos descrever que:
  • Pregação sobre arrependimento para remissão dos pecados.
  • O Batismo é uma espécie de selo da morte de uma velha vida que começa em uma transformação de convicção interna
  • O diagnóstico Espiritual de que aquela geração é uma geração de víboras. Ele sabia que maldade estava dominando o mundo e principalmente aquele tempo sobre Israel. Existem alguns estudiosos que dão entender que o título que João deu a geração era um pouco pior, era filho de víboras. Filho da Perversidade. O perverso é comparado com belial, com o próprio inimigo.
  • Pregou que a única forma de fugir da ira vindoura era através do arrependimento.
  • Ensinou que frutos dignos de arrependimento começam na destruição da raiz do mal. Porque se raiz é má não tem como a árvore ser boa. Não são as atitudes em si que era o problema dos homens, mas é a raiz das árvores. Ou seja, o coração que traz condenação. O que compromete o homem não são as suas obras más, antes a sua natureza pecaminosa.

Por machado a raiz ensina sobre o tipo de luta que travamos contra o mal. Muitas vezes lutamos contra atitudes de pessoas se opondo a elas e não ao mal por trás delas. Opor-se a pessoas é atuar contra o tronco. Precisamos elevar a luta para a raiz do mal e assim lutarmos nesta esfera. Não lutamos contra pessoas, mas contra o mal que influência as pessoas.

Jesus ao dizer que príncipe deste mundo vinha e que o inimigo não tinha nada Nele, estava indicando uma iminente luta que ele travaria contra as potestades. Estava ao ponto do corte com o machado na raiz e ampliando a nossa visão sobre que tipo de guerra nós devemos travar.

"O Príncipe deste mundo" é dito em referência ao mundo atual que jaz na malignidade e também pelo resultado da opção humana pelo pecado. O diabo vinha para cumprir impondo sua vontade sobre Jesus, não porque em Jesus havia erro ou brecha, mas porque em seu redor havia pessoas ainda endividadas e escravizadas pelo pecado. O posseiro tinha direito de posse.

Tenha em mente que Jesus iria morrer porque fazia parte do plano, porém amplie a visão de que era a oportunidade de Satanás de fazê-lo sofrer. A única vez que o inimigo teve a chance de fazer Deus sofrer. Isto é muito forte, pois Deus sabia que havia um escrito de dívida que precisava ser pago.

A raiz do mal é o que dá direito ao inimigo de se apossar e escravizar. A fala de Jesus que diz que o tentador "não tem nada para achar Nele”, mostra que Satanás não tem nenhum poder legítimo contra Jesus, a respeito disto devemos lembrar que todas as tentações que o inimigo tentou foram vencidas. Jesus como Salvador chegou à raiz, mas para cortar o mal pela raiz é necessário o pagamento do preço.

Finalmente atente-se para fala de João de que já está posto o machado. Jesus é a convicção de João. Ele enxerga ação no presente. O que prova a profundidade da visão de João. Não apenas isso, João é usado por Deus para inauguração de um movimento e avivamento espiritual como o arrependimento e o batismo. João estava certo que Jesus traria a libertação profunda que este mundo precisava. João de fato era o profeta que endireita as veredas, afinal sua visão de mundo desperta em nós o ensinamento de que Jesus é a total solução para extirpar o mal da humanidade. João aponta para Jesus como solução e esta é vantagem Dele em relação aos outros profetas.

Faça como João, diagnostique o mal. Faça como Jesus, aja na raiz.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Devocional 19 - Que tipo de zelo você tem?


Pessoa Zelosa
A melhor imagem de ZELO que achei
"No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor;"Romanos 12.11

"Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra." Oséias 6:3

Porque quando estou fraco, então é que sou forte. 2 Coríntios 12:10

Ouvi "remotamente" em algum lugar que a palavra grega zelo deu origem aos zelotes. Zelotes era um grupo político/religioso dentro do Judaísmo que acreditavam que o Reino de Deus era tomado por força. No tempo de Jesus, alguns zelotes passaram a ser admiradores zelosos de Jesus Cristo. Se a palavra "zelo" tem origem na lingua grega e representa um grupo de certa forma tão radical, ao olharmos a mitologia grega vamos perceber que “zelo” para eles era uma espécie de deus ou semideus representado por um homem fraco que tira força de sua fraqueza.

Observou como isso soa interessante! Um palavra que nomea/intitula um grupo radical religioso e político e um homem fraco que usa fraqueza para virar herói. Das duas formas, estes conceitos me lembra Paulo que um dia foi Saulo. Apesar de Paulo ter sido fariseu um grupo rival aos zelotes, Paulo foi alguém radical que descobriu a sua ignorância e fraqueza após o poderoso "banho" da conscientização de sua realidade humana (arrependimento+conversão). Depois de convertido a Jesus, o mesmo Paulo se tornou notável nas Escrituras Sagradas e na história do Cristianismo por seu zelo.

Em nossa língua, zelo significa empenho cuidadoso na execução de alguma coisa. Quando referimos sobre o zelo a respeito de alguém, queremos dizer que a pessoa zelosa tem uma amizade atenciosa e viva por algo ou alguém. Na maioria das vezes é um elogio chamar alguém de zeloso. Mas, observe que a maioria das vezes não significa que são todas às vezes. Existem exceções. Existe uma espécie de zelo ruim dos quais destaco dois:

Zelo sem conhecimento.
Zelo remisso (Indolente, descuidado e frio)

Se analisarmos, o zelo de alguém precisa se apoiar em alguma coisa. Só temos zelo por alguém ou por algo. Tem que ter um alvo para zelar. Ou seja, objeto por qual se zela. O problema do zelo sem conhecimento é que de certa o zelo se apóia também na ignorância. E de uma forma indireta, o zelo começa a "zelar" pela estupidez do que se imagina ser o alvo.

Observe que no início do capítulo de Romanos 12, Paulo introduz a idéia sobre culto racional. O zelo está contido dentro deste culto racional. Em outras palavras, zele por aquilo que você tem conhecimento.

Se ampliarmos a visão, vamos perceber que este tipo de zelo sem conhecimento é contra a instrução contida nas Escrituras de voltarmos ao Senhor como inicia o texto de Oséias 6. Voltar ao Senhor é voltar para as coisas dentro de sua ordem. Voltar ao Senhor é dizer não ao perececimento causado pela falta de conhecimento. É voltar os olhos para conhecimento de sua Glória, Jesus. Instrui aos homens que aquele que não O conhece que venha conhecê-lo. Aquele que tem certo conhecimento Dele, que prossiga em conhecê-lo. Volte ambos ao Senhor “zelando” com o querer conhecer e com o prosseguir em conhecer porque esta é forma de não perecer. O bom zelo apontado na Bíblia é que aquele que estimula o conhecimento do objeto pelo qual vai se zelar.

Ao dissertar sobre o zelo descuidado, estamos dizendo sobre um zelo apático. Zelo apático tipifica a insensibilidade que a iniqüidade dos últimos dias provoca (Matheus 24:12). É oposto de Fervoroso. Zelo apático é sinônimo do esfriamento do amor Cristão e como consequência disto, é uma das causas da corrupção da verdade. A maior parte da imundícia no meio Cristão é proveniente da falta do bom zelo. É um descaso em relação às coisas que as Escrituras ensinam e direcionam para o Cristão. É uma prova vivencial de que as pessoas estão dando pouco valor àquilo que realmente importa do angulo de Deus.

Que fique a advertência para todos nós.

Para finalizar, algumas sugestões para zelar:
  • Zelo de disciplina na devocional. Ex: Orar e Examinar (ler é diferente de examinar) as Escrituras diariamente.
  • Zelo fervoroso em cumprir o que a Bíblia nos ensina.Obediência é prova de amor.
  • Zelo pelo horário de todas as coisas. Ex: Reuniões de Igreja, horário dos cultos.
  • Zelo pelo cumprimento da palavra empenhada. Ex: Se prometeu tem que cumprir (Não defraudar ninguém com promessas).
  • Zelo amoroso e cuidadoso pelos irmãos. (Zelo em ser compassivo)
  • Zelo cuidadoso com os obrigações cristãs e deveres espirituais.

 Em Jesus.

Não toqueis nos meus ungidos


Basta alguém questionar a posição doutrinária ou ética de algum líder religioso para que ele ou seus simpatizantes imediatamente lancem mão desta frase para se defenderem. Alguém já disse, com sabedoria, que o poder odeia a crítica, e isto é verdade também no meio evangélico. Ao afirmar isso, não estamos defendendo aqui a crítica barata, vingativa, mas, sim, a construtiva, feita de acordo com a Palavra de Deus.

Esta expressão "não toqueis nos meus ungidos" aparece duas vezes na Bíblia: em 1 Crônicas 16:22 e em Salmos 105:15; ambas as referências são a respeito dos patriarcas, Abraão, Isaque e Jacó. As duas passagens não se referem a um questionamento ético ou doutrinário do líder, mas a algum perigo para a integridade física de um ungido de Deus. Observe o que aconteceu com Abraão em Gênesis 20:1-13. Estando em Gerar, mentiu ao rei Abimeleque, dizendo que Sara não era sua esposa, a fim de se proteger. Impressionado com a beleza de Sara, Abimeleque mandou buscá-la para fazê-la sua esposa. Deus, porém, avisou o rei em sonho durante a noite, dizendo-lhe que seria punido se tomasse Sara como esposa, o que o levou a desistir do seu plano. Embora Abimeleque tivesse sido proibido por Deus de tocar no profeta (v. 7) e ungido do Senhor, isto é, de causar-lhe algum dano físico, ele não hesitou em repreender Abraão por ter-lhe mentido.

Davi também, quando perseguido por Saul e com oportunidade para matá-lo, limitou-se apenas a cortar-lhe a orla do manto, explicando com estas palavras o motivo de seu comportamento: "O SENHOR me guarde de que eu faça tal cousa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR" (1 Sm 24:6). Vemos novamente que o que estava em questão era a vida de Saul e não sua posição doutrinária

No Novo Testamento, a unção não é privilégio apenas de alguns, mas de todos os que estão em Cristo. Na sua primeira epistola universal, João mesmo reconheceu isso ao escrever: "E vós possuís unção que vem do Santo, e todos tendes conhecimento" (1 Jo 2:20). João acrescenta ainda: "Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as cousas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou" (1 Jo 2:27).

É verdade que Jesus disse no Sermão do Monte: "Não julgueis, para que não sejais julgados" (Mt 7:1). Este é um outro texto muito usado de forma seletiva e fora de seu contexto como um escudo contra qualquer tipo de questionamento. O que Jesus está censurando nesta passagem é o julgamento hipócrita, algo que ele deixa bem claro nos versículos 3 a 5: "Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e então verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão". Pode-se constatar que o apóstolo Paulo tinha o cuidado de obedecer às palavras do Senhor Jesus pela sua exortação aos coríntios: "Mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado" (1 Co 9:27).

A Bíblia não proíbe o questionamento, pelo contrário, encoraja-o. Quando chegou a Beréia, Paulo teve seus ensinos avaliados à luz das Escrituras pelos bereanos. É interessante que os bereanos não foram censurados nem tidos como carnais porque examinaram os ensinos de Paulo, mas, sim, foram elogiados e considerados mais nobres que os de Tessalônica (At 17:11). Observe a atitude de João. Apesar de ser conhecido como o apóstolo do amor e de usar termos muito amorosos (como "filhinhos", "amados"), ele não deixou de alertar seus leitores quanto aos perigos de ensinos e profetas falsos com essas palavras: "Amados, não deis crédito a qualquer espírito: antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora" (1 Jo 4:1).

Texto extraído do livro "Evangélicos em Crise" - Paulo Romeiro.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Devocional 18 - Sabedoria

“Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal.” Pv 3:7

Assumo e confesso que tenho muitos medos relacionados a fraqueza do meu caráter. Um destes receios é mostrar uma sabedoria humana, que aparente ser boa, mas que não é certa e nem assertiva do ponto de vista de Deus. Afinal, a sabedoria deste mundo é um mero vento de insanidade perto dos oráculos de Deus. Converter é abandonar a própria visão da vida e aceitar o ponto de vista de Deus para as coisas.

Ao propor uma afirmação dentro deste provérbio, seria: Seja sábio aos olhos de Deus. Consulte a Deus, tema, exerça a sua convicção de quem Ele é. Confesso que muitas vezes temo que minha falta de humildade em determinadas posturas possa me levar à ruína. Por isso, igualmente percebo que precisamos vigiar os próprios atos para que não sejamos negligentes ao entregar conselhos vazios de espiritualidade para vida das pessoas. Nunca devemos cobrar e não ajudar. Proibir e não instruir. Trazer o choro e não consolar.

Outra transcrição para o provérbio seria: Não sejas sensato ou profundo para si mesmo. Não produza frutos para sua própria cobiça. Não seja sabido no sentido superficial e pejorativo e nem sejas estribado no próprio entendimento. Ou mesmo ilhado na própria soberba, mas seja humilhe diante Daquele que é o Senhor de tudo e todos. Aceite que por Ele ter te criado, significa que Ele sabe o que melhor pra você. Como Ele disse a Jeremias: “Antes que te formasse no ventre te conheci...” Reverencie a Deus, esteja Nele. É para o bem da sua própria existência. E por isso, por estar Nele, aparte-se do mal.

Seguindo o raciocínio, caminhamos para a parte do aparte-se que, pela indicação bíblica, só vem com o temor ao Senhor. Por isso, Há dois textos registrados nos Evangelhos que ensina sobre o temor e sobre apartar do mal.

  1. Temor: Matheus 10:28 diz: "E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo." A iluminação do entendimento indica que não devemos ter medo de homens, mas de Deus. Elevar o nosso nível de raciocínio para não amedrontar-se por aqueles que podem fazer mal temporariamente, mas temer aquele que tem o poder de julgar eternamente.
  2. Apartar do mal: João 14:30 "Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim;" Forte e profunda fala de Jesus que vem depois da instrução Dele a respeito do Espírito Santo. No verso 27, Jesus instrui também a respeito do temor ao dizer: Não fiquem assustados no coração. Em outras palavras: Não cedam ao medo. Apesar do mal parecer estar prosperando, não ceda a ele. Então, apartar-se do mal é uma ação que se resume na própria fala de Jesus ao dizer que o diabo não tem nada Nele. Nenhum sentimento, nenhuma vontade, nem uma brecha. E ao dizer isso depois de prometer o Espírito Santo, Cristo indiretamente indica por este e outros versículos que este é também um dos papéis do consolador. Transcrito em hermenêutica própria seria: Não fiquem com medo, eu enviarei aquele que os ajudará nesta luta para que o mal também não tenha nada em vocês. O argumento é: Se o mal não tem nada Nele hoje, poderá ter amanhã? Não. Se hoje do Ser Atemporal de Deus é o mesmo de ontem, significa que se o mal não teve parte em Deus ontem, não terá espaço hoje no mesmo lugar onde habita o Espírito de Deus.

Enfim, ser sábio aos próprios olhos é exercer uma crença meramente intelectual. É apenas crer dizendo e não vivendo. Um crença que vive apenas na extensão humana. Sabe o que isso significa? Que nossa sabedoria precisa produzir frutos para Deus. Frutos dignos de arrependimento e frutos que permaneça. Esta é uma diretiva do Nosso Pai. E a melhor demosntração de ser sábio aos olhos de Deus é não pecar para própria condenação.

Em Jesus.

Lista ordenada dos devocionais

Segue abaixo a lista de devocional contida no Blo


1. Devocional 1 - Mente de Cristo - Elevando o Entendimento
2. Devocional 2 - Como Glorificar a Deus no Trabalho?
3. Devocional 3 - Referencia - Imitando a Cristo
4. Devocional 4 - Shalom - A Paz que excede todo entendimento
5. Devocional 5 - Que peso tem os erros para você?
6. Devocional 6 - Discernimento
7. Devocional 7 - A ciência do "Não Saber"
8. Devocional 8 - Relacionamento
9. Devocional 9 - Jesus, o princípio de todas as coisas
10. Devocional 10 - É Possível perdoar a Deus?
11. Devocional 11 - Revelação Divina
12. Devocional 12 - Cuidado com a Falsa Graça
13. Devocional 13 - Espírito Santo
14. Devocional 14 - Dicas para ler a Bíblia adequadamente 
15. Devocional 15 - Tenho Jesus e Nada me falta
16. Devocional 16 - Unidade da Fé, o Caminho para Perfeição
17. Devocional 17 - Entendendo um pouco mais sobre a Parábola do Filho Pródigo
18 - Devocional 18 - Sabedoria