sábado, 12 de maio de 2012

Um pouco sobre a Cristandade

Arrependei-vos, é chegado o reino dos céus!

É impossível não relevar a Cristandade tendo em vista esse anúncio de Jesus e toda sequência de vida que envolveu o sacrifício Dele e a própria Comunidade que O Mesmo criou quando procurou ganhar seguidores. "Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me" Basicamente a vida de Cristo e o legado passado aos seus discípulos modelam um formato de vida baseada em valores que jamais a humanidade conhecera.

E mesmo com a tentativa de irrelevar a Igreja Moderna, ainda assim com todas as diferenças de discursos, seja dos mais variados fatores, existe uma unidade da fé que foi bem característica nos primeiros passos da Igreja. E esta é idéia Efésios 4. Em outras palavras o contexto nos leva a concepção plena de que existe "Um" que unifica a todos. Não é apenas isto, no mesmo texto indica um alvo. Tendo a mesma a essência e o mesmo alvo, teremos também muitas coisas em comum. Atos 2 indica que fruto da obra do Espirito Santo nos leva a uma vida de comunhão. Em Cor 1:10 indica que devemos falar a mesma coisa.

Porém, a unidade da fé, perde-se em comunidades que hoje estão indispostas ao discurso franco e libertador que caracterizou o Protestantismo. Fator comum que era característica marcante em nossa comunidade. Nossa distinção nasceu de um Espírito, onde fazemos o nosso testemunho público de objeção a uma corrente de pensamento que era diferente ao Evangelho de Jesus, tratando de uma forma de defender a verdade do evangelho de Cristo (Fp 1.16; Gl 1.8).

Aproveitando a oportunidade, encontro uma chance real para a reflexão através da visualização do cristão pela história, não a pessoal, mas aquela que dá o surgimento ao Cristianismo em suas vias vias dolorosas que o mesmo percorreu, e principalmente, aquela que dá origem para caráter referencial que foi o próprio Jesus. Cristianismo vem de Cristo com sua universalidade missionária e que estabeleceu um avivamento para o mundo através do Evangelho Cristocentrico. E hoje, em dias incertos, no seio desta Igreja denominacional, onde a referencia se perde, recorro à história afirmando que a Cristandade não pode ser analisada apenas pela modernidade, mas pela capacidade de nascer Cristãos fieis que se opõe a curso completamente desfocado de sua essência. Assim como na história, Deus prepara os seus para levantar sua bandeira para as nações. Não para nós, mas a Gloria do nome de Jesus Cristo.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Estamos entendidos?


Mudei o foco da minha vida. Não apenas a forma como vejo, mas como especificamente vivo. E vivo pensando nisso: Se o pardal encontrou casa e andorinha ninho para si, eu o teus altares. E o que seria altares? O lugar onde estamos diante de Deus para renunciarmos quem somos e reverenciarmos pelo Aquilo que Ele é ou seria o beneficio onde Deus permite que minha vida sem nenhuma liturgia ou doutrina possa cultuá-lo. Basicamente penso nas duas ideias e completo com o enfoque feito na ideia destes pássaros citados, ou seja, nos altares é que devemos fazer nossa casa.

Visualizando o conceito de casa, tenho a sensação de conforto e privacidade, onde podemos ser "nós mesmos". E neste ângulo, impossível é não perceber como complicamos nossas vidas nesse sentido. Ainda mais quando leio e releio este texto, onde o salmista apresenta com simplicidade a dimensão do cuidado de Deus. Lembro-me daquele texto de Mt 6 que diz que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles. Sabe quem é um deles? Lírios do Campo. Quando vejo tenho a sensação exata que Deus esta pronto cuidar e não para impor um monte de disciplinas na vida de alguém, antes nos propor o melhor não por barganha, mas porque é natureza de Deus. Deus é eficientemente amoroso e simples.

Nas muitas porções da minha vida reflito a seguinte a ideia: "Sou uma pessoa imperfeita tentando ajudar gente imperfeita". Tento ajudar da forma mais simples possível. De certa maneira lembrar de mim mesmo, de minhas imperfeições e assim compreender porque as pessoas são tão volúveis e diferentes. Muitos devem perguntar: Como alguém que tem problema poderá ajudar? Tenho vários argumentos para responder, porém lembro-me de Davi que foi considerado homem segundo coração de Deus, autor de vários salmos e notoriedade na Bíblia, e ainda assim ele tinha defeitos assustadores. Chega a ser comum, encontrar nas histórias bíblicas imperfeições humanas e o amor do Senhor sempre compreendendo e mudando a história da humanidade. Por que seria diferente hoje? Não é. E mais, sou alguém que venceu muitas imperfeições por ser ajudado também por uma pessoa imperfeita que vivia um estágio melhor do que o meu.

Concordo que há aqueles que aproveitam da ideia de humanidade imperfeita para se deleitar no pecado. Enganam a si mesmo com a desculpa de que a carne é fraca e que não suporta tentações. Tentam usar a graça de Deus de modo corrupto e dissoluto, mas vivem assim para a própria condenação. Ser cristão sem esforço é fácil demais. É viver adaptando tudo ao seu contexto. A esses, posso apenas dizer que o Evangelho sem mudança de vida não é o Evangelho de Cristo.

Antes gosto de lembrar que o evangelho é para as pessoas e não instituições. Viver intensamente para Deus é construir algo de acordo a identidade que Ele te deu. Se músico, a música. Se escritor, a escrita. Se pregador, a mensagem. Agora, percebo pela vida de Jesus o nosso chamado é para sermos cristãos. Então se cristão, devemos ser semelhantes a Jesus Cristo. Fazer do seu dom uma direção para o ministério de Cristo. Dom é presente de Deus. E o maior presente que recebemos pela graça e por intermédio da fé é a salvação. E a salvação age no essencial. Ou seja, os maiores talentos que temos são cativos ao maior talento que recebemos que é a nossa salvação, salvação que é um meio para o fim de sermos todos semelhantes a Jesus.

Acrescento a ideia de que existe uma universalidade no Ministério de Jesus que independia dos dons. Servir pessoas. Jesus sempre ajudava independente se as pessoas iriam segui-lo ou não. E isso nos falta. Virou uma deficiência. Comportamos-nos como os fariseus. Em boa parte de professos cristãos, fazer o bem é uma forma mascarada de alguma outra intenção. Algumas políticas, outras por vaidade e outras por um tipo de barganha que não sei explicar. Talvez seja por isso que hoje encontramos um ambiente cristão confuso. Onde pessoas entendem que a graça é passe-livre para pecar. Onde o talento pode ser usado para próprio bem, onde a glória do seu dom pode ser divido com Deus.

Vejo que existe uma linha muita pequena que separa a ideia de julgamento entre pessoas e seus frutos. Muito difícil interpretar alguém quando se tratam dos juízos que fazemos de pessoas com seus credos, classes, cor, opções sexuais, etc. Há uma inversão nisso, pois podemos discutir refletir, orientar, porém nunca poderemos julgar pessoas. Julgar é se por na posição de juiz, e isto implica em ter toda a ciência e compreensão dos fatos para aplicar o juízo. E humanamente nossa limitação não permite. Porém, a nós cabe conhecer e prosseguir em conhecer, e como citado, orientar. A nós cabe a assumir a posição de Deus para as nossas vidas. Por isso, as posições que tenho tomado ao longo de minha vida se baseia na leitura cristã que faço. Deus é quem toma as decisões, eu apenas a sigo. Sirvo a Deus e não a minha própria causa.

Estamos entendidos?

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Devocional 17 - Entendendo um pouco mais sobre a Parábola do Filho Pródigo


Texto Base: Lucas 15:11-32 - Parábola do Filho Pródigo
 
Não sei se já perceberam, mas a parábola do Filho Pródigo é uma das passagens mais analisadas e repetidas em estudos bíblicos, blogs, sites e livros. É um quase um clichê citá-la de tanto que ouvimos. A passagem ficou de certa forma banalizada. E mesmo com todas as análises, ainda assim é mal compreendida pela igreja em si. E a má compreensão resulta em citações fora do contexto, pretextos e consequentemente enganos, pois geram uma esperança de um final feliz no qual o desviado se apega. Como introdução para o texto, um detalhe que apesar das parábolas de Cristo ser de fácil entendimento e para o fato relevante que próprio Jesus explicou suas intenções, existe um detalhe intrigante e essencialmente importante para consideramos nas parábolas: Elas são feitas para aqueles que querem andar em Cristo compreenderem, entretanto, para aqueles que não tomam a decisão por Ele, se tornam uma história sem compreensão prática. Quero dizer que parecem que seus entendimentos são "cerrados".

Mateus 13:10-13
E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem.

A parábola parece com a intenção de confirmar aos discípulos que apenas para aqueles que optam em serem seguidores é que seria revelado o ensinamento contido na palavra de Deus. Em geral é isto que acontece. A fala de Jesus vem depois da parábola do semeador, dando a entender que a semente é a palavra de Deus. E que pregar o Evangelho em determinadas situações é semear no caminho, em terra árida ou mesmo entre espinhos. A orientação da parábola indica que apenas em terra fértil (preparada) é que a semente irá ter os nutrientes para geminar e crescer. 


Isto é muito relevante para gente entender sobre o Filho pródigo. Porque a parábola da semeadura é um ensinamento de que devemos preparar a terra antes de plantar. Isto ensina um processo que envolve uma espécie de diagnóstico espiritual da terra do coração. Atente-se para o processo gradual por onde é semeado, e depois perceba que a terra está sempre um pouco melhor na parábola.
 
Percebo que estando em Cristo e lutando pela continuidade Nele é que os mistérios de Deus serão revelados. Assim funciona na semeadura, o processo de arar a terra é que vai preparar o coração para receber a semente. Revela que para algumas pessoas serão necessário o investimento de vida a médio e até longo prazo. Explica o porquê de muitas conversões terem ficado sem continuidade. Existe uma citação de Calvino que me ajuda hoje a compreender: "O Senhor não brilha sobre nós, exceto quando tomamos sua Palavra como nossa luz". As coisas só de podem serem compreendidas a luz de Cristo e da busca do conhecimento Dele. A grande resposta vem de como vamos relacionar com isto.

Sobre a má compreensão da parábola do Filho Pródigo

A má compreensão desta passagem do Filho pródigo cria uma motivação enganosa para o risco de aventurar-se ao mundo, risco totalmente infeliz e incerto. Eu particularmente acredito que a Bíblia permite que a gente especule, mas se existe uma análise que é totalmente descabida é esta que se aplica ao desviado. A Bíblia mostra que isto foi um mau exemplo dado pelo filho mais novo. Os aspirantes a este engano se firmam no suposto "Final Feliz" em que terão. Ou seja, um deus bonachão e bobo que permite você pecar de forma premeditada, deixando o sujeito dar uma voltinha no mundo, se esbaldando no pecado para depois voltar cantando: "Eu vou voltar para casa do Pai". Definitivamente sabemos que não é isso que significa esta passagem. A parábola envolve muito mais do que isso.

Um dos ensinamentos é o próprio significado de pródigo. Pródigo é aquele que mesmo estando plenamente capaz de discernir as coisas, tende a gastar seu próprio patrimônio de maneira que parece que ele não está discernindo as coisas. E isso merece uma reflexão do tipo: Pródigo não é sujeito sem consciência das coisas, tanto que na parábola o filho sabe que Ele tem um patrimônio e é esta herança que ele reivindica. Ao reivindicar a herança, ele está consciente da sua parte por direito. Lembre-se do contexto do aviso do risco de comer do fruto da arvore do conhecimento do bem do mal. Deus deixou avisado e uma lei para isto. Adão e Eva comeram porque quiseram, sabia que eram errado. Estavam avisados por Deus e ainda assim preferiram crer numa serpente. A questão aqui é que deixaram de acreditar em que nos criou, ou seja, deixaram de acreditar no Criador para acreditar numa serpente. Não é apenas isto, mas acreditar na serpente é acreditar que Deus estava errado. Incredulidade é isto.


Por especulação eu vejo uma relação com esta história. O filho mais novo está julgando que a maior herança que ele tem são os bens e não o relacionamento com o Pai. Indiretamente está dizendo que os bens estão melhores na mão dele do que viver debaixo dos cuidados do Pai. Em outros termos, o sujeito sabe os benefícios que ele tem na casa do Pai, entretanto prefere usar os benefícios de maneira que ele bem quer, de forma promíscua na aventura e nos prazeres que "lá" fora pode lhe proporcionar.

A Parábola tem relação da história humana e o pecado


Observe também na semelhança que a parábola tem com a nossa história humana. A semelhança não é por acaso. Eu particularmente acredito que a parábola é para humanidade. É uma parábola sobre relacionamento do homem com Deus. Abrimos mão da presença de Deus para viver o prazer do pecado. Ao invés de ouvi-lo, resolvemos seguir o nosso próprio curso abrindo mão de todo direito que tínhamos. A verdadeira aplicação do texto é um ensinamento pra própria humanidade sobre relacionamento e graça. É uma demonstração da bondade de Deus e uma dica para o arrependimento.

A parábola é pode ser imaginada igualmente como uma demonstração da relação de Graça de Deus entre Israel (o irmão mais velho) e os gentios (o irmão mais novo). O irmão mais velho que sempre esteve com o Pai, mas não alcançou a mesma graça que o irmão mais novo porque nunca se viu como Filho realmente. Aqui também preciso assumir este risco da especulação para dizer que Israel foi um povo que também foi agraciado, entretanto não entendeu o valor desta graça. Não entendo Israel menor por isso, só percebo que Deus tem um alto valor na graça que precisamos entender.

Contra Ponto

Todavia, precisamos lembrar que, para aqueles que conhecendo a verdade ainda prefere o prazer do pecado, graça é sinônimo de favor não merecido. Ou seja, se não merecemos, então é importante frisar que se não acontecer o mesmo final feliz da parábola, não será injustiça por parte de Deus. Até porque pecar premeditadamente nos tira a chance de arrependimento.

Observe para um detalhe grandessíssimo na Fala do Pai. "Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se. Lucas 15:24" Como assim estava morto? Significa que a quebra de relacionamento com Deus é morte. Qualquer vida fora do lugar onde nascemos para viver, e sabemos que nascemos para relacionarmos com Deus, é morte (Atos 17:28). 

No pecado consciente existem riscos e perigos incalculáveis. Candidatos a "filhos pródigos" após estarem consciente de Jesus, não são inocentes dos perigos da aventura. O fato é que se os mesmos resolvem dissolutamente tentar manipular a graça ao seu favor, fundamentando no "FINAL FELIZ" da parábola, correm o risco de não ter a oportunidade do arrependimento devido à insensibilidade causada pelo desvio. A Bíblia diz em Atos 17:30 "Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam;" Ele não considera o tempo de ignorância, de desconhecimento de sua existência Nele. Agora, para aqueles que conheceram a Deus, que sabem da gravidade do pecado e ainda assim desejam viver debaixo da escravidão pelo prazer, sinto-lhes informar que o destino é irremediavelmente de morte e tormento.

Prostituição espiritual


O texto a seguir nos traz uma ideia do que isso representa aos olhos de Deus. Em Jeremias 3:1-3 "Eles dizem: Se um homem despedir sua mulher, e ela o deixar, e se ajuntar a outro homem, porventura tornará ele outra vez para ela? Não se poluirá de todo aquela terra? Ora, tu te prostituíste com muitos amantes; mas ainda assim, torna para mim, diz o SENHOR. Levanta os teus olhos aos altos, e vê: onde não te prostituíste? Nos caminhos te assentavas para eles, como o árabe no deserto; assim poluíste a terra com as tuas fornicações e com a tua malícia. Por isso foram retiradas as chuvas, e não houve chuva serôdia; mas tu tens a fronte de uma prostituta, e não queres ter vergonha."

Nos termos do texto, o sujeito se prostitui, faz tudo que desagrada a Deus e depois volta como se nada tivesse acontecido. E aí, se autointitula filho pródigo. E nesta consciência louca, publica aos ouvidos alheios que a "glória da segunda casa é maior que a primeira". Não, não é esta a interpretação. A parábola mostra um filho rebelde que exige sua parte da herança que está sob o domínio do pai, que abre mão do direito da presença do Pai e com o “dinheiro na mão” começa a esbanjar ao ponto de perder tudo que tem. Chega ao limite da desgraça e vergonha, e diante disso, se arrepende e pede ajuda. Um fator importante que aparece na parábola é o reconhecimento deste filho de que um "servo" que trabalha para o Pai vive melhor do Ele que é filho. E diante deste fato, resolve ver onde caiu para consertar. É um ensinamento de graça, mas sob a condição do pedido de ajuda. O arrependido "filho errante" encontra o perdão do Pai sem merecer porque reconheceu que errou e se humilhou voluntariamente ao perceber que não merece a honra de ser filho.

O problema maior é que os candidatos a filho pródigo tem o conhecimento do que são os prazeres deste século e premeditadamente preferem o mundo ao invés da presença de Deus. Preferem o prazer do mundo, as obras da carne e as falsas sensações. E por causa disso, aos desviados podemos dizer que a parábola não se aplica a todos porque a oportunidade que tiveram já lhes foi suficiente diante da própria consciência que Eles têm de Cristo. Nem todos são tomados por ignorantes, por desconhecedores da causa. Muitos são amantes de si mesmo. Cultuam seus órgãos, o prazer, mesmo sabendo que ser "amigo do mundo é ser inimigo de Deus".·.

A Graça está aí envolvendo toda humanidade, agora é importante não usá-la dissolutamente pervertendo ou premeditando o erro com a corrupta intenção de voltar um dia porque Deus é “bonzinho”. Deus é BOM e sua bondade envolve justiça em parâmetros que as intenções humanas não podem tocar ou corromper.

Finalizando

Existem muitas lições simples que vem desta parábola.
  1. Parábolas cristãs são lições de Deus para nós. Lições para gerar mudança de convicção. As parábolas são feitas para entendermos elas sob a ótica de Cristo e não sobre a nossa própria ótica.
  2. Precisamos entender os textos Bíblicos e os contextos, para depois tentarmos a aplicação.
  3. A essência da felicidade está na casa do Pai, ao lado Dele. Uma das lições é compreendermos que apenas em Deus, nosso Pai, temos a vida de filho.
  4. Quebra de relacionamento com Deus é morte. 
  5. Fora da presença de Deus vivemos inferiores aos escravos de sua casa. É uma lição de compreensão que acrescenta mais dois valores a reflexão: Existem servos e existem filhos. A Parábola também relaciona entre o filho mais velho e o filho mais novo.
  6. Para voltar para a casa do Pai é preciso lembrar onde errou então reconhecer a tolice, se arrepender e pedir ajuda. São tres passos: Eu creio que se arrepender depois assumir a responsabilidade e se necessário for até restituir. Por graça Deus não considera nossas atitudes e por isso somos livres de muitas consequências relacionados aos nossos erros.
  7. No caso do irmão mais velho, a lição é de que existem filhos que, mesmo estando na presença do Pai, não se consideram como filhos e sim servos.
  8. Existe o irmão mais velho que ainda não compreendeu a dimensão da graça. Eu especulo que naquele tempo, a parábola tem relação com Israel. Atente que o filho mais novo desfrutou da Graça do Pai e aquele que sempre esteve ao lado Dele não. É uma lição de que precisamos compreender a nossa verdadeira herança em Deus e a nossa posição como filhos de Deus.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Discipulado - As palavras convencem, mas são as atitudes que fazem discípulos.

A cada dia tem ficado mais evidente que a palavra convence, mas apenas o exemplo é que faz o discípulo. Podemos convencer as pessoas a irem a Igreja, entretanto a pessoa ao conviver com quem o convenceu, desejará algo mais profundo como a atitude. Conclusão: Se a pessoa não viver o que prega, possivelmente será mais vergonha do que honra ao Evangelho. Agora reflita sobre isso em toda a cristandade.

Observe outro detalhe: Não foi no período de Jesus que começou o discipulado. Biblicamente, o discipulado sempre existiu como podemos visualizar entre Moises e Josué, Elias e Eliseu, Noemi e Rute e muitos outros. Porém, foi Jesus que aperfeiçoou o discipulado, e como Deus, fez do discipulado a obrigação para Igreja Cristã. Há uma ordem para fazermos discípulos no modelo de Jesus, e sendo uma ordem do próprio Deus, não temos opção. Se cristãos, somos obrigados a discipular.

Agora, qual relação entre os dois parágrafos anteriores? Ambos se aperfeiçoam. Jesus deixou a obrigação do discipulado aperfeiçoado em seu exemplo. Ou seja, Ele ensinou: “Faça como eu faço” e não o método fariseu do "faça como eu falo." Vejo isso como dica: Seja o exemplo antes de convencer alguém. Salve a si mesmo antes de salvar os outros.