terça-feira, 24 de abril de 2012

Devocional 5 - Que peso tem os erros para você?

“No essencial, unidade; no não essencial, flexibilidade; em todas as coisas, o amor.” John Stott.

Não sei se todos observam isto, mas na vida os erros marcam mais que os acertos de um modo geral. Podemos acertar inúmeras vezes, mas se erramos uma única vez parece que o erro tem mais peso negativo em todas as nossas relações. Isso nos diz indiretamente que valorizamos mais os erros do que os acertos. Agora, pergunto: Já pensou se Deus usasse o mesmo critério que usamos?

Nem se quiséssemos Deus seria assim. Sabemos que Ele nos amou quando ainda éramos pecadores. O critério de Deus é diferente do nosso e é bom reforçarmos isso. Exponho assim, porque a nossa impressão sobre as coisas influenciam a imagem que fazemos de Deus. Idealizamos um "deus" da nossa maneira, que está mais disposto a valorizar os erros do que os acertos. Diante disso, quero refletir sobre texto abaixo:

Romanos 3:10-12 "Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só." Alguns “adjetivos” extraídos sobre nós:
  • Injustos;
  • Sem entendimento;
  • Ninguém que busque a Deus;
  • Extraviados de Deus;
  • Inúteis;
  • Maldosos (Ausência do Bem é o mal)

Pense comigo, se não há quem faça o bem, se somos inúteis e desviados, porque ainda estamos aqui? Este é o mistério de um elemento fundamental em nossas vidas. A graça. Em Romanos 3:23,24 diz "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus." Em Efésios 2:8 diz assim: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus." Observe:
  • Gratuitamente
  • Presente de Deus (Dom de Deus)

Mesmo todas aquelas características más como citamos, ainda Deus nos concede gratuitamente um presente. A Salvação por intermédio da fé em Jesus. A vinda de Jesus,  onde toda coisa consumou, formalizou a condição que sempre existiu: A condição de crer em Jesus como Filho de Deus para não perecer. Entretanto, esta condição não se opõe a gratuidade. Ou seja, a condição diz que é gratuita, mas dentro de um critério.

Parece que Deus é um mistério que o faz ser Santo sem ter nenhum vínculo com pecado, mas ao mesmo tempo é amoroso e gracioso para dar "O Maior Presente" sem custo algum para nós pecadores. Isto mesmo, nós. Somos todos iguais e precisamos entender isso com muito discernimento.

Isto igualmente deixa evidente que diante da "balança de Deus", entre homem e o pecado (os erros), o homem tem mais importância. A Bíblia fala em Rm 5:10 "Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida." Observe a beleza e a preciosa evolução do amor de Deus na humanidade. Paulo sugere que Deus é constante em amar, e a medida do relacionamento, Ele nos ama ainda mais. Isso "proclama" para todos os humanos que a intenção de Deus é reconciliar o mundo, salvar o mundo e não acusá-los ou julgá-los. É importante colocar que o amor de Deus é tem o seu lado visível na atitude, portanto a medida do relacionamento ele age ainda mais (ama) em nosso favor.

A passagem de Romanos 5:10 introduz no texto a idéia de Embaixadores da Reconciliação, o que nos apresenta como representantes do Reino de Deus do mais alto nível para liderar uma missão. Pergunto: Qual missão? A missão de Reconciliar o mundo com Deus. Completamos este legado de Cristo.

O mais importante é: Mesmo todos nós merecendo o julgamento, Ele não veio para julgar. Mesmo todos nós merecendo a aniquilação, Ele veio para nos dar a Vida. Este é o mistério da graça que acredito ser impossível de explicar, justamente porque Deus tem um nível de justiça que caminha com a graça que é bastante diferente da nossa percepção das coisas.

Preciso ressaltar o cuidado em escrever sobre isso porque a graça não é o elemento que permite Deus tolerar pecado, mas o favor que permite Deus amar o pecador. É infinitamente diferente. Graça no grego “charis” - significa dar prazer ou mostrar favor a quem não merece - Porém, ela não representa a tolerância de Deus para aqueles que conscientemente pecam. Para este pecado "consciente" a Bíblia chama de iniqüidade e a conseqüência dele sempre traz insensibilidade. A iniqüidade é aplicada nas Escrituras como a causa do amor de muitos se esfriarem.

Feito esta distinção sobre tudo, a nossa intolerância com os erros dos outros é uma demonstração de hipocrisia em relação aos semelhantes. Entendo que a hipocrisia é fingir uma virtude que não temos ou que não podemos ter. É exatamente isso que fazemos. Relevamos erros de nossos irmãos, fazemos juízo e queremos condená-los, mas somos cheio de erros que nos condenam. Em Lucas 6:41E por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho?

A bíblia ensina várias lições para isso, mas há quatro versículos que gostaria de sugerir e que deveriam servir como "guia de bolso" para todas estas ocasiões quando depararmos com erros nos relacionamentos de um modo geral.
  1. Mateus 7:1 "Não julgueis, para que não sejais julgados.”.
  2. Lucas 6:31 "E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também."
  3. Matheus 18:21,22 "Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete."
  4. Matheus 6:12 "E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;"

Frisando: Não julgar, desejar o semelhante o que desejamos para nós, perdoar quantas vezes necessárias for e sempre entender que o ato de prático de estar perdoando é um principio para sermos perdoados também.

A nós, crentes em Jesus, herdeiros da causa Deus e co-herdeiros da responsabilidade de Jesus, cabem instruir, refletir, admoestar e exortar dentro do contexto de amor. Nunca criticar no sentido condenatório, punir ou mesmo desprezar. Somos irmãos, temos a mesma origem, ainda que muito de nós não tenha consciência disso. Somos errantes por natureza e toda obra de Deus em nossas vidas, inclusive a Redentora que é condicional ao nosso esforço, é graça Dele.

Para quebrarmos este modelo de valorização ao erro, precisamos começar semeando o amor com o entendimento de que é preciso primeiro aprender a respeitar os irmãos e suas deficiências. Respeitar as deficiências é entender os limites humanos década um e se tiver condição, ajudar este mesmo irmão a superar esta deficiência. Aprender a respeitar ao mesmo tempo passa pelo conceito de igualdade de condições que temos perante o Deus Verdadeiro, até mesmo porque somos igualmente pecadores. A revelação de Deus para nós sugere a valorização do ser, o semelhante mais que os erros, assim como Deus faz. Somos iguais perante de Deus, e como Jesus nos amou, devemos também amar os errantes. Um dos argumentos para isso é: Porque um dia nós fomos, ou ainda somos errantes.

Deus abençoe.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sobre o divórcio

Pessoal,

Dica de oração para fazer por aqueles que querem divorciar. Vale a pena ouvir até o fim.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Destino, apenas para os que creêm.


Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”.

Certa vez, ouvi uma frase que dizia: "Às vezes o homem encontrará seu destino em uma estrada que tomou para evitá-lo." A citação sugere que existem certas situações que são inevitáveis, mesmo que tentemos evitar. Na vida de algumas pessoas posso dizer que o próprio Jesus é uma destas situações. Um exemplo disto é que existem pessoas que conhecem a Cristo em ocasiões nem um pouco propícias para conhecê-lo.

Em Rm 8:28, 29 diz que fomos destinados de antemão para sermos conforme a imagem de Jesus. Fomos separados, convocados para este decreto. Desenvolver este processo é fundamental e faz parte de ir em direção a este destino. Mas, para isto precisamos ter em mente que não podemos apenas começar bem, afinal o segredo não é apenas começar bem e nem continuar bem, mas terminar bem.

Melvin Huber disse: "A vida é curta e logo passará. Só o que fizemos para Cristo permanecerá." Resumiu em poucas palavras onde devemos focar nossos esforços. Estar em Jesus é a certeza do destino certo. Ele é o início e o fim. Permanecer Nele e Ele em nós é a garantia do futuro de Glória que virá. E tenha certeza, o destino/futuro virá para aqueles que forem fiéis até o fim.

Notas sobre o livro de Jonas


O profeta Jonas é um dos profetas menores mais populares de toda a bíblia. Seu nome significa pomba. O significado de seu nome pode ou não ter relação com ideia dele ser mensageiro de Deus.

O interessante que no pano de fundo da história, Jonas apesar de ser um profeta popularmente conhecido e que foi até citado por Jesus, uma parte maior de sua fama se deu por sua desobediência intencional. Não apenas por isso, mas também por seu desconhecimento de quem Deus é. A prova disto é ele tentar fugir da presença de Deus.

O motivo da tentativa da rejeição de Jonas ao chamado de Deus foi ressentimento. Os assírios, cujo capital era Nínive, eram inimigos de Israel desde muito tempo. E Jonas precisa ser visto como um profeta nacionalista, dedicado a Israel.

Outra informação do livro é que apesar de Elias e Eliseu terem morado entre os gentios, Jonas foi único profeta enviado com uma mensagem entre os “não judeus”. Ele é considerado o primeiro missionário entre os gentios. Observe que o livro de Jonas não tem uma mensagem como a de outros profetas, a própria história é a mensagem.

O livro de Jonas é uma lição sobre julgamento da perspectiva primária e compaixão da perspectiva secundária. Envolve tanto o juízo quanto a graça de Deus. O livro enfatiza que Deus ama a todos e quer q todos cheguem ao arrependimento. Misericórdia é um dos temas mais fortes na aplicação deste livro.

Notas sobre o Livro de Obadias


Este é o menor livro do Antigo Testamento, cujo autor é o próprio profeta de nome Obadias. Obadias significa servo ou adorador do Senhor. A forma de sua profecia veio através de visão. Teve uma da profecia que também foi citado pelo profeta Jeremias, o que confirma a inspiração divina do livro.

O contexto histórico da profecia de juízo do Senhor através de Obadias e a cidade Edom para onde o julgamento é destinado, vem desde a rivalidade entre Jacó e Esaú. A cidade Edom foi onde os descendentes de Esaú se estabeleceram. Apesar de na história bíblica os irmãos gêmeos terem se reconciliado, entre os edomitas parece que não houve reconciliação.

O livro se divide entre duas partes. A primeira é o juízo do Senhor para a cidade de Edom. O motivo é que os edomitas além de terem se alegrado com a escravidão de Judá na queda de Jerusalém para a babilônia, também ajudaram aos babilônios a ferir aqueles que escapavam de Jerusalém. A profecia se cumpriu na história com a destruição da capital de Edom, Sela. As ruínas de Sela foram encontradas no sec. XIX (1812).

A segunda parte do livro refere-se ao dia do Senhor. Este é um termo usado para determinar um tempo onde Deus intervém para salvação e julgamento. Também é uma das referências sobre o que chamamos da lei da semeadura. Verso 15 diz: "Porque o dia do Senhor está perto, sobre todos os gentios; como tu fizeste, assim se fará contigo; a tua recompensa voltará sobre tua cabeça."

Os últimos versículos fala sobre a promessa de restauração e felicidade de Israel. Fala sobre bênção e santidade. É importante falar que as promessas de restauração são específicas para Israel.

Notas sobre o livro de Amós


O livro de Amós têm nove capítulos. O autor é o próprio Amós, cujo nome significa "Aquele que suporta a carga ou fardo". O livro é baseado em visões.

Apesar de o autor fazer questão de dizer q ele era pastor de ovelhas de uma cidade chamada Tecoa e não um profeta, no contexto histórico, Amós é considerado um dos profetas e sua linguagem parece ser de alguém que conhecia o ofício de profeta.

O livro é uma mensagem de juízo. Entretanto, devemos lembrar sempre das duas perspectivas que Deus dá ao apresentar o juízo. Primeiro, a advertência acerca do próprio julgamento. Segunda, com advertência do juízo, Deus quer que o pecador se arrependa. Por isso o livro também é uma advertência para chamar o povo ao arrependimento.

O livro não trata apenas do julgamento a Israel, mas também a outras nações. Isto acrescenta a informação importante de que Deus é um juiz universal. Deus como juiz universal, significa também que Ele tem o controle universal. 

Temos que levar em conta que Deus estava estabelecendo uma nação saudável baseada em uma direção de retidão e justiça. A intenção é estabelecer um modelo para o mundo. Por isto neste livro e em outros a bíblia demonstra uma idealização de sociedade.

Observe neste importante detalhe do aspecto social que o livro mostra que o Reino Norte tinha uma prosperidade econômica notável, entretanto a distribuição disso mostrava a desigualdade social. O profeta teve um importante papel ao denunciar isto, na verdade ele se tornou o profeta da justiça social.

Concluindo, o livro de Amós termina com uma promessa de restauração. Pelo contexto desta promessa, o livro aponta que a promessa de restauração de Israel é uma bênção incondicional. Isto não contradiz a ideia de levar o povo ao arrependimento, apenas relata que este dia da restauração iria chegar.

Alguns creem que Israel já está gozando desta promessa e outros não. De qualquer forma, ISRAEL desde 1948 foi restabelecida como nação e já goza de grande prosperidade econômica. Inegavelmente este pode ser um indicativo de que a promessa está se cumprindo.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Insista no amor, esta é a atitude de Jesus.


No essencial, unidade; no não essencial, flexibilidade; em todas as coisas, o amor – John Stott

Quando penso em desistir de alguém, sempre lembro uma fala do meu discipulador: Lidar com almas é muito sério! Este pensamento vem de uma consciência gerada pelas Escrituras Sagradas e pelo Espírito Santo que nos mostra o verdadeiro valor de uma alma. Logo penso em não desistir, mas insistir. Um dos textos que me motiva está em Gl 6:9: "E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos..."

Pode parecer óbvio o que estou dizendo, mas não é. Reflita: Alma pode ser qualquer pessoa, seja boa ou ruim, agradável ou não. Diante disso, ainda assim precisamos nos orientar pela verdade de que Jesus morreu por todos. Trago sempre a memória a concepção de que o valor de uma alma custou muito caro, custou a vida do Filho do Deus Vivo.

Lembro também que Jesus amou Judas mesmo sabendo que ele iria traí-lo. Então, porque devo agir diferente? Não devo. Existirão pessoas que não irão gostar de mim e que talvez até me traiam, entretanto pela obrigação de sermos imitadores de Cristo devemos orar e insistir no querer o bem delas. Apenas o amor de Deus tem este poder de colocar em nós o bem querer daquela pessoa que não te quer bem. Insista no amor, esta é a atitude de Jesus.

Que o Senhor nos ajude.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Notas sobre o Livro de Joel


É um livro pequeno, cujo autor é considerado um dos profetas menores. Seu nome é Joel e significa Jeová é Deus. Ele foi um dos profetas do Avivamento. Saliento que apesar de ser um profeta que fala de julgamento, a linguagem do livro é bem poética.

O assunto mais popularmente conhecido e divulgado deste livro é a profecia que se cumpriu em Atos acerca do derramamento do Espírito Santo. Ao profetizar sobre o Espírito Santo, ele profetiza sobre o avivamento e sobre inauguração da Igreja.

Um detalhe indireto deste livro é que ele endossa a deidade de Jesus e sua posição como ungido de Deus, o Cristo, que veio para libertar o povo. Isto sé dá pela confirmação do Advento do batismo  com Espírito Santo em Atos 2, o que confirmou todas palavras e promessas de Jesus.

Vejo na profecia contida neste livro mais uma demonstração da Graça de Deus. Devo assumir que o derramamento do Espírito é a única maneira da ação de Deus para restauração do homem.

Seja qual for a situação humana, e isto é confirmado em Joel 2:32 “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” Entretanto, devo assumir que salvação requer de nós um posicionamento.

Extraio deste livro a ideia de julgamento de Deus em defesa do seu povo. Mas, primeiro há uma chamada ao arrependimento, instruindo até os jejuns e reuniões para este fim. Portanto, é de fácil conclusão a grande importância na história da Igreja Cristã o livro do Profeta Joel.

Aprofundando um pouco mais sobre discipulado


Começamos destacando a importância do discipulado quando apontamos para o fato que Jesus orou para escolher seus discípulos e só depois priorizou a escolha deles (Lucas 6:12,13). Pense: Jesus mesmo sendo Deus, orou para separar os seus aprendizes. 

Amo a forma com que Jesus nos ensina, afinal Ele sempre deixava os exemplos para significar algo importante. E o importante nesta passagem é a oração como uma das bases iniciais para o discipulado. Aponta para curso de dependência de Deus que minimiza os riscos e os acasos.

Este tipo de comunicação mostra que dependência de Deus é inicial. Mateus 5:3 "Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;" Precisamos entender este princípio em nossa vida e transmitir  para o discípulo. Consiste em ensinar o discípulo a ser dependente de Deus e não do discipulador.

Discipulado consiste numa transferência de DNA. Transmissão de vida andando lado a lado. É ensinar quem você é na essência e o que você faz. É impossível compreender a profundidade do discipulado em qualquer outra forma que não seja exemplificando com própria vida. Este é método de Jesus.

Discipulado é algo essencialmente bíblico. Temos relações parecidas ao discipulado praticado por Jesus, entre os profetas, reis, sacerdotes, nora e sogra, pai e filho (tradição), etc.  

Ao definir o discipulado nestes moldes, somando com este importante passo da oração que Jesus deixou como exemplo, julgo que o fazer discípulos é um altíssimo investimento. É um alto investimento de oração, de vida e de tempo. Entretanto, o maior investimento é na convicção. Só podemos começar qualquer coisa no Reino de Deus se mudamos nossa convicção. A convicção observada pela Bíblia, só vem com arrependimento e com iluminação do entendimento.

Percebo que só desenvolve nisso quem investe na convicção. Se o nosso alvo é ser imagem e semelhança de Deus, significa que qualquer outro alvo diferente de Jesus são engodo e engano. A reverência só vem com este investimento de vida espiritual.

Um dos raciocínios iniciais é: Deus não é homem, tratá-lo como homem é um erro. Deus não é objeto. Deus não se limita a um conceito ou coisas. Deus não pode ser descoberto, Ele que se revela. Portanto não conclua por si mesmo nada a respeito de Deus. Isto é uma convicção inicial.

Outra convicção inicial é o próprio conceito de Deus. Deus é Soberano, Auto suficiente,  Amor, Justiça, Santo e muitos outros atributos. Ao compreendermos minimamente quem Ele é, chegamos a seguinte conclusão: Deus ou a gente rejeita ou a gente adora. Não há saída.

Igualmente para desenvolvermos qualquer entendimento sobre o Criador, precisamos olhar com os próprios óculos de Deus. Pedir ajuda a Deus para compreender Ele mesmo. Compreender a luz das Escrituras a essência de sua transcendência como Deus. Em outros termos, precisamos de Deus para conhecer quem Deus é.

A unica solução bíblica para isso, apresenta Jesus como exata expressão do que Deus é. A bíblia nos faz entender que Jesus expressa o Pai. Seus atributos, seus planos, seu investimento em nós revela também ao Pai.

Toda esta proposta comunica indiretamente um aprendizado sobre o discipulado. Observe que para sabermos sobre Deus, precisamos nos colocar na posição de aprendiz do próprio Deus. Foi o que Jesus ensinou. Submeter a referência que próprio Deus apresentou, ou seja, Jesus.

Acrescente a informação que o modelo adotado por Jesus para aprendermos nosso papel como homens e para aprendermos mais sobre Deus foi o discipulado. Discípulo é o aprendiz. E como servos que somos, somos aprendizes da ação de Deus em nós. Somos aprendizes do plano perfeito de Deus (Rm 8:29), aprendizes do Plano secreto (Ef 3:1-10) e aprendizes de Jesus na essência.

Deus abençoe

sábado, 7 de abril de 2012

Devocional 8 - Relacionamento.



Você sabe qual é o primeiro problema encontrado na Bíblia? Em Genesis 2:18 diz "E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele."  Esta afirmação mostra que a solidão é o primeiro problema encontrado nas Escrituras Sagradas. Permite pensarmos que a solução para este problema é o relacionamento. Deus viu um problema e resolveu com uma companheira, alguém da mesma "espécie". 

Dentro do contexto, podemos pensar que a solidão é o oposto do relacionamento. Existe uma tradução bíblica que fornece a seguinte versão: "far-lhe-ei uma auxiliadora frente a ele". Nesta tradução, podemos ilustrar que só existe relacionamento, se minimamente existir duas pessoas estabelecendo algum tipo de comunicação que as fazem ter valores comuns e que as mesmas preencham a expectativa uma da outra. Ou seja, só ha relacionamento se existe a ausência da solidão. O "frente a ele" sugere nivelamento da condição de ambos.

A igualdade de condição é diferente da condição de igualdade. A condição de igualdade todos nos seres humanos temos. Somos iguais, porém diferentes. Agora a igualdade de condição é o que estamos observando no texto. Pode parecer que igualdade de condição entre seres da mesma espécie é quase uma redundância, mas não é. Condição é o estado em que alguém se encontra. Existem pessoas mais maduras, outras menos. Suas condições são diferentes e estas diferenças precisam ser avaliadas.


Biblicamente, vejo como requisito para o relacionamento tanto a condição de igualdade e igualdade de condição. Entendemos que pessoas podem encontrar em estágios diferentes e isto impede as mesmas de relacionarem neste estágio de casamento. Se aprofundarmos na ótica bíblia veremos que é um parâmetro que vem de ação essencial provocado pelo Evangelho de Jesus. 

Quero acrescentar que apesar de sermos semelhantes, não quer dizer que gozamos de igualdade de condição. Para ter igualdade de condição são necessários valores e situações comuns aos que se relacionam. Observe que o texto de Genesis é antes da queda humana e isso sugere que não havia nenhuma obstrução para que semelhantes tivessem valores comuns e se relacionassem.

Posso sugerir como igualdade de condição aqueles valores comuns entre os dois que são maiores que as diferença entre eles. Em relação ao relacionamento entre homem e mulher, além da igualdade de condição, também existe outra situação - "auxiliadora". Este é um indicativo de que não basta apenas ter valores comuns, mas precisa ter empenho para relacionar. Esforço em cooperação para com o outro. Troca de complementos no sentido de se completar. Ajudadora neste contexto é natural da mulher, e isto significa auxiliadora que conheça naturalmente seus negócios. Quem auxilia, faz alguma coisa no sentido de ajudar, de cooperar. 

Então, quando faz referência a auxiliadora, o texto está dizendo sobre alguem que fará naturalmente o outro crescer. Que será sua confiança para lhe ajudar alcançar os objetivos. Acrescenta-se também que o sentido não significa inferioridade. Quando se refere a "auxiliadora que fara frente a ele", está dizendo que será alguém preparada para sua capacidade.

Após pecado

E depois do pecado, o que seria igualdade de condição? Na verdade não muda o fato. Seria o mesmo plano que era antes, porém agora existe uma obstrução que se chama pecado e que fazem semelhantes não serem tão semelhantes assim. 

O texto de Genesis sobre a criação da humanidade é muito curto e de certa forma simples, por isso é necessário a luz da própria Escritura em textos posteriores o entendimento dos valores do relacionamento. De qualquer forma, com texto podemos resumir:
  • Relacionamento como solução para solidão. Isto pode ser entre homem e mulher, entre amigos, entre irmãos. Existem diferenças na aplicação de um tipo de relacionamento para os outros.
  • Relacionamento só existe com pessoas da mesma espécie (condição de igualdade) e que tenham uma igualdade de condição. Igualdade de condição é o estado em que alguém se encontra. Julgo no contexto de textos posteriores, porque os mesmo vêm como resposta após o pecado, que igualdade de condição pode ser entendida como estado que abrange valores e princípios.
  • Só existe igualdade de condição após pecado se as diferenças entre si forem menores que os pontos essenciais em comum.
  • Existe também a troca de complementos, o empenho para relação. Uma das barreiras do pecado foi estabelecer desvios no relacionamento tirando a igualdade de condição entre semelhantes, porém a restauração proposta por Cristo transforma os valores essenciais permitindo a pessoas que em seu contexto geral são diferentes, a capacidade de relacionar e cooperar uns com os outros.
Medição de relacionamentos cristãos

Ao fragmentar nos pontos acima, pode sugerir uma "medição" de um relacionamento da seguinte maneira:
  1. No contexto cristão, só existe relacionamento quando não existir solidão. A pessoa precisa estar amparada. Salvo as exceções de carências emocionais que vem de distúrbios para este fator, o relacionamento criado por Deus tem que ter amparo e ausência de solidão.
  2. Também tem que existir uma igualdade de investimento de vida na relação que minimamente preencha a outra pessoa com quem se relaciona. Apenas assim se torna a solução de Deus para a solidão humana.
Relacionamento está pra solidão assim como a luz está pra trevas. Um anula o outro. Pra existir solidão é necessária carência do relacionar, deficiência em comungar. Se existe solidão, significa que todo congraçamento humano que a pessoa tem não preenche, por isso é desnivelado.

Níveis de relacionamento.

Pelo contexto bíblico, dá para pressupor que todos os relacionamentos antes da queda teriam o mesmo nível. Após pecado, com diferentes implicações, hoje temos diferentes tipos de relacionamentos que são classificados de várias formas. Relacionamentos cordiais, profissionais, amorosos, matrimoniais, etc. E o mais importante a ser frisado é que todos estes tipos de relacionamentos são aspectos de uma normalidade humana e são importantes quando são ordenados de forma correta.

Quando explico sobre igualdade de condição e detalho dizendo acerca de pontos essenciais comuns, estou apontando que pessoas podem ter valores essenciais diferentes e quando for este caso o termo aplicado pela bíblia é jugo de desigual. Observe também que não estou dizendo apenas a respeito de relacionamento matrimonial, mas todo e qualquer relacionamento, em qualquer contexto, depende de ter valores em comuns essenciais maiores do que as diferenças.

Observe que no trabalho, os relacionamentos existentes no ambiente serão no campo profissional. A pessoa que trabalha terá que cumprir a cartilha profissional de acordo com a sua função. Qualquer deficiência nisso pode ocorrer demissão. No caso do casamento, posso dizer que será o investimento de vida de ambos na relação. O casal precisa preencher a expectativa do outro no nível essencial que importa pra ambos. Ou seja, a variável é o contexto que está inserido e o tipo de relacionamento que se tem com outro. Porém, no cristianismo, qualquer relacionamento será afetado por Cristo. Apenas porque Cristo é o valor essencial no coração de alguém. A Bíblia já ensina isso quando diz que não podemos servir a dois senhores. Deste ponto em diante, a variável não mais será o contexto inserido ou o tipo de relacionamento que se tem com outro, mas Cristo independente da situação.

Matheus 10:34-37 Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; E assim os inimigos do homem serão os seus familiares. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.

Nota: Não estou afirmando que a pessoa precisa se desfazer de todo relacionamento adquirido e não é isto que trata o texto de Matheus, estou dizendo é que se necessário for o peso decisivo tem que ser o que "Cristo fez diante da situação" e isto é para qualquer tipo de relacionamento que a pessoa tiver.

Jugo desigual

Em 2Co 6:14 “não vos prendais ao jugo desigual com os incrédulos”

De um modo geral, relacionamento é difícil por causa de nossas diferenças. Porém acentuam-se mais quando pessoas têm valores essenciais diferentes uma das outras. O exemplo é o próprio cristão. Existe um credo por traz do ser cristão. Crer em Jesus é uma ação maior do que crer em si mesmo. Esta compreensão é uma revelação que nasce pela fé em Jesus. Ou seja, ter fé é enxergar essa realidade não visível ao olhos "carnais" de que Jesus e todo conteúdo de sua pregação é real. 


Quando não há este elemento fundamental de unidade, entendendo que os cristãos vivem sob a direção do Espírito Santo que é a unidade da Fé, acredito ser impossível relacionamento com os não cristãos. Por isso, o termo jugo desigual se aplica. É jugo desigual porque os valores fundamentais para o relacionamento não estão nivelados. Isso pode ocorrer até mesmo entre os cristãos, mas principalmente entre cristãos e não cristãos. Só que geralmente, aqueles que são cristãos no sentido pleno da palavra, têm valores fundamentais diferentes em relação ao incrédulo, dos quais se inclui os fundamentos para o casamento. Então, por conselho bíblico e não meu, qualquer comunhão de valores entre cristãos e não cristãos, e isto inclui o comprometimento matrimonial , o mesmo não é ideal aos cristãos. É jugo desigual.

Jugo desigual em relação a amizade

Salmos 1:1 "Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores." 

O versículo abrange situações diferentes para o relacionamento. "nem se assenta na roda dos escarnecedores." Está dizendo: "Mais que feliz é aquele que não comunga de valores comuns com os incrédulos." Ao fazer referência a valores, estou dizendo que esta no cerne do ser, no coração. Prioridade da vida. Ouvi um pregador dizer que existe um lugar mais honrado do que o primeiro lugar em nossas vidas, este lugar é centro do seu coração onde Cristo é quem escolhe o primeiro lugar das nossas vidas. O pregador ensinou que toda a fundamentação parte da vida de Deus através de Cristo em nosso ser. Ou seja, o nosso ser é ordenado por Cristo e em volta Dele. Diante do que Ele disse, poderíamos sugerir um entendimento para o versículo da seguinte maneira. "Mais que feliz é o homem que não anda no conselho daqueles que não conhecem a Deus, mas que andam no conselho daquele que é o maravilhoso conselheiro, o Filho de Deus." Ou "Mais que feliz é aquele que não "estaciona" no caminho dos pecadores, mas anda nas veredas da justiça entendendo que Jesus é o único caminho para Deus." Ou mesmo "Mais que feliz é que aquele que não celebra ou congraça ou comunga de valores com aquele que escarnece de Deus por suas atitudes, mas que anda e celebra a unidade da fé com seus irmãos que tem O mesmo valor em seus corações.

Nota: Neste trecho, além de outros citados e da reflexão realizada são para ilustrar a importância de se relacionar com critério das Escrituras Sagradas.

Engano nos dias atuais

Existe um tipo de engano que foi produzido aos poucos para tentar justificar algumas ações. Virou um falso pensamento e por isso um falso fundamento. Muitos falam: "Jesus andava no meio de prostitutas, ladrões e todo tipo de gente marginalizada na época." Falam como se Jesus fosse indiretamente participante da vida destas pessoas. Defendem a idéia com argumento de Paulo "fiz-me de sábio para ganhar os sábios e de tolo para ganhar os tolos". Usam este argumento sobre um ponto de vista de que estão pregando o Evangelho para todos, quando na verdade estão pregando o evangelho do "jeito" deles. De uma forma distorcida. Pois, ninguém prega no meio de incrédulos sendo participante de coisas erradas. Se tiver prazer em "fingir" de "tolos" tem algo errado. Entenda que muitos estão com este discurso, mas no íntimo do ser estão se realizando em ser tolos de um modo que não combina com Evangelho.

Também vejo neste discurso que indiretamente estão mudando o conteúdo da mensagem do Evangelho a fim de obter conversões com mais facilidade. E ao lembrar a instrução de Paulo, recordo que ele em nenhum momento fez isso. Muito menos Cristo. Ambos pregavam o Evangelho porque mensagem do Evangelho é pra todos, porém com a condição dos necessitados se arrependerem. E aceitação do discurso é mais aceita entre pessoas marginalizadas. Aplicavam persuasão e iam até as pessoas a fim de única e exclusivamente apresentarem o evangelho Cristocentrico. Jesus não andava no meio de prostitutas, ladrões, e outros marginalizados da sociedade, mas andava no meio dos discípulos. Ele relacionava no nível mais pessoal com os discípulos. Este era o relacionamento Dele. Agora, Ele mesmo disse que pregava o evangelho para doentes. A sua mensagem tinha o teor para todos, mas aqueles que eram mais receptivos, Ele focava mais. Jesus não comungou dos mesmos valores com os homem de um modo geral, incluindo marginalizados ou não. Ele se movia de amor, compaixão. A missão Dele era e é ganhá-los, mas nunca precisou fingir de prostituta pra ganhar a prostituta ou de ladrão pra ganhar o ladrão ou de rico para ganhar o rico. Jesus não fingia roubar e nem se prostituir ou qualquer outra coisa. Senão o discurso de Jesus não seria "Arrependei-vos. Fingir de tolo é ouvir o tolo, suas expressões, mas não ser como ele. Pelo contrário, seria convidar ao tolo a deixar de ser tolo. Paulo nunca foi tolo em sua vida e nem usou de fingimento para atingir seus fins. A sua sugestão era ouvi-los, entende-los, ganhar a confiança e pregar o evangelho para eles.

Conclusão

Talvez este seja um dos textos mais difíceis de argumentar porque existem muitos detalhes que poderiam ser abordados. Relacionamentos cada um têm o seu e se envolver nisso pode quebrar barreiras emocionais. O que é fácil diagnosticar é que alguns relacionamentos são saudáveis e outros não. E "mexer" nisto precisa ser realizado de forma muito clara e convicta do porquê esta sendo feito. O que quero frisar é que para qualquer relacionamento para nós cristãos, julgo estar escrevendo para irmãos de fé, existe o valor essencial que vai influenciar a forma como nos relacionamos em todas as esferas da vida. Sem dúvida que a resposta é Cristo Jesus. Estar diante desta realidade é aceitar a obrigação de estar próximo de todos sem ser participantes de seus escárnios.

Creio também que por toda instrução existente na escritura, pelo revestimento que a mesma nos dá em Isaías 61 e Efésios 5, pela obrigação cristã que existe no "Ide" e no "fazer Discípulos", sobre todo poder dado a Jesus que valida o cristão como igreja com a chave do "reino dos céus", é que devemos nos posicionar como influenciadores ao invés de ser influenciados. Devemos ser o agente da ação e sermos influenciadores.  A própria bíbliz diz: "Se o sal não salgar, para nada presta"

Também quero dizer que antes da queda, pela posição desta passagem de Genesis, a intenção de Deus é propor o relacionamento como base inicial para tudo. Podemos definir facilmente e dizer que não se constitui casamento sem relacionamento, não se constitui família sem relacionamento e não se faz amigos sem relacionamento. Até para aqueles que defendem o celibato, quero lembrá-los que Jesus e Paulo relacionavam com pessoas o tempo inteiro.

A Igreja Cristã é o lugar de "estreitamento" dos relacionamentos, onde aprendemos que nossas diferenças não são maiores do que Aquele que nos mantêm unidos, o nosso Senhor JESUS CRISTO é a nossa aliança. A estrutura básica do relacionamento que Deus estabeleceu com seu povo é a aliança. Uma aliança entre o Todo Poderoso Deus que sustenta a aliança e nós que precisamos cumprir as condições da aliança. Por isso, procure sempre relacionamentos saudáveis, pessoas que vão a acrescentar sua vida, relações de intimidade onde você poderá aprender a superar suas deficiências e ser útil na vida de outras pessoas. Relacionamento é fundamental para nós cristãos, pois relacionamento é um dos pontos que nos define como seres a imagem e semelhança de Deus.

Deus abençoe

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Notas sobre o livro de Oséias


Oséias significa “salvação”. O livro retrata a relação entre Deus e Israel e é ilustrado pelo casamento do próprio Oséias com uma mulher que seria infiel a ele. A linguagem do livro é bem diferente de outros livros bíblicos, falando sobre abandono, prostituição do povo de Deus em relação ao próprio Deus. Muito forte os termos usados.

A aplicação deste livro em nossos dias nos traz muitas reflexões das quais destaco: As pessoas só poderão encontrar o Amor de Deus no seu próprio povo. A nós, a igreja, foi dada a tarefa honrosa de comunicar a Deus e consequentemente seus atributos. Se afastarmos deste propósito como as pessoas encontrarão este amor?

A comparativa entre a vida de Oséias e sua esposa é uma demonstração da relação que Deus tinha com Israel. E pode ser uma analogia também sobre a Igreja Cristã. A semelhança se dá em como temos prostituído ao abandonar as nossas obrigações estipuladas na Nova Aliança. Ministério da Igreja como Testemunho, Comunhão e Adoração não pode estar separado da nossa vida. Não são coisas distintas. Na verdade, a nossa vida agora é a Vida de Cristo.

Oséias é um profeta que revela o Coração amoroso de Deus. Ensina a lição que o perfeito amor é encontrado apenas no Amor de Deus. A Bíblia diz que o Perfeito Amor lança fora todo medo. Ou seja, é uma aliança sem medos, entretanto com temor. Temor é uma convicção de reverência. A Bíblia diz em Jeremias 32:40 que como sinal da aliança entre de Deus e seu povo, como um medidor da Salvação, Deus colocaria em nosso coração temor. A fidelidade nossa sempre deve ser medida pelo temor. Também precisamos estar atentos que o descumprimento desta obrigação do pacto traz consequências semelhantes ao que livro de Oséias registra.

Quando o livro registra sobre o pecado e as consequências desastrosas na vida do Povo de Deus, Ele também indiretamente está convidando e nos dando uma lição sobre a importância da Santidade. Santidade exige que sejamos Dependentes de Deus. Exige exclusividade na adoração. Dependência é carência.

Igualmente, o livro estimula o abandono do pecado. O Salmo 32 ilustra bem os problemas que o pecado traz na vida de alguém. O pecado tem como salário a morte. Morte é a quebra de relacionamento com Deus. Por isso devemos entender que o pecado desagrada aquele com quem temos a maior aliança. As lições deste livro soam como alerta para a Igreja nos últimos dias.