segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Devocional 15 - Tenho Jesus e nada me falta

Não sei se algum cristão, provavelmente sim, contou às coisas que sabemos e temos por causa de Jesus. Temos Jesus o que acarreta em infinitas possibilidades e benefícios. Na minha simples opinião, acredito que nossa prosperidade vem disso. Temos Jesus e nada nos falta. Pense: 

  • Sabemos quem nos criou, e por isso sabemos de onde viemos. (Genesis 1) 
  • Os cristãos também sabem para onde vão. Ele mesmo prometeu que iria preparar o lugar. (João 14:2) 
  • Temos um Salvador (Libertador), Redentor, Aquele que nos torna justos (Justifica). (Lucas 2:11, Isaías 47, Gálatas 2:16) 
  • É nossa Esperança da Glória. Se for nossa esperança, significa que também é nossa alegria. (Colossenses 1:27, Romanos 14:17) 
  • Também temos Nele, Jesus, a expressão máxima do amor para que amemos uns aos outros. (Marcos 12:28-34)
  •  Temos obediência Dele ao Pai e suas referencias como prova de amor que nos faz vencer e resistir o inimigo. (João 14:21, Tiago 4:7)
  •  Temos comunhão que é característica de andar na luz, temos unidade que é o molde para elevar nosso caminho a plenitude do varão perfeito. (1João 1:7, Efésios 4)
  •  Perceba que temos valores gerados pelo Espírito Santo como animo longo (longanimidade), mansidão, humildade, paz, domínio próprio. (Gálatas 5:22,23)
  •  Tesouros espirituais como discernimento, sabedoria, conhecimento revelado. (1 Coríntios 12:1) 
  • Acrescenta-se vida eterna, novidade de vida, vida abundante. (João 3:15, João 10:10, Romanos 6:4)
  • Paternidade de Deus dizendo que somos filhos da luz, filhos de Deus. (João 12:36, 1 João 5:1,2)
  •  Nossa Torre forte, o Deus forte, Nosso refúgio, Socorro na hora da angústia, O único que pode nos livrar. (Provérbios 18:10, Provérbios 18:10, Salmos 46:1, Daniel 3:17)
  •  É o nosso Pastor, Professor, Conselheiro, Ajudador (Consolador). (Salmo 23, Matheus 11:29, João 14:26, Isaías 9:6) 
Nele vivemos um processo maravilhoso de crescimento como um ser humano do ponto de vista de Deus. Afinal Jesus é primogênito de muitos filhos, dos quais Deus quer que seja como Ele. E neste plano há um processo que passa por:

  • Conversão  que envolve fé + arrependimento. Ou seja, crer para se arrepender. Porta de entrada do Reino de Deus. (Atos 3:19, Matheus 3:2) 
  • Propiciação e substituição - A morte que morreu minha morte, que substituiu. Não apenas morreu minha morte como venceu a morte. Por isso a vida que Ele nos dá é eterna. (1 Pedro 2:24)
  • Remissão (perdão), redenção (resgate, libertação) e reconciliação - Crer em sua obra, sacrifício e ressurreição traz estes benefícios. ( Lucas 3:3, Colossenses 1:14)
  • Transformação, justificação, santificação, preservação Este é processo que se gradua (Romanos 4:25, 1 Tessalonicenses 4:7, Hebreus 12:14, Romanos 5:10)
  • Ser como Ele, Jesus, é o propósito de Deus para nós (Romanos 8:29) 
  
Se fosse ficar enumerando os bens espirituais, os benefícios físicos, as promessas e todo processo que “coopera” para o nosso bem, não seria suficientes em tos os livros, assim como João percebeu dizendo: “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém.João 21:25

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A Vilania da má interpretação


Existe uma canção do Steven Curtis Chapman que diz “Deus é Deus e eu não sou. Eu posso ver uma parte da pintura que Ele está pintando. Deus é Deus e eu um homem. Então eu nunca entendo tudo. Porque somente Deus é Deus." A citação ilustra sobre a nossa capacidade incompleta de ler a vida. Insuficientes em saber e compreender. A vida humana lida pelos próprios homens resultaria em má interpretação. Essa insuficiência nos limita na compreensão dos assuntos mais simples do ponto de vista humano. Na conversa com pessoas, na leitura de textos e no olhar de qualquer situação, percebo que sempre existe um abismo entre “ler” a situação e “compreender” o que realmente está acontecendo. Aceito o conselho da canção citada, pois apenas Deus pode ver tudo e saber o encaixe exato para todas as coisas.

Li uma texto da CPAD que citava assim "Bruce Metzger afirmou que a interpretação das Sagradas Escrituras é semelhante à piscina de instrução. Quem não sabe nadar consegue ficar na parte rasa, mas a profunda é só para nadadores experientes. Percebo que isso não é apenas em relação às escrituras, mas para todas as situações. Afalta de experiências com Deus deixa o crente sem a comprovação do que a Bíblia propõe para aquele que crer. Paulo instrui a Timóteo sobre os neófitos. Em 1 Tm 3:6 fala assim: Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. Neófito da idéia de nova folha, pessoa ainda não experimentada. Calouro, aprendiz  e iniciante.

Eu vejo que o neófito é uma pessoa sem experimentação. Comprova que o “crente” pode não estar vivendo uma das partes mais importantes do Evangelho que Jesus nos apresentou, o Reino de Deus em fatos. A falta de vivência com Deus é falta de experiências. Falta de novidade de vida. Falta de vida abundante. (Romanos 6:4, João 10:10), Esta inexperiência de vida resulta numa leitura muito limitada. Deus não é apenas Deus de ouvir falar, mas é Deus de conosco andar (Jó 42:5). Ele quer crescimento, quer nos dá experiências diretas com Ele porque isto faz parte do processo de salvação. Isto nos faz crescer rumo ao alvo de sermos a imagem e semelhança Dele.

Também tenho percebido que toda e qualquer discussão é muito minuciosa em muitos pontos para aqueles que estão envolvidos. Para começarmos qualquer debate, precisamos trazer à memória a consciência cristã de que aquele que poderá opor a uma idéia sua será sempre seu próximo. 


Saliento que dependendo de como as coisas são comunicadas, a má interpretação já pode estar em ação. Li um livro chamado “Técnicas de Comunicação Escrita” do autor Izidoro Blikstein, este livro traz a idéia de que se não escrevermos corretamente, não obteremos as respostas que esperamos. O livro aborda que a comunicação correta é uma questão de sobrevivência.

Outro exemplo é: Se você usa franqueza em determinados momentos,  dependendo do calor da “conversa”, o “franco” corre o risco de ser taxado como grosso e mal educado. Mas só corre o risco de ser grosso e mal educado para aqueles que se opõe a idéia, pois para aqueles que concordam você é um porta-voz. Então devemos considerar que qualquer julgamento a respeito da forma ou fala de alguém que você se opõe, começa com o pré-julgamento de que sua avaliação esteja comprometida, visto que a pessoa da idéia contrária se opõe a você. O que também não significa que você não está realmente sendo grosso e mal educado. O ponto aqui é que a interpretação varia aos olhos e qualquer julgamento feito diante desta situação provavelmente é mal feito. Is 64:6 Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam.

Se a qualquer pessoa falar numa roda de pessoas o que diz em Matheus 11:29 ("Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas."), imagino que a maior parte dos ouvintes o chamará de soberbo. Concebo também que Jesus "possa" ter sofrido algo semelhante ao dizer isso. Especulo ainda mais que se alguns fariseus em nosso tempo ouvissem esta fala de Jesus, o declararia como uma pessoa soberba.

O parágrafo anterior me leva a refletir que a falsa modéstia é outro problema de má interpretação. Alguém que se considera bom, que tem consciência de seus próprios valores é obrigado para satisfazer ouvintes a dizer que não é bom. E se por um acaso um dia disser que faz algo bem, ele será considerado arrogante dependendo de quem ouve. Eu acho isso tudo difícil de administrar porque tudo pode estar correlacionado a má comunicação/interpretação do orador, do leitor ou do ouvinte. É um problema que muito provavelmente sempre vamos conviver, mas que precisamos saber ir além destas barreiras.

Não podemos deixar que a má interpretação ou qualquer outra coisa faça as pessoas ficarem resistentes umas com as outras. Precisamos saber diferenciar que às vezes o que está em jogo é uma simples imaturidade para entender. E as oposições são no campo das idéias. Eu li uma frase que dizia que o 'O amor é um verbo'. Devemos usá-lo como ação em relação ao próximo. Quando estamos dentro de uma boa relação uns com os outros o amor é fácil de ser demonstrado, porém o "certo" é comprovar o amor através de atitudes quando estamos contrariados, quando encontramos resistência.


Lucas 23:34 parte a "E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem..." Percebo que Jesus foi didático até os últimos momentos de sua vida. Ensinou-nos que muitas "maldades" que recebemos são fruto de ignorância. Não podemos achar que o seu irmão, este mesmo que professa a Cristo seja mal. Também não podemos aceitar a sugestão de Satanás de que viver o amor contra o que estamos sentindo naquele momento é hipocrisia ou superficialidade. O amor é uma decisão e um exercício de caridade. O amor envolvido é o sentimento que está acima do falar ou querer ou do tratar mal do suposto opositor. Apenas uma pessoa tratada, mansa como sugere o versículo de Matheus 11:29 consegue essa dimensão. Esta é a dimensão do amor que agrada a Deus.

Diante de tudo que sabemos, devemos crer que o amor é a solução para os desvios da má interpretação entre os irmãos. O amor é um ato que evidencia a intenção do bem querer do próximo não tão "próximo", condicionado pela força do Senhor e exercido pelo esforço maior do que apenas palavras carinhosas. Com Cristo Jesus aprendemos o amor compassivo, aquele que se põe no lugar pessoa mesmo que o sofrimento dela seja simples aos seus olhos.


Acrescente que o Senhor em nossas vidas e o próximo é tão mais importante do que isso que devemos sempre relevar as diferenças a fim de cooperar para o bem da obra de Deus. É óbvio que existem princípios nas Escrituras que são inegociáveis, mas pela experiência que tenho e percebo, a maioria das coisas que desgastam são coisas irrelevantes. Devemos nos comportar pacificamente e entender que o quebrantar é realizado através da oração e não pela força. Zacarias 4:6 E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.

Enfim, existem muitas outras formas de má interpretação, mas este é apenas um pequeno texto de reflexão sobre as relações entre pessoas. O argumento contido aqui é que quando não temos a resposta unânime que traz paz consciente a todos é porque Deus ainda não respondeu. Orar é o melhor remédio. Espero ter dado o recado de Deus, pois apesar das diferenças, o fato de ter o nosso irmão conosco é muito melhor do que andar sozinho. 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Alguns conselhos para os cristãos

  1. Não planeje ilusões, sonhe algo que acrescente a sua vida. Não exija de si mesmo coisas impossíveis que vc não precisa.
  2. Milagres são de Deus e não nosso. Milagres não vêm acompanhados de "anjos tocando harpas" e "trombetas". Basicamente é a reunião entre uma necessidade impossível, sua fé e a ação de Deus na hora certa. Só vêm quando não existe mais ansiedade em nosso coração e sim a certeza de que vc confia em Deus independente do que virá.
  3. Não trate nada que venha de Deus como algo banal.
  4. Testemunhe para a glória de Deus e não para "mostrar" as pessoas.
  5. Seja cristão e não falastrão.
  6. Pregue o evangelho para toda a criatura, se possível com as palavras.
  7. Seja sóbrio e ponderado, exceto quando se trata de conhecer a Deus.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Devocional 14 - Dicas para ler a Bíblia adequadamente


"Há partes da Bíblia difíceis de interpretar, mas nenhuma me leva a duvidar." Jonh Blanchard

Muitas pessoas quando lêem a Bíblia esperam encontrar alguma novidade nunca encontrada ao ler as escrituras. Abordam algumas passagens como se tivessem um termo mágico ou uma palavrinha que quando descoberto possa trazer a compreensão de certas passagens da Bíblia. Olham com tanta complexidade que chegam a negar o que lá está escrito. Outros acreditam em alguma teoria da conspiração ou mesmo em alguma trama que prejudicou a leitura dos textos bíblicos. De qualquer maneira é bom citar que houve tantas traduções, versões e releituras bíblicas que muitos detalhes são perdidos em uma simples leitura. Saliento também que toda tradução é naturalmente interpretativa e hermenêutica, submetida à ótica da leitura do autor. 

Feitos estas observações iniciais, o fato é que a Bíblia permite interpretações diversas porque nela existem fatores históricos, culturais, contextuais e outros critérios para se fazer a leitura adequada. Na Bíblia, há também mistérios e paradoxos que permitem aos homens a imaginação e a curiosidade para especular desde que haja uma coerência lógica. Alguns escritores dizem que as escrituras sagradas têm uma cultura própria e que a mesma propõe uma sociedade mista em todos os sentidos desta expressão. Enfim, de muitas maneiras a Bíblia é atraente e polêmica, e por isso, todo argumento contido até aqui é para reforçar que a Bíblia exige certos cuidados ao examinar a Escritura. 

Um dos primeiros pontos a serem considerados é que nós, seres humanos, não temos a capacidade de encontrar a Deus pelo nosso próprio caminho. Foi Deus quem auto-manifestou e não nossa capacidade que o descobriu. R.C.Sproul, escritor conhecido, disse no cap 1 de seu livro "Verdades essenciais Cristãs" que "Tudo o que sabemos sobre o Cristianismo nos foi revelado por Deus" Este é um fato. A teologia estuda a ação de Deus na humanidade e em nenhum momento do estudo ela apresenta a humanidade descobrindo Deus em algum lugar. Atente-se também que há tantas restrições em interpretar a vida em si que aceitar a nossa incapacitação é a opção mais coerente. A diversidade natural, o ciclo da vida, as leis da física, a quantidade de coisas inexplicáveis demonstram que não temos recurso racional para entendermos. A integração entre todos estes elementos sugere uma engenharia no Ciclo da existência de todo ser vivente. O Samilsta diz (19:1)"Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.

Reforço que a ciência não é mais coerente do que a fé. Pelo contrário, a fé permite o salto no escuro, a ciência não. A fé diz que existe uma realidade invisível que coerentemente explica coisas que aos olhos da ciência são inexplicáveis. A história se rende a fé porque propõe o crivo da duração dos anos. Ela narra uma história real com fatos ao longo dos anos, e a fé Cristã passou por esse crivo. A filosofia sempre depende de alguma matéria, ela não existe sozinha. E ainda ela propõe a lógica do pensamento onde a Fé Cristã se sobressai em relação as outras religiões justamente pela coerência daquilo que ela propõe. Enfim, mesmo a fé Cristã não se preocupando em ser explicável na lógica humana, ela ainda consegue ser a mais racional das religiões existentes. 

Enfim, os argumentos apresentados até aqui são para reforçar a importância de ler e interpretar as Escrituras. Você pode estar se perguntando: Alguém apresentou ou convencionou uma forma de ler a Bíblia? Sim, a própria bíblia. Muitos estudiosos chegam à mesma conclusão a respeito das Escrituras: A Bíblia é sua própria interprete!
 
De qualquer forma quero sugerir alguns pontos que podem nos ajudar a ler adequadamente a Bíblia.
  1. Ser salvo (liberto). Entender que a vida é um processo de libertação e palavra de Deus é o meio para você ser limpo.
  2. Revelação Divina. Crer em Jesus é uma revelação divina. Ou seja, Deus é que nos ajuda a entender a Ele mesmo. Converter a Jesus é o tirar do véu.
  3. Entender o plano central dos livros individuais da Bíblia e crer que toda escritura foi divinamente influenciada aos autores humanos e que aquilo que escreveram foi a própria Palavra de Deus. 
  4. A Bíblia é sua própria intérprete. Entender os meios que a Própria Bíblia ensina para você aprender. 
  5. É necessário tomar as palavras dentro do seu contexto. Não pode extrair textos fora do seu contexto.
  6. Não interprete as escrituras de acordo com sua experiência, mas interprete a experiência a luz das escrituras. 
  7. Ser orientado pelo Espírito Santo de Deus através do discipulado. Os servos existem para isso. Somos discipulados e discipulamos. Há uma graça nisso.
  8. Ler pacientemente e refletir. Solitude é essencial para isto. Reservar momentos específicos para isso 
Textos bases para este texto: (Matheus 16:17, João 15:3, João 8:32, 1 Coríntios 11:28, 2 Coríntios 3:16, Efésios 3.1-13, 2 Timóteo 3:16-17, 2 Pedro 1.16-21; 2 Pedro 3.14-18)