segunda-feira, 30 de maio de 2011

O impacto de um Pai

Vale a pena assistir...

Arte que não tem um fim em si mesma

Entendo que se a arte musical gospel esta debaixo de um legado, ou seja, submissa a herança de um propósito maior, perceberemos então que não basta apenas nossa vontade, nosso talento, nossa determinação para fazer musica. Necessário é perceber a missão do evangelho, as missões universais propostas pela Bíblia para todo o cristão e qual a vocação/talento do Senhor para cada um. E diante disso, nossa maior obrigação como cristãos não é desenvolver nosso talento para nosso próprio bem afim de obter exito no ministério, mas adequarmos nosso talento e o desenvolvermos afim de cooperar para o bem do Ministério Cristão Universal. O "Ide" e o "Fazer discipulos". Portanto, a musica cristã não tem um fim em si mesma e por isso não deve ser uma arte que procura o aplauso, mas deve (no sentido de obrigação) funcionar como Missão do Propósito que lhe é ordenada, ou seja, a missão do Evangelho.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Centralidade - Conselho para a Segunda Feira

Paulo disse: "Já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim;"

João Calvino disse: "Nenhum verdadeiro cristão pertence a si mesmo.”

Centralidade passa por:
  1. Sondar suas intenções a luz das Escrituras;
  2. Esvaziar de si mesmo;
  3. Organizar a existência de acordo com aquilo que decidimos ser, e a partir deste momento, não decidir mais por si mesmo. Ou seja, se cristão, organize como Cristo deseja. Decidir como Ele decide;
  4. Desejar apenas uma coisa: Jesus como Centro de tudo;
  5. Semeie amor por onde você passar. Lembre que uma das maiores evidencias do Cristianismo é o amor; 
  6. Proclame o Evangelho. Isto implica em pregar e cuidar. No ide e no fazer discípulos;
  7. E não pare de lutar. Tem de bom animo, pois Cristo venceu o mundo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Devocional 7 - A ciência do "Não Saber"


"Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes" (1 Coríntios 1:27)

Nos últimos dias eu comecei a ter dificuldade em elogiar pessoas. Estou achando difícil mesmo. Talvez a culpa disso seja do "Não saber". Primeiramente, "não saber" que procede do meu desconhecimento de todas as coisas. "Não saber" como a pessoa vai reagir e resolver o elogio. Até mesmo o "Não saber" se de fato a pessoa é merecedora do elogio. Enfim, não sei. Não consigo passar da superfície externa. Esta é a certificação de que ser humano do meu ponto vista é insuficiente. Nesta conclusão óbvia, vejo que as impressões de momento enganam e por isso qualquer justiça baseada nisso não tem valor. Isaías 64:6 "Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam."

No caso dos elogios, dependendo do nível de maturidade cristã de alguém, tenho a sensação de que eles mais atrapalham do que ajudam. Isso talvez porque somos despreparados para recebê-los. Não sabemos como recebê-los. Torna-se mais difícil porque não existe um "medidor" de maturidade. De qualquer forma, notadamente somos propensos ao erro, e o erro se transfigura de "n" formas, inclusive da vaidade. A verdade é que a humanidade de um modo geral multiplica seus próprios erros, e por isso, sua visão a respeito de tudo está comprometida.



Obs.: Isso não significa que não devemos elogiar pessoas, mas significa que devemos ter zelo também ao fazer isso.
 
Tem uma música do Stevie Curtis Chapman que diz "Deus vê tudo o tempo inteiro e a gente apenas uma parte, por isso Deus é Deus e nos não". Isto ilustra que todo conhecimento a respeito de si mesmo é comprometido porque apenas vemos uma parte. Agora, se não conseguimos por vezes saber quem somos porque apenas visualizamos uma parte, quanto mais sabermos a respeito de outros que não convivemos em tempo integral? A resposta é não sabemos. O "não saber" mais uma vez é o nosso maior exemplo diante das situações

Certo escritor uma vez disse "Para o cristão, a grandeza esta na humildade, e o poder é experimentado na fraqueza. Ou seja, o caminho da cruz se torna o caminho da coroa" Recentemente cheguei a procurar definições para humildade. A melhor e a que mais se encaixa na vida de Cristo é: Humildade é humilhar-se voluntariamente. Foi o que Jesus fez. E seguindo o seu exemplo, creio que só é possível caminharmos com Cristo se voluntariamente humilharmos e reconhecermos nossa limitação a respeito da própria vida. É assinar o "pedido de ajuda". É reconhecer que ser humano do nosso jeito está errado. É reconhecer que não sabemos viver simplesmente e por isso devemos aceitar o convite Dele para o arrependimento.

Também percebi que Jesus sabia a diferença entre adoração genuína e o elogio interesseiro. Quando o jovem rico chegou até Ele e o chamou de bom mestre, Ele não aceitou a honra do elogio porque o bom estava se referindo ao titulo humano, no caso o mestre. "Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus." Ele não aceitou a honra do elogio mesmo sendo Bom. Na verdade, Ele transferiu a honra dando a entender que Deus é quem merece. Muitos podem ser bons, mas ninguém se compara a Deus. Porém, em outra ocasião, Ele aceitou a adoração de uma "prostituta" Lembremos "E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o ungüento." A diferença nas "honras" prestadas a Jesus é que uma procedia do entendimento de alguém que sabia da sua condição "marginal" e que voluntariamente se humilhou diante Dele e a outra honra apenas nominal de alguém que queria no fundo contra-argumentar dizendo que praticava tais coisas, mas que sua prioridade não era devoção a Deus. Uma revelação que iluminou o saber de que alguém que não sabia e a outra demonstrou que o "certo príncipe" que julgava que sabia das coisas, não sabia como pensava. Adoração no Novo Testamento pode ser definido por "Prestar honra" a Deus. Por isso ele aceitou de um e de outro não, pois um foi direcionado ao homem Jesus e a outra Jesus como filho de Deus.

Salomão, um homem conhecido por sua sabedoria, chegou ao final dos seus dias com sensação de que tudo era enfado. No fim da vida, ele pareceu diagnosticar que a vida era cansativa demais. Mas, em comparação com a vida de Cristo, Salomão o homem mais sábio parecia também não saber o tanto que ele achava que sabia, ainda que sua sabedoria fosse dom de Deus. O que Ele achava "cansativo", Jesus de uma forma simples chamou a responsabilidade de aliviar as pessoas apenas ensinando a elas a serem mansas e humildes de coração. No fim, mesmo o homem que comprovadamente foi referencia de sabedoria, provou que não sabia das coisas.

Mas afinal, quem sabe? O capítulo de João 9 tem muitos ensinamentos sobre quem sabe. O início deste capítulo aparece uma dúvida dos discípulos que restringiram a resposta a duas alternativas.  "Estes ou seus pais?"  Os discípulos, tentando achar a culpa de o porquê um cego ter nascido cego. Apesar da dúvida, acreditavam que a resposta estava nas duas hipóteses que eles apresentaram. Deus mais uma vez demonstrou que eles não sabiam. Mas, no decorrer deste capítulo, temos uma demonstração plena do saber das coisas que vem deste mesmo ex-cego de nascença citado pelos discípulos no início do capítulo. 

João 9:24:38 "Chamaram, pois, pela segunda vez o homem que tinha sido cego, e disseram-lhe: Dá glória a Deus; nós sabemos que esse homem é pecador. Respondeu ele pois, e disse: Se é pecador, não sei; uma coisa sei, é que, havendo eu sido cego, agora vejo. E tornaram a dizer-lhe: Que te fez ele? Como te abriu os olhos? Respondeu-lhes: Já vo-lo disse, e não ouvistes; para que o quereis tornar a ouvir? Quereis vós porventura fazer-vos também seus discípulos? Então o injuriaram, e disseram: Discípulo dele sejas tu; nós, porém, somos discípulos de Moisés. Nós bem sabemos que Deus falou a Moisés, mas este não sabemos de onde é. O homem respondeu, e disse-lhes: Nisto, pois, está a maravilha, que vós não saibais de onde ele é, e contudo me abrisse os olhos. Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve. Desde o princípio do mundo nunca se ouviu que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença. Se este não fosse de Deus, nada poderia fazer. Responderam eles, e disseram-lhe: Tu és nascido todo em pecados, e nos ensinas a nós? E expulsaram-no. Jesus ouviu que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: Crês tu no Filho de Deus? Ele respondeu, e disse: Quem é ele, Senhor, para que nele creia? E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo. Ele disse: Creio, Senhor. E o adorou."

Quem sabe das coisas? Uma prostituta, um cego de nascença e todos aqueles que aceitaram a condição de doente. O primeiro passo para o saber das coisas é ter a consciência  a luz de Cristo de  quem você é, ou seja, alguém que não sabe das coisas. A bíblia diz: "Todos pecaram e desistuídos estão da glória de Deus"  A pergunta é: Quem somos? Doentes ou sãos? Dependendo da resposta, Jesus veio pra você. Dependendo da resposta, Jesus não veio pra vc. O próprio Cristo disse isso. O conselho da afirmação de Cristo é que quando em Deus passamos a assumir a posição de doente, Ele poderá nos ajudar. A partir do ponto que assumirmos a dependência Dele, a nossa "não ciência" torna em sabedoria. É como se o nada se tornasse em tudo. Um santo paradoxo. Algo mais alto que do que própria ciência. Entendo que a sabedoria em Deus é saber aplicar todo o conhecimento de informações com discernimento. Ou seja, aplicar sempre da maneira certa.


Enfim, eu sei que nada sei. Por isso, preciso de Cristo.



Em Jesus

domingo, 15 de maio de 2011

E ai? Quem é seu próximo?

Pensei em escrever algo que pudessem sensibilizar sobre o Evangelho e sua missão. Vi esta imagem e percebi que abrir os olhos do coração é muito além do que momento canções de uma igreja.

Depois fiquei me perguntando: E ai Quem é meu próximo??

Fiz questão de manter uma imagem nesses moldes para que todos testemunhassem que a necessidade do Evangelho é de dentro para fora. "Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens." (João 10:9) Observe no texto que é de dentro pra fora porque depois que entramos pela porta, recebemos a salvação em todo o sentido pleno de transformação e consolidação do ser cristão, precisamos sair pela mesma porta para proclamar o Evangelho. Esta é a obirgação Cristã do Ide e Pregai o Evangelho a toda criatura.

Tambem não consigo ver nenhum tipo de reconhecimento (fruto) que seja mais importante do que ouvir uma pessoa que vive nos lugares mais ermos e desfavorecidos da face Terra, proclamar que Jesus é o Senhor e que não precisa nada alem da graça Dele.

Meu olhar como cristão mostra que muito para se fazer. Não é tempo de projetarmos realizações pessoais nas coisas do Senhor. Antes, devemos sacrificar os nossos ideais para vivermos os ideais de Cristo. E nisso temos muito que orar, aprender psobre o que é trabalhar em Cristo. Pois, necessário é sermos missionários dentro dos nossos corações, evangelizando os nossos egoísmos para deixarmos para traz tudo que prende, todo embaraço. Só assim vamos viver o verdadeiro sentido da Igreja. E a Igreja do Senhor não se cala diante de uma situação como essa.

Respeito os debates e as articulações no campo das ideias, mas existe uma causa que nos une, e esta sim precisa ser ação da Verdadeira Igreja do Senhor. Evangelizar o mundo.

Fica a imagem como registro de que há mais para se fazer do que imaginamos.

Sobre o Namoro Cristão. Diagnóstico e Conselho

Começo este texto como uma admoestação (crítica) a Igreja no papel de instituição que auxilia os pais na formação de seus filhos. É necessário porque nestes últimos dias, tenho recebido emails de algumas pessoas querendo respostas para as dúvidas sobre seus relacionamentos. Geralmente, adolescentes e jovens querendo aprovação para suas "paixões", aprovações que deveriam ser de seus pais com auxilio dos seus líderes ou mentores nas igrejas locais.

O que podemos perceber Inicialmente é:
  1. Falta de um mentor (discipulador) para auxiliar no Conselho
  2. Falta de carisma e bom senso dos pais para administrar os conflitos dos seus filhos
  3. Omissão da Igreja no papel de Auxiliadora na formação da juventude e isso incluem a orientação sobre relacionamento em geral.
  4. Líderes, mentores, pais e igrejas despreparados
Não querendo depreciar ninguém, sempre percebo outras intenções quando os jovens escrevem suas dúvidas. Na maioria das vezes, os mesmos estão comprometidos emocionalmente. Então, independente do que eu disser, vão continuar se relacionando do mesmo jeito.

Os que me procuram são aqueles que têm alguma dificuldade no relacionamento por causa de falta de orientação, rebeldia e precipitação. Definitivamente, o diagnóstico da causa do problema é má orientação em geral. Da parte da igreja, há tantas situações que excedem o foco principal e que propões legalismos doutrinários ou liberalismos que acabam roubando o espaço da aprendizagem e reflexão. Vivem em eterno conflito do pode e não pode. A igreja que deveria ser a auxiliadora dos pais na orientação como referencia, acaba ampliando o problema do ponto de vista da escolha. A igreja vive esse conflito pelas diversas denominações. Visivelmente muitas igrejas, se preocupam mais com outras situações do que com a formação do caráter cristão dos seus fiéis. De modo geral, isso cria um fardo cruel para estes meninos. Ha tantas obrigações cristãs "fora de tempo" que pressionam toda esta juventude.

Por outro lado, vejo adolescentes sendo totalmente influenciados pela sensualidade brasileira que é veiculada pelas diversas mídias existentes. Programas de TVs, internet e outras mídias em geral. E pior, o fácil acesso a estas coisas promovem a precocidade sexual de inocentes jovens em uma dimensão que vão marcá-los por toda vida. Os pais precisam ficar mais atentos ao conteúdo que os filhos assistem.
Diante disso, todos que me procuram, geralmente estão na verdade precisando de alguém para remediar certa situação. Tornou-se raro alguém que procure com a pura e aspirante intenção de estar se preparando quando aparecer alguma pessoa. Outros querem alguma formula certeira que garanta a eles a certeza de um relacionamento bem sucedido. A fórmula não existe se Deus não estiver no controle de sua vida. O relacionamento cristão só é bem sucedido se o mesmo promove e ajuda a pessoa se aproximar mais de Deus.

Cada relacionamento, seja de amizade, seja de namoro ou mesmo aqueles que por pura sociabilidade, só são possíveis se existirem uma leitura adequada da convivência. Esta leitura, adequada, no caso dos cristãos, se chama discernimento. Porém, confundimos discernimento com preconceito ou sofismas. Na verdade, o discernimento no contexto da preparação para o namoro, requer um adestramento de coração onde o nosso foco passa a ser aquilo que é estabelecido como propósito de Deus em nossa vida. A prioridade passa a ser a busca prioritária da transformação da nossa alma para sermos a imagem e semelhança de Cristo e outras coisas serão acrescentadas de acordo com a vontade de Deus. Sem pressa e sem fardos. É bom frisarmos que discernimento é uma habilidade do Espírito gerada pela palavra de Deus. É a habilidade que nos dá capacidade de definir as coisas. Repare neste texto: Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. Hb 4:12

Isto demanda tempo por envolver conhecimento da palavra de Deus para prática de vida e oração ao Espírito Santo de Deus para iluminação do nosso entendimento. Neste processo é necessário o surgimento de valores fundamentados na essência que é Jesus.  Depois disso, temos que entender que a base para relacionar está em administrar certas propriedades de nossas vidas. Envolve a capacidade de adaptação para aprender ou mesmo conviver com o outro, e principalmente, assimilar hábitos característicos do meio que a pessoa tem interesse na socialização. O problema neste processo acontece porque a maioria das pessoas que querem relacionar não entende seu papel base para isso. Existe uma exigência mínima para relacionarmos. A primeira e fundamental é a igualdade de condição. Só que o grande problema é que a igualdade de condição  pode ser "fingida" por alguém. Muitos se adaptam momentaneamente e forjam uma identidade que não lhe é própria. Ou seja, não se relacionam tendo por base a verdade. Criam mascaras para conseguir o objetivo com mais facilidade. É assim na política, é assim na relação de ambição envolvendo carreira profissional e em qualquer outra forma de relacionamento onde há interesse sem Deus. Não é diferente do período do namoro. As pessoas se modelam a um tipo de personagem para facilitar o alcance do seu interesse. Com toda a certeza, todos nós ouvimos casos de pessoas que tinham um comportamento no namoro e agora tem outro quando casaram.

Em tese deveria ser mais fácil para os cristãos, porém não condiz com a realidade. A comunidade que deveria servir de suporte e auxilio orientando seus fiéis, na maioria das vezes é o que mais pressiona os jovens ao passo errado. O que vemos na prática é a imposição de doutrinas pelos pastores, líderes e até os pais mal orientados. E quando não vemos imposição, há má instrução. Nota: Lógico que existem igrejas que desempenham seu papel neste contexto, mas a maior parte não cumpre sua função neste sentido. Por conta disso, os filhos têm que lidar com um sentimento completamente novo sem as devidas orientações, com maus exemplos dentro de casa, com a puberdade liberando hormônios, sem armas contra a precoce sexualidade que existe em nossos dias e com os pais sendo orientados por líderes completamente despreparados. O que exemplifica isso é que muitos que me procuram sobre relacionamento, indiretamente querem orientação ou aprovação de alguém que substitua a verdadeira autoridade sobre a questão: Seus pais e a igreja local. Na verdade a junção destes dois no sentido pleno do significado deveria ser mais do que suficiente para a formação do caráter de alguém, porém não condiz com a realidade.

Eu sei de casos de pais que expulsaram seus filhos de casa por não concordar com o namoro, fora outros exemplos. Nestes casos, estou me referindo a pais cristãos, mas também sei que existem pais não cristãos com o mesmo problema. Por isso, bons relacionamentos com outros é uma etapa do aprendizado cristão que se dá tanto para os lideres quanto para os pais destes jovens. Isso os dá uma obrigação moral de compartilhar de forma certa. Não é forçando as coisas, mas sim educando no Senhor. Instruir é fundamento e por isso deve sempre existir um investimento nisso. Existem alguns sites de educação cristã que podem auxiliar os pais na educação dos filhos. Vou indicar o http://prmarcostuler.blogspot.com/

Ainda que existam essas falhas na igreja, a minha obrigação como igreja é ajudar a propor a solução a estes mesmos jovens que procuram informações sobre relacionamento. Comecei dizendo que este texto é uma admoestação feita pelo diagnóstico pós conselho, que aponta para os lados envolvidos. Pessoalmente eu acredito que as vítimas são esses jovens precoces. Por isso, quero dizer a eles que existe uma maneira certa de se relacionar, entendendo que aceitar os próprios desejos não é maneira certa, antes geram conseqüências desastrosas.

O namoro cristão precisa estar submisso aos princípios contidos nas escrituras. Caso a pessoa não queira um namoro cristão, então deve arcar com as conseqüências de um namoro sem Cristo. Cristo é incondicional em amar, porém não aceita as ações humanas baseadas apenas no prazer. Da parte de Deus, sempre que clamamos por ajudar Ele vem, mas o preço do envolvimento divino é o arrependimento e abertura do coração para adequação do perfil de Cristo. Então imagine depois de um namoro muito problemático a intervenção de Deus será dolorosa. O fundamento é que Deus não edifica uma casa em uma base incerta e cheia de problemas. Ele primeiro vai estruturar as bases naquilo que é fundamental saber para praticar. Isso envolve a consciência de um relacionamento Cristão, baseado em princípios sólidos.

A maioria dos jovens colocam seus interesses sentimentais a "frente" da vontade de Deus. Começam a namorar sem realmente consultar a Deus. Os erros são frutos da inexperiência em crer que podem relacionar sem nenhuma orientação ou mesmo por não saber escolher as pessoas adequadas para aconselhamento. Muitos dos jovens escolhem as pessoas que lhe convém, ou seja, que terão mais facilidade para aceitação do seu namoro. Explicação é simples: A maioria são escravos do seu próprio sentimento. Dependentes de sua própria vontade e não da vontade de Deus. Apenas procuram nas diversas opiniões existentes as que lhe interessam para aliviar essa pressão do fardo impróprio. Boa parte das opiniões que existem a respeito deste tema são aquelas que também se encaixam no perfil de que vale qualquer coisa pelo preço de nossa felicidade. Porém, sabemos que biblicamente a felicidade começa na compreensão de que Deus é único caminho para ela. Tem começar Nele, do jeito Dele.

Ha também aqueles com dúvidas genuínas, aqueles que não são orientados porque seus líderes são completamente despreparados. Isso é a receita para o desastre. Líderes que não são habilitados para sequer segurar a Bíblia e como conseqüência deixam as ovelhas desviarem. Essa conta um dia eles vão pagar.
Esta fase da adolescência e até mesmo de jovens necessitam de um investimento espiritual, apropriada para idade dos mesmos. Vivemos em um país que incentiva a relação sem compromisso, incluindo até a relação sexual. O problema é que no meio deste incentivo, boa parte, senão a maioria dos adolescentes e jovens descobre a sexualidade por conta própria. Juntando isso com o agravante da imaturidade, arriscam em relacionamentos diversos e rebelam contra o mundo. Uma fase que paga pela inexperiência e impulsividade. Conseqüência: As meninas engravidam e os papais garotos não sabem nem o que querem em suas vidas. Neste contexto, eles têm que lidar com uma pressão que jamais tiveram e assim aceleram o processo de maturidade pulando etapas importantes para crescimento saudável. Essa realidade é visível na igreja nos dias de hoje, e para tentar remediar, existem cristãos que apóiam o namoro em padrões do mundo, incentivando até o uso de camisinhas e outras coisas. Para mim, os defensores desta "campanha" são irmãos que estão desistindo do bom combate e aceitando reduzir as exigências bíblicas afim de não perder seu jovens. Esta ação está longe de ser a melhor solução.

Isso é um ciclo que é causado pelo que eu acredito ser o principal problema: Falta de referencia, modelo. Um discípulo é ser disciplinado em tudo para tentar aprender e absorver os ensinamentos de seu discipulador. Falta essa referencia aos cristãos, que se vêem na igreja sem ter modelos e por isso acabam precipitando passos. A lógica do imediatismo é esse. Se não tem quem me ajudar, vou sozinho do meu jeito. Agora sabe o que mais assusta? Assusta o fato de ignoramos este problema. Estamos no meio de uma crise e parece que para muitos o Evangelho só esta crescendo e cheio de frutos. Jesus, o maior exemplo de todos, ensinou o processo de discipulado como algo essencial da missão cristã e muitos dos que professam ter Ele, omitem este fato.

Como conseqüência, esta falta de referencia na condição de inexperiente na fé e até mesmo na fase da vida, forçam a estes jovens a viverem a margem do real propósito de Deus  Quero frisar que quando Deus propôs a Igreja na face da Terra, a mesma virou referencia na formação de pessoas, o que inclui o auxilio aos pais na formação de seus filhos. Ou seja, a Igreja tem papel fundamental na formação da condição cristã para cristão. Se não ensinarmos Jesus Cristo e todas as propriedades Dele como forma de vida, estamos formando as pessoas a terem a quem como modelo? Na verdade essa omissão do discipulado virou uma crise e se espalhou.

Voltando ao contexto do relacionamento de jovens e adolescentes é possível afirmar que os cristãos de um modo geral relevam muitas situações sem nenhum fundamento bíblico e desprezam outras com total fundamentação na Escritura Sagrada. Alem disso, avaliam pré-requisitos físicos e temporários. Não projetam o futuro, acabam escravos da sua própria vontade e reféns dos momentos que vivem. Por isso, quero reunir resumidamente alguns pontos essenciais para o namoro. Na minha concepção não se pode abandonar nenhum destes itens. Semelhante a Jesus que estabeleceu itens elevados para aqueles queriam ser discípulos, entendo que Ele estava ensinando que critério alto faz os falsos seguidores desistir. Da mesma forma, seja homem ou mulher, estabelecendo critérios bíblicos para namoro, os mesmos estão valorizando a si mesmos e assustando os que não os valorizam.
  1. Entendimento do que é relacionamento. Como disse no texto acima, relacionamento bíblico é atividade entre duas pessoas com igualdade de condição e que gozam de um fator em comum que excede as diferenças.
  2. Idade e Maturidade. Idade é um critério a ser sempre observado e com rara exceção. A única excessão justificavel até um certo ponto é a maturidade. Maturidade para qualquer pessoa começa quando a pessoa tem uma identidade, e quando a mesma sabe o que quer e tem independência mental e financeira para tomar as próprias decisões.
  3. Entendimento de Graça é primordial. A graça de Deus é o "esforço" no coração de Deus em todos os aspectos da vida que vem nos favorecer mesmo sem a gente merecer. Então tudo que temos, não merecemos. Por isso, não temos direito algum de exigir. Inclusive o direito de casamento. Ou seja, se não casarmos, ainda assim temos mais do que merecemos e a graça de Deus nos basta.
  4. Discernimento. Os outros elementos são possíveis "fingi-los". Alguém pode tentar enganar, fingir ter algo que não tem. Porém, o discernimento do Senhor é uma habilidade do Espírito Santo gerada pela palavra que vê além dos olhos humanos, alem das aparências e é o ponto para enxergar se uma pessoa está diante de uma astúcia do inimigo. O discernimento em Deus é habilidade para não ser enganado.

Tendo estes valores apurados a pessoa teria condição de namorar.

Nem todos que dizem Senhor são cristãos, mas com certeza, todos que não dizem não são.


O detalhe a ser observado é: Parece que falar mal de quem é crente valida à improbidade de quem não é para fazer algo errado. Já ouvi pessoas dizendo assim fora do contexto: "Nem todos que dizem Senhor e até fazem feitos são de Deus". Baseiam no versículo de (Mateus, 7:21-23). Porém, com toda certeza, aqueles que não confessam o Senhor não conhecem a Deus. É minucioso, mas é discernimento. Entender que alguns que dizem senhor, não são. Mas, principalmente devemos entender que todos que não dizem (no sentido de confessar), não são cristãos.

Esta é uma das infinitas minúcias do evangelho.

sábado, 14 de maio de 2011

Palavra para os ofensores anonimos.

Por acaso pode a mesma fonte jorrar água doce e água amarga? Minhas irmãs e meus irmãos, por acaso pode uma figueira dar azeitonas ou um pé de uva dar figos? Assim, também, uma fonte de água salgada não pode dar água doce. Tiago 3:11,12

Isso virou um "modismo" terrível. Nossos "irmãos" trocaram o espirito protestante pelo espírito ofensivo. Extrapolam ofensivamente para criticar ou defender aquilo que acreditam. Ultrapassam a linha do comportamento cristão que rege por domínio próprio, pois quando ofendidos, impõe um palavreado nos moldes da maldade, da perversidade, da vingança e do mundanismo ainda existente no coração. Comprovam a falta de Cristianismo real nas suas vidas. Digo assim porque cristianismo precisa se manifestar nesses pontos essenciais.

Se alguem ainda vive assim reflita sobre si mesmo e pense: Seriam estas as atitudes que Cristo teria? Ele ofenderia alguem? Sabemos que não. Jesus não perdia tempo em se defender. Tinha outra missão. Proclamar o Evangelho. Dizer para as pessoas que existe um Governo elevado, acima da realidade corruptível humana e que este Reino chegou. 

Outra percepção que tenho é que boa parte desta turma se preocupa apenas com o comportamento quando o mesmo pode ou não expor sua identidade. Devem pensar: - "Se não posso ser identificado então posso fazer." Corrupção mundana que se fortaleceu com advento da internet e que indiretamente criou na cabeça das pessoas essa idéia de terra sem lei. Estão enganados. O Salmos Sl 139 mostra isso. Deus sabe de tudo. É onisciente. Redundante dizer isso, mas é isso.

O fato é que este mal já se alastrou no meio cristão. Na verdade, creio que acostumaram tanto com este tipo de escanda-lo que banalizou. Ja não sentem dor pelo pecado. Agem apenas com a preocupacao de se manter limpo externamente, mas no coracao cometem seus pecados premeditadamente. Pergunto: Do que adianta preocupar com o externo se o coração ja está corrompido?

Vejo que é tanta confusão que parece uma epidemia de falta de testemunho. Alguns momentos vejo uma "igreja" que nunca conheceu o sacrifício e causa de Jesus. "Evangélicos" sem direção e sem referencia. Medrosos e Omissos. Peregrinos num caminho que ja não rende frutos de amor, antes é largo e sem conteúdo que comprove fé. Apesar da pouca idade, aprendi que ser 'evangélico' é ser servo. E isso causa dor e leva tempo; não combina com este mundo.

Diagnostico: Necessitamos de mais da reflexão bíblica sobre o que é ser Cristão. Necessitamos de experiências de crescimento em Jesus que vão alem da nomenclatura, simpatia e chavões. Necessitamos mostrar que a igreja não é um local onde reunimos para falar de normas de conduta apresentadas de forma divertida a partir de concepções humanas corrompidas. Precisamos viver o Evangelho da verdade para fazer diferença nas pessoas.

Somos um povo que se difere pelo discurso de vida sincronizado com a prática. Vivemos para testemunhar acerca da mudança de vida que Deus nos proporcionou. Somos luz para iluminar. Somos sal para salgar.

Precisamos puramente e simplesmente de Jesus.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Love's In Need by Fred Hammond Ft. Musiq Soulchild

Lu & Tero - Blogs Profetadas e Carniceiros

O Amor de Deus

Algumas informações que podem nos ajudar sobre o amor de Deus. Este amor é conhecido como "ágape" ou amor "agapal" e o mesmo representa o "amor divino", cheios de princípios, com validade eterna, pleno (completo, cheio e perfeito) e incondicional. Vamos aos pontos e suas referencias:

  • É causa maior da vinda do Filho de Deus. Amor foi o fator que trouxe a Salvação (João 3:16)
  • É eterno (Jeremias 31:3)
  • É imutável. Não tem variação. Ama constantemente sem mudanças (João 13:1)
  • Amar a Deus acima de tudo e todos e amar o próximo como a "si mesmo" são mandamentos e não uma opção de vida. Não temos a opção de amar, mas temos a ordem de amar. (Matheus 22:37-39)
  • A prova do amor é a obediência (João 14:21)
  • O amor se estende aos nossos inimigos, a falar bem dos que nos maldizem, a fazer o bem aos que nos odeiam, a orar porque aqueles que nos maltratam e perseguem (Matheus 5:44)
  • O verdadeiro (perfeito) amor lança fora todo medo (1 João 4:18)
  • Amar a Deus é uma retribuição do que Ele fez primeiro (1 João 4:19)
  • Quem não ama não conhece a Deus (1 João 4:8)
  • Os filhos são manifestos pela demonstração de amor (1 João 3:10)
  • O novo nascimento concedido por Jesus também evidencia o amor dele por nós. (1 João 3:1)
  • Amor também é demonstrado na correção e disciplina (Hebreus 12:6)
  • Amor é maior do que dons espirituais (1 Coríntios 13:1,2)
  • O Amor é maior que todas as obras e sacrifícios (1 Coríntios 13:3)
  • O amor esta acima dos parâmetros de comparação humana. Não porta com indecência, é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece, não é interesseiro, não se irrita, não suspeita mal; não conforma com a injustiça, descansa na verdade, Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (1 Coríntios 13:4-7)
  • O amor jamais falhará (1 Coríntios 13:8)
  • O amor anda junto com fé e esperança, porém, dentre os três, o amor é o maior. (1 Coríntios 13:13)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Em Reflexão - Proibir ou Instruir?

Durante muitos anos a igreja literalmente proibia diversas situações por acreditar que fazia mal aos fieis da igreja. Com o decorrer dos anos, as mesmas foram mudando de postura quanto as suas proibições. Diminuíram as doutrinas, consequentemente começaram permitir coisas que antes não aceitava.

Muitas destas proibições tinha prazo de validade porque não vinham construídas sobre argumentos sólidos para a finalidade daquelas proibições. Por isso, não tinham nem como avaliar se eram justas ou não. Consequencia: Desgaste entras as relações de discipulado na igreja quanto se tratavam de determinados assuntos. A proibição está muito ligada a falta de confiança em alguma parte do processo do discipulado e consequentemente é o que gera a indisposição no aprendizado.

Por culpa ou não dessa indisposição, começaram a criar um conflito entre os dois significados como se um fosse o oposto do outro. Nesta relação, as igrejas começaram abordar temas com mais liberdade justificando na necessidade de instruir. Trouxe esses temas para dentro das congregações com abordagens banais, propondo de uma forma irresponsável um cristianismo moderno que respondesse aos dias atuais. Porém, os nossos dias foram tomados por uma "epidemia de falta de testemunho" , e pior, epidemia causada justamente por aqueles cristãos que não tiveram uma base de ensinamento adequado.

Mateus 5:13-15 Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte;nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa

O resultado de hoje é meio que consequencia de uma série de liberações promovidas por este passado recente: Ex.: Boates Gospel's, Bar de Crentes (Butecrente), jovens cristãos "ficando", distribuição de camisinhas no culto dos jovens para evitar a gravidez, Programas de Televisão "Evangélicos" que usam humor depreciativo, Igrejas de homossexuais, Pastores Fazendo Politicas em Púpitos, Pastores acusando uns aos outros pelos canais de comunicação, e outros exemplos. Tudo isso de certa maneira misturou e confundiu a imagem da Igreja. Fez com que aquela idéia de instituição segura, constante e acima de qualquer "suspeita", adequasse ao mundo para tentar ser mais moderna e corresponder a evolução. Sensacionalizaram os sermões, corromperam nossas ofertas, deturparam nossos ensinamentos e banalizarm a nossa imagem eclesiastica. Tudo isso confundiu de modo geral a posição entre os termos proibição e instrução.

Quero frisar que sou completamente favorável a instrução, mas pela consequencia de uma cristandade completamente corrompida pelas proposições humanas, fica impossível escrever sobre instrução pelas vias atuais e pela nossa própria capacidade. Por causa da confusão das definições e a idéia de conflito que criou entre os dois termos, sem enveredar por outros caminhos, quero ponderar sobre a identidade dos signifcados de instrução e proibição

Instrução - significa ensinar, educar ou mesmo mostrar o caminho. Nesta linha vou considerar alguns versículos:
  1. Provérbios 22:6 Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.
  2. I Corintios 6:12 - Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.
  3. João 14:26 - Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito.
Diante disso, visualizamos a importância de aprender a ser equilibrado pela consciência moral gerada pelo Espírito. Vemos na construção da família a sólida referencia para ser o agente formador do carater para que mais tarde, ao se deparar com as diversas propostas, a memória dos ensinamentos será o parâmetro. A instrução bem fundamentada reforça os princípios Cristãos. Quando somos educados desde cedo a seguir os preceitos do Senhor, seguindo o curso natural da vida, tornamos cristãos firmes na fé, e depois com o tempo, tornamos aptos o suficiente para discernimos o que convém e que não convém. Precisamos considerar sempre que a tradição Cristã é uma das formas de crença mais bem sucedidas e por isso com todos os seus detalhes, incluindo as proibições, incluem em uma forma eficiente de instrução.

O que comprova isso é a corrupção das nossas bases cristãs. O surgimento de novos convertidos sem a devida capacidade de preparo para o discernimento. Se relevarmos a idéia de proibir dentro da realidade desta cristandade, encontraremos uma necessidade do emprego da proibição junto a instrução sem serem conflitantes. Por isso vamos definir o termo proibir.

Proibir - significa impedir que se faça.

Quando se trata de autoridade, a figura do pai proibindo seu filho de fazer algo é uma boa referencia para entendermos o exemplo acerca de instrução. Nesse ponto começamos a entender a possibilidade de que a proibição faz parte da instrução. Dependendo da idade, o filho ainda não consegue compreender algumas coisas, neste momento é usado a autoridade (diferente de autoritarismo) paterna para observar o melhor ao filho, justamente porque o filho não consegue compreender a instrução. Isto não significa que proibição deva vir sem a instrução. O que quero responder aqui é que não existe confiança para exercer uma responsabilidade se antes não for acompanhada por uma instrução. O ponto a ser avaliado é a ordem dependendo do grau de instrução que alguém recebeu ou não.

Então propor limites é construir convenções que em nossa ótica modelam um formato no sentido de formação. Não diferente na Bíblia, a proibição não é irregular por si mesma, ela delimita se pode ou não fazer algo. Podemos citar a Bíblia em muitas circunstancias, pois a palavra de Deus proibia e proibe seus seguidores de fazerem algumas coisas, e mais, sem dar nenhuma instrução. Mais tarde, só podemos compreender tais proibições através da revelação da Palavra de que toda e qualquer "coisa" por parte Deus tem o fundamento que é para o nosso bem. Romanos 8:28 E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito

Se ainda não se convenceu, no Velho Testamento, houve os 10 mandamentos que determinou em uma série de leis que formataram a ordem da sociedade naquela época. Podemos citar um exemplo de um mandamento - Não mataras. Se uma pessoa não tiver nenhum conhecimento pré-concebido em sua mente, apenas dizer que não pode fazer isso caracteriza em proibição, e com outras premissas de conhecimento sabemos que esta proibição tem um fundamento válido.

No jardim do Éden, quando Deus disse a Adão que não comesse daquele fruto, Ele o instruiu com uma proibição. Esse limite dependia apenas da obediência a autoridade de Deus por ser o Criador e ter conhecimento de todas as coisas o que envolve tambem a credulidade. Existe mais coisas nesta história do que podemos imaginar, pois Satanás seduziu ao homem a quebrar o limite daquela proibição pelo mesmo motivo que determinou sua queda, mas quero frisar sobre uma proibição simples para um adulto que simbolizava a excelencia da Criação, e que ainda assim se corrompeu e tornou um limiar para a decadencia da humanidade. O que indiretamente responde a gente num devaneio rápido de que temos problemas históricos com proibições.

Entre outras coisas, as leis são proibições que se caracterizam por apenas modelar o que não se deve fazer e não por instruir o porquê que não se deve fazer. Por isso a proibição quando empreendida a certa fase da maturidade é a ferramenta mais eficaz para a instrução. Nesses moldes, podemos entender que proibição é o primeiro passo para a instrução. Se justifica porque quando ainda meninos na fé, não compreendemos certas coisas que só entenderemos quando mais maduros. 1 Cor 14:20 Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento. Agora quando mais maduros, ja desenvolvemos o critério para o discernimento, e por isso a instrução revelada pelo Espírito Santo é quem gera a consciência moral que define o nosso carater.

Portanto, diante deste pequeno texto quero confirmar minha posição de que a proibição bíblica em muitos momentos caracteriza autoridade de Deus quando os cristãos não compreendem seu mistério na totalidade. Se faz necessária, porque nela se firma a aceitação da nossa dependencia do Nosso Criador. Obedece-lo em qualquer proibição é reconhecer a suficiência plena de que Deus sabe qual é o melhor para nós independentemente de nosso conhecimento diante das situações.

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Daniel Moreira

sábado, 7 de maio de 2011

Comunidade

Por Volney Faustini

Se realmente entendessemos a profundidade do conceito de se viver em comunidade - resgatando de um lado a herança da igreja primitiva, e colocando em prática as diretrizes neo testamentárias, o Cristianismo ganharia forte significado para o mundo.

Viver e ser corpo é estar junto. Sofrer junto. Amar ao irmão, livre de condicionamentos e preconceitos. Infelizmente hoje se faz muito para que o espirito da comunidade não vingue.

Por exemplo, a decoração da igreja. Bancos pesados, enfileirados, formato de auditório. O sujeito fica olhando para a nuca do outro que senta-se à sua frente. Todos em silêncio. Não se conversa entre si. Mesmo no momento de cumprimentos à la 'Paz do Senhor' é uma papagaiada superficial repetindo o que o pastor ou líder de louvor manda.

O silêncio impera. É só o pregador que fala - discurso centralizado e sem interação. As atividades do culto terminam - toca pra casa. Não há oportunidade para comunhão, para entrosamento, conhecimento mútuo ... Há que se quebrar essas amarras para que a igreja seja mais comunidade.

A pregação é mais importante que a koinonia. Não evoluimos. Há multiplas formas de estudarmos e crescermos em conhecimento. Chamamos de multi-meios ou multiplas mídias. Para ser comunidade, só um meio e uma forma: conversar, interagir, realizar trocas. Um fala, outro ouve. O outro fala, o um ouve.

Há muito mais crescimento e serviço cristão na interação entre os irmãos, do que em vários anos ouvindo sermões.

Outro exemplo. E sou testemunha disso e sou culpado disso. Certamente joguei esse jogo. É assim: caráter (peso zero); doutrinamento (peso dez). Fraternidade (peso zero); aparência (peso dez); Linguagem do amor (peso zero); linguagem gospel-da-boca-pra-fora-clichezada-falsa-superficial (nota dez).

Tem doutrina, fala tudo direitinho, certinho, amarradinho, ajustado - dez. É pessoa decente, confiável, amorosa, transpira o Espírito Santo ... isso é detalhe.

Não se olha mais para o coração, para os olhos, para buscar e valorizar a beleza interior. Olha-se para as resposta doutrinárias. Olha-se para conferir a convicção cínica e imbecílica (se for diferente disso é má fé). Não é a toa que desanda o caldo da comunidade.

Peço perdão - pois confesso que assim agi em muitas e muitas situações. É o jogo da religião, da letra, que mata e seca.

Entenda o meu tom. Receba-o com afeto. É um desabafo para o bem, para a construção.

Deserto e Comunidade. Podemos falar muito mais deles dois - mas ainda temos o Amor a considerar.

Extraído do Blog Volney Faustini

Devocional 6 - Discernimento



1 Co 2.15 "Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido"

Quem está pior? Aquele que esta na igreja e tem saudades do mundo ou aquele que esta no mundo e tem saudades da igreja?

Infelizmente, em ambos os casos, não existe pior. Temos a tendência de pensar que aquele que esta na igreja saudoso do mundo estaria pior. Talvez esteja. Mas, qualquer que seja o estado de uma pessoa, se ela estiver sem Deus, não há quadro pior que este. Este é o foco certo. E o que isso ensina para reflexão? Ensina o valor sobre percepção, avaliação, julgamento. Ou seja, refinar nossa percepção a luz das escrituras, faz nascer o discernimento.

Recentemente, ouvi minha esposa dizer que existem pessoas "que tem mesas repletas de delícias em sua frente, com um banquete com as melhores comidas, e por não perceberem, estas pessoas pegam o telefone e ligam para um tele-sandwiche." Em outras palavras, ela esta dizendo: Falta discernimento. Realmente falta, mas, falta discernimento principalmente porque é uma habilidade divina que vem do conhecimento da Palavra de Deus. Ou seja, o discernimento é proporcional ao conhecimento da Palavra de Deus e sua busca por Ele. A bíblia mostrou isso quando relata Oséias 4:6 "O meu povo perece por falta de conhecimento..."

Hb 4:12 - "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração."

Quando propomos o conhecimento "vivo e eficaz" da Palavra de Deus, estamos falando que a medida do conhecimento, o poder contido nela produz experiências em todos os níveis, lhe garantido a vitória em todos. E um destes níveis inclui o entendimento. Ou seja, ele produzirá um entendimento vindo de Deus, acima da capacidade humana. As Escrituras Sagradas produz um discernimento eficaz para compreender a complexidade de todo interior humano, trazendo a distinção e o entendimento das divisões do ser (Espírito, Alma e Corpo). Note que parte do versículo esta apontando para isso "divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração"

O discernimento é uma ação de reconhecimento daquilo que é essencial. A palavra vem do grego “diakrino” que significa julgar corretamente. Entre as opções que tenho para seguir, escolho a correta. Isso é discernimento. No texto destacado, significa que a pessoa através da palavra de Deus consegue pensar direito a respeito do nível da ação e intenção, incluindo até as divisões do interior do ser humano. Ou seja, o discernimento é uma iluminação divina do entendimento, capacitando ao nosso raciocínio o enxergar de algo que o entendimento humano não consegue visualizar corretamente. Quero relatar que a intenção vem antes da ação, isto significa que até na iminência de um ato, o discernimento gerado pela palavra de Deus ajuda a julgar corretamente para agir ou não. Mas observe uma coisa: Esta explicação não se aplica se a pessoa não tiver o "valor" certo no coração. Então, a pergunta é: Como encontrar o "valor"?

Para nós Cristãos, a Palavra de Deus é a dica inicial para encontrar o "valor" certo. A bíblia diz em Romanos 10:17 "De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus." Apenas ouvir a palavra já produz fé. Como ilustração, podemos pegar passagens contidas na palavra de Deus e demonstrar a idéia:
  1. João 14:6 "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." A Bíblia diz em Isaías 53, texto muito esclarecedor, que os caminhos do Senhor são mais altos que os nossos. Que os pensamentos do Senhor são mais altos que nossos. Significa que nosso esforço para trilhar o caminho sem Jesus é em vão. Significa que o nosso pensamento sem estar em Jesus será incorreto. Então para conseguir trilhar o caminho que é mais alto que o nosso, para pensarmos do jeito correto, precisamos de ajuda. Precisamos de Jesus. Isto é discernimento.
  2. João 8:32 "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." Conhecer Verdade é libertar de tudo que se opõe ou que seja oposto da própria verdade. Engano, mentira e omissão. A verdade liberta de todas as coisas. Adiante no texto (v.36), diz que "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." Isto age na fundamentação do discernimento. Conhecer a Jesus é o ato da libertação.
  3. Em outra passagem, a Bíblia sugere o significado de Consciência Moral gerada pelo Espírito Santo João 14:26 "Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito." Esta é ação que nos fará discernir. O Espírito Santo gera a consciencia certa, a consciencia moral, a revelação que vai responder os paradoxos, os mistérios e que vai comprovar que na palavra de Deus não há contradição.
  4. Sl 119:11 "Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti." Sl 119:105 "Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho." Nas duas sugere que o conhecimento bíblico e a priorização das Escrituras será luz no caminho para livrar do pecado. Sugere a ação de discernimento na prática de vida.
Frisando Todas estas citações servem de suporte para o discernimento. São valores que precisam estar no coração para que venha o discernimento no Senhor.

Ilustrando um pouco mais...
No gerenciamento de TI (Tecnologia Informação), dentro de um modelo chamado ITIL, eles mostram como funciona a graduação da Informação. Seria assim: Primeiro vem os dados, depois os dados são organizados e viram informação. A próxima graduação da informação está na aplicação, no discernimento para aplicar a mesma. Esta ação é considerada sabedoria. No modelo, a sabedoria é o nível mais avançado da Informação e por isso é o mais valorizado. A respeito da sabedoria divina é quase a mesma coisa, porém o agente na questão não é a experiência e sim a revelação divina. Ou seja, o Espírito Santo nos conduzindo aos oráculos de Deus.

Salomão conhecido como o homem mais sábio no Antigo Testamento, em muitas ocasiões usou o discernimento para fazer juízo como rei. Um dos exemplos foi o clássico "duelo" das "mães" que brigavam. A história toda esta registrada em I Reis 3:16-27. [...] "E disse o rei: Dividi em duas partes o menino vivo; e dai metade a uma, e metade a outra. Mas a mulher, cujo filho era o vivo, falou ao rei (porque as suas entranhas se lhe enterneceram por seu filho), e disse: Ah! senhor meu, dai-lhe o menino vivo, e de modo nenhum o mateis. Porém a outra dizia: Nem teu nem meu seja; dividi-o. Então respondeu o rei, e disse: Dai a esta o menino vivo, e de maneira nenhuma o mateis, porque esta é sua mãe." [...] A sabedoria que Deus deu a Salomão lhe deu a capacidade de discernir um caso delicado. Ou seja, ele julgou corretamente quem era mãe da criança.

Discernimento nasce com o Cristão

O ponto que mais devemos atentar sobre o discernimento é onde firmamos o valor essencial que nos dá a condição de discernir. Se discernimento também é reconhecer o que é essencial, significa que reconhecer a Jesus como prioridade é o valor certo para os cristãos.

O primeiro discernimento essencial para o ser humano nasce na crença do entendimento sobre "Quem é Jesus". Este é o fundamento para o discernimento. A bíblia ensina que o temor ao Senhor é o princípio da Sabedoria. Só tememos a quem sabemos que é real.

Observe também que todos os versículos, valores e reflexões dentro do texto são características de um Cristão, e isto sugere que o discernimento nasce com o Cristão. A simples opção de entrega já é uma demonstração de discernimento.

A essência que caracteriza um Cristão, direta ou indiretamente, sempre será o pilar para o discernimento. O conhecimento Dele, suas ações, santificações, missões e toda experiência produzida em torno de Jesus nos dará a capacidade de discernimento.
  • A palavra de Deus é o elemento essencial. A fé se produz por ela. O reconhecimento de quem é Jesus é o inicio do discernimento.
  • Depois, ação do Espírito de Deus em nossa vida produz experiência na caminhada.
  • Agora, a soma da experiência com Deus, conhecimento da palavra de Deus e a revelação do Espírito Santo em ocasiões específicas como a de Salomão, produz a sabedoria elevada para o discernimento .
Deus abençoe.