sexta-feira, 29 de abril de 2011

Devocional 4 - Shalom - A Paz que excede todo entendimento


"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize." João 14:27

Falamos de paz, pensamos em mundo sem guerras, sem lutas e sem dores. Um lugar sem elementos que sugira intranqüilidade e medo. Simples assim. A paz sonhada é o “mundo” ideal para crianças, adultos e idosos. Sejam de classes ou credos diferentes. Todos raciocinam paz como convivência harmoniosa e tranqüilidade. Este é o ponto de vista secular e que na ótica humana não está errado.

Esta paz humana está totalmente associada ao entendimento. A mente consegue tranquilizar através daquilo que visualiza. Apenas é percebida na ausência de situações que nos confrontam. Em outras palavras, queremos "sombra e água fresca". Queremos não ser incomodados. Ou seja, esta é a paz que o mundo idealiza. Uma paz conformada pela ausência de conflitos. Mas, o que Cristo quis dizer em "não vo-la dou como o mundo a dá"?

Para refletirmos precisamos fazer observações iniciais:
  1. Existe uma paz do mundo; Logo, qual é a paz do mundo e quem é o mundo?
  2. Existe um Paz de Cristo que é diferente da paz do mundo; Então, qual é a Paz de Cristo?
O mundo neste contexto que Cristo aborda é o lugar que o pecado gerou e que, conseqüentemente, o maligno se apropriou dele. No mundo, o maligno deturpa os valores e implantam outros que parecem bons, mas não são. No mundo é o lugar onde o Reino de Deus não age sem que algum ser humano peça a ajuda de Deus. O mundo é exata expressão do lugar da opção humana pelo pecado. Pela herança pecaminosa do homem, todos nós nascemos nele.

Sob este prisma, a paz que o mundo propõe é uma paz corrompida pela ótica do "ser humano" do ponto de vista de Deus. Paz sobre a ótica do mundo tem a ver com dinheiro, com ausência de lutas e guerras. É uma paz visual que depende da vista, do momento e das situações. E o foco principal para entendimento do nosso texto, a paz do mundo é totalmente diferente da Paz de Deus.

A diferença pode começar a ser citada pela afirmação do Próprio Cristo. Ele fala para não se atribular no coração e nem temer. São valores internos. A ótica dele é outra. Jesus não está falando de uma de vida de paz externa, mas de uma calma/tranqüilidade/harmonia com o foco interno. Paulo acrescenta ainda mais quando diz em Filipenses 4:7 "A paz do Senhor é paz que excede todo entendimento" Excede? A idéia sugere ultrapassar o limite da inteligência. Uma paz que abunda independente do raciocínio. A Paz vinda de Cristo é uma ação do Espírito Santo em integração com nosso Espírito que dentro de nós compreende o próprio espírito humano, alma e corpo. Detalhe: A Paz de Deus só funciona se a ordem humana for esta. Espírito, Alma e Corpo. Saliento que é uma Ação sobrenatural de dentro pra fora que nos faz descansar independente da situação. Grosso modo seria sua mente visualizando tudo contrário a aquilo que sugira paz na ótica do mundo, mas dentro do seu interior há calma e harmonia por saber que Deus é contigo e que Ele está no controle.

A Paz de Deus que excede todo entendimento também exige uma compreensão do que significa “Shalom” no contexto de Israel. Quando Jesus disse que deixaria a Paz, ele disse que deixaria a Shalom. Shalom no contexto dos Israelitas significava algo completo para o ser. Quando alguém em Israel oferecia a Shalom, significava um completo desejo de Harmonia, Paz, Prosperidade e Plenitude. Era e é mais do que uma simples paz. Porém, pela falta de vocábulo em nossa língua, a palavra que mais se aproxima do significado é “Paz que excede todo entendimento”. Em outras palavras, Paz que não entendemos, mas que somos compreendidos por ela. Então, quando desejamos Shalom, estaríamos desejando não apenas a paz que pertence a Deus e que ultrapassa todo entendimento, mas mesma paz, prosperidade, harmonia e plenitude que habita em Jesus. Que a Shalom seja sobre mim e você.

Ao refletirmos um pouco mais, podemos perceber que a paz do mundo citado por Jesus tem tradução em nossa língua como paz, tendo origem e fontes diferentes, assim com suas ações e percepções. Por outro lado a Shalom de Deus é ativa. Ela é a causa para ficarmos tranqüilos, independente do que vemos. Ele excede o entendimento, excede a vista. Não esta ligada a circunstancia. A Shalom de Deus é refrigério e conforto quando uma situação sugere aos olhos humanos o contrário da paz secular. Ela é de dentro pra fora e por isso independe de situações. A paz do mundo é passiva, conseqüência das situações de momento, relacionada ao dinheiro, a ausência de guerras e outras coisas. A compreensão da Shalom do Senhor está além dos parâmetros seculares, dos moldes da ONU e das definições conceituais de paz existentes. A Shalom é aquela que mesmo pressionado por decisões, mesmo enfrentando lutas, com problemas emocionais, mesmo inseridos em um contexto de ansiedade e imediatismo que o mundo tenta impor, os crentes em Jesus ficam calmos e pacíficos, certo de que o Senhor no controle está. Salmos 40:01 "Esperei com paciência no Senhor, e Ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor."

Não atoa, o apóstolo Paulo (Filipenses 4:6-8) disse que a Paz montará guarda em nosso coração, porém antes ele instrui primeiro a lançar as nossas ansiedades no Senhor através das orações e súplicas. O entendimento deste trecho mostra que depois que tudo aquilo que traz a intranquilidade é posto diante de Deus vem o alívio. E não apenas isso, mas como complemento da oração, a paz de Deus monta sentinela na porta do coração. Por fim, ele diz de forma indireta para não deixar que estas aflições que foram lançadas diante do Senhor venham voltar. A forma de ele apontar isso é dizendo não fique de mente vazia, mas ocupe a mente com coisas que edificam e acrescentam sua vida. E deixa isso como ordem: Nisso pensai.

"O Salvador oferece a Sua paz, a paz divina. Não é a nossa paz ─ paz temporal e passageira. É a paz do Senhor, a paz genuína, estável, perfeita, eterna! Quando o homem deixa Cristo (a personificação da paz, o Príncipe da paz) reinar no seu coração, beneficiará da "paz de Deus, que excede todo o entendimento", toda a compreensão." (extraído http://www.portalevangelico.pt/noticia.asp?id=2010 - 8º parágrafo).

Posso concluir dizendo que somos herdeiros e co-herdeiros de um reino de Paz com Cristo Jesus. A Bíblia relata que Ele (Jesus) é o Príncipe da Paz. Se Jesus é príncipe, existe um Rei e um Reino de Paz. É uma analise simples que se resume em um versículo Ef 2:14 "Ele, Cristo, é a nossa paz" E O reino de Paz onde Jesus Cristo é o rei, nos oferece Lc 2:13,14 "Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade." Fiquem em Cristo, logo, fiquem em Paz. Ou melhor, fiquem em Cristo, logo fiquem na Shalom.

Devocional 3 - Referencia - Imitando a Cristo


“Sede meus imitadores, assim como eu sou de Cristo” disse Paulo em 1 Coríntios 1:11.

Quem é a sua referencia?

Na verdade a resposta começa pela definição do que é referencia. Referencia é tomar como ponto para se situar. É modelo. Para Paulo, Cristo é a referencia. Mas a pergunta é: Por que Cristo é a referencia e não outro herói da fé? Possivelmente todos nós sabemos alguma resposta para esta pergunta. Além de todas as respostas que temos, uma delas é que os heróis da fé eram humanos e falharam. Cristo não. Ele é essência de Deus, puramente Deus. Ele é exata expressão do Pai. E o detalhe mais triunfal para nós humanos, como homem não pecou.

Porém, a resposta certa para a pergunta realizada no outro parágrafo é essa: A intenção de Deus desde inicio da Criação é fazer o homem a sua imagem e semelhança. "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança"  O façamos no plural nos lembra que Cristo estava lá, afinal Ele é o princípio de todas as coisas. A queda foi à interrupção a este plano. Porém, Cristo veio para restaurar e assim tornar o "Plano Eterno" hábil em dois sentidos: 1) Salvar 2) E através da Salvação, tornar a Sua Vida o modelo para a Nova Criação. Ou seja, reacender a chama do propósito inicial que é o propósito Eterno. O plano da salvação veio para restaurar esse plano de "Sermos a Imagem e Semelhança".

A partir destes argumentos Bíblicos podemos começar a entender o que Paulo esta dizendo ao tomar Cristo por referencia. Para nos cristãos não tenho dúvida alguma que é Jesus a nossa referencia moral, ética, emocional (Jesus chorou) e espiritual. Pessoa com quem queremos aprender e continuar aprendendo, seguindo os seus exemplos para que a cada dia possamos parecer mais com ele.

Por outro lado, encontramos problemas para o nosso referencial quando tratamos de alguns assuntos que causa uma reflexão maior. Acredito que por Jesus estar em um contexto histórico diferente do nosso, alguns irmãos não conseguem discernir a diferença da sua relação com a cultura da época local com a cultura de hoje. A nossa inabilidade em discernir as situações deixam nossa referencia comprometida. Porém, a ajuda de Deus mesmo em meio à inabilidade humana em lidar com o tempo, mostra que Ele é preciso para todo aquele que precisa de ajuda. Afinal, não podemos desconsiderar o caráter atemporal de seu discurso. A Bíblia diz: Hb 13:8 "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente."

Se entendermos a revelação deste plano de sermos iguais a Jesus, vamos entender ainda mais a importância em fazer discípulo como o próprio Cristo fez e orientou que fizéssemos. O discípulo é o canal para habilitarmos o significado de referencia. O discipulado é meio pelo qual conseguimos tornar possível a formação do aprendiz. Paulo entendeu isso e fez mais ao dizer: "Sede meus imitadores" Ou seja, chamou a responsabilidade do discipulado ao sugerir a idéia: "Podem me imitar"

Conclusões finais:
  • O propósito de Deus é fazer o homem a sua imagem e semelhança (Genesis 1:26, Romanos 8:29)
  • Cristo é o modelo para fazermos isso. Ele é referencia. Ele é a medida. (Efésios 4:13)
  • Imitamos a Cristo como forma de discipulado. Devemos assumir a responsabilidade de fazer discípulo pela prática da nossa própria vida. Ou seja, Olhem pra mim, porque sou imitador de Cristo. (1 Cor 11:1, 1 Tes 2:14)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Evangelho Segundo Twitter

Comentários do Vídeo:

  • Estou começando a me preocupar o numero de fariseus aumentou para 27

  • A melhor adaptação bíblica da história...

    e olha que eu sou ateu.



Devocional 2 - Como Glorificar a Deus no Trabalho?

Devocional - Mente de Cristo - Elevando o Entendimento


Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo. 1 Coríntios 2:16 

Certa vez os discípulos inquiriram a Jesus a cerca a cerca de um cego de nascença: "Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?" A resposta de Jesus veio confrontar o que Eles pensavam: “Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.” Essa história esta registrada em João 9:1-3. A mesma serve para pensarmos sobre alguns pontos:
  • Os discípulos perguntaram a Jesus porque foi lhes ensinado na tradição algo que está registrado Ex 20:5 que diz “Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” Pela história parece que também os discípulos acreditavam que Deus visitaria a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração.
  • Os discípulos perguntaram a Jesus considerando que já tinha a resposta e que a dúvida estava entre as duas escolhas que eles apresentaram. Observe: "Estes ou seus pais". O fato é que assim como muitos nos dias hoje, os discípulos acreditavam que havia maldições hereditárias.
Estes dois pontos são para ilustrar que em Deus há uma resposta que revela novos valores para o homem e assim eleva o entendimento daqueles que querem renovar suas mentes pela mente de Cristo. Jesus não procurou condenar a ninguém, e isto nos Evangelhos ficou evidente por diversas vezes. Ele veio para Salvar e enfatizou de forma clara e contundente.

Diante disso, dos ensinamentos das tradições que ensinavam que os Filhos eram punidos pelos pecados dos pais, Jesus veio esclarecer e assim elevar o entendimento: “Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus”. Particularmente, acredito que isso responde a muitas coisas, mas duas delas merecem nossa atenção: 1) A resposta é dada para quem já achava que sabia a resposta. 2) A resposta é dada para aqueles que querem achar culpa ou causa particular ao invés de assumir que todos nós precisamos de ajuda. Depois os próprios discípulos descobriram que existia deficiências no seu próprio ser e que os faziam serem semelhante ao cego de nascença.

A pergunta para reflexão é: Qual resposta que lhe traz maior ensinamento? Com qual resposta você fica? Jesus ou os discípulos? Para o nosso bem, que seja a resposta de Jesus, pois a mente de Cristo eleva nosso entendimento a um grau mais elevado do que a sabedoria humana.

Que a glória de Deus manifeste para elevar a nossa condição para a Mente de Cristo. Esta é a forma de olhar para vida sem procurar culpados para os problemas existenciais da humanidade.  Que a mente de Cristo gere em nós o zelo pelo cumprimento de nossa responsabilidade como Igreja, a responsabilidade de sermos agentes para que Terra se encha do conhecimento da Glória do Senhor assim como as águas cobrem o mar.

Em Jesus