quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Macumba Online

Eita... Eu que achava que ja tinha encontrado de tudo, esta ai algo que eu não esperava. Se trata do Site para se fazer "Macumba Online". Segundo o Proprio Site, até o momento, foram feitas 17722 macumbas!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Convertido

De graça recebeis de graça dais

A banda Klethus fez um lançamento inédito na região norte. A banda disponibilizou no site do grupo as músicas do álbum “Direção”, que contém somente composições próprias da banda.

O baixista e vocalista Júnior Max diz que o álbum “Direção” resume os 15 anos de trabalho do grupo de rock, contendo músicas que já são conhecidas pelo público que acompanha a Klethus desde suas primeiras formações: “Lançamos diversos singles e já tocamos em rádios locais, em shows e festivais de rock em Roraima e em Manaus. Mas faltava lançar um álbum completo com novos arranjos e com mais qualidade técnica”, afirma Max, explicando que o som da banda contempla rock alternativo, rock progressivo e até rap.

Os internautas podem fazer os downloads no endereço www.klethus.com. “Disponibilizar músicas de graça via internet já é febre em vários lugares do mundo. Acreditamos que esta estratégia é uma forma de divulgar a banda, promovendo um grande acesso no site que vem com outras informações importantes para quem gosta do estilo”, diz Éder Rodrigues, baterista. Fazem parte do grupo ainda, Ellen Carmaine (guitarrista e vocalista) e Wesley Felipe, também nas guitarras.

Durante o processo de gravação e produção, a banda contou com o apoio do produtor musical Albert Sabin, que fez os arranjos e a gravação da bateria em estúdio. A maioria das letras e das músicas é de autoria de Ellen Carmaine e Jr. Max. Mas, não faltam parcerias entre Éder Rodrigues e Wesley Phillipe como a música “Sobrenatural” e “Estátuas”, com Roger Wolff (ex-guitarrista).

O álbum Direção apresenta as músicas Sobrenatural, Mentes, Estado de Espírito, Duas Realidades, Oração, Geração, Baile de Máscaras, É Preciso Acreditar e a música tema: Direção.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Praia dos evangélicos, uma praia onde ninguém usa biquíni

Dominada por uma igreja evangélica há mais de mais de 70 anos, a praia do Provetá, em Ilha Grande, litoral do Rio de Janeiro, permanece intolerante aos trajes de banho. Mas os moradores mais jovens querem mudar essa história. Há até uma garota que sonha seguir carreira de modelo.

É difícil imaginar uma praia paradisíaca onde as pessoas não vestem biquíni, maiô ou sunga para se banhar no mar. Em Provetá, na Ilha Grande, litoral do Rio de Janeiro, é assim. Ninguém usa traje de banho, é proibido ingerir bebidas alcoólicas, fumar cigarro ou frequentar bailes. À noite e nos finais de semana, o lazer se resume aos cultos na igreja evangélica Assembléia de Deus. Ali os moradores aprenderam a viver sem as marchinhas de carnaval e as noitadas em bares. A praia é a segunda mais populosa da ilha, com 3.000 moradores, dos quais 80% evangélicos. A tradição evangélica é passada de pai para filhos há mais de 70 anos.

Em Provetá as pessoas só entram no mar de roupa e o único bar que funciona na praia é vigiado pela comunidade evangélica. Esse também é um dos motivos pelos quais poucos turistas se aventuram por aquelas paisagens. A sobrevivência da comunidade vem da pescaria de sardinhas e das mãos firmes do pastor Eliseu Benedito Martins, de 63 anos, nascido ali mesmo. Até a década de 1990, ele proibia que os moradores assistissem à TV. A intransigência acabou expulsando muitos jovens da igreja – e o pastor Eliseu passou a rever suas regras. Hoje, além de perder fiéis para as tentações que existem além da praia, ele tem perdido parte do rebanho para outra igreja, a Congregação Cristã, que também ergueu seu templo em Provetá.

A estudante Jussara Souza, de 13 anos, é evangélica da Assembléia. Filha de pais evangélicos, ela nasceu em Angra dos Reis e se mudou para Provetá com a família quando tinha apenas um ano. É domingo e, sob um sol de 30º C, Jussara está de vestido de malha longo, florido, pronta para assistir ao culto na Assembléia. “Não tenho inveja das minhas amigas que usam biquíni e vestidos curtos, mas gostaria de ter mais liberdade e usá-los algumas vezes”, diz Jussara. Mesmo sendo obrigada a seguir à risca as restrições impostas pelos pais, a garota diz que consegue ter sua vida social – e que até gostaria de ser modelo. “Eu teria que sair daqui para conseguir ser modelo, mas esse é o meu sonho”, afirma. Jussara é vaidosa, gosta de arrumar o cabelo, colocar vestidos alegres e não dispensa o biquíni (por baixo da roupa) quando entra no mar. “Nos finais de semana nos divertimos na praça e nas lan houses”, diz. Enquanto não consegue entrar para a carreira que seus pais desaprovam, Jussara vai uma vez por semana com a mãe para o continente. Apesar de a viagem ser longa, ela não diz que não se cansa e nem se sente mal com o balanço do mar. Quando desce no porto de Angra dos Reis, olha para todos os lados com curiosidade, respira outros ares e aproveita para sonhar um pouco mais com o futuro nas passarelas. Enquanto passeia no calçadão, observa atenta às vitrines que exibem roupas da moda e os sapatos de salto. Jussara tem amigas fora da comunidade evangélica, como Luana Castro, de 14 anos, moradora de Provetá que é católica e não segue o rigor dos preceitos da Assembléia de Deus. “Quando coloco o biquíni, fica todo mundo me olhando – e eu fico com vergonha, me sinto mal”, diz Luana. “Algumas meninas não gostam de mim. Elas parecem ter inveja das roupas que uso”. Os poucos católicos que moram em Provetá fazem suas orações em outras praias – ou em casa. Mesmo quem não é evangélico evita usar roupas de banho.

Nem sempre foi assim. No início, Provetá era uma comunidade católica. A evangelização chegou com um casal que morava no continente, Deoclécio Neves e Helena Martins das Neves. Naquela época, a travessia era feita em canoas em alto mar. Nos primeiros tempos, os cultos eram nas casas dos pescadores. “Provetá fica em uma área bem isolada da Ilha Grande, que é banhada por mar aberto. Quando as águas estão revoltas é complicado chegar lá”, diz Otto Fiúza Nogueira, gerente de projetos de marketing da Prefeitura de Angra dos Reis. Para ele, o isolamento contribuiu para fixar uma comunidade tão fechada. A luz elétrica só chegou em julho de 2001, quando o então governador Anthony Garotinho, também evangélico, resolveu eletrificar a praia. A luz chegou depois às casas dos católicos. Há quem diga que a decisão foi proposital, como uma forma de demonstrar que os não-evangélicos de Provetá vivem nas trevas. É o caso de perguntar se os “iluminados” são os que vivem sem bebida alcoólica, biquíni, música e balada.

Fonte: Revista Época via Gospel Minas

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Entrevista com João Alexandre

Por José Barbosa Junior

Entrevista com João Alexandre

João Alexandre Silveira nasceu em 29/9/64. É casado com Tirza, com quem tem um filho, Felipe.

João tem sido um profeta da música evangélica brasileira. Suas composições, sempre comprometidas com a Palavra e com a realidade, tanto social, política, quanto religiosa (e principalmente evangélica - triste realidade) são um alento em meio a tanta superficialidade e falta de criatividade e brasilidade em nosso meio musical.

Além disso, João tem sido um amigo, com quem, nas poucas vezes que nos encontramos aqui pelas bandas do Rio de Janeiro, posso trocar algumas idéias interessantes sobre o Reino, e rir de suas impagáveis piadas.

Abaixo da entrevista, segue também uma carta enviada pelo João, em dezembro, para o site.



CRER E PENSAR: João, seu novo CD, “É Proibido Pensar”, mal foi lançado e já virou comentário nacional, por causa da faixa-título e de um vídeo que faz sucesso na internet. Você esperava essa repercussão toda?

JOÃO ALEXANDRE: Esperava, mas nem tanto assim!
Minha música foi composta, intencionalmente, com todas as frases em letras minúsculas e as imagens do vídeo colocado no YOUTUBE, criadas por um internauta, por sua própria conta e risco, transformaram as frases em letras maiúsculas no ouvido das pessoas, por assim dizer, acirrando e atiçando uma discussão que já vem de muito tempo, inclusive em sites como o seu, CRER E PENSAR, entre outros!
Até quem não é “evangélico”, acabou assimilando a intenção da música por causa do vídeo e percebendo que nem todos os cristãos são condescendentes com tudo o que lhes é pregado nas igrejas pelo Brasil afora, portanto não sei se ele (o vídeo) foi ruim, acho que não!!Digo isso, porque está cada vez mais difícil dizer que os evangélicos são interdenominacionais, já que pregamos evangelhos diferentes, é ou não é?Penso que, se alguém tem que fazer críticas à Igreja, que seja ela mesma, certo?
Trabalho com Música há mais de 25 anos e nunca gastei dinheiro com divulgação, raramente faço lançamentos de meus CDs, sempre foi no boca a boca mesmo, pessoas que indicam meu trabalho pra outras pessoas!
Sendo assim, muita gente que nasceu, digamos, de 20 anos pra cá e que convive diariamente com toda mudança imposta no cenário cristão brasileiro desde então, acaba nem percebendo, no seu dia a dia, o quanto a MÍDIA, principalmente a MÍDIA cristã (rádios, televisões e a própria INTERNET) nos transforma em reféns, subjugando, além dos nossos ouvidos, também a nossa mentalidade!
As críticas que recebo, normalmente são distorcidas, desfocadas e desassociadas de meu trabalho com um todo, já que, quem realmente me conhece de perto e conhece minha trajetória, sabe que não componho só músicas desse tipo, muito menos sou membro ou “fundador” de algum movimento revolucionário anticristão que visa “dividir” a Igreja de Cristo, sou só um cristão músico!
Assim como um espelho, acho que essa música acabou por refletir especificamente em cada um, o comportamento da própria Igreja, da qual todos nós fazemos parte e, convenhamos, ver a própria imagem refletida agrada a alguns mas desagrada a outros, fazer o quê???!
Quando digo comportamento, me refiro aos desvios causados por ministrações malucas, associadas à distorções na pregação do evangelho, que, ao invés de trazer ao homem a Graça de Deus e o perdão incondicional para seus pecados, acabam por restringir o Todo Poderoso a “gente que faz”, mediante negociações com o Céus, como se isso fosse possível!
Se as outras canções que compus, CORAÇÃO DE PEDRA e TUDO É VAIDADE, não menos sutis e confrontadoras do que esta, fossem gravadas agora, seria a mesma coisa, ainda mais associadas a um vídeo, um estardalhaço total!

CRER E PENSAR: Você já trouxe, em outras canções, críticas ao modelo de igreja que percebemos crescer no Brasil (“Tudo é Vaidade”, “Coração de Pedra”, “Em Nome da Justiça”). Há espaço para a música crítica e de denúncia no espaço “gospel” brasileiro?

JOÃO ALEXANDRE: Mais do que cantar o que as pessoas gostam de ouvir, é preciso cantar o que elas precisam ouvir!
Músicas, não de açúcar, que adoçam os ouvidos, mas não mudam o coração e sim, música de sal, que entram pelos ouvidos, batem no coração, saem pela boca e temperam o mundo, conforme a ordem de Jesus!
Quando minha mãe me mandava arrumar meu quarto, eu ficava louco de raiva, mas ela tinha razão!
Assim acontece com qualquer crítica no sentido de tomarmos alguma atitude!

CRER E PENSAR: Quais são suas influências musicais? E quais pensadores cristãos você gosta de ler/ouvir?

JOÃO ALEXANDRE: Musicalmente, eu diria TAKE 6, Boca Livre, 14 Bis, Dori Caymi, Cezar Camargo Mariano, Leni Andrade, Bossa Nova em geral, Leonardo Gonçalves, Lenine, Céu na Boca, Carlinhos Veiga, Gladir Cabral, Stenio Marcius, Edilson Botelho, Kerr, Bolmilcar, Pimenta, Jorge Camargo, Gerson Borges, Estilo de Vida e por aí vai, mas gosto daqueles que têm uma veia brasileira, de preferência!
Tem muita gente conhecida e desconhecida e seria uma lista interminável e injusta até,, já que ouço de tudo mesmo, até algumas verdadeiras porcarias que não citarei aqui, mas que me ajudam a fugir delas ao invés de copiá-las!!!!
Mas, confesso que só ouço música quando preciso de referências, não vivo ouvindo música dia e noite não!
Entre os pensadores, Francis Shaeffer, Henry Nowen, Russel Shedd, Ariovaldo Ramos, Caio Fábio, Ed René, Ricardo Gondim, Ricardo Barbosa, Bráulia Ribeiro, Philip Yancey, entre tantos outros e especialmente você, Júnior Barbosa, com incríveis e inteligentíssimos artigos colocados em seu site!!

CRER E PENSAR: É difícil ser um músico cristão realmente comprometido com a Palavra?

JOÃO ALEXANDRE: Se ele não for comprometido com Jesus, não é cristão, porque, assim como outras tantas atividades e profissões que existem, ele está sempre exposto às pessoas e à critica alheia!
Colocarei a opinião do grande Abraham Laboriel, que faz parte do meu livro “ Músico: Profissão ou Ministério? “:

O Senhor repetidamente nos advertiu sobre os perigos do julgamento temerário. Não obstante nós continuamos a praticá-lo repetidamente. O trabalho de muitos músicos é bastante visível aos outros, seja ele um trabalho ao vivo ou gravação em estúdio. As pessoas que assistem tais músicos trabalhando chegam a pensar que estão em posição de julgá-los. Elas não estão. Estas pessoas são as mesmas que pensam saber quais ritmos são divinos e quais aqueles que não o são, quais progressões harmônicas vêm de Deus e quais vêm do Diabo, quais passos de dança que são corretos e quais os que são pecaminosos. O músico é responsável por sua própria conduta e será conhecido pelos seus frutos.

Não é de se surpreender que muitas pessoas tenham reservas quando se trata de ouvir as Boas Novas do amor de Deus. Aqueles que endureceram os seus corações contra o Evangelho, ou pior, contra o Evangelho o qual pensam ter ouvido, mas não ouviram, são bastante hostis à idéia de se relacionarem com qualquer “cristão”. Muito freqüentemente, estas pessoas aprendem mais sobre juízo do que propriamente o amor de Deus quando em contato com muitos cristãos.

Aprendi que sou sempre aceito na proporção em que amo de maneira genuína aqueles com quem convivo. Não tenho direito de fazer qualquer outra coisa. Algumas vezes as pessoas gracejam comigo — dizendo que não podem xingar ou contar as mesmas piadas que contariam se eu não estivesse por perto. Eu nunca disse a nenhum deles o que fazer. Mas por causa do amor deles por mim — e, creio eu, por causa da presença de Deus, que é gracioso em habitar em mim — minha presença, algumas vezes, constrange certas pessoas a não praticarem certas coisas. Tudo o que desejo ser é um servo genuíno e um amigo, assim como Deus me chamou a ser. Dito isso, estações de radio que tocam canções que com conteúdo explicitamente satânico, com espiritualidade Nova Era, com mensagens Hindu e Budistas, distanciam-se até mesmo da musica jazz instrumental que faça a menor menção de Deus ou de Jesus. Somos chamados a construir pontes, a derrubar os muros existentes entre nós e outras pessoas à medida que permanecemos fiéis ao Senhor que nos amou antes mesmo de O conhecermos.

CRER E PENSAR: Você tem valorizado, nos últimos CD's, compositores brasileiros que não estão na “mídia gospel”, como Stenio Marcius, Gladir Cabral, Edilson Botelho, que são compositores e poetas brilhantes. Na sua opinião, por que esses “feras” não são tão conhecidos?

JOÃO ALEXANDRE: Por causa do subproduto da mediocridade musical imposto no Brasil, dentro e fora do meio cristão!
Assim como a comida, a bebida, as roupas, o carro, o emprego, a carreira, etc., música é uma questão de escolha, portanto, cada um tem a música que merece, é triste, mas verdadeiro!
O único problema é que a Fé vem pelo ouvir, então, é bom não ouvir “qualquer” coisa pra não comprometer a nossa Fé, só isso!

CRER E PENSAR: Uma última pergunta: Afinal de contas: Quem poderá resolver nosso problema? Rsrs

JOÃO ALEXANDRE: A resposta é implícita, pois também cada um tem o Evangelho que merece!Particularmente, acho que serão os que pensam!!!“
O meu povo padece porque lhe falta entendimento”
“Amar a Deus de todo vosso coração e com todo vosso entendimento”
A única coisa que nos difere dos outros animais é aquilo que insistimos em não usar:
A razão.

CRER E PENSAR: Deixe um recado para os leitores do “Crer e Pensar”.

JOÃO ALEXANDRE: Pensem crendo e creiam pensando!!!

Abração apertado!!
João Alexandre.

(extraído do Crer e Pensar)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Briga de casal - JV na Estrada



PS.: Tive a honra de ter sido incentivado, acompanhado e de certa forma discipulado por um dos fundadores do Ministério Terra dos Palhaços, Paulinho de Souza. Desde que conheci o ministério, tenho acompanhado de certa maneira esse pessoal. Se trata de um galera muito criativa como podem acompanhar no video acima. Sensacional!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Pasto Universal

“A Iurd tem um histórico enorme de vidas transformadas, especialmente nos extratos marginalizados. Mas a despeito do know-how em exorcismo, nunca obteve sucesso em afastar Mamom”

O endereço onde o serviço é oferecido não deixa dúvidas. Catedral Mundial da Fé, na Avenida Dom Hélder Câmara, digo, Avenida Suburbana, Rio de Janeiro. Caso seja eleito prefeito do Rio em outubro, não é improvável que o senador e candidato Marcelo Crivella tente revogar decreto do ex-prefeito Luiz Paulo Conde para devolver àquele logradouro seu antigo nome.

Água benta do rio Jordão, rosa milagrosa, sal abençoado, sabonete de arruda, campanha para trocar o anjo da guarda, lenços ungidos... Não há limites nos expedientes usados pela Igreja Universal do Reino de Deus, a Iurd, para atrair mais pessoas. Qualquer pessoa com conhecimentos bíblicos elementares pode discorrer sobre a falta de embasamento nas Escrituras para a maioria das práticas da denominação. No entanto, a igreja tem sido agressiva nas retaliações e, como resultado, poucos ousam questionar as táticas da organização.

Classificada pela Veja como “a empresa que mais cresce no país”, a Universal é tema controverso até entre os pesquisadores. Para Andeers Ruuth, ela pode ser definida como “igreja de supermercado”. O sujeito vê a placa “pare de sofrer” enquanto passa pela rua, entra no templo, assiste à reunião, dá uma oferta – o momento mais importante do culto – e vai embora.

Eduardo Refkalefsky e Cyntia Lima discordam. Para eles, pastores e obreiros trabalham com o intuito de transformar o freqüentador esporádico em fiel assíduo e, claro, dizimista. Seja qual for o trabalho acadêmico, todos concordam num ponto: a ênfase na grana. Para entender um pouco melhor a questão, é necessário voltar aos primeiros passos da caminhada de Edir Macedo no Evangelho.

Durante doze anos, ele foi membro atuante da Igreja Pentecostal de Nova Vida, comunidade emergente na década de 1960, fundada pelo pastor canadense radicado no Brasil Robert McAlister. Segundo relatos, o missionário era tão convincente na hora das ofertas que era comum as pessoas doarem até o dinheiro da passagem do ônibus de volta. Em seu livro Dinheiro: Um assunto altamente espiritual, McAlister revela seu modus operandi: “Durante mais de 25 anos, tenho assumido o púlpito com duas coisas preparadas: minha mensagem bíblica e o apelo para as ofertas. Sempre soube que nenhuma das duas pode ser improvisada, resultando quase sempre a improvisação em fracasso”. Macedo foi um bom aluno e hoje tem, digamos, uma espécie de livre-docência na área.

Ao menos por um instante, deixemos Maquiavel quieto para afirmar, com indisfarçável satisfação, que a Universal é uma das comunidades mais acolhedoras do segmento evangélico. Calcula-se que seu exército de obreiros no país tenha mais de 500 mil integrantes. Travestis hipermaquiados e pessoas humildes e mal vestidas são tão bem recebidos nos templos quanto uma perua de sapatos Prada o seria em outra igreja neopentecostal. Com alardeados mais de seis milhões de membros, a Iurd tem um histórico enooorme de vidas transformadas, especialmente nos extratos marginalizados.

Com perdão pelo clichê, é possível afirmar que a Universal foi um divisor de águas no protestantismo brasileiro. A igreja completou 30 anos em julho do ano passado e construiu um império de comunicação com 23 emissoras de TV e quarenta de rádio. Reportagem da Folha de S.Paulo que provocou uma enxurrada de processos orquestrados revelou que a holding macedônica tem ainda outras 19 empresas registradas em nome de 32 membros da igreja, na maioria bispos.

A ascensão da Universal promoveu no Brasil um matrimônio quase indissolúvel. Após seu crescimento vertiginoso, o termo “dinheiro” com freqüência vem à mente quando alguém ouve a palavra “evangélicos”. Pelo mesmo raciocínio simplista, pastores são confundidos com charlatões. Várias igrejas chamadas tradicionais tiveram de alterar o discurso na hora de recolher dízimos e ofertas para não serem confundidas com a denominação que mais deslustrou a imagem do rebanho verde-amarelo em toda a história. Pesquisa da Vox Populi de 1996 mostrou que a Iurd é a mais desaprovada das grandes instituições brasileiras, com apenas 17 % de aprovação. O índice é menor até que o do Congresso Nacional. Fogueira nada santa.

Meu coração era preto
Alguns episódios contribuíram para enodoar o prestígio da Universal. Em 12 de outubro de 1995, o então bispo Sérgio Von Helde cismou de dar chute numa imagem da Senhora Aparecida em pleno feriado da santa considerada pelo catolicismo como padroeira do Brasil. As imagens, transmitidas prontamente no Jornal Nacional provocaram um verdadeiro deus-nos-acuda. O estrago doeu numa parte extremamente sensível da denominação: o bolso. Grandes anunciantes cancelaram contratos com a TV Record, controlada pela igreja, e houve queda no número de freqüentadores, especialmente no México e na Espanha. Segundo Macedo, Von Helde atrasou o trabalho da Universal em dez anos. Em 2006, ele saiu da Iurd em razão de novos chutes, desta vez no sentido figurado – punido por maltratar colegas pastores, ele se desligou da igreja.

Naquele mesmo ano, a TV Globo exibiu, também em horário nobre, o vídeo que mostra momentos de descontração de Macedo e colaboradores. Após uma partida de futebol, o líder da Universal ensina como pedir ofertas e inscreveu nos anais da trajetória do rebanho a indefectível expressão “dá ou desce”. Nem o sabonete de arruda foi capaz de retirar a mácula na imagem da instituição. Até hoje o vídeo é procurado no YouTube.

A guerra aos umbandistas é uma das grandes e controvertidas marcas da Universal. Só que, ao mesmo tempo em que combate as religiões afro, a organização se apropria não apenas de expressões do dialeto do candomblé como coloca os pastores de roupa branca nas chamadas “sessões de descarrego”. Após inúmeros protestos e processos, o grau de beligerância arrefeceu um pouco – porém, a intolerância continua em alta. Uma confissão ligeira: nunca compreendi o fato de, a despeito do extenso know-how em práticas exorcistas, nunca terem obtido sucesso em afastar a única entidade cujo nome foi revelado por Jesus: Mamom.

Uma nova história
A despeito do sucesso empresarial, a comunicação tem sido um calcanhar-de-aquiles na Universal. Sobram números e falta influência, num simulacro perfeito do que acontece com o povo de Deus. Por exemplo: a igreja publica o jornal com maior tiragem do país e raramente uma linha ultrapassa as fronteiras dos templos de gosto duvidoso.

No ano passado, toda a mídia fez estardalhaço com o lançamento de O bispo: A história revelada de Edir Macedo, publicado pela Larousse. Diretor de jornalismo da TV Record, Douglas Tavolaro incorporou o espírito “reescrevinhador” de Ali Kamel e amalgamou novas versões para cada uma das nódoas com veleidades e irrelevâncias sem-fim. Entidades ecológicas deveriam protestar com o destino triste de tantas árvores. O livro não vendeu o esperado nas livrarias mas, claro, fez sucesso nos templos da igreja. É provável que um livro de receitas de dona Ester, esposa de Macedo, obtivesse o mesmo patamar de vendas. Ao menos, seríamos poupados da constrangedora tentativa de transformar o dirigente da Iurd em mártir por conta de sua prisão em 24 de maio de 1992. Os mártires do cristianismo não merecem tamanho vitupério.

A lua-de-mel com a mídia durou somente o período em que a igreja obteve espaços generosos para divulgar a obra soporífera e chapa-alva de Tavolaro. Atualmente, chamar a denominação de “seita” já é suficiente para render um processo. Talvez devessem se preocupar bem mais com as palavras que irão ouvir naquele dia em que os bodes serão separados das ovelhas.

No poema O guardador de rebanhos, Alberto Caeiro afirma que “pensar é estar doente dos olhos”. Que o eterno guardador do rebanho continue velando e abençoando cada uma das dedicadas ovelhas de seu pasto universal. Afinal, nas palavras do poeta “a única inocência é não pensar...”

Sérgio Pavarini
Jornalista e editor do pavablog.blogspot.com e do boletim semanal PavaZine#.

domingo, 17 de agosto de 2008

CARTA A UM OBREIRO ITINERANTE


Querido, se você estiver lendo esta carta, é sinal que chegou em paz ao hotel, e que acabou de abrir a sua mala de viagem.

Confesso que fiquei bastante entusiasmada com o fato de seu ministério começar a ganhar projeção nacional. Percebia em seu semblante a alegria e em seus gestos a euforia diante dos convites recebidos.

No retorno de cada viagem, a sua chegada em casa era bastante aguardada por mim e pelas crianças, pois além de matar a saudade, ouvia-mos acerca das maravilhas que Deus estava realizando através da sua vida.

O tempo passou, os convites aumentaram, e o que não esperava aconteceu: você se distanciou de mim. Não é fácil passar um mês inteiro sozinha, visto que ao final de cada evento, de lá mesmo, você atende outro convite. Me sinto desamparada, angustiada e aflita.

Em suas raras e rápidas passadas em casa, você não conversa mais comigo, não me olha mais, não me percebe mais, nem me deseja mais. Estou sofrendo. Não lhe falei sobre o assunto pessoalmente porque não tive a oportunidade.

As crianças estão sentindo a sua falta. O Júnior chora constantemente sem nenhum motivo aparente. Acorda durante a noite chamando por você. Fico analisando, o que será que ele vai pensar do pai quando crescer? Será que ele terá seqüelas por isto?

Faço o possível para não demonstrar publicamente meus sentimentos, finjo que tudo está bem, mas parece que os irmãos já perceberam a situação, sem falar que sempre perguntam por você.

Não gostaria de me sentir como um obstáculo para o teu ministério, contudo, acredito numa frase que li a pouco tempo que dizia: "Nenhum sucesso compensa o fracasso da família".

Pense nisto. Na esperança de dias melhores,

Tua esposa.

Te amo.

OBS: Esta carta é baseada em fatos reais.

(Extraído do Blog do Pr Altair Germano)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Josue Yrion - Xuxa vendeu a alma a Satanás por US$ 100 milhões

PS.: Quando eu era menino ja tinha assistido palestras deste pregador na Igreja Batista da Floresta em BH. Na época fiquei escandalizado com tudo o que ele disse. Hoje tenho um posição mais equilibrada sobre isso. De qualquer forma assista o vídeo que segue abaixo.

Não existe mais ministério profético?

Vanessa, 21 anos, pergunta:

A paz do Senhor, pastor!

Hoje em dia está tudo tão banalizado, que eu não sei mais o que tem respaldo bíblico e o que não tem. Segundo o meu pai, o ministério profético acabou no Antigo Testamento e, hoje em dia, temos apenas o dom de profecia. Mas tem muita gente fazendo atos proféticos, louvor profético, intercessão profética... e, dizendo que todos nós somos profetas, ordenam: “Profetiiizaaaa!” Afinal de contas, o que é profeta, profecia e ministério profético?

Vanessa

Pastor Ciro responde:

Olá, Vanessa!

Ah, meus 21 anos! É bom saber (risos) que uma jovem como você se interessa pelo estudo da Palavra de Deus. Gostaria que soubesse que recebi todas as suas perguntas e procurarei respondê-las na medida do possível. E essa primeira é muito pertinente.

Concordo com você quanto à grande banalização da profecia, em nossos dias. Tudo é profético. Aqui no Rio de Janeiro certo grupo “evangélico” escalou o Dedo de Deus, na Região Serrana, a fim de ungi-lo. Para quê? Para declarar “profeticamente” que esse Estado é do Senhor Jesus! Há algum tempo, certa cantora disse ter usado botas confortáveis para pisar “profeticamente” na cabeça do Diabo, etcétera e tal.

Bem, deixando de lado modismos e efemeridades, você me fez uma tríplice pergunta — “Afinal de contas, o que é profeta, profecia e ministério profético?” — e merece uma resposta igualmente tripartida. No Novo Testamento temos dois tipos de profeta: o que exerce o ministério, isto é, o ofício de profeta (1 Co 12.29; Ef 4.11); e o que é usado com o dom de profecia (1 Co 14.29-32).

O dom de profecia está à disposição de todos os servos de Deus (1 Co 14.31); trata-se de uma capacitação sobrenatural do Espírito, concedida ao crente, em geral durante o culto coletivo (1 Co 14.26-30), a fim de que ele transmita uma mensagem de edificação, consolação ou exortação à igreja local (1 Co 14.3). Já o ofício de profeta diz respeito a um ministro, um pregador dado por Deus à Igreja (Ef 4.11-15; At 15.32; 21.10).

Segue-se que há dois tipos de profeta e, conseqüentemente, duas modalidades de profecia. O pregador chamado por Deus (1 Tm 2.7), ao expor a Palavra, é usado pelo Senhor para falar da parte dEle (1 Co 11.23). Mas o dom de profecia não requer chamada específica. Qualquer crente, desde que seja um “vaso preparado” (2 Tm 2.20,21), cheio do Espírito Santo (Ef 5.18) e revestido de poder do alto (Lc 24.49; At 1.8; 2.1-4), pode transmitir uma mensagem profética.

Quanto ao ministério profético, é importante fazer aqui um esclarecimento. O Senhor Jesus, ao afirmar que os profetas e a lei profetizaram até João Batista (Mt 11.13), referiu-se ao ministério profético nos moldes do Antigo Testamento. Ou seja, apesar de João Batista aparecer no Novo Testamento, ele teve um ministério similar ao exercido pelos profetas dos tempos veterotestamentários. Portanto, conforme demonstrei acima, existe sim ministério profético em nossos dias.

Quem ainda consulta certos “profetas” quanto a viagens, casamentos, sexo do bebê, etc. é porque ainda não aprendeu que há diferença entre os profetas (e os seus modos de profetizar) dos tempos do Novo e o do Antigo Testamentos. Hoje, não há mais a necessidade de se consultar profetas, como ocorria antigamente (1 Rs 22.15-28; Jr 37.16,17), pois temos a Bíblia completa (Sl 119.105; Rm 15.4; 2 Tm 3.16,17). Ademais, em nossos dias, o Espírito Santo fala como e quando quer, e não quando queremos que Ele fale (1 Co 12.11).

Diante do exposto, Vanessa, se você já está pensando em casamento — deve estar, pois as mulheres depois dos 20 já começam a imaginar que ficarão para “titias” —, não dê ouvidos a “profecias casamenteiras”...

A paz do Senhor!

CSZ


Extraído do Pr Ciro Responde

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

FIlho de Terorista se converte

“Espero que meu pai e minha família abram os olhos para Jesus e o Reino de Deus”.

O filho de um dos líderes mais populares da organização terrorista Hamas mudou-se para os Estados Unidos e se converteu ao Cristianismo.

Numa entrevista exclusiva ao jornal Haaretz, Masab Yousuf, filho do sheik Hassan Yousef, líder do Hamas da Margem Ocidental, criticou duramente o Hamas, elogiou Israel e disse esperar que seu pai terrorista abra os olhos para Jesus e para o Cristianismo.

“Sei que estou colocando minha vida em perigo e estou em risco de perder meu pai, mas espero que ele entenderá isso e que Deus dará a ele e minha família paciência e disposição de abrir os olhos para Jesus e para o Cristianismo. Talvez um dia poderei voltar à Palestina e para Ramalá com Jesus, no Reino de Deus”, disse Masab.

Masab disse que no passado ajudou seu pai nas atividades do Hamas, mas agora ele tem amor por Israel e lamenta a existência do Hamas.

“Mandem minhas saudações a Israel. Sinto falta desse país. Respeito Israel e o admiro como um país”, diz ele.

“Vocês judeus precisam estar cientes: Vocês nunca, mas nunca terão paz com o Hamas. O islamismo, como a teologia que os guia, não permitirá que eles cheguem a um acordo de paz com os judeus. Eles crêem que a tradição diz que o profeta Maomé lutou contra os judeus e que portanto eles devem continuar a lutar contra eles até a morte”.

Masab criticou fortemente a sociedade palestina como “uma sociedade inteira que santifica a morte e os terroristas suicidas. Na cultura palestina, um terrorista suicida se torna um herói, um mártir. Os sheiks dizem a seus alunos acerca do ‘heroísmo dos shaheeds [em árabe, mártires santos, termo aplicado pelos palestinos aos homens-bombas suicidas]’”.

O pai de Masab é considerado a figura mais popular do Hamas na Margem Ocidental. Ele está cumprindo uma sentença de prisão em Israel por planejamento ou envolvimento em múltiplos ataques terroristas, inclusive uma infame explosão suicida em 2002 no restaurante da Universidade Hebraica de Jerusalém, onde nove estudantes e funcionários foram mortos.

Numa declaração à agência noticiosa palestina Maan, Suhaib, que é irmão de Masab, negou fortemente que Masab se converteu ao Cristianismo.

Mas o jornal Haaretz mantém-se fiel ao artigo. O jornal disse que enviou um correspondente aos Estados Unidos para um encontro e entrevista pessoal e minuciosa com Masab.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com

domingo, 3 de agosto de 2008

Carta ao Ex-Pastor da Igreja

Segue uma carta que escrevi ao ex-pastor de uma Igreja onde eu frequentava, na ocasião o mesmo estava com problemas graves perdoar. A carta sofreu algumas modifcações, mas que não mudou o seu conteúdo. Acompanhe:

Pastor "Beltrano",

existem certas dificuldades no curso de nossa fé e talvez uma das maiores é amar nosso inimigo. Por mais que eu negue, já sofri por alguém que me causou desconforto, por pessoas que me odiavam e que levantavam falso testemunho; Enfim, pessoas que já desejei estar bem longe delas. Mas... a Bíblia nos ensina de maneira diferente:

Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo? Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.

Acredito que este seja nos dias atuais, o mandamento mais difícil de praticar. Sinceramente julgo em aspectos humanos, considerando sobre o ponto de vista dos não cristãos que seja impossível colocá-lo em prática. Porque é dificil ver com um olhar de amor uma que pessoa que insidiosamente procura te prejudicar. Por outro lado a Bíblia não nos dá a opção, e se escolhemos o Caminho de Cristo, amar segundo a Bíblia é ordem que não nos deixa escolher se são amigos ou inimigos. Pastor, li uma vez que retribuir o ódio com o ódio multiplica o ódio e aumenta a escuridão de uma noite já sem estrelas. A escuridão não expulsa a escuridão, só a luz o pode fazer. Ou seja, o ódio não tem poder para expulsar o ódio que esta plantado em seu coração. Pelo contrário o ódio só alimenta o desprezo, a falta de amor, a escuridão da nossa alma. E a consequência desta escuridão é uma vida completamente vazia, amargurada e que evidencia a falta do próprio Cristo no coração. Não quero julgá-lo, mas apenas lembra-lo que um dia vc desistiu de sua vida para deixar que Cristo evidenciasse a vida Dele através de vc. E a verdadeira imagem de Cristo se evidencia através do amor e graça. Portanto, perdoar quem não merece é seguir o exemplo da manifestação da graça de Cristo em nos.

É claro que nada disso é prático, o perdão é um ato milagroso que só é alcançado na força do Senhor. Baseando-me nisso, sei que para muitos a quebra do vinculo da confiança traz como consequência feridas na alma. Feridas que nem o melhor médico conseguiria a cura, apenas Jesus. E mesmo sendo um ato milagroso, envolve uma ação humana de se permitir ao tratamento. E nesta situação, o tratamento é tomar uma atitude que envolve humildade e dor. Não é fácil! Porém é essencialmente necessário para mudar a atmosfera de ódio, rancor, amargura e escuridão que a falta de perdão traz. Por isso "Beltrano", quero lhe dizer que o perdão é chave para convergir todos esses sentimentos citados em amor.

Espero em Jesus a sensibilidade para que perceba a vontade de Deus, que os irmãos vivam em perfeita harmonia.

Hebreus 12:14 - Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,

--
Daniel Moreira

sábado, 2 de agosto de 2008

So Para Constar

Maltrapilho sugere algo esfarrapado ate mesmo qualquer maneira. Essa é a sensação que tenho acerca de alguns ramificações que o evangelho tomou. Para quem não sabe, o contexto de ramificação é um problema que originou a outros. A causa raiz talvez seja falta de fundamentação do Evangelho para se nortear.

Começo escrevendo assim devido as constantes e inúmeras insatisfações que temos por causa do que virou esse pseudo-evangelho. Gente que deturpa uma idéia de independência religiosa criando uma porção de heresias justificadas em versículos isolados para atender seu próprio interesse. Os exemplos náo faltam, desde crentes querendo garantir uma auto-afirmação de prosperidade, quanto pessoas que justifica suas ações "injustificáveis" com trechos da bíblia de forma de negligente e fora de contexto.

Das barbáries que tenho ouvido, uma delas é precisamos fingir de tolo para ganhar o tolo. Ilustração de forma interesseira acerca do que Paulo disse sobre Evangelismo. Insistem em defender, apenas para não ter que abandonar suas vontades mundanas. Mundanas porque nelas não há renuncia, antes vêem no meio "gospel" uma forma de se projetar naquele sonho vaidoso.

Ultimamente tenho recebido comentários ofensivos de supostos cristãos por causa do conteúdo Critico que propõe este blog. Como ja citei várias vezes, e volto reiterar, a proposta de minha vida como cristão projetada neste espaço é a reflexão sobre todos os assuntos pertinentes ao evangelho. Em nenhum momento é proposto neste espaço a imposição de minhas opiniões nele constantes. Apenas relevo baseado na leitura bíblica posicionando os post de acordo com que propus no início, ou seja a reflexão.

E por isso este espaço continuará assim, sem se corromper para agradar a outros, pois esta não é minha missão. E acrescento que não é impondo, ameaçando e forjando mentiras que conseguirão inibir ou censurar minha posição.

Esclarecido os pontos, quero aconselhar aos ofensivos, de nomes forjados ou não, anonimos ou náo - de que este blog esta aberto para o bom debate, desde que o mesmo seja para o crescimento do verdadeiro cristão ou para fins que façam parte da Missão da Igreja de Jesus nesta terra. No mais, ate mais.