quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Não quero ser apóstolo

Os pastores possuem um fino senso de humor. Muitas vezes, reúnem-se e contam casos folclóricos, descrevem tipos pitorescos e narram suas próprias gafes. Riem de si mesmos e procuram extravasar na gargalhada as tensões que pesam sobre os seus ombros. Ultimamente, fazem-se piadas dos títulos que os líderes estão conferindo a si próprios. É que está havendo uma certa, digamos, volúpia em pastores se promoverem a bispos e apóstolos. Numa reunião, diz a anedota, um perguntou ao outro: “Você já é apóstolo?” O outro teria respondido: “Não, e nem quero. Meu desejo agora é ser semi-deus”. Apóstolo agora está virando arroz de festa e meu ministério é tão especial que somente este título cabe a mim”. Um outro chiste que corre entre os pastores é que se no livro do Apocalipse o anjo da igreja é um pastor, logo, aquele que desenvolve um ministério apostólico seria um “arcanjo”.

Já decidi! Não quero ser apóstolo! O pouco que conheço sobre mim mesmo faz-me admitir, sem falsa humildade, que não eu teria condições espirituais de ser um deles. Além disso, não quero que minha ambição por sucesso ou prestígio, que é pecado, se transforme em choça.

Admito que os apóstolos constam entre os cinco ministérios locais descritos pelo apóstolo Paulo em Efésios 4.11. Não há como negar que os apóstolos foram estabelecidos por Deus em primeiro lugar, antes dos profetas, mestres, operadores de milagres, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Mas, resigno-me contente à minha simples posição de pastor. Já que nem todos são apóstolos, nem todos profetas, nem todos mestres ou operadores de milagres, como consta na epístola aos Coríntios 12.29, parece não haver demérito em ser um mero obreiro.

Meus parcos conhecimentos do grego não me permitem grandes aventuras léxicas. Mas qualquer dicionário teológico serve para ajudar a entender o sentido neotestamentário do verbete “apóstolo” ou “apostolado”. Usemos a Enciclopédia Histórico-Teológico da Igreja Cristã, das Edições Vida Nova: “O uso bíblico do termo “apóstolo” é quase inteiramente limitado ao NT, onde ocorre setenta e nove vezes; dez vezes nos evangelhos, vinte e oito em Atos, trinta e oito nas epístolas e três no Apocalipse. Nossa palavra em Português, é uma transliteração da palavra grega apostolos, que é derivada de apostellein, enviar. Embora várias palavras com o significado de enviar sejam usadas no NT, expressando idéias como despachar, soltar, ou mandar embora, apostellein enfatiza os elementos da comissão – a autoridade de quem envia e a responsabilidade diante deste. Portanto, a rigor, um apóstolo é alguém enviado numa missão específica, na qual age com plena autoridade em favor de quem o enviou, e que presta contas a este”.

Jesus foi chamado de apóstolo em Hebreus 3.1. Ele falava os oráculos de Deus. Os doze discípulos mais próximos de Jesus, também receberam esse título. O número de apóstolos parecia fixo, porque fazia um paralelismo com as doze tribos de Israel. Jesus se referia a apenas doze tronos na era vindoura (Mateus 19.28; cf Ap 21.14). Depois da queda de Judas, e para que se cumprisse uma profecia, ao que parece, a igreja sentiu-se obrigada, no primeiro capítulo de Atos, a preencher esse número. Mas na história da igreja, não se tem conhecimento de esforços para selecionar novos apóstolos para suceder àqueles que morreram (Atos12.2). As exigências para que alguém se qualificasse ao apostolado, com o passar do tempo, não podiam mais se cumprir: “É necessário, pois, que, dos homens que nos acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós, começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição” (Atos 2.21-22).

Portanto, alguns dos melhores exegetas do Novo Testamento concordam que as listas ministeriais de I Coríntios 12 e Efésios 4 referem-se exclusivamente aos primeiros e não a novos apóstolo.

Há, entretanto, a peculiaridade do apostolado de Paulo. Uma exceção que confirma a regra. Na defesa de seu apostolado em I Coríntios 15.9, ele afirmou que foi testemunha da ressurreição (vira o Senhor na estrada de Damasco), mas reconhecia que era um abortivo (nascido fora de tempo). “Porque sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus” (15.10). O testemunho de mais de dois mil anos de história é que os apóstolos foram somente aqueles doze homens que andaram com Jesus e foram comissionados por ele para serem as colunas da igreja, comunidade espiritual de Deus.

O que preocupa nos apóstolos pós-modernos é ainda mais grave. Tem a ver com a nossa natureza que cobiça o poder, que se encanta com títulos e que fez do sucesso uma filosofia ministerial. Há uma corrida frenética acontecendo nas igrejas de quem é o maior, quem está na vanguarda da revelação do Espírito Santo e quem ostenta a unção mais eficaz. Tanto que os que se afoitam ao título de apóstolo são os líderes de ministérios de grande visibilidade e que conseguem mobilizar enormes multidões. Possuem um perfil carismático, sabem lidar com massas e, infelizmente, são ricos.

Não quero ser um apóstolo porque não desejo a vanguarda da revelação. Desejo ser fiel ao leito principal do cristianismo histórico. Não quero uma nova revelação que tenha sido desapercebida de Paulo, Pedro, Tiago ou Judas. Não quero ser apóstolo porque não quero me distanciar dos pastores simples, dos missionários sem glamour, das mulheres que oram nos círculos de oração e dos santos homens que me precederam e que não conheceram as tentações dos mega eventos, do culto espetáculo e da vã-glória da fama. Não quero ser apóstolo, porque não acho que precisemos de títulos para fazer a obra de Deus, especialmente quando eles nos conferem estatus. Aliás, estou disposto, inclusive a abrir mão de ser chamado, pastor, se isso representar uma graduação e não uma vocação ao serviço.

Não desdenho as pessoas, sinto apenas um enorme pesar em perceber que a ambiência evangélica conspira para que homens de Deus sintam-se tão atraídos a ostentação de títulos, cargos e posições. Embriagados com a exuberância de suas próprias palavras, crentes que são especiais, aceitam os aplausos que vêm dos homens e se esquecem que não foi esse o espírito que norteou o ministério de Jesus de Nazaré.

Ele nos ensinou a não cobiçar títulos e a não aceitar as lisonjas humanas. Quando um jovem rico o saudou com um “Bom Mestre”, rejeitou a interpelação: “Porque me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus” (Mc 10.17-18). A mãe de Tiago e João pediu um lugar especial para os seus filhos. Jesus aproveitou o mal estar causado, para ensinar: “Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mateus 20.25-28).

Os pastores estão se esquecendo do principal. Não fomos chamados para termos ministérios bem sucedidos, mas para continuarmos o ministério de Jesus, amigo dos pecadores, compassivo com os pobres e identificado com as dores das viúvas e dos órfãos. Ser pastor não é acumular conquistas acadêmicas, não é conhecer políticos poderosos, não é ser um gerente de grandes empresas religiosas, não é pertencer aos altos graus das hierarquias religiosas. Pastorear é conhecer e vivenciar a intimidade de Deus com integridade. Pastorear é caminhar ao lado da família que acaba de enterrar um filho prematuramente e que precisa experimentar o consolo do Espírito Santo. Pastorear é ser fiel à todo o conselho de Deus; é ensinar ao povo a meditar na Palavra de Deus. Ser pastor é amar os perdidos com o mesmo amor com que Deus os ama.

Pastores, não queiram ser apóstolos, mas busquem o secreto da oração. Não ambicionem ter mega igrejas, busquem ser achados despenseiros fieis dos mistérios de Deus. Não se encantem com o brilho deste mundo, busquem ser apenas serviçais. Não alicercem seus ministérios sobre o ineditismo, busquem manejar bem a palavra da verdade; aquela mesma que Timóteo ouviu de Paulo e que deveria transmitir a homens fieis e idôneos que por sua vez instruiriam a outros. Pastores, não permitam que os seus cultos se transformem em shows. Não alimentem a natureza terrena e pecaminosa das pessoas, preguem a mensagem do Calvário.

Santo Agostinho afirmou: “O orgulho transformou anjos em demônios”. Se quisermos nos parecer com Jesus, sigamos o conselho de Paulo aos filipenses: “Tende o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (2.5-8).

Soli Deo Gloria

Ricardo Gondim

domingo, 7 de dezembro de 2008

Homossexualismo - Algumas considerações

Fico entristecido e assustado ao perceber como tornou-se difícil emitir qualquer opinião sobre este assunto. Independente da idéia de perseguição, todo o ambiente envolto acerca deste assunto mostra alienação e deturpação de como as pessoas veem os homossexuais e como os próprios homossexuais se veem. Parte disso, se deve ao um apoio injustificado da mídia, onde criam uma confusão ao exigir tratamento diferenciado com base na tentativa de impor uma lei que nenhuma outra classe até hoje ja gozou.

Recebi alguns comentários no meu blog, todos publicáveis, de pessoas que diretamente ou indiretamente estão envolvidos nesse meio. Chama-me muita a atenção o fato das similares incidências entre uma experiência e outra. E por isso, tenho relevado muita coisa ao pensar sobre este assunto, pois não quero ser mal interpretado e gerar indiretamente uma imagem legalista e inacessível. Sempre enxerguei uma necessidade de um trabalho mais cuidadoso com essa turma, mostrando Jesus como alguem que Ele realmente é - Completamente acessível a todos. Isso não signifique que Ele (Jesus) seja complacente com qualquer erro premeditado e consciente que nos afaste de Deus. Não, Cristo nao é. Ele é perdoador, porém a sua benevolência não é complacência. A idéia desta reflexão tbem é mostrar que Jesus pelas características que se apresentam em toda Escritura, não é condescendente com o pecado.

Sitiando

Quando estabelecemos um parâmetro, estabelecemos uma referencia, que por fim acaba se tornando um pre-requisito para nos encontrarmos. Não que isso seja um formato para servir a Deus, mas uma ponderação acerca do que Bíblia diz. E a Bíblia sim é o começo para alguem se considerar servo de Deus. E a mesma apresenta exigencias que se inicia em um entrega de vida sem reservas. Ou seja, ser dependente totalmente Dele.
A palavra de Deus se apresenta muito clara no desejo de sermos a imagem e semelhança de Deus. Com o pecado desviamos deste proposito, por isso a vontade desejavel daquele que nos criou é voltarmos a essencia. Para isso, necessário é restaurar as coisas. Restaurar qualquer disturbio de identidade, trauma e todas as coisas que sejam diferentes daquela que é a plena Vontade diretiva de Deus para a humanidade. O desejo de Deus é a restauração Plena.

Infeliz Imposição
Neste assunto, quero tbem apontar essa "infeliz" necessidade que outros tem de exigir algo imposto tbem para o Cristão. Não impomos nosso modo de viver, apenas é proposto a Cristandade modelada por nossa crença na bíblia como escritura sagrada. Pois, se gozamos de um contexto onde Cristo é a Centralidade, naturalmente iremos crer que o propósito natural criado por Deus faz parte de um principio estabelecido para o homem e para a mulher. E nisto passa ser questão de obediência, pois aquele que quiser seguir a Jesus precisa se posicionar de acordo com Bíblia, lendo e interpretando todas as situações inclusive a do homossexualismo. João 14:23,24 Quem não me ama, não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai que me enviou
Desgasta muito ter que dar explicações quando o assunto em discussão ja esta definido a luz das escrituras. Não existe uma outra alternativa que permita, justifique ou mesmo explique o homossexualismo como outra coisa que não seja pecado. É Simples assim...

Impressões

Ainda externando minhas impressões quando convivi com homossexuais, posso dizer que em todos, por acompanhar de perto, fiquei com a sensação de que a "atmosfera" do homossexualismo na vida deles, criou e cria nos mesmos um imenso disturbio. São pessoas fugindo de si mesmas, da familia, da igreja, mudando o seu modo natural, inquietos, ansiosos exageradamente e tendo modos agressivos. No caso dos mais esclarecidos, tbem os mais dificeis de lidar, eles consideram que isso faz parte da identidade. Isso é extremamente persuasivo e atraente, porém interfere diretamente na personalidade da pessoa mudando o modo natural e permitindo a idéia de que o amor justifique qualquer coisa. Eles acreditam que amor justificaria a causa. Sonham em encontrar alguem que compartilhe esse amor, de certa forma sonham em viver um romance. Como se o amor tivesse essa capacidade de burlar leis espirituais ou mesmo a vontade de Deus. Só que alem de contrariar diretamente algumas passagens bíblicas que condenam o homossexualismo, indiretamente cultuam o amor e não a Deus. Esse é problema, pois Deus foi específico nas escrituras e só conhecemos o amor por intermedio Dele.

Por fim, a bíblia é a palavra de Deus. E a extensão e o cumprimento dela são aqueles que a seguem como as instruções personalizadas por parte de Deus.

domingo, 23 de novembro de 2008

Banheiro de uma Igreja

Fui ao banheiro de uma igreja algum tempo atrás, quando vou dar descarga, vejo a seguinte frase:

"Os olhos do Senhor estão em todo lugar"

...

domingo, 16 de novembro de 2008

Eu indico [10]

Eu indico retorna com o Blog do Ciro e a postagem Hinos cristocêntricos (1): “Nenhuma condenação há”, de Armando Filho Uma analise muito interessante sobre a canção.

A segunda indicação, não meno importante vem do Blog Papo de Teologo e traz o texto incisivo Líderes religiosos estupram noiva pouco antes do casamento

Por fim o texto marcante para reflexão de jairo Larroza Graça é permissão para pecar.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Desabafo

Eu tenho problema com todos aqueles que parecem que estão mais afim de divulgar seu nome do que propriamente Jesus. Igreja fulano de tal debaixo do Ministério Narciso Pompa Louvado Seja Eu... Lideres que são mais políticos do que cristãos de fato. E o que mais percebo é gente conseguindo "coisas" apenas por sua capacidade de falar palavras que fazem "cosquinha" no ego de pessoas. Habilitados na fé não por fidelidade, mas por seu carisma e capacidade de adaptar a bíblia para um contexto moderno sem comprovação de fé. Esses mesmos corrompem a referencia de Cristo quando usam Seu nome em vão e distorcem o real significado de sua palavra para o próprio beneficio. Se pensarmos por um instante, veremos que ser cristão já não comprova nada, tamanha a deturpação da imagem do que é ser cristão. E tudo isso junto vira um ciclo "vicioso" de uma referencia errada gerando outras referencias erradas.

Falar de Igreja hoje é dolorido. Parece epidemia de falta de testemunho. Esta difícil de achar crentes sérios. A maioria deve olhar o meio Cristão e pensar: - Quero uma vaga nesta "boquinha" ! Até lavagem de roupa suja no meio da televisão esta acontecendo agora... No mais alto estilo "Ratinho" de ser... E por ai vai todo mundo se "queimando até a ultima ponta".

Esses dias presenciamos mais dos inúmeros tipos de alienação que Igreja tem vivido. Diante de uma situação criaram uma idéia de união da Igreja para a eleição de um candidato. A idéia mor parte de um principio de Evangélicos cresceram tanto que cogitaram a possibilidade de eleger um representante para defender a causa dos Cristãos. Isso é um tanto contraditório, porque se elegemos alguem, independente do seu credo, o mesmo deve pleitear a causa do povo de modo universal. Isso é terrível porque usam um argumento que mistura uma idéia de que Cristo entra na política com aquele sentimento esquisito de defender a causa protestante. Sugere isso quando tentam impor um candidato com apenas o argumento de que ele é Cristão. Porém, fico pensando: - Quem somos nós para influenciarmos a decisão pessoal de cidadania de cada um. Nos deveríamos mais do qualquer outra classe deixar cada um escolher quem deve governar a cidade por própria convicção, já que todos os candidatos pertencem a facções politicas cheias de defeitos, vícios e corrupção. Sabe o que parece, que a intenção é propor a candidatura da Religião e não de uma pessoa. E mais: Cristo é Deus justamente por seu controle independente do governo vigente.

Pedir indicação de voto é dizer para outra pessoa: - Vote por mim! É exigir confiança. No caso dos cristãos, passa a ser um abuso dessa mesmo confiança pela capacidade de credibilidade que existe por trás de um credo. Precisamos entender que não votamos em crente, votamos na pessoa que independente do seu credo se candidata por sua proposta de governo.

Alguns criticam minha posição porque acreditam que estou falando mal da Igreja. Na verdade não, semelhante a Paulo, quero o bem da Igreja. O bem daquela instituição que visa a missão de Cristo como legado. Critico sim, diferemente de falar mal, pois desejo a mudança de vida de pessoas para o bem como todo.

Tbem o que tenho percebido é que a cada dia mais crentes precisam ser evangelizados. A sensação que esses crentes se acham donos deste mundo, quando propõe essa visão distorcida de que são filhos de Deus e podem qualquer coisa. Cada dia mais pessoas que se dizem "salvas", precisam conhecer o Jesus real e diferente dessa politicagem que virou o meio Evangélico. Pessoas que amam as veredas antigas onde o Evangelho é dentro pra fora, focalizado no interior das pessoas, onde Cristo passa a ser a Centralidade. Uma vez ouvi um pregador dizer que existe um lugar mais honrado do que o primeiro lugar de sua vida, este lugar é centro do seu coração onde Cristo é quem escolhe o primeiro lugar da nossas vidas. Ao ouvir essa mensagem tive a noção exata de que o processo de renuncia requer abrir mão da direção da nossa própria vida, ou seja, até as nossas prioridades precisam ser escolhidas por Cristo.

E nessa percepção, a minha função como cristão tem sido orientar aqueles que por referencia errada anda seguindo caminhos tortuosos a se encontrar em Cristo. Aconselhar pessoas em sua vidas a andarem sem desviar do alvo, e se por acaso desviarem, arrepender e seguir sem pestanejar pois Cristo é perdoador. Minha função tem sido muito mais que falar mal, minha função é perpetuar a missão de Cristo. É faze-lo conhecido através da proclamação de quem Ele é de fato

Portanto, aos lideres que desejam seu ministério conhecido pelo homens, quero lhes dizer que a boa liderança não se basea no reconhecimento humano, mas espiritual. E isso se dá pela consolidação do Cristianismo no coração de pessoas, que tem por referencia a idéia incondicional de que não fazemos nada para merecer. Se temos é por bondade. Sobre a Politica? A boa politica é aquela que define o cristão com as mesmas diretrizes que Cristo deixou. Aquela que o bem é obrigação. Aquela que Jesus esta no controle independente se Ele se elegeu para prefeito ou não. A boa Politica é das almas salvas. A boa política é a de Cristo como Senhor que esta no controle de tudo.

Descubra o que há de errado com essa capa...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Charge sobre o horário de verão

Musica, funk e qualquer outro ritmo.

Um tempo atrás fui alvo de acusações e até ameaçado por emitir minha opinião na postagem sobre um plágio no ritmo de funk. É um link bem acessado que constantemente "aparece" alguem emitindo de forma "calorosa" sobre o que escrevi. As pessoas não entendem que tudo que posto no blog não está direcionado a uma pessoa ou grupos especificamente. E que meu compromisso não é com a moda, popularidade, politica e qualquer outra coisa que vem ferir os ideias cristãos. E olhe que falo isso com todo sentimento. Sou um cara que se enquadra na idéia de crente "quadrado", que vive lembrando do passado da Igreja com a aquela imensa saudade e que todo dia renova o seu voto de tentar permanecer em pé até o fim...

Quanto ao assunto em si, acredito que não preciso nem dar muitas explicações, pois é questão de bom-senso: - Plagio é condenável por desrespeitar direitos autorais, artísticos e uma série de coisas relacionado a isso. Se torna mais grave a prática, quando se trata de "cristãos" consciente de sua função. Mais grave ainda, quando esses mesmos "cristãos" procuram argumentar usando a bíblia pelo interesse pessoal. Por questões de crença na capacidade infinita de Deus, aceitar o plágio é indiretamente contrariar o principio da natureza de Deus como o Criador e a capacidade inspirativa que ele concedeu ao homem.

Um dos argumentos desta turma se basea em 1Co.9.22 - Passagem usada de forma irresponsável pelos mesmos. Pois, fora do contexto, o versículo vira justificação para cada um se portar como quer desde que sua intenção seja as almas. Olha como esta interpretação é perigosa:" Fiz-me de prostituta para ganhar prostitutas." Se reproduzir palavras sem o seu devido contexto vira justificativa até para viver em pecado.

A minha "bronca" não é para tecer comentários difamatórios ou mesmo fazer juízo sobre o ritmo e pessoas. A minha "antipatia santa" esta em como alguns "evangélicos" tratam a Bíblia como um objeto qualquer. Se querem o errado, pelo menos sejam honestos. Não fiquem justificando sua vidas atrás de versículos completamente fora de seus contextos.
O vídeo referido se chama "FUNK GOSPEL - QUER ORAR?" que é o mesmo nome da postagem. Se trata de um plagio de musica de duplo sentido, música do Bonde do Tigrão - Cerol na Mão. a versão do plágio chama Toque do irmão. E esta no link http://www.youtube.com/watch?v=t7itRGtxKo8

De qualquer forma, quem quer enxergar as coisas como são de fato, sabe que o plágio é de muito mal gosto e condenável ainda mais quanto distorcem as referencias e ferem conceitos cristãos que primam pelo exemplos em todas as condutas.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Temporáriamente Ocupado demais...

Manos,

estou naquela correria de novo. Sem tempo para acessar o blog devido ao novo emprego. Por isso estou passando aqui rapidinho para responder alguns comentários e "justificar" minha ausencia.

Em breve estarei aqui

Sobre a Política [4]

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Sobre a Politica [3] - Avisem aos seus pastores!

Pode parecer um pouco tarde, já que estamos ao fim da campanha eleitoral, mas vale a pena lembrar um parágrafo da entrevista dada por Valmir Milhomem ao Blog Olhar Cristão:
No templo religioso não é permitido nenhum tipo de propaganda eleitoral. O artigo 37 da lei 9.504/97, com redação dada pela lei n.º 11.300/2006, estabelece que "Nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público, ou que a ele pertençam, e nos de uso comum, inclusive postes de iluminação pública e sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontes e paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos, é vedada a veiculação de propaganda de qualquer natureza, inclusive pichação, inscrição, fixação de placas, estandartes e assemelhados".

O entendimento de que as igrejas também estão inseridas na vedação do dispositivo mencionado foi dado pela Resolução TSE n.º 22.718, em seu artigo 13, § 2º: "Bens de uso comum, para fins eleitorais, são os assim definidos pelo Código Civil e também aqueles a que a população em geral tem acesso, tais como cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos, ginásios, estádio, ainda que de propriedade privada".
Para os ingênuos informo: tem pastor fazendo propaganda política até no aniversário dele! A tese é: se faz num culto aberto às visitas, imagina nos demais cultos?! Basta que alguém esteja gravando ou que entrem militantes disfarçados...

Vale lembrar que esta é a campanha mais "judicializada" que já houve, onde qualquer deslize é levado aos tribunais. Depois não digam que é o Diabo, que é perseguição religiosa e coisas do gênero, e que eu não avisei! Para ler mais sobre o assunto clique aqui.

Dr. Valmir N. Milomem, editor do Blog E Agora, Como Viveremos é advogado e servidor público no TRE do Estado do Mato Grosso.

extraído do blog Daladier)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Existe uma geração sanguessuga.

Há alguns anos constatei não somente que tínhamos chegado ao fim da “era protestante” como também ao fim da “Era Evangélica”. Pregar-e-não-viver resultou na perda da reputação e da credibilidade. E a mercantilização da fé aliada à disseminação de heresias, à avareza e às palavras fingidas culminou neste capitalismo evangélico-protestante de muitos pregadores que prometem a liberdade, mas são escravos da corrupção (1Pe 2.1-3, 19).

A Igreja contra a qual “as portas do inferno não podem prevalecer” não é a igreja evangélica. Definitivamente. A igreja evangélica é religiosa, impura, corrupta, repreensível e mundana. A Igreja de Cristo é pura – foi “purificada pela Palavra”. É “gloriosa, sem mácula, sem ruga nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível”. Alimentada e sustentada pelo Senhor da Igreja, Jesus Cristo, a Igreja segue vitoriosa e triunfante (Ef. 5.25-29). Seus membros na sua maioria jamais pisaram em palácios, nunca estiveram sob a luz de holofotes, nem viram seus nomes na mídia. São anônimos, gente simples, que esperam as promessas “vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessando que são estrangeiros e peregrinos nesta terra” (Hb 11.13). Seus nomes estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro. Suas “mãos são limpas, não entregam a sua alma à vaidade, não difamam com sua língua, não aceitam afronta contra o próximo; aos malvados desprezam, mas honram aos que temem ao Senhor”. Empenhando sua palavra, “não voltam atrás ainda que com prejuízo próprio”. Não “emprestam seu dinheiro com usura e nem recebem suborno contra os inocentes”. Esta é a geração dos que buscam ao Senhor (Sl 15.1-5; 24.3-6). Essa geração faz todas as coisas "sem murmurações nem contendas. São irrepreeensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, no meio da qual resplandecem como luzeiros no mundo” (Fp 2.14-15).

Porém, nossa geração corrompida e perversa, além de amaldiçoar pai e mãe, ser imunda (apesar de se considerar pura), ser arrogante e soberba e consumir na Terra os aflitos e necessitados entre os homens, é também "sanguessuga" (Pv 30.11-14). “A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Há três coisas que nunca se fartam; sim, quatro que nunca dizem: Basta; a sepultura, a madre estéril, a terra que não se farta de água, e o fogo que nunca diz: Basta.” (Pv 30.15-16.) A sepultura é insaciável – recebe todos os mortos e ainda tem espaço suficiente para receber muito mais. A mãe estéril não gera filhos, não deixa descendentes e assim seu nome dissipa-se como a nuvem que existia ainda há pouco e um instante ninguém se lembra mais dela. Somente as rochas permanecem! A terra não se farta de água – nem mesmo as grandes inundações permanecem para sempre. E o fogo do inferno nunca diz basta. Haverá, no Dia do Juízo, maior rigor para alguns do que para outros (Mt 11.24).

O que leva um homem ou uma mulher conspirar contra o Rei de toda a terra? O que leva um representante eleito em Nome de Deus a devorar vidas humanas? O que o leva a tomar tesouros e coisas preciosas à custa da multiplicação das viúvas em suas cidades e campos? O que o leva a tramar com seus líderes espirituais para violentar a Lei do Senhor e profanar Suas coisas santas? Que cegueira é essa que o leva a não fazer diferença entre o sagrado e o abominável, a não ensinar os mais novos a discernir entre o impuro e o puro? Os adoradores de ídolos tornam-se cegos como os ídolos. Avareza é idolatria! O que leva um cristão a fazer com que o Nome do Senhor seja profanado por causa dele? O que o leva como lobo arrebatar a presa, derramar sangue e destruir vidas para adquirir lucros desonestos? O que leva esses “profetas” a assinar manifestos de apoio a fim de os eleger, encobrindo-lhes mentiras, prometendo a eles coisas que o Senhor jamais falou? Todos eles "estão entre os que oprimem o povo da Terra, andam roubando, fazendo violência ao necessitado e oprimindo injustamente ao estrangeiro” (Ez 22.25-29).

O Senhor conhece a todos muito bem e quando praticavam o mal tanto quanto o bem Ele os via a todos. Refiro-me aos que foram acusados de “sanguessugas” da saúde do povo brasileiro. Conheço de perto alguns deles – evangélicos ou não. Testemunhei de perto a desonestidade de alguns, sua corrupção e maldade. Compartilhei com eles sobre uma outra opção de vida baseada na cruz de nosso Senhor Jesus, que derramou Seu sangue para nos perdoar, purificar e transformar-nos em filhos da Luz. Rejeitaram essa Palavra. Outros, vi começar muito bem a carreira; mas parece-me – até que provem o contrário – que se esqueceram do conselho das Escrituras, “deixando o caminho direito, preferindo seguirem o caminho de Balaão, que amou o prêmio da injustiça” (2Pe 2.15).

“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só é que recebe o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta, exerce domínio próprio em todas as coisas; ora, eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como indeciso; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado.” (1Co 9.24-27.) Meu coração está triste e contrito. Também preciso humilhar-me diante de tudo isto. Preciso vigiar para não emitir nenhuma palavra de condenação temerária. Preciso orar para que o Senhor tenha misericórdia de mim neste tempo em que começou Seu julgamento pela Sua Casa. Fico atemorizado com as Palavras de Jesus, que ressoam em minha mente: “Que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”

Pr. Josimar Salum, jsalum@greaterrevival.com: Diretor Executivo do BMNET Brazilian Ministers Network e do GRM Greater Revival Ministries, P.O.Box 60.359 Worcester, MA 01606, tel 508-519-1773, fax 508-852-1168; http://jsalum.blogspot.com/ (português); http://greaterrevival.blogspot.com/ (english); http://apologian.blogspot.com/ (português). Encaminhado por Wassalam Issá Akbar, 15set2008seg23h29m, revisado por jairolarroza@yahoo.com.br

(extraído do blog do Jairo Larroza)

Correndo contra maré

Interessante como é fácil viver com um argumento distorcido como desculpa para se justificar diante de si mesmo para sentir-se menos culpado diante de Deus. Meio doido isso! É uma espécie de Auto-enganação. Basta que o interesse seja em si mesmo e que seja maior do que qualquer outra coisa. Viver intensamente nesse ângulo, é viver baseado e voltado para aquilo que deseja, como se a centralidade de sua vida fosse vc mesmo. E isso não é ser cristão. É viver a margem de real propósito de Deus para humanidade.

Gente assim fica a espera de uma oportunidade. Atrás de contatos, de privilégios. Quer a realização pessoal em um contexto que prima exatamente pelo angulo oposto ao que Cristo pregou: - A renuncia. E renuncia é a mesma coisa desistir. E foi isso que Cristo propôs para aqueles que querem o seguir. Desistir de si mesmos e assumir plenamente a vontade de Deus para nós. Isso é ser cristão de fato.

Reforçando ainda mais faço duas perguntas: É tão difícil entender que Cristo não se vende em nenhuma parte do processo? Que Ele é tão acima dessas coisas que apenas corrompem a Cristandade?

E por isso, por tentar manter-me diferente de toda essa maré, nestes últimos dias me envolvi com muitos problemas. Ou melhor, fui envolvido indiretamente por emitir minha opinião aqui no blog e por ter saído da Banda que participei durante muito tempo. Porém achei produtivo, pois assim podemos enxergar como as pessoas constroem suas teorias e como elas te vêem quando vc faz algo que elas não aprovam... Na convivência, muitas pessoas perdem o limite do respeito criando um ambiente hostil, tentando lhe ofender com a mesma boca que se diz louvar ao Senhor. A boca vira arma para tentar "gorar" a vida daqueles que se opõem ou se neguem a concordar com sua posição. Problema característico da humanidade. Inteiramente ligada ao individualismo e agravado pela falta de referencia adequada de quem realmente foi a pessoa de Cristo.

As pessoas esquecem de relevar o contexto de que existe muito mais do que a nossa própria necessidade. Não se propõe a pensar com cabeça daquele é diferente, e tentar a luz da escritura com amor e carinho responder de forma certa e respeitosa. E por isso, canso de ver pessoas carregando Jesus em camisetas, pulseiras, gritando seu amor por Cristo, mas no coração negando a Jesus por sua falta de consideração ou caridade ao próximo, seja ele de qual credo for... Tratam Jesus como se fosse um político em campanha, desejando beneficios em troca ou apenas para ter um representante que lhe possa garantir satisfações. Canso de ver Igrejas pregando modas, crescimento em quantidade e esquecendo da qualidade das almas. Canso de ver Congregações se tornando "incongregaveis", se é que existe este termo.

E mais... Falo tbem de crentes talentosos e inteligentes que andam se enveredando por rumos que só trazem destruição de si mesmos. Andam como cegos, completamente influenciados pelo lado maligno do mundo. Amando e desejando tudo aquilo que Jesus não desejou, justamente por ter sido contaminado com o modismo deste mundo.

A motivação em musicalizar ou viver as ações de Deus minha vida não é a comercial. Não quero vender musicas, textos, sonhos ou qualquer coisa característica da minha vida Cristã. Quero apenas ser um espelho de quem é Cristo, mesmo que esteja distante em me parecer com ele. Jesus foi perfeito, e eu, não passo nem perto da perfeição. De qualquer forma, sigo a direção que Deus deu para nós, e nela faço minha estrada, meu rumo. Sei que às vezes não correspondo a fidelidade de Deus que me compreende, mas tento a cada dia melhorar e permanecer de pé. Inconcebível é conformar com este mundo.

A todos, amigos, irmãos e parceiros saibam que estamos em um momento de decisão, onde precisamos definir a quem servimos. Por ser cristão, os nossos ideais são de Cristo (pelo menos os meus são). Em razão disso, estou tentando ser mais constante e coerente com os meus ideais. Sei que isso tem assustado muita gente, inclusive a mim. Mas de qualquer forma sou o mesmo Daniel que um dia sonhou em servir a Cristo e segui-lo sem reservas. Por isso abri mão de tudo, dos meus sonhos e da minha vida.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Sobre a Politica [2]


Finalmente um candidato honesto...

Sobre a Politica

politicômetro é um teste de opinião que o situa no campo das liberdades individuais e da relação entre o estado e a economia. Assim que terminar de responder um questionário com vinte perguntas, você saberá a sua posição política em um quadrante que tem como eixos os extremos esquerda-direita e liberal-antiliberal.

http://veja.abril.com.br/idade/testes/politicometro/politicometro.html

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

"Amor, a culpa é do alelo"

Anxo Lamela.

Copenhague, 3 set (EFE).- Um estudo do Instituto Karolinska de Estocolmo afirma que um dos culpados pela infidelidade dos homens é um gene, o alelo 334, que administra a vasopressina, hormônio que se reproduz naturalmente através, por exemplo, dos orgasmos.

Desta forma, os homens que possuem esta variante do gene dificilmente conseguiriam manter uma relação estável, diz o estudo dos cientistas suecos divulgado ontem.

Para os infiéis que sempre buscam uma desculpa, o estudo pode levar a uma razão científica para este comportamento: "Amor, a culpa é do alelo".

O alelo 334 é o responsável pelo receptor da arginina-vasopressina (AVP), um hormônio que está presente no cérebro da maior parte dos mamíferos, diz esta pesquisa.

A descoberta é importante, pois "é a primeira vez que se associa o variante de um gene específico à forma como os homens se comportam com seus parceiros", explicou à Agência Efe Hasse Walum, do Departamento de Epidemiologia Médica e Bioestatística do Karolinska e um dos responsáveis pela pesquisa.

A análise aconteceu durante pelo menos cinco anos com pares heterossexuais - mais de mil, dos quais 550 eram gêmeos - que relataram em testes psicológicos se sentiam-se felizes, como era sua convivência, se riam ou beijavam freqüentemente e sobre o futuro de sua relação.

O resultado foi então que os homens com o alelo 334 - cerca de 40% dos estudados - afirmaram que têm laços menos fortes com suas mulheres e, além disso, elas reconheceram que se sentiam menos satisfeitas com seus cônjuges que as que se casaram com homens sem esta variante genética.

Foi verificado pelo estudo que os homens que possuem duas cópias do alelo 334 tiveram em sua vida mais crises de relacionamento e suas esposas afirmaram que estão mais insatisfeitas.

Walum disse que a influência dos níveis do hormônio vasopressina nas relações sociais é "modesta" e insuficiente para que seja previsto de forma exata o comportamento futuro de um homem em um relacionamento, já que também há a intervenção de fatores socioculturais.

Ter o alelo 334 "não significa necessariamente que estejam menos capacitados para o amor, mas que possuem uma limitação na capacidade social", afirmou Walum.

Embora isto não equivalha a estar "condenado" a fracassar em um relacionamento, significa sim que há um aumento da probabilidade de que isto ocorra e que o homem seja mais infiel.

A pesquisa sobre a promiscuidade masculina começou com um estudo sobre o comportamento dos ratos-do-campo machos, que são monogâmicos de acordo com a recepção da vasopressina em seu cérebro.

O receptor deste hormônio está conectado ao sistema de recompensas do cérebro, de forma que se torna ativo cada vez que se acasalam com uma rata da mesma espécie.

Esta dinâmica que acontece com estes ratos se parece muito com o comportamento dos homens. Entretanto, segundo os cientistas do Karolinska - onde anualmente se escolhe o ganhador do Nobel de Medicina - é apenas uma especulação.

Esta descoberta pode servir futuramente para ajudar na pesquisa de patologias que dificultam as relações sociais como o autismo ou a fobia social, declarou o pesquisador. एफे

(extraído do Yahoo Noticias)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Católicos rezam o terço pela conversão de Ana Paula Valadão ao Catolicismo

Durante este mês de agosto, alguns blogs católicos se mobilizaram para convocar intercessores que rezassem o terço pela conversão ao catolicismo da cantora evangélica Ana Paula Valadão, do Diante do Trono.

(Fonte: http://amenidadesdacristandade.blogspot.com/) - Confira o post retirado do blog "O Possível e o Extraordinário".

Pela Conversão de Ana Paula Valadão

Da Lagoinha para Roma o caminho é longo. É por isso que vamos ajudar os caminheiros - a caminheira - a realizar o desejo oculto de seus corações: conhecer a Deus pela revelação de mais de 2000 anos feita aos apóstolos, príncipes da Igreja de Cristo - que subsiste na Igreja Católica.

A caminheira do mês é a batista da igreja da Lagoinha (BH), Ana Paula Valadão. Reconhecida nacionalmente como uma das principais vozes do meio, a pastora-cantora surpreendeu ao aproximar-se de um pensamento ecumênico incomum entre os protestantes do Brasil. Ana Paula ofereceu uma de suas composições ao Padre Marcelo Rossi e foi categórica ao afirmar na TV:

"Sei que isso pode não agradar a todos que vão ouvir… Mas eu tenho ficado muito impressionada com alguns católicos que eu tenho convivido, que tenho encontrado. Às vezes a gente encontra até um coração mais convertido do que dentro das igrejas evangélicas".

O evento não foi isolado. Anteriormente Ana Paula fez questão de aproximar-se do cantor católico Walmir Alencar e esclarecer um boato de que a cantora teria ofendido a devoção de católicos pela eucaristia, um mal entendido que estimulou jovens católicos a lotar a caixa postal eletrônica da batista com e-mails de protestos. No encontro a batista “abençoou” o apostolado católico de Walmir Alencar:

"Mais uma vez, assim como já havia me manifestado antes, eu abençôo a vida e o ministério do Walmir, e também de toda a sua equipe, para que através da sua voz o nome do Senhor Jesus seja cada dia mais exaltado e honrado. Que ele não desanime nem desista, pois a graça do Senhor Jesus é maior do que todas as nossas limitações e fraquezas."

O sinal mais curioso de que a batista Ana Paula “aproximava-se” do catolicismo romano foi manifesto no ano passado por meio do blog pessoal da cantora, espaço no qual ela publica impressões pessoais. Surpresa para uns, escândalo para outros, a líder do grupo de música cristã mais famoso do Brasil, Diante do Trono, assume que a doutrina dos protestantes brasileiros relativa à confecção de imagens religiosas está equivocada porque impregnada de anti-catolicismo:

"Sei que as artes, de modo geral, foram rejeitadas em nossa cultura protestante, pois a pregação há muitos anos era basicamente anti-católica (…), mas a Bíblia não condena as esculturas, pinturas, a não ser aquelas que são usadas como ídolos."

Publicamente não houve qualquer declaração de Ana Paula no que diz respeito a um suposto desejo de conversão ao catolicismo, mas nunca uma liderança protestante com prestígio semelhante ao da cantora ousou aproximar-se tanto dos católicos.

Porque acreditamos que a conversão de Ana Paula Valadão tocaria na experiência cristã de muitos jovens protestantes, o nome dela foi escolhido para o início da campanha de oração por conversões de nossos irmãos separados.

Terço em mãos! Agosto é o mês de oração pela conversão de Ana Paula Valadão. O caminho seguro para Cristo é Roma e Ele não decepciona. Amém.

***

A campanha de oração é uma iniciativa do Blogocop 3.0 e um convite a toda blogosfera católica. Cada mês uma alma em nossas orações! Porque ecumenismo é o desejo de uma unidade visível entre os cristãos e não meramente pneumática. Todos um na única Igreja de Cristo.
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Fim do texto extraído do blog católico.

Fonte: O Verbo

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A questão Guglielmucci

Resumão? O pastor da igreja dos caras do Planet Shakers admitiu recentemente que a doença terminal que afirmava ter era tudo uma farsa. Pior que isso, escreveu uma canção falando sobre o poder de cura que Cristo tem e oferece. A canção foi gravada também pelo Hillsong Church. Nem a família do cara sabia. Aí a coisa se espalhou internacionalmente, inclusive pela nossa querida blogosfera. Confira alguns trechinhos de textos e links para você sacar a opinião da galera. Se você também tem texto publicado sobre o assunto, deixe o link no espaço de comentários:

“A situação é delicadíssima, e escrevo esse post com uma certa tristeza, mas para quem sabe da influência que tem a Hillsong mundo a fora projetando o testemunho dele, é possível imaginar o estrago que essa história está fazendo (esse cd da Hillsong está em 4º lugar de venda no Itunes, junto com bandas seculares). Se você acessar o site da Hillsong verá que a música nem está mais incluída no CD (inclusive tem um comunicado sobre isso), ou seja, nas próximas remessas não virá com Healer.” Everson Barbosa

“Eu não sei como alguém pode fingir vomitar sobre si mesmo noite após noite, eu não sou um bom ator,” disse ele.

Para esconder o seu vicio de sua esposa e família, sustentando por 2 anos mentira sobre o suposto câncer, ele mandou e-mails falsos para seus familiares e lideres de sua igreja através de médicos inexistentes.

Ele disse “tenho vivido uma mentira por um longo tempo. Tenho escondido quem eu sou por tanto tempo. Posso dizer honestamente que, fisicamente e emocionalmente, meus últimos 2 anos foram , para mim, um inferno, mas que eu nunca disse a mim mesmo… vamos tentar enganar o mundo.”” Matéria traduzida no SEXXXCHURCH

Mas, o que fazer quando isso acontece? Quando cristãos influenciadores de multidões se revelam ser pessoas tão obscuras e cheia de segredos que os tornam péssimos exemplos a seguir? Como deixamos de ser referencial e passamos a ser motivo de tristeza?

São perguntas difíceis de se obter respostas, mas que revelam a nossa necessidade de sermos sinceros em tudo e deixar de lado a religião para seguir o lado da shining light que é Jesus.” Luis iStandForHim Fernando

E você, o que acha disso?

Escrito por ricardo extraído da Blogosfera Cristã

Estou cansado!

Ricardo Gondim

Cansei! Entendo que o mundo evangélico não admite que um pastor confesse o seu cansaço. Conheço as várias passagens da Bíblia que prometem restaurar os trôpegos. Compreendo que o profeta Isaías ensina que Deus restaura as forças do que não tem nenhum vigor. Também estou informado de que Jesus dá alívio para os cansados. Por isso, já me preparo para as censuras dos que se escandalizarem com a minha confissão e me considerarem um derrotista. Contudo, não consigo dissimular: eu me acho exausto.

Não, não me afadiguei com Deus ou com minha vocação. Continuo entusiasmado pelo que faço; amo o meu Deus, bem como minha família e amigos. Permaneço esperançoso. Minha fadiga nasce de outras fontes.

Canso com o discurso repetitivo e absurdo dos que mercadejam a Palavra de Deus. Já não agüento mais que se usem versículos tirados do Antigo Testamento e que se aplicavam a Israel para vender ilusões aos que lotam as igrejas em busca de alívio. Essa possibilidade mágica de reverter uma realidade cruel me deixa arrasado porque sei que é uma propaganda enganosa. Cansei com os programas de rádio em que os pastores não anunciam mais os conteúdos do evangelho; gastam o tempo alardeando as virtudes de suas próprias instituições. Causa tédio tomar conhecimento das infinitas campanhas e correntes de oração; todas visando exclusivamente encher os seus templos. Considero os amuletos evangélicos horríveis. Cansei de ter de explicar que há uma diferença brutal entre a fé bíblica e as crendices supersticiosas.

Canso com a leitura simplista que algumas correntes evangélicas fazem da realidade. Sinto-me triste quando percebo que a injustiça social é vista como uma conspiração satânica, e não como fruto de uma construção social perversa. Não consideram os séculos de preconceitos nem que existe uma economia perversa privilegiando as elites há séculos. Não agüento mais cultos de amarrar demônios ou de desfazer as maldições que pairam sobre o Brasil e o mundo.

Canso com a repetição enfadonha das teologias sem criatividade nem riqueza poética. Sinto pena dos teólogos que se contentam em reproduzir o que outros escreveram há séculos. Presos às molduras de suas escolas teológicas, não conseguem admitir que haja outros ângulos de leitura das Escrituras. Convivem com uma teologia pronta. Não enxergam sua pobreza porque acreditam que basta aprofundarem um conhecimento “científico” da Bíblia e desvendarão os mistérios de Deus. A aridez fundamentalista exaure as minhas forças.

Canso com os estereótipos pentecostais. Como é doloroso observá-los: sem uma visitação nova do Espírito Santo, buscam criar ambientes espirituais com gritos e manifestações emocionais. Não há nada mais desolador que um culto pentecostal com uma coreografia preservada, mas sem vitalidade espiritual. Cansei, inclusive, de ouvir piadas contadas pelos próprios pentecostais sobre os dons espirituais.

Cansei de ouvir relatos sobre evangelistas estrangeiros que vêm ao Brasil para soprar sobre as multidões. Fico abatido com eles porque sei que provocam que as pessoas “caiam sob o poder de Deus” para tirar fotografias ou gravar os acontecimentos e depois levantar fortunas em seus países de origem.

Canso com as perguntas que me fazem sobre a conduta cristã e o legalismo. Recebo todos os dias várias mensagens eletrônicas de gente me perguntando se pode beber vinho, usar “piercing”, fazer tatuagem, se tratar com acupuntura etc., etc. A lista é enorme e parece inexaurível. Canso com essa mentalidade pequena, que não sai das questiúnculas, que não concebe um exercício religioso mais nobre; que não pensa em grandes temas. Canso com gente que precisa de cabrestos, que não sabe ser livre e não consegue caminhar com princípios. Acho intolerável conviver com aqueles que se acomodam com uma existência sob o domínio da lei e não do amor.

Canso com os livros evangélicos traduzidos para o português. Não tanto pelas traduções mal feitas, tampouco pelos exemplos tirados do golfe ou do basebol, que nada têm a ver com a nossa realidade. Canso com os pacotes prontos e com o pragmatismo. Já não agüento mais livros com dez leis ou vinte e um passos para qualquer coisa. Não consigo entender como uma igreja tão vibrante como a brasileira precisa copiar os exemplos lá do norte, onde a abundância é tanta que os profetas denunciam o pecado da complacência entre os crentes. Cansei de ter de opinar se concordo ou não com um novo modelo de crescimento de igreja copiado e que vem sendo adotado no Brasil.

Canso com a falta de beleza artística dos evangélicos. Há pouco compareci a um show de música evangélica só para sair arrasado. A musicalidade era medíocre, a poesia sofrível e, pior, percebia-se o interesse comercial por trás do evento. Quão diferente do dia em que me sentei na Sala São Paulo para ouvir a música que Johann Sebastian Bach (1685-1750) compôs sobre os últimos capítulos do Evangelho de São João. Sob a batuta do maestro, subimos o Gólgota. A sala se encheu de um encanto mágico já nos primeiros acordes; fechei os olhos e me senti em um templo. O maestro era um sacerdote e nós, a platéia, uma assembléia de adoradores. Não consegui conter minhas lágrimas nos movimentos dos violinos, dos oboés e das trompas. Aquela beleza não era deste mundo. Envoltos em mistério, transcendíamos a mecânica da vida e nos transportávamos para onde Deus habita. Minhas lágrimas naquele momento também vinham com pesar pelo distanciamento estético da atual cultura evangélica, contente com tão pouca beleza.

Canso de explicar que nem todos os pastores são gananciosos e que as igrejas não existem para enriquecer sua liderança. Cansei de ter de dar satisfações todas as vezes que faço qualquer negócio em nome da igreja. Tenho de provar que nossa igreja não tem título protestado em cartório, que não é rica, e que vivemos com um orçamento apertado. Não há nada mais desgastante do que ser obrigado a explanar para parentes ou amigos não evangélicos que aquele último escândalo do jornal não representa a grande maioria dos pastores que vivem dignamente.

Canso com as vaidades religiosas. É fatigante observar os líderes que adoram cargos, posições e títulos. Desdenho os conchavos políticos que possibilitam eleições para os altos escalões denominacionais. Cansei com as vaidades acadêmicas e com os mestrados e doutorados que apenas enriquecem os currículos e geram uma soberba tola. Não suporto ouvir que mais um se auto-intitulou apóstolo.

Sei que estou cansado, entretanto, não permitirei que o meu cansaço me torne um cínico. Decidi lutar para não atrofiar o meu coração.

Por isso, opto por não participar de uma máquina religiosa que fabrica ícones. Não brigarei pelos primeiros lugares nas festas solenes patrocinadas por gente importante. Jamais oferecerei meu nome para compor a lista dos preletores de qualquer conferência. Abro mão de querer adornar meu nome com títulos de qualquer espécie. Não desejo ganhar aplausos de auditórios famosos.

Buscarei o convívio dos pequenos grupos, priorizarei fazer minhas refeições com os amigos mais queridos. Meu refúgio será ao lado de pessoas simples, pois quero aprender a valorizar os momentos despretensiosos da vida. Lerei mais poesia para entender a alma humana, mais romances para continuar sonhando e muita boa música para tornar a vida mais bonita. Desejo meditar outras vezes diante do pôr-do-sol para, em silêncio, agradecer a Deus por sua fidelidade. Quero voltar a orar no secreto do meu quarto e a ler as Escrituras como uma carta de amor de meu Pai.

Pode ser que outros estejam tão cansados quanto eu. Se é o seu caso, convido-o então a mudar a sua agenda; romper com as estruturas religiosas que sugam suas energias; voltar ao primeiro amor. Jesus afirmou que não adianta ganhar o mundo inteiro e perder a alma. Ainda há tempo de salvar a nossa.

Soli Deo Gloria.

(extraído do ótimo Ricardo Gondim)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Macumba Online

Eita... Eu que achava que ja tinha encontrado de tudo, esta ai algo que eu não esperava. Se trata do Site para se fazer "Macumba Online". Segundo o Proprio Site, até o momento, foram feitas 17722 macumbas!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Convertido

De graça recebeis de graça dais

A banda Klethus fez um lançamento inédito na região norte. A banda disponibilizou no site do grupo as músicas do álbum “Direção”, que contém somente composições próprias da banda.

O baixista e vocalista Júnior Max diz que o álbum “Direção” resume os 15 anos de trabalho do grupo de rock, contendo músicas que já são conhecidas pelo público que acompanha a Klethus desde suas primeiras formações: “Lançamos diversos singles e já tocamos em rádios locais, em shows e festivais de rock em Roraima e em Manaus. Mas faltava lançar um álbum completo com novos arranjos e com mais qualidade técnica”, afirma Max, explicando que o som da banda contempla rock alternativo, rock progressivo e até rap.

Os internautas podem fazer os downloads no endereço www.klethus.com. “Disponibilizar músicas de graça via internet já é febre em vários lugares do mundo. Acreditamos que esta estratégia é uma forma de divulgar a banda, promovendo um grande acesso no site que vem com outras informações importantes para quem gosta do estilo”, diz Éder Rodrigues, baterista. Fazem parte do grupo ainda, Ellen Carmaine (guitarrista e vocalista) e Wesley Felipe, também nas guitarras.

Durante o processo de gravação e produção, a banda contou com o apoio do produtor musical Albert Sabin, que fez os arranjos e a gravação da bateria em estúdio. A maioria das letras e das músicas é de autoria de Ellen Carmaine e Jr. Max. Mas, não faltam parcerias entre Éder Rodrigues e Wesley Phillipe como a música “Sobrenatural” e “Estátuas”, com Roger Wolff (ex-guitarrista).

O álbum Direção apresenta as músicas Sobrenatural, Mentes, Estado de Espírito, Duas Realidades, Oração, Geração, Baile de Máscaras, É Preciso Acreditar e a música tema: Direção.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Praia dos evangélicos, uma praia onde ninguém usa biquíni

Dominada por uma igreja evangélica há mais de mais de 70 anos, a praia do Provetá, em Ilha Grande, litoral do Rio de Janeiro, permanece intolerante aos trajes de banho. Mas os moradores mais jovens querem mudar essa história. Há até uma garota que sonha seguir carreira de modelo.

É difícil imaginar uma praia paradisíaca onde as pessoas não vestem biquíni, maiô ou sunga para se banhar no mar. Em Provetá, na Ilha Grande, litoral do Rio de Janeiro, é assim. Ninguém usa traje de banho, é proibido ingerir bebidas alcoólicas, fumar cigarro ou frequentar bailes. À noite e nos finais de semana, o lazer se resume aos cultos na igreja evangélica Assembléia de Deus. Ali os moradores aprenderam a viver sem as marchinhas de carnaval e as noitadas em bares. A praia é a segunda mais populosa da ilha, com 3.000 moradores, dos quais 80% evangélicos. A tradição evangélica é passada de pai para filhos há mais de 70 anos.

Em Provetá as pessoas só entram no mar de roupa e o único bar que funciona na praia é vigiado pela comunidade evangélica. Esse também é um dos motivos pelos quais poucos turistas se aventuram por aquelas paisagens. A sobrevivência da comunidade vem da pescaria de sardinhas e das mãos firmes do pastor Eliseu Benedito Martins, de 63 anos, nascido ali mesmo. Até a década de 1990, ele proibia que os moradores assistissem à TV. A intransigência acabou expulsando muitos jovens da igreja – e o pastor Eliseu passou a rever suas regras. Hoje, além de perder fiéis para as tentações que existem além da praia, ele tem perdido parte do rebanho para outra igreja, a Congregação Cristã, que também ergueu seu templo em Provetá.

A estudante Jussara Souza, de 13 anos, é evangélica da Assembléia. Filha de pais evangélicos, ela nasceu em Angra dos Reis e se mudou para Provetá com a família quando tinha apenas um ano. É domingo e, sob um sol de 30º C, Jussara está de vestido de malha longo, florido, pronta para assistir ao culto na Assembléia. “Não tenho inveja das minhas amigas que usam biquíni e vestidos curtos, mas gostaria de ter mais liberdade e usá-los algumas vezes”, diz Jussara. Mesmo sendo obrigada a seguir à risca as restrições impostas pelos pais, a garota diz que consegue ter sua vida social – e que até gostaria de ser modelo. “Eu teria que sair daqui para conseguir ser modelo, mas esse é o meu sonho”, afirma. Jussara é vaidosa, gosta de arrumar o cabelo, colocar vestidos alegres e não dispensa o biquíni (por baixo da roupa) quando entra no mar. “Nos finais de semana nos divertimos na praça e nas lan houses”, diz. Enquanto não consegue entrar para a carreira que seus pais desaprovam, Jussara vai uma vez por semana com a mãe para o continente. Apesar de a viagem ser longa, ela não diz que não se cansa e nem se sente mal com o balanço do mar. Quando desce no porto de Angra dos Reis, olha para todos os lados com curiosidade, respira outros ares e aproveita para sonhar um pouco mais com o futuro nas passarelas. Enquanto passeia no calçadão, observa atenta às vitrines que exibem roupas da moda e os sapatos de salto. Jussara tem amigas fora da comunidade evangélica, como Luana Castro, de 14 anos, moradora de Provetá que é católica e não segue o rigor dos preceitos da Assembléia de Deus. “Quando coloco o biquíni, fica todo mundo me olhando – e eu fico com vergonha, me sinto mal”, diz Luana. “Algumas meninas não gostam de mim. Elas parecem ter inveja das roupas que uso”. Os poucos católicos que moram em Provetá fazem suas orações em outras praias – ou em casa. Mesmo quem não é evangélico evita usar roupas de banho.

Nem sempre foi assim. No início, Provetá era uma comunidade católica. A evangelização chegou com um casal que morava no continente, Deoclécio Neves e Helena Martins das Neves. Naquela época, a travessia era feita em canoas em alto mar. Nos primeiros tempos, os cultos eram nas casas dos pescadores. “Provetá fica em uma área bem isolada da Ilha Grande, que é banhada por mar aberto. Quando as águas estão revoltas é complicado chegar lá”, diz Otto Fiúza Nogueira, gerente de projetos de marketing da Prefeitura de Angra dos Reis. Para ele, o isolamento contribuiu para fixar uma comunidade tão fechada. A luz elétrica só chegou em julho de 2001, quando o então governador Anthony Garotinho, também evangélico, resolveu eletrificar a praia. A luz chegou depois às casas dos católicos. Há quem diga que a decisão foi proposital, como uma forma de demonstrar que os não-evangélicos de Provetá vivem nas trevas. É o caso de perguntar se os “iluminados” são os que vivem sem bebida alcoólica, biquíni, música e balada.

Fonte: Revista Época via Gospel Minas

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Entrevista com João Alexandre

Por José Barbosa Junior

Entrevista com João Alexandre

João Alexandre Silveira nasceu em 29/9/64. É casado com Tirza, com quem tem um filho, Felipe.

João tem sido um profeta da música evangélica brasileira. Suas composições, sempre comprometidas com a Palavra e com a realidade, tanto social, política, quanto religiosa (e principalmente evangélica - triste realidade) são um alento em meio a tanta superficialidade e falta de criatividade e brasilidade em nosso meio musical.

Além disso, João tem sido um amigo, com quem, nas poucas vezes que nos encontramos aqui pelas bandas do Rio de Janeiro, posso trocar algumas idéias interessantes sobre o Reino, e rir de suas impagáveis piadas.

Abaixo da entrevista, segue também uma carta enviada pelo João, em dezembro, para o site.



CRER E PENSAR: João, seu novo CD, “É Proibido Pensar”, mal foi lançado e já virou comentário nacional, por causa da faixa-título e de um vídeo que faz sucesso na internet. Você esperava essa repercussão toda?

JOÃO ALEXANDRE: Esperava, mas nem tanto assim!
Minha música foi composta, intencionalmente, com todas as frases em letras minúsculas e as imagens do vídeo colocado no YOUTUBE, criadas por um internauta, por sua própria conta e risco, transformaram as frases em letras maiúsculas no ouvido das pessoas, por assim dizer, acirrando e atiçando uma discussão que já vem de muito tempo, inclusive em sites como o seu, CRER E PENSAR, entre outros!
Até quem não é “evangélico”, acabou assimilando a intenção da música por causa do vídeo e percebendo que nem todos os cristãos são condescendentes com tudo o que lhes é pregado nas igrejas pelo Brasil afora, portanto não sei se ele (o vídeo) foi ruim, acho que não!!Digo isso, porque está cada vez mais difícil dizer que os evangélicos são interdenominacionais, já que pregamos evangelhos diferentes, é ou não é?Penso que, se alguém tem que fazer críticas à Igreja, que seja ela mesma, certo?
Trabalho com Música há mais de 25 anos e nunca gastei dinheiro com divulgação, raramente faço lançamentos de meus CDs, sempre foi no boca a boca mesmo, pessoas que indicam meu trabalho pra outras pessoas!
Sendo assim, muita gente que nasceu, digamos, de 20 anos pra cá e que convive diariamente com toda mudança imposta no cenário cristão brasileiro desde então, acaba nem percebendo, no seu dia a dia, o quanto a MÍDIA, principalmente a MÍDIA cristã (rádios, televisões e a própria INTERNET) nos transforma em reféns, subjugando, além dos nossos ouvidos, também a nossa mentalidade!
As críticas que recebo, normalmente são distorcidas, desfocadas e desassociadas de meu trabalho com um todo, já que, quem realmente me conhece de perto e conhece minha trajetória, sabe que não componho só músicas desse tipo, muito menos sou membro ou “fundador” de algum movimento revolucionário anticristão que visa “dividir” a Igreja de Cristo, sou só um cristão músico!
Assim como um espelho, acho que essa música acabou por refletir especificamente em cada um, o comportamento da própria Igreja, da qual todos nós fazemos parte e, convenhamos, ver a própria imagem refletida agrada a alguns mas desagrada a outros, fazer o quê???!
Quando digo comportamento, me refiro aos desvios causados por ministrações malucas, associadas à distorções na pregação do evangelho, que, ao invés de trazer ao homem a Graça de Deus e o perdão incondicional para seus pecados, acabam por restringir o Todo Poderoso a “gente que faz”, mediante negociações com o Céus, como se isso fosse possível!
Se as outras canções que compus, CORAÇÃO DE PEDRA e TUDO É VAIDADE, não menos sutis e confrontadoras do que esta, fossem gravadas agora, seria a mesma coisa, ainda mais associadas a um vídeo, um estardalhaço total!

CRER E PENSAR: Você já trouxe, em outras canções, críticas ao modelo de igreja que percebemos crescer no Brasil (“Tudo é Vaidade”, “Coração de Pedra”, “Em Nome da Justiça”). Há espaço para a música crítica e de denúncia no espaço “gospel” brasileiro?

JOÃO ALEXANDRE: Mais do que cantar o que as pessoas gostam de ouvir, é preciso cantar o que elas precisam ouvir!
Músicas, não de açúcar, que adoçam os ouvidos, mas não mudam o coração e sim, música de sal, que entram pelos ouvidos, batem no coração, saem pela boca e temperam o mundo, conforme a ordem de Jesus!
Quando minha mãe me mandava arrumar meu quarto, eu ficava louco de raiva, mas ela tinha razão!
Assim acontece com qualquer crítica no sentido de tomarmos alguma atitude!

CRER E PENSAR: Quais são suas influências musicais? E quais pensadores cristãos você gosta de ler/ouvir?

JOÃO ALEXANDRE: Musicalmente, eu diria TAKE 6, Boca Livre, 14 Bis, Dori Caymi, Cezar Camargo Mariano, Leni Andrade, Bossa Nova em geral, Leonardo Gonçalves, Lenine, Céu na Boca, Carlinhos Veiga, Gladir Cabral, Stenio Marcius, Edilson Botelho, Kerr, Bolmilcar, Pimenta, Jorge Camargo, Gerson Borges, Estilo de Vida e por aí vai, mas gosto daqueles que têm uma veia brasileira, de preferência!
Tem muita gente conhecida e desconhecida e seria uma lista interminável e injusta até,, já que ouço de tudo mesmo, até algumas verdadeiras porcarias que não citarei aqui, mas que me ajudam a fugir delas ao invés de copiá-las!!!!
Mas, confesso que só ouço música quando preciso de referências, não vivo ouvindo música dia e noite não!
Entre os pensadores, Francis Shaeffer, Henry Nowen, Russel Shedd, Ariovaldo Ramos, Caio Fábio, Ed René, Ricardo Gondim, Ricardo Barbosa, Bráulia Ribeiro, Philip Yancey, entre tantos outros e especialmente você, Júnior Barbosa, com incríveis e inteligentíssimos artigos colocados em seu site!!

CRER E PENSAR: É difícil ser um músico cristão realmente comprometido com a Palavra?

JOÃO ALEXANDRE: Se ele não for comprometido com Jesus, não é cristão, porque, assim como outras tantas atividades e profissões que existem, ele está sempre exposto às pessoas e à critica alheia!
Colocarei a opinião do grande Abraham Laboriel, que faz parte do meu livro “ Músico: Profissão ou Ministério? “:

O Senhor repetidamente nos advertiu sobre os perigos do julgamento temerário. Não obstante nós continuamos a praticá-lo repetidamente. O trabalho de muitos músicos é bastante visível aos outros, seja ele um trabalho ao vivo ou gravação em estúdio. As pessoas que assistem tais músicos trabalhando chegam a pensar que estão em posição de julgá-los. Elas não estão. Estas pessoas são as mesmas que pensam saber quais ritmos são divinos e quais aqueles que não o são, quais progressões harmônicas vêm de Deus e quais vêm do Diabo, quais passos de dança que são corretos e quais os que são pecaminosos. O músico é responsável por sua própria conduta e será conhecido pelos seus frutos.

Não é de se surpreender que muitas pessoas tenham reservas quando se trata de ouvir as Boas Novas do amor de Deus. Aqueles que endureceram os seus corações contra o Evangelho, ou pior, contra o Evangelho o qual pensam ter ouvido, mas não ouviram, são bastante hostis à idéia de se relacionarem com qualquer “cristão”. Muito freqüentemente, estas pessoas aprendem mais sobre juízo do que propriamente o amor de Deus quando em contato com muitos cristãos.

Aprendi que sou sempre aceito na proporção em que amo de maneira genuína aqueles com quem convivo. Não tenho direito de fazer qualquer outra coisa. Algumas vezes as pessoas gracejam comigo — dizendo que não podem xingar ou contar as mesmas piadas que contariam se eu não estivesse por perto. Eu nunca disse a nenhum deles o que fazer. Mas por causa do amor deles por mim — e, creio eu, por causa da presença de Deus, que é gracioso em habitar em mim — minha presença, algumas vezes, constrange certas pessoas a não praticarem certas coisas. Tudo o que desejo ser é um servo genuíno e um amigo, assim como Deus me chamou a ser. Dito isso, estações de radio que tocam canções que com conteúdo explicitamente satânico, com espiritualidade Nova Era, com mensagens Hindu e Budistas, distanciam-se até mesmo da musica jazz instrumental que faça a menor menção de Deus ou de Jesus. Somos chamados a construir pontes, a derrubar os muros existentes entre nós e outras pessoas à medida que permanecemos fiéis ao Senhor que nos amou antes mesmo de O conhecermos.

CRER E PENSAR: Você tem valorizado, nos últimos CD's, compositores brasileiros que não estão na “mídia gospel”, como Stenio Marcius, Gladir Cabral, Edilson Botelho, que são compositores e poetas brilhantes. Na sua opinião, por que esses “feras” não são tão conhecidos?

JOÃO ALEXANDRE: Por causa do subproduto da mediocridade musical imposto no Brasil, dentro e fora do meio cristão!
Assim como a comida, a bebida, as roupas, o carro, o emprego, a carreira, etc., música é uma questão de escolha, portanto, cada um tem a música que merece, é triste, mas verdadeiro!
O único problema é que a Fé vem pelo ouvir, então, é bom não ouvir “qualquer” coisa pra não comprometer a nossa Fé, só isso!

CRER E PENSAR: Uma última pergunta: Afinal de contas: Quem poderá resolver nosso problema? Rsrs

JOÃO ALEXANDRE: A resposta é implícita, pois também cada um tem o Evangelho que merece!Particularmente, acho que serão os que pensam!!!“
O meu povo padece porque lhe falta entendimento”
“Amar a Deus de todo vosso coração e com todo vosso entendimento”
A única coisa que nos difere dos outros animais é aquilo que insistimos em não usar:
A razão.

CRER E PENSAR: Deixe um recado para os leitores do “Crer e Pensar”.

JOÃO ALEXANDRE: Pensem crendo e creiam pensando!!!

Abração apertado!!
João Alexandre.

(extraído do Crer e Pensar)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Briga de casal - JV na Estrada



PS.: Tive a honra de ter sido incentivado, acompanhado e de certa forma discipulado por um dos fundadores do Ministério Terra dos Palhaços, Paulinho de Souza. Desde que conheci o ministério, tenho acompanhado de certa maneira esse pessoal. Se trata de um galera muito criativa como podem acompanhar no video acima. Sensacional!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Pasto Universal

“A Iurd tem um histórico enorme de vidas transformadas, especialmente nos extratos marginalizados. Mas a despeito do know-how em exorcismo, nunca obteve sucesso em afastar Mamom”

O endereço onde o serviço é oferecido não deixa dúvidas. Catedral Mundial da Fé, na Avenida Dom Hélder Câmara, digo, Avenida Suburbana, Rio de Janeiro. Caso seja eleito prefeito do Rio em outubro, não é improvável que o senador e candidato Marcelo Crivella tente revogar decreto do ex-prefeito Luiz Paulo Conde para devolver àquele logradouro seu antigo nome.

Água benta do rio Jordão, rosa milagrosa, sal abençoado, sabonete de arruda, campanha para trocar o anjo da guarda, lenços ungidos... Não há limites nos expedientes usados pela Igreja Universal do Reino de Deus, a Iurd, para atrair mais pessoas. Qualquer pessoa com conhecimentos bíblicos elementares pode discorrer sobre a falta de embasamento nas Escrituras para a maioria das práticas da denominação. No entanto, a igreja tem sido agressiva nas retaliações e, como resultado, poucos ousam questionar as táticas da organização.

Classificada pela Veja como “a empresa que mais cresce no país”, a Universal é tema controverso até entre os pesquisadores. Para Andeers Ruuth, ela pode ser definida como “igreja de supermercado”. O sujeito vê a placa “pare de sofrer” enquanto passa pela rua, entra no templo, assiste à reunião, dá uma oferta – o momento mais importante do culto – e vai embora.

Eduardo Refkalefsky e Cyntia Lima discordam. Para eles, pastores e obreiros trabalham com o intuito de transformar o freqüentador esporádico em fiel assíduo e, claro, dizimista. Seja qual for o trabalho acadêmico, todos concordam num ponto: a ênfase na grana. Para entender um pouco melhor a questão, é necessário voltar aos primeiros passos da caminhada de Edir Macedo no Evangelho.

Durante doze anos, ele foi membro atuante da Igreja Pentecostal de Nova Vida, comunidade emergente na década de 1960, fundada pelo pastor canadense radicado no Brasil Robert McAlister. Segundo relatos, o missionário era tão convincente na hora das ofertas que era comum as pessoas doarem até o dinheiro da passagem do ônibus de volta. Em seu livro Dinheiro: Um assunto altamente espiritual, McAlister revela seu modus operandi: “Durante mais de 25 anos, tenho assumido o púlpito com duas coisas preparadas: minha mensagem bíblica e o apelo para as ofertas. Sempre soube que nenhuma das duas pode ser improvisada, resultando quase sempre a improvisação em fracasso”. Macedo foi um bom aluno e hoje tem, digamos, uma espécie de livre-docência na área.

Ao menos por um instante, deixemos Maquiavel quieto para afirmar, com indisfarçável satisfação, que a Universal é uma das comunidades mais acolhedoras do segmento evangélico. Calcula-se que seu exército de obreiros no país tenha mais de 500 mil integrantes. Travestis hipermaquiados e pessoas humildes e mal vestidas são tão bem recebidos nos templos quanto uma perua de sapatos Prada o seria em outra igreja neopentecostal. Com alardeados mais de seis milhões de membros, a Iurd tem um histórico enooorme de vidas transformadas, especialmente nos extratos marginalizados.

Com perdão pelo clichê, é possível afirmar que a Universal foi um divisor de águas no protestantismo brasileiro. A igreja completou 30 anos em julho do ano passado e construiu um império de comunicação com 23 emissoras de TV e quarenta de rádio. Reportagem da Folha de S.Paulo que provocou uma enxurrada de processos orquestrados revelou que a holding macedônica tem ainda outras 19 empresas registradas em nome de 32 membros da igreja, na maioria bispos.

A ascensão da Universal promoveu no Brasil um matrimônio quase indissolúvel. Após seu crescimento vertiginoso, o termo “dinheiro” com freqüência vem à mente quando alguém ouve a palavra “evangélicos”. Pelo mesmo raciocínio simplista, pastores são confundidos com charlatões. Várias igrejas chamadas tradicionais tiveram de alterar o discurso na hora de recolher dízimos e ofertas para não serem confundidas com a denominação que mais deslustrou a imagem do rebanho verde-amarelo em toda a história. Pesquisa da Vox Populi de 1996 mostrou que a Iurd é a mais desaprovada das grandes instituições brasileiras, com apenas 17 % de aprovação. O índice é menor até que o do Congresso Nacional. Fogueira nada santa.

Meu coração era preto
Alguns episódios contribuíram para enodoar o prestígio da Universal. Em 12 de outubro de 1995, o então bispo Sérgio Von Helde cismou de dar chute numa imagem da Senhora Aparecida em pleno feriado da santa considerada pelo catolicismo como padroeira do Brasil. As imagens, transmitidas prontamente no Jornal Nacional provocaram um verdadeiro deus-nos-acuda. O estrago doeu numa parte extremamente sensível da denominação: o bolso. Grandes anunciantes cancelaram contratos com a TV Record, controlada pela igreja, e houve queda no número de freqüentadores, especialmente no México e na Espanha. Segundo Macedo, Von Helde atrasou o trabalho da Universal em dez anos. Em 2006, ele saiu da Iurd em razão de novos chutes, desta vez no sentido figurado – punido por maltratar colegas pastores, ele se desligou da igreja.

Naquele mesmo ano, a TV Globo exibiu, também em horário nobre, o vídeo que mostra momentos de descontração de Macedo e colaboradores. Após uma partida de futebol, o líder da Universal ensina como pedir ofertas e inscreveu nos anais da trajetória do rebanho a indefectível expressão “dá ou desce”. Nem o sabonete de arruda foi capaz de retirar a mácula na imagem da instituição. Até hoje o vídeo é procurado no YouTube.

A guerra aos umbandistas é uma das grandes e controvertidas marcas da Universal. Só que, ao mesmo tempo em que combate as religiões afro, a organização se apropria não apenas de expressões do dialeto do candomblé como coloca os pastores de roupa branca nas chamadas “sessões de descarrego”. Após inúmeros protestos e processos, o grau de beligerância arrefeceu um pouco – porém, a intolerância continua em alta. Uma confissão ligeira: nunca compreendi o fato de, a despeito do extenso know-how em práticas exorcistas, nunca terem obtido sucesso em afastar a única entidade cujo nome foi revelado por Jesus: Mamom.

Uma nova história
A despeito do sucesso empresarial, a comunicação tem sido um calcanhar-de-aquiles na Universal. Sobram números e falta influência, num simulacro perfeito do que acontece com o povo de Deus. Por exemplo: a igreja publica o jornal com maior tiragem do país e raramente uma linha ultrapassa as fronteiras dos templos de gosto duvidoso.

No ano passado, toda a mídia fez estardalhaço com o lançamento de O bispo: A história revelada de Edir Macedo, publicado pela Larousse. Diretor de jornalismo da TV Record, Douglas Tavolaro incorporou o espírito “reescrevinhador” de Ali Kamel e amalgamou novas versões para cada uma das nódoas com veleidades e irrelevâncias sem-fim. Entidades ecológicas deveriam protestar com o destino triste de tantas árvores. O livro não vendeu o esperado nas livrarias mas, claro, fez sucesso nos templos da igreja. É provável que um livro de receitas de dona Ester, esposa de Macedo, obtivesse o mesmo patamar de vendas. Ao menos, seríamos poupados da constrangedora tentativa de transformar o dirigente da Iurd em mártir por conta de sua prisão em 24 de maio de 1992. Os mártires do cristianismo não merecem tamanho vitupério.

A lua-de-mel com a mídia durou somente o período em que a igreja obteve espaços generosos para divulgar a obra soporífera e chapa-alva de Tavolaro. Atualmente, chamar a denominação de “seita” já é suficiente para render um processo. Talvez devessem se preocupar bem mais com as palavras que irão ouvir naquele dia em que os bodes serão separados das ovelhas.

No poema O guardador de rebanhos, Alberto Caeiro afirma que “pensar é estar doente dos olhos”. Que o eterno guardador do rebanho continue velando e abençoando cada uma das dedicadas ovelhas de seu pasto universal. Afinal, nas palavras do poeta “a única inocência é não pensar...”

Sérgio Pavarini
Jornalista e editor do pavablog.blogspot.com e do boletim semanal PavaZine#.

domingo, 17 de agosto de 2008

CARTA A UM OBREIRO ITINERANTE


Querido, se você estiver lendo esta carta, é sinal que chegou em paz ao hotel, e que acabou de abrir a sua mala de viagem.

Confesso que fiquei bastante entusiasmada com o fato de seu ministério começar a ganhar projeção nacional. Percebia em seu semblante a alegria e em seus gestos a euforia diante dos convites recebidos.

No retorno de cada viagem, a sua chegada em casa era bastante aguardada por mim e pelas crianças, pois além de matar a saudade, ouvia-mos acerca das maravilhas que Deus estava realizando através da sua vida.

O tempo passou, os convites aumentaram, e o que não esperava aconteceu: você se distanciou de mim. Não é fácil passar um mês inteiro sozinha, visto que ao final de cada evento, de lá mesmo, você atende outro convite. Me sinto desamparada, angustiada e aflita.

Em suas raras e rápidas passadas em casa, você não conversa mais comigo, não me olha mais, não me percebe mais, nem me deseja mais. Estou sofrendo. Não lhe falei sobre o assunto pessoalmente porque não tive a oportunidade.

As crianças estão sentindo a sua falta. O Júnior chora constantemente sem nenhum motivo aparente. Acorda durante a noite chamando por você. Fico analisando, o que será que ele vai pensar do pai quando crescer? Será que ele terá seqüelas por isto?

Faço o possível para não demonstrar publicamente meus sentimentos, finjo que tudo está bem, mas parece que os irmãos já perceberam a situação, sem falar que sempre perguntam por você.

Não gostaria de me sentir como um obstáculo para o teu ministério, contudo, acredito numa frase que li a pouco tempo que dizia: "Nenhum sucesso compensa o fracasso da família".

Pense nisto. Na esperança de dias melhores,

Tua esposa.

Te amo.

OBS: Esta carta é baseada em fatos reais.

(Extraído do Blog do Pr Altair Germano)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Josue Yrion - Xuxa vendeu a alma a Satanás por US$ 100 milhões

PS.: Quando eu era menino ja tinha assistido palestras deste pregador na Igreja Batista da Floresta em BH. Na época fiquei escandalizado com tudo o que ele disse. Hoje tenho um posição mais equilibrada sobre isso. De qualquer forma assista o vídeo que segue abaixo.

Não existe mais ministério profético?

Vanessa, 21 anos, pergunta:

A paz do Senhor, pastor!

Hoje em dia está tudo tão banalizado, que eu não sei mais o que tem respaldo bíblico e o que não tem. Segundo o meu pai, o ministério profético acabou no Antigo Testamento e, hoje em dia, temos apenas o dom de profecia. Mas tem muita gente fazendo atos proféticos, louvor profético, intercessão profética... e, dizendo que todos nós somos profetas, ordenam: “Profetiiizaaaa!” Afinal de contas, o que é profeta, profecia e ministério profético?

Vanessa

Pastor Ciro responde:

Olá, Vanessa!

Ah, meus 21 anos! É bom saber (risos) que uma jovem como você se interessa pelo estudo da Palavra de Deus. Gostaria que soubesse que recebi todas as suas perguntas e procurarei respondê-las na medida do possível. E essa primeira é muito pertinente.

Concordo com você quanto à grande banalização da profecia, em nossos dias. Tudo é profético. Aqui no Rio de Janeiro certo grupo “evangélico” escalou o Dedo de Deus, na Região Serrana, a fim de ungi-lo. Para quê? Para declarar “profeticamente” que esse Estado é do Senhor Jesus! Há algum tempo, certa cantora disse ter usado botas confortáveis para pisar “profeticamente” na cabeça do Diabo, etcétera e tal.

Bem, deixando de lado modismos e efemeridades, você me fez uma tríplice pergunta — “Afinal de contas, o que é profeta, profecia e ministério profético?” — e merece uma resposta igualmente tripartida. No Novo Testamento temos dois tipos de profeta: o que exerce o ministério, isto é, o ofício de profeta (1 Co 12.29; Ef 4.11); e o que é usado com o dom de profecia (1 Co 14.29-32).

O dom de profecia está à disposição de todos os servos de Deus (1 Co 14.31); trata-se de uma capacitação sobrenatural do Espírito, concedida ao crente, em geral durante o culto coletivo (1 Co 14.26-30), a fim de que ele transmita uma mensagem de edificação, consolação ou exortação à igreja local (1 Co 14.3). Já o ofício de profeta diz respeito a um ministro, um pregador dado por Deus à Igreja (Ef 4.11-15; At 15.32; 21.10).

Segue-se que há dois tipos de profeta e, conseqüentemente, duas modalidades de profecia. O pregador chamado por Deus (1 Tm 2.7), ao expor a Palavra, é usado pelo Senhor para falar da parte dEle (1 Co 11.23). Mas o dom de profecia não requer chamada específica. Qualquer crente, desde que seja um “vaso preparado” (2 Tm 2.20,21), cheio do Espírito Santo (Ef 5.18) e revestido de poder do alto (Lc 24.49; At 1.8; 2.1-4), pode transmitir uma mensagem profética.

Quanto ao ministério profético, é importante fazer aqui um esclarecimento. O Senhor Jesus, ao afirmar que os profetas e a lei profetizaram até João Batista (Mt 11.13), referiu-se ao ministério profético nos moldes do Antigo Testamento. Ou seja, apesar de João Batista aparecer no Novo Testamento, ele teve um ministério similar ao exercido pelos profetas dos tempos veterotestamentários. Portanto, conforme demonstrei acima, existe sim ministério profético em nossos dias.

Quem ainda consulta certos “profetas” quanto a viagens, casamentos, sexo do bebê, etc. é porque ainda não aprendeu que há diferença entre os profetas (e os seus modos de profetizar) dos tempos do Novo e o do Antigo Testamentos. Hoje, não há mais a necessidade de se consultar profetas, como ocorria antigamente (1 Rs 22.15-28; Jr 37.16,17), pois temos a Bíblia completa (Sl 119.105; Rm 15.4; 2 Tm 3.16,17). Ademais, em nossos dias, o Espírito Santo fala como e quando quer, e não quando queremos que Ele fale (1 Co 12.11).

Diante do exposto, Vanessa, se você já está pensando em casamento — deve estar, pois as mulheres depois dos 20 já começam a imaginar que ficarão para “titias” —, não dê ouvidos a “profecias casamenteiras”...

A paz do Senhor!

CSZ


Extraído do Pr Ciro Responde

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

FIlho de Terorista se converte

“Espero que meu pai e minha família abram os olhos para Jesus e o Reino de Deus”.

O filho de um dos líderes mais populares da organização terrorista Hamas mudou-se para os Estados Unidos e se converteu ao Cristianismo.

Numa entrevista exclusiva ao jornal Haaretz, Masab Yousuf, filho do sheik Hassan Yousef, líder do Hamas da Margem Ocidental, criticou duramente o Hamas, elogiou Israel e disse esperar que seu pai terrorista abra os olhos para Jesus e para o Cristianismo.

“Sei que estou colocando minha vida em perigo e estou em risco de perder meu pai, mas espero que ele entenderá isso e que Deus dará a ele e minha família paciência e disposição de abrir os olhos para Jesus e para o Cristianismo. Talvez um dia poderei voltar à Palestina e para Ramalá com Jesus, no Reino de Deus”, disse Masab.

Masab disse que no passado ajudou seu pai nas atividades do Hamas, mas agora ele tem amor por Israel e lamenta a existência do Hamas.

“Mandem minhas saudações a Israel. Sinto falta desse país. Respeito Israel e o admiro como um país”, diz ele.

“Vocês judeus precisam estar cientes: Vocês nunca, mas nunca terão paz com o Hamas. O islamismo, como a teologia que os guia, não permitirá que eles cheguem a um acordo de paz com os judeus. Eles crêem que a tradição diz que o profeta Maomé lutou contra os judeus e que portanto eles devem continuar a lutar contra eles até a morte”.

Masab criticou fortemente a sociedade palestina como “uma sociedade inteira que santifica a morte e os terroristas suicidas. Na cultura palestina, um terrorista suicida se torna um herói, um mártir. Os sheiks dizem a seus alunos acerca do ‘heroísmo dos shaheeds [em árabe, mártires santos, termo aplicado pelos palestinos aos homens-bombas suicidas]’”.

O pai de Masab é considerado a figura mais popular do Hamas na Margem Ocidental. Ele está cumprindo uma sentença de prisão em Israel por planejamento ou envolvimento em múltiplos ataques terroristas, inclusive uma infame explosão suicida em 2002 no restaurante da Universidade Hebraica de Jerusalém, onde nove estudantes e funcionários foram mortos.

Numa declaração à agência noticiosa palestina Maan, Suhaib, que é irmão de Masab, negou fortemente que Masab se converteu ao Cristianismo.

Mas o jornal Haaretz mantém-se fiel ao artigo. O jornal disse que enviou um correspondente aos Estados Unidos para um encontro e entrevista pessoal e minuciosa com Masab.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com