quarta-feira, 4 de abril de 2012

Notas sobre o livro de Oséias


Oséias significa “salvação”. O livro retrata a relação entre Deus e Israel e é ilustrado pelo casamento do próprio Oséias com uma mulher que seria infiel a ele. A linguagem do livro é bem diferente de outros livros bíblicos, falando sobre abandono, prostituição do povo de Deus em relação ao próprio Deus. Muito forte os termos usados.

A aplicação deste livro em nossos dias nos traz muitas reflexões das quais destaco: As pessoas só poderão encontrar o Amor de Deus no seu próprio povo. A nós, a igreja, foi dada a tarefa honrosa de comunicar a Deus e consequentemente seus atributos. Se afastarmos deste propósito como as pessoas encontrarão este amor?

A comparativa entre a vida de Oséias e sua esposa é uma demonstração da relação que Deus tinha com Israel. E pode ser uma analogia também sobre a Igreja Cristã. A semelhança se dá em como temos prostituído ao abandonar as nossas obrigações estipuladas na Nova Aliança. Ministério da Igreja como Testemunho, Comunhão e Adoração não pode estar separado da nossa vida. Não são coisas distintas. Na verdade, a nossa vida agora é a Vida de Cristo.

Oséias é um profeta que revela o Coração amoroso de Deus. Ensina a lição que o perfeito amor é encontrado apenas no Amor de Deus. A Bíblia diz que o Perfeito Amor lança fora todo medo. Ou seja, é uma aliança sem medos, entretanto com temor. Temor é uma convicção de reverência. A Bíblia diz em Jeremias 32:40 que como sinal da aliança entre de Deus e seu povo, como um medidor da Salvação, Deus colocaria em nosso coração temor. A fidelidade nossa sempre deve ser medida pelo temor. Também precisamos estar atentos que o descumprimento desta obrigação do pacto traz consequências semelhantes ao que livro de Oséias registra.

Quando o livro registra sobre o pecado e as consequências desastrosas na vida do Povo de Deus, Ele também indiretamente está convidando e nos dando uma lição sobre a importância da Santidade. Santidade exige que sejamos Dependentes de Deus. Exige exclusividade na adoração. Dependência é carência.

Igualmente, o livro estimula o abandono do pecado. O Salmo 32 ilustra bem os problemas que o pecado traz na vida de alguém. O pecado tem como salário a morte. Morte é a quebra de relacionamento com Deus. Por isso devemos entender que o pecado desagrada aquele com quem temos a maior aliança. As lições deste livro soam como alerta para a Igreja nos últimos dias.

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