terça-feira, 10 de abril de 2012

Aprofundando um pouco mais sobre discipulado


Começamos destacando a importância do discipulado quando apontamos para o fato que Jesus orou para escolher seus discípulos e só depois priorizou a escolha deles (Lucas 6:12,13). Pense: Jesus mesmo sendo Deus, orou para separar os seus aprendizes. 

Amo a forma com que Jesus nos ensina, afinal Ele sempre deixava os exemplos para significar algo importante. E o importante nesta passagem é a oração como uma das bases iniciais para o discipulado. Aponta para curso de dependência de Deus que minimiza os riscos e os acasos.

Este tipo de comunicação mostra que dependência de Deus é inicial. Mateus 5:3 "Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;" Precisamos entender este princípio em nossa vida e transmitir  para o discípulo. Consiste em ensinar o discípulo a ser dependente de Deus e não do discipulador.

Discipulado consiste numa transferência de DNA. Transmissão de vida andando lado a lado. É ensinar quem você é na essência e o que você faz. É impossível compreender a profundidade do discipulado em qualquer outra forma que não seja exemplificando com própria vida. Este é método de Jesus.

Discipulado é algo essencialmente bíblico. Temos relações parecidas ao discipulado praticado por Jesus, entre os profetas, reis, sacerdotes, nora e sogra, pai e filho (tradição), etc.  

Ao definir o discipulado nestes moldes, somando com este importante passo da oração que Jesus deixou como exemplo, julgo que o fazer discípulos é um altíssimo investimento. É um alto investimento de oração, de vida e de tempo. Entretanto, o maior investimento é na convicção. Só podemos começar qualquer coisa no Reino de Deus se mudamos nossa convicção. A convicção observada pela Bíblia, só vem com arrependimento e com iluminação do entendimento.

Percebo que só desenvolve nisso quem investe na convicção. Se o nosso alvo é ser imagem e semelhança de Deus, significa que qualquer outro alvo diferente de Jesus são engodo e engano. A reverência só vem com este investimento de vida espiritual.

Um dos raciocínios iniciais é: Deus não é homem, tratá-lo como homem é um erro. Deus não é objeto. Deus não se limita a um conceito ou coisas. Deus não pode ser descoberto, Ele que se revela. Portanto não conclua por si mesmo nada a respeito de Deus. Isto é uma convicção inicial.

Outra convicção inicial é o próprio conceito de Deus. Deus é Soberano, Auto suficiente,  Amor, Justiça, Santo e muitos outros atributos. Ao compreendermos minimamente quem Ele é, chegamos a seguinte conclusão: Deus ou a gente rejeita ou a gente adora. Não há saída.

Igualmente para desenvolvermos qualquer entendimento sobre o Criador, precisamos olhar com os próprios óculos de Deus. Pedir ajuda a Deus para compreender Ele mesmo. Compreender a luz das Escrituras a essência de sua transcendência como Deus. Em outros termos, precisamos de Deus para conhecer quem Deus é.

A unica solução bíblica para isso, apresenta Jesus como exata expressão do que Deus é. A bíblia nos faz entender que Jesus expressa o Pai. Seus atributos, seus planos, seu investimento em nós revela também ao Pai.

Toda esta proposta comunica indiretamente um aprendizado sobre o discipulado. Observe que para sabermos sobre Deus, precisamos nos colocar na posição de aprendiz do próprio Deus. Foi o que Jesus ensinou. Submeter a referência que próprio Deus apresentou, ou seja, Jesus.

Acrescente a informação que o modelo adotado por Jesus para aprendermos nosso papel como homens e para aprendermos mais sobre Deus foi o discipulado. Discípulo é o aprendiz. E como servos que somos, somos aprendizes da ação de Deus em nós. Somos aprendizes do plano perfeito de Deus (Rm 8:29), aprendizes do Plano secreto (Ef 3:1-10) e aprendizes de Jesus na essência.

Deus abençoe

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