sexta-feira, 30 de março de 2012

Visão - A parabola dos Talentos


Texto Base Para referencia. Matheus 25:14-29, Apocalipse 3:16

Diante da insubmissão de nossos dias é aceitável e até louvável pessoas que fazem exatamente o que mandam. São bons empregados, chegam no horário e obedecem a ordens. Entretanto, não podemos deixar de frisar que esta é uma obrigação que pelas vias lógicas não deveria merecer elogios. Fazer minimamente o que é certo, faz parte do nosso papel como homens.

Pessoas que agem na linha da normalidade são cidadãs gozando de seu estado normal. Ao investir nesta ponderação, quero lembrar uma característica do caráter que está em extinção. A visão. Pessoas que agem na normalidade dos padrões desta vida tendem a serem pessoas sem visão. Se pedirmos a elas para varrer a frente da calçada, varrem apenas a frente da calçada. São pessoas que funcionam muito bem se lideradas, pois só fazem aquilo que mandam. Nem um pouco a mais. Neste exemplo da calçada, eu costumo dizer que varrem apenas a frente enquanto a lateral fica sem varrer. Não consegue ir além. Falta visão.

Agora em relação aos cristãos em si, eu sempre pressuponho que ser cristão é uma forma direta de extrair todo potencial do ser humano. Quando um valor deste tipo não acontece com um cristão, eu penso que a pessoa não esta entendendo o verdadeiro significado do que é ser cristão. No mínimo deve existir pelo esforço em fazer mais.

Enfim, uma das passagens que me dão bases para este pensamento é a parábola dos talentos. Esta parábola mostra o quão importante é ter visão. Visão é enxergar além do óbvio, é fazer além do que se espera. Nisto é lógico dizer que pessoas que são apenas "normais" em seu proceder, não são visionárias. Biblicamente, acredito que esta característica não combina com o cristão que por padrão é alguém deveria ter uma visão maior do que os outros.

Há um tempo, li e ouvi alguns comentários sobre pessoas que andam na média, aqueles que agem na esfera da normalidade. Pessoas comentavam que aqueles que andam na média são medíocres. Não sei se concordo, pois o termo medíocre ganhou um sentido pejorativo muito forte. Ser medíocre nos dias atuais parece ser um indivíduo sem valor diante de outros. É estar abaixo da crítica. Entretanto, sou obrigado a atestar que biblicamente existe algum sentido nisso.

Pense, em relação a média, precisamos refletir que ela sempre está entre o número grande e o pequeno, entre o bom e o ruim. Esta é a relação com mediocridade. É um resultado que nivela dois valores, sejam valores bons ou valores ruins. Isso me faz pensar que quando a pessoa é mediana como resultado final do ser cristão, significa que a pessoa não atingiu todo potencial.

Investindo mais profundamente neste argumento, penso que isto nos ensina muito sobre pessoas. Porque quando a pessoa for mediana em buscar ao senhor, significa que ela não é boa e nem ruim. Ela é pragmática. Teimo a pensar que ela não é fria e nem quente. Ela é morna. É aquela pessoa que pode fazer mais, mas não faz por ser preguiçosa.

Atente-se para o texto de Ap 3:16 que mostra que a bíblia tem certa rejeição a pessoas que se mostram indefinidas. As escrituras enfatizam sempre a existência de dois caminhos, um bom e outro mal. Existem dois reinos, o império das trevas e o reino do filho do seu amor. Enfim, a bíblia nunca apresenta uma terceira opção, pois não existe meio termo. E mais, a pessoa que insiste em ser apenas indecisa, que não assume a posição de acordo com fé cristã, gera nojo Naquele que incondicionalmente nos ama. Enfim, parece à posição que Deus detesta.

O outro lado da moeda

Em outra reflexão, podemos dizer que na ação conjunta de alguém que é bom no que faz e de alguém que é ruim na mesma coisa, o resultado é uma média que nivela os dois. Observe que na matemática a média não tem o poder de elevar qualquer número que faça parte do seu cálculo, a função da média é apenas nivelar os seus números.

Não podemos ler este texto e concluir com um egoísmo indireto pensando assim: "Sou bom e devo andar com quem é bom para me nivelar como alguém acima da média." Na verdade, a intenção do texto envolve o discernimento para entender que a média também deve funcionar como meio para alguém curado ajudar alguém que não é curado. Afinal, Jesus foi conhecido por estas atitudes.

O ensinamento prático da vida de Cristo traz a memória o conceito de que os bons devem ajudar os ruins. O resultado nos mostrará que alguém ruim pode melhorar perto de alguém que é bom. Isto comunica o conceito de discipulado, afinal o número menor quando realizado a média, fica maior. Alguém que sabe fazer ensinando alguém que não sabe traz um resultado melhor do que apenas alguém que não sabe. Ouvi algo esplêndido uma vez: “Um bom discipulador é aquele que modela em como ser um bom discípulo.” São exemplos que fazem a diferença.

Como estímulo para o crescimento pessoal, penso que todas as pessoas devem disciplinar a si mesmo a alcançarem objetivos mais altos. Para isto, devem buscar modelos de pessoas com quem devemos aprender a sermos melhores. Vejo nos seres humanos uma capacidade espetacular de superar barreiras como estas através do discipulado. Entretanto, precisamos entender o tamanho gradual e temporal dos desafios.

Certa vez eu li uma citação que diz "Pra chegar onde a maioria não chega. È preciso fazer algo que a maioria não faz" É uma dica para ultrapassar a barreira da normalidade. Quer ser melhor, faça sempre mais. Ore mais, jejue mais, leia mais a bíblia. Que ser melhor, não cuide apenas da frente da calçada, limpe igualmente as laterais e fachada. Os melhores são aqueles que multiplicam os talentos. E não por menos, Deus recompensa aqueles que multiplicam seus talentos.

Deus abençoe.

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