sexta-feira, 30 de março de 2012

Banalização da Musica Cristã

"Chamando a si o povo e seus discípulos, ele lhes disse: se alguém vir após mim, que renuncie a si mesmo carregue a sua cruz e siga-me; Marcos 8:34

Introdução.

Renúncia é negar a si mesmo. Negar é diferente de desistir de si mesmo. Negar é imprescindível quando a sua vontade está em conflito com a vontade de Deus. É negar a própria vontade. Negar é uma orientação para aquele que quer seguir a Jesus. Submeta a Vontade de Deus e sempre que sua vontade estiver em confronto com a vontade de Deus, negue-se.

O prelúdio é para construir uma reflexão acerca da música “gospel”. É para lembrar que qualquer coisa que fazemos no meio cristão, passa inicialmente pelo Negar da própria vontade. 

Desenvolvendo sobre o tema

Algo inicial para abordar a respeito do tema é o crescimento acentuado de bandas, ministérios, coros e qualquer tipo de grupo musical de alguns anos para cá. Inevitavelmente temos que admitir a valorização da música gospel e como consequência disso o crescimento acentuado de pessoas que fazem parte da área "musical-gospel" pelo Brasil anil. Todavia, pensei igualmente nos problemas que isto trouxe. E pode ter certeza, não foram poucos.

Sem dúvida esta valorização trouxe vários benefícios como a diversidade cantores, bandas, ritmos e até facilitação para produção de mídias. Facilitou o processo. Por outro lado, ao facilitar o processo apareceu todo tipo de gente interesseira e oportunista. Gente sem nenhum preparo para tal. Fica exposto e evidente uma das deficiências dos cristãos que é a falta de orientação adequada quanto à música cristã e a sua finalidade. Como consequencia, isto afeta a identidade cristã.

Hoje, para a maior parte dos cristãos professos, a motivação não está na essência do significado de fazer música como missão do evangelho, mas no desejo vaidoso de se realizar. O discurso de querer fazer a "obra do Senhor" é apenas uma desculpa para o desejo de realização pessoal. No fundo é uma mascára para facilitar a oportunidade para o próprio sucesso e fama. Observe ao seu redor.

Nada contra quem deseja a realização pessoal, porém ressalto que o problema é usar o Evangelho para seu próprio benefício. No curso certo do Evangelho é evidente que Jesus riscou de suas metas o reconhecimento, a comodidade e o conforto. O Rei da glória, Filho do Deus vivo entrou "triunfalmente" neste mundo através de uma manjedoura (Onde cavalo come).

Realização pessoal não combina com o Cristianismo. Se aprofundarmos na percepção, veremos que as formas de comunicação, as mídias sóciais e outras formas usadas estão servindo mais para autopromoção do que propriamente a missão do Evangelho. Como disse, eles tentam fazer isso através de uma falsa santificação para facilitar este objetivo. É como se usassem um maquiagem cristã. No fundo estão trazendo os anseios do meio “secular” para dentro do contexto cristão.


Particularmente acredito que muitos estão neste ambiente ignorantemente, sem ainda saber direito qual é o papel deles no Cristianismo. O problema é que este tipo zelo se apóia na ignorância. Também é inevitável não admitir que as Igrejas estão doentes, pois as mesmas não sabem discernir o que significa a vida ministerial na fé Cristã. Quando não sabemos nossa posição, o nosso critério seletivo do filtrar e reter o que é bom fica comprometido. Daí em diante, passamos a usar os meios, artifícios e estratégias seculares para justificar e facilitar a própria existência.

Uma realidade

Pense comigo: Não existem palcos e casa de shows que se equiparam aos púlpitos de Igrejas que existem por aí. Na proporção devemos ter no mínimo 200 igrejas para cada casa de show no País. Ou seja, Igreja virou o palco mais facilitado. Sair por aí tocando e se promovendo está simples demais que chega assustar. Basta ter um empresário que tem boas relações e pronto, a banda tem agenda. O problema neste tipo de “obra” é justificar a existências destas bandas e grupos musicais dentro da finalidade do Evangelho. A maioria responde e justifica a existência com os clichês, mas o verdadeiro fruto que presta honra Deus está longe de acontecer.

Com um olhar mais profundo, vamos perceber que isto é misto de falta de discipulado, engano e vaidade que aos poucos corrompe os ideais cristãos com mentiras mascaradas de verdade. A turma confunde missão do Evangelho com fama e sucesso. Acreditam que a forma de ver seu trabalho reconhecido é ganhando o mercado. São nestas coisas que se instala uma apostasia sem limites que deturpa valores cristãos. Depois, como implicação deste engano vem insensibilidade e banalização de elementos e fundamentos da fé.

Observando



Não é segredo entre os "cristãos" que a música "gospel" tem sofrido uma brusca queda de qualidade. É facilmente encontrado assuntos como à falta de Bíblia nas letras, falta de arte nas canções, falta de poesias, falta de percepção dos problemas da sociedade e banalização de atributos da fé Cristã. Quando conversamos com cristãos mais antigos, a maioria sente um misto de sentimento de saudade com tristeza por lembrar-se de sua época com grande referência das canções carregadas de poesias e que principalmente ensinavam valores bíblicos. Sem dizer que eram canções que se cantavam em coletivo exercendo a idéia de corpo de Cristo. As canções eram sempre na primeira pessoa do plural. Esta lembrança se dá pela deficiência, ou seja, as canções são individualistas, sem conteúdo bíblico e com pouquíssima  originalidade.

Atualmente as canções que tomaram espaço são as canções que tratam relação interna de sentimentos com o "Criador" na primeira pessoa. Na verdade o "deus" cantado é uma expressão da cobiça e autoimagem que homem faz de si mesmo. 

Fundamentando

Entendo que se a arte musical gospel esta debaixo de um legado, a mesma precisa estar submissa à herança deste propósito maior que é a missão da Igreja e que nós como cristãos devemos dar continuidade. A própria concepção de legado sugere isso. Então não basta apenas nossa vontade, nosso talento, nossa determinação para fazer música, mas é necessário perceber a missão universal e os deveres espirituais propostos pela Bíblia para todo o cristão e a partir disto ser digno da vocação do Senhor. Os talento são a ferramenta que Deus nós concedeu para esta missão. Só assim os dons darão frutos. 

Quero frisar que o crivo nunca pode ser o talento de alguém. Tem que ser muito mais do que dom, deve ser o caráter do próprio Cristo. Lembre-se, a música não tem um fim em si mesma, ela deve unicamente funcionar para a Missão do Propósito que lhe é ordenada, ou seja, a missão do Evangelho. E a principal missão do Evangelho restaurar o próposito Eterno de Deus através do Ser e Fazer discípulos.

Concluindo


A reflexão deste texto é mostrar que fantasia criada pela valorização musical da Igreja como algo bom, na verdade tornou uma arma da insensibilidade do meio "gospel". Trouxe inúmeros problemas pela falta de densidade e identidade da nossa vida cristã. A maioria dos cristãos não são discipulados corretamente e por isso não estão fundamentados para discernir as conseqüências.

Por isso, nunca devemos "rebaixar o nível da verdade, a fim de obter conversões, mas precisamos elevar o pecador corrupto à alta norma da lei de Deus." Jó pergunta: "Quem do imundo tirará o puro? Ninguém." (14:4); e o sábio acrescenta, em Provérbios 6:28 "Ou andará sobre as brasas sem que se queimem os seus pés?" (o texto em "Itálico" foi extraído do estudo Música na IASD: Questão de Gosto?)

Todo o conteúdo deste texto faz parte de observações e experiências do contexto da Igreja. Não serve como normas, mas como uma crítica da música eclesiástica. Espero que este texto ajude aos irmãos a fazer o auto-enxame da realidade de nossas congregações.
 
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Daniel Moreira

Visão - A parabola dos Talentos


Texto Base Para referencia. Matheus 25:14-29, Apocalipse 3:16

Diante da insubmissão de nossos dias é aceitável e até louvável pessoas que fazem exatamente o que mandam. São bons empregados, chegam no horário e obedecem a ordens. Entretanto, não podemos deixar de frisar que esta é uma obrigação que pelas vias lógicas não deveria merecer elogios. Fazer minimamente o que é certo, faz parte do nosso papel como homens.

Pessoas que agem na linha da normalidade são cidadãs gozando de seu estado normal. Ao investir nesta ponderação, quero lembrar uma característica do caráter que está em extinção. A visão. Pessoas que agem na normalidade dos padrões desta vida tendem a serem pessoas sem visão. Se pedirmos a elas para varrer a frente da calçada, varrem apenas a frente da calçada. São pessoas que funcionam muito bem se lideradas, pois só fazem aquilo que mandam. Nem um pouco a mais. Neste exemplo da calçada, eu costumo dizer que varrem apenas a frente enquanto a lateral fica sem varrer. Não consegue ir além. Falta visão.

Agora em relação aos cristãos em si, eu sempre pressuponho que ser cristão é uma forma direta de extrair todo potencial do ser humano. Quando um valor deste tipo não acontece com um cristão, eu penso que a pessoa não esta entendendo o verdadeiro significado do que é ser cristão. No mínimo deve existir pelo esforço em fazer mais.

Enfim, uma das passagens que me dão bases para este pensamento é a parábola dos talentos. Esta parábola mostra o quão importante é ter visão. Visão é enxergar além do óbvio, é fazer além do que se espera. Nisto é lógico dizer que pessoas que são apenas "normais" em seu proceder, não são visionárias. Biblicamente, acredito que esta característica não combina com o cristão que por padrão é alguém deveria ter uma visão maior do que os outros.

Há um tempo, li e ouvi alguns comentários sobre pessoas que andam na média, aqueles que agem na esfera da normalidade. Pessoas comentavam que aqueles que andam na média são medíocres. Não sei se concordo, pois o termo medíocre ganhou um sentido pejorativo muito forte. Ser medíocre nos dias atuais parece ser um indivíduo sem valor diante de outros. É estar abaixo da crítica. Entretanto, sou obrigado a atestar que biblicamente existe algum sentido nisso.

Pense, em relação a média, precisamos refletir que ela sempre está entre o número grande e o pequeno, entre o bom e o ruim. Esta é a relação com mediocridade. É um resultado que nivela dois valores, sejam valores bons ou valores ruins. Isso me faz pensar que quando a pessoa é mediana como resultado final do ser cristão, significa que a pessoa não atingiu todo potencial.

Investindo mais profundamente neste argumento, penso que isto nos ensina muito sobre pessoas. Porque quando a pessoa for mediana em buscar ao senhor, significa que ela não é boa e nem ruim. Ela é pragmática. Teimo a pensar que ela não é fria e nem quente. Ela é morna. É aquela pessoa que pode fazer mais, mas não faz por ser preguiçosa.

Atente-se para o texto de Ap 3:16 que mostra que a bíblia tem certa rejeição a pessoas que se mostram indefinidas. As escrituras enfatizam sempre a existência de dois caminhos, um bom e outro mal. Existem dois reinos, o império das trevas e o reino do filho do seu amor. Enfim, a bíblia nunca apresenta uma terceira opção, pois não existe meio termo. E mais, a pessoa que insiste em ser apenas indecisa, que não assume a posição de acordo com fé cristã, gera nojo Naquele que incondicionalmente nos ama. Enfim, parece à posição que Deus detesta.

O outro lado da moeda

Em outra reflexão, podemos dizer que na ação conjunta de alguém que é bom no que faz e de alguém que é ruim na mesma coisa, o resultado é uma média que nivela os dois. Observe que na matemática a média não tem o poder de elevar qualquer número que faça parte do seu cálculo, a função da média é apenas nivelar os seus números.

Não podemos ler este texto e concluir com um egoísmo indireto pensando assim: "Sou bom e devo andar com quem é bom para me nivelar como alguém acima da média." Na verdade, a intenção do texto envolve o discernimento para entender que a média também deve funcionar como meio para alguém curado ajudar alguém que não é curado. Afinal, Jesus foi conhecido por estas atitudes.

O ensinamento prático da vida de Cristo traz a memória o conceito de que os bons devem ajudar os ruins. O resultado nos mostrará que alguém ruim pode melhorar perto de alguém que é bom. Isto comunica o conceito de discipulado, afinal o número menor quando realizado a média, fica maior. Alguém que sabe fazer ensinando alguém que não sabe traz um resultado melhor do que apenas alguém que não sabe. Ouvi algo esplêndido uma vez: “Um bom discipulador é aquele que modela em como ser um bom discípulo.” São exemplos que fazem a diferença.

Como estímulo para o crescimento pessoal, penso que todas as pessoas devem disciplinar a si mesmo a alcançarem objetivos mais altos. Para isto, devem buscar modelos de pessoas com quem devemos aprender a sermos melhores. Vejo nos seres humanos uma capacidade espetacular de superar barreiras como estas através do discipulado. Entretanto, precisamos entender o tamanho gradual e temporal dos desafios.

Certa vez eu li uma citação que diz "Pra chegar onde a maioria não chega. È preciso fazer algo que a maioria não faz" É uma dica para ultrapassar a barreira da normalidade. Quer ser melhor, faça sempre mais. Ore mais, jejue mais, leia mais a bíblia. Que ser melhor, não cuide apenas da frente da calçada, limpe igualmente as laterais e fachada. Os melhores são aqueles que multiplicam os talentos. E não por menos, Deus recompensa aqueles que multiplicam seus talentos.

Deus abençoe.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Devocional 12 - Cuidado com a Falsa Graça

Apesar de ser de gratuita, a Graça de Deus não é barata. Muito menos banal ou permissiva ao pecado. O versículo abaixo alerta sobre isso.

Pois certos homens, cuja condenação já estava sentenciada há muito tempo, infiltraram-se dissimuladamente no meio de vocês. Estes são ímpios, e transformam a graça de nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor.” Judas 1:4 (NVI)

O texto alerta sobre os falsos crentes que na verdade são ímpios e que usam a Graça de Deus para justificar suas próprias ações. Na verdade o povo judeu se achava especial por causa de sua seleção, entretanto pareciam desconhecer o verdadeiro sentido da Graça de Deus e por isso achava que não seriam condenados mesmo praticando terríveis pecados. Diante desta realidade, Judas adverte que os mesmos convertem em dissolução a Graça de Deus. Ou seja, contrariam o desígnio da Graça que é livrar o homem do pecado e levá-lo a Deus. O argumento racional desta afirmação é simples: Se a graça proposta for tolerante com aquilo que afasta de Deus, ela não é graça e sim a desgraça do homem. 

É uma repreensão de quem sabe a dimensão da graça e que igualmente tem a estima certa por ela. E quando falo sobre a dimensão e estima certa, estou dizendo que ela não deve ser sobremodo elevada ao patamar de ser uma divindade ou mesmo ter outras funções que contraria a Deus ou a referencia de quem Ele é.

Afinal, é por intermédio da Graça que recebemos e conhecemos a Jesus Cristo Filho do Deus, também conhecido como: O Santo de Deus. Afinal se a libertação proposta é livrar da escravidão do pecado, nenhum outro nome caberia mais do que o Santo de Deus (Lucas 4:34). Santidade é oposto do pecado.

Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor. Romanos 5:21 Por este texto e outros, temos que associar a Graça com a Santidade, não para manipular, mas para indicar que uma das maiores ações da graça é libertar o homem. Libertar o homem do que? Do pecado.

Destaco que nenhuma outra virtude é tão indescritível como a Graça, assim como nenhum outro favor de Deus poderia ser aplicada para libertar o homem. Além disso, não consigo encontrar outra afirmação mais contundente para explicar que: A Graça pertence a Deus, portanto a mesma funciona do jeito Dele.

Enfim que esta reflexão possa nos conduzir ao verdadeiro conceito de graça, que traduz na sua ação máxima o perdão e a virtude do céu para vencer o pecado.

Adorador ou Adorado?


Adorador ou Adorado?
 “E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão um, que é Deus.”
Marcos 10:18

Bom só existe um que é Deus. Esta foi parte resposta de Jesus ao jovem rico. Jesus era muito didático e sempre estava querendo ensinar algo para os homens. Bom era um atributo usado apenas pra Deus, portanto se em um título como Mestre acrescenta-se o atributo Bom, indiretamente está dando o atributo de Deus a um homem. Ao refutar o elogio, Ele estava comunicando como deve ser nossa reação diante de certos elogios.
Observe que elogio significa louvor. Jesus não aceitou o louvor, na verdade Ele transferiu para Deus. Tirou atenção de si mesmo e colocou em Deus. Em resumo, esta é a definição de espiritualidade. Tirar de si todo elogio, todo mérito, toda honra e devolver a Quem merece.
Precisamos nos perguntar o seguinte: Se Ele é Deus, porque não aceitou o elogio? Simples. Não aceitou o elogio porque foi para o homem Jesus e não pelo reconhecimento Dele como filho de Deus.
O texto de Filipenses 2:5-9 nos lembra de que Jesus se humilhou a forma de servo. Humilhar voluntariamente é o conceito de humildade. Jesus despiu de sua gloria para servir na forma de servo. O homem Jesus precisava ser o exemplo de servo e neste exemplo, Ele comunica que nenhum homem merece glória.
Em outras situações como a da prostituta e do cego de nascença, o comportamento de Jesus foi diferente. Ele aceitou a adoração de ambos, pois a adoração estava direcionada ao reconhecimento de Jesus Cristo como o filho do Deus. O critério era: Glória humana, não recebo. Glória a Deus é por direito.
Percebo Jesus como homem não procurando reconhecimento. Por isso pergunto: Se Jesus sendo Deus não procurou reconhecimento, porque os homens tanto procuram? Está resposta passa pela síndrome de lúcifer. Criatura que não é Deus querendo ser Deus. Deus fez o homem como à coroa da criação, a imagem e semelhança Dele, mas como o limite de ser criatura e na condição de ser servo. "É preciso compreender que, embora eu seja importante para Deus e para o corpo de Cristo, não devo pensar mais de mim do que convém" (Rm 12:3).
Valorizar a si mesmo é diferente de gloriar em si mesmo. Adoração, Glória, louvor apenas a Deus. Valorizar a si mesmo faz parte da essencialidade da vida. É senso de valorização na medida certa. Homem é um ser excepcional quando todas as partes do “ser” estão reordenadas por Jesus, pois Jesus foi o homem na medida certa.
Na relação dos dons e o caráter, infelizmente temos confundido e por consequência, valorizado mais os dons do que o caráter. Dons significam presentes de Deus. É uma característica especial que Deus dá aos homens, é uma graça comum. Já o caráter é formado, forjado e testado. Como a própria bíblia ensina, o obreiro precisa ser aprovado.
O interessante da vida de Jesus é que o caráter Dele confirma uma tese que tenho comigo: O caráter mostra quem nos somos. No caso de Jesus, o caráter é o que mostrava que Ele era o filho de Deus. Os dons apenas confirmavam isso. Atente-se para esta ordem na vida de Jesus: Caráter essencial, dons é complemento. Também observo que apenas as pessoas que são próximas são as que conhecem o nosso caráter. No caso de Jesus, os discípulos sabiam quem Ele era e a multidão não, como registra em Matheus 16:13-19.
Esta mesma passagem de Matheus, ilustra que quando valorizamos os dons mais que o caráter isso atrapalha nossa visão de quem é Jesus. As pessoas se relacionam de acordo com identidade que elas veem. Ao ver Jesus como profeta, elas estavam visualizando os dons ao invés do caráter.
Para finalizar quero dizer e destacar que a posição do homem é a posição do servo. E a posição de servo precisa ser aprovada pelo crivo e normas das Escrituras Sagradas. Aponto para Jesus como o modelo de servo em todos os aspectos. Olhar para vida de Cristo, me traz conceito de obreiro aprovado. Isto inclui essencialmente ter total ciência de sua atitude diante de Deus. Inclui também saber quem Deus é. Ou seja, não querer ser nada além da posição de homem-servo no Reino de Deus.
Portanto inquiro: Quem é você? As pessoas lhe classificam pelo dom ou pelo caráter? Você é homem ou Deus? Adorador ou Adorado?

quarta-feira, 28 de março de 2012

Na mala da viagem muito amor.


“Estou de volta ao meu aconchego, trazendo na mala muita saudade” e aprendizado sobre o amor. E vejo o amor como um desafio. É desafio porque o mesmo tem sido explicado durante anos e ainda assim permanece sendo uma dificuldade nos corações das pessoas.

Amamos alguns e permitimos que outros estejam excluídos em nosso meio. Então, vou ousar para tentar explicar o que a maioria já sabe, mas que poucos ainda vivem. Destaco inicialmente que a primeira reflexão que "soa alto" aos meus ouvidos é: O amor é um resultado. Resultado? Sim, resultado de pessoas saradas que vivem uma vida espiritual.

Ao fazer menção de pessoas saradas, obrigatoriamente considero como pessoas maduras. Pessoas sem picuinhas, sem diferenças e sem rivalidades. Pessoas que entendem o verdadeiro significado de corpo, sempre dispostas a obedecer ao Senhor Jesus e que andam em concordância umas com as outras.

Para chegar neste resultado, o processo passa por ser curado. Não adianta tampar as rachaduras, esconder as feridas e maquiarmos nossas ações com falsas motivações. Precisamos ser curados antes de amar. 

E o primeiro passo para cura é: Abrir o próprio coração e desejar andar na luz. Em outras palavras, se expor. Além disso, necessitamos entender que a causa do Evangelho de Cristo Jesus é infinitamente maior que nossas diferenças, infinitamente maior que nossos problemas e que "o nosso maior patrimônio é o nosso irmão.”.

Também percebo que amor de Deus é uma virtude que Ele nos deu a condição de praticar.  Às vezes me pergunto será que virá um “raio” do céu e de repente passaremos a amar uns aos outros? Não. As coisas de Deus são mais simples para podermos praticar. Temos a condição de amar porque somos cristãos. Entenda a coerência cristã que nos mostra que só podemos dizer que alguém é Cristão se este alguém tem o Espírito de Cristo (Romanos 8:9). E para todo aquele que tem o Espírito Santo, a primeira virtude do fruto do Espírito é o amor (Gálatas 5:22).

E como exercê-lo? Deus nos dá a oportunidade de amar através da vida, nos relacionamentos, na caridade, na amizade, na cumplicidade, na solicitude, nas situações adversas e com as pessoas que estão mais próximas a nós. Isto inclui igualmente as pessoas que julgamos que não merecem.

Deus sempre nos dá a oportunidade de amar, através do esforço de uma boa atitude. Temos a capacidade por ter o Espírito Santo que gera este fruto em nós. Deus apenas alimentará isso a medida de sua consagração a Ele. 

Quando alguém precisa ser amado e cuidado, é neste momento que devemos manifestar o amor acolhendo e sendo exatamente o que Jesus foi. Para isto precisamos estar convictos que Jesus não é apenas o nosso exemplo, mas é a nossa possibilidade.

Para finalizar quero deixar algumas passagens que deve ajudar a refletir sobre o amor.
  • O verdadeiro (perfeito) amor lança fora todo medo (1 João 4:18)
  • Amar a Deus é uma retribuição do que Ele fez primeiro (1 João 4:19).
  • Quem não ama não conhece a Deus (1 João 4:8)
  • Os filhos são manifestos pela demonstração de amor (1 João 3:10)
  • O novo nascimento concedido por Jesus também evidencia o amor Dele por nós. (1 João 3:1)
  • Amor também é demonstrado na correção e disciplina (Hebreus 12:6)
  • Amor é maior do que os dons espirituais (1 Coríntios 13:1,2)
  • O Amor é maior que todas as obras e sacrifícios (1 Coríntios 13:3)
  • Amar a Deus acima de tudo e todos e amar o próximo como a "si mesmo" são mandamentos e não uma opção de vida. Não temos a opção de amar, mas temos a ordem de amar. (Matheus 22:37-39).

sábado, 24 de março de 2012

Não pegue o caminho mais fácil


E era necessário passar por Samaria. João 4:4


As pessoas falam mais de si mesmas do que geralmente gostariam. Os atos e exemplos comunicam mais do que as próprias palavras. Já ouvi alguém dizer: O que você faz grita tanto que não consigo ouvir o que você diz.


Estou dizendo isso porque estou aprendendo a ver comunicação em tudo ou quase tudo. No semblante, no gesto, no transpirar, no olhar, nas expressões, na necessidade, na procura, na oferta, na dor, no medo, no abraço carinhoso, no jeito apressado e muitas outras formas. Ou seja, comunicar não precisa ser necessariamente com palavras.

Não estou medindo coisas ou pessoas, apenas estou insistindo no aprendizado e na ampliação da visão. Se atentamente observar verão que as pessoas comunicam sem falar o tempo inteiro. É assustador!


Um exemplo é um amigo que deixou de ser amigo porque fui sincero. Na ocasião o mesmo se irritou muito com um comentário que fiz. Percebi e pedi desculpas. Reforcei que era apenas minha opinião. Também insisti para que ele não se ofendesse com aquilo. Enfim, não foi possível. Descobri isso quando ele me vendo de longe atravessou para o outro lado da rua fingindo ir comprar alguma coisa. Entretanto, depois que chegou ao outro lado, continuou seguindo sem comprar nada. Apenas acenou superficialmente.


Fiquei triste e lembrei-me do que ouvi uma vez: Tenho a necessidade que alguém não se afaste quando eu for eu mesmo. Compartilho desta idéia. Penso que se uma amizade depende de não sermos sinceros uns com os outros, então o que fundamenta a amizade é a mentira.


Não quero enveredar por outro assunto, apenas dizer que sinto muito que as pessoas sejam assim. Incluo-me nisso. Por muitas vezes desprezei alguém por ser ele mesmo. Ainda luto para agir amável, justo e imparcialmente.


Aguardo no Senhor o dia em que vamos ser verdadeiramente livres. Estou plenamente certo de que aquele que começou a boa obra vai terminá-la. Agora, não vejo outro passo inicial que não seja pela autenticidade, afinal transparência é libertadora. Ser transparente é ser livre.


Para chegarmos neste nível de maturidade, o homem interno precisa ser o homem externo. Não pode existir maquiagem. Deduzo pela Bíblia que neste processo não podemos pegar o caminho mais fácil. Às vezes o caminho fácil é não ser você mesmo, mas montar uma imagem diferente por fora do que você é por dentro. Entretanto, o atalho para o mais fácil nem sempre é o correto. Assim como às vezes é necessário passar por Samaria, às vezes é necessário não atravessar para o outro lado da rua. 

terça-feira, 20 de março de 2012

Notas sobre o discipulado

    Notas importantes sobre o discipulado 
    • O lavrador é o primeiro a desfrutar dos frutos. Semelhantemente no discipulado, o primeiro a desfrutar da palavra que vai ministrar na vida do discípulo é o discipulador. Isto confirma a orientação bíblica que “É melhor dar do que receber”.
    • A única barreira intransponível do discipulado é um coração que não é ensinável. Ao longo da vida temos percebido que até uma criança pode ensinar, apenas precisamos estar humildes para perceber. Ou seja, só fica de pé para ensinar quem um dia sentou para aprender. Isto nos indica que antes de discipular é preciso ser discípulo.
    • Uma vez a perguntaram para um Pastor qual é o critério, disciplina e rigor do discipulado. Para minha surpresa a resposta não foi definida com leis e regras, mas sim pela paixão e qualidade que o discipulado deve causar nas pessoas. Ele reproduziu uma citação dizendo: Descubra o que você ama fazer e nunca mais precisará trabalhar. Podemos atestar que o discipulado é uma obrigação, mas o passo inicial não é estabelecer obrigações, pelo contrário, é levar o ouvinte ao verdadeiro discernimento de que é ato de amor que prova nossa obediência. Uma obrigação de quem ama a Deus. Após esta conclusão, vamos descobrir nas virtudes do discipulado que é impossível não se apaixonar por este processo.
    • Para entender o discipulado na dimensão que Cristo ensinou é preciso entender a profundidade de elementos como amor e serviço. A bíblia diz que Jesus amou seus discípulos até o fim. Uma das últimas mensagens que Jesus deixou foi à cerimônia conhecida como “lava pés”. Em resumo, discipulado é um vínculo de amar e servir gerado por Deus.

    Reflexão - Dança na Igreja

    Introdução

    Diante da moderna concepção ocidental que se tornou a referência de boa parte das igrejas sobre a dança, a luz das escrituras resolvi tentar escrever aspectos relevantes acerca desta arte. Para a turma que conhece um pouco da historia recente da igreja, qualquer forma de dança dentro das congregações era impensado alguns anos atrás. Só passamos a conceber qualquer manifestação do bailado rítmico, quando começou a surgir os grupos de "adoração". Mas, até que ponto é validado a dança segunda a Bíblia?

    Penso que desenvolver qualquer reflexão acerca da dança, precisamos entender o fim de sua expressão. E nisso vejo uma relação "nebulosa" entre as influencias seculares e um ideal cristão pouco justificado. Digo nestes termos porque poucas pessoas apresentam justificativas consistentes sobre a dança dentro dos templos.

    A dança precisa comunicar alguma coisa. Quando penso na ideia, me vem a mente o cinema mudo. Mesmo sem palavras, entendemos o sentido do filme. E vejo para dança esta mesma relação, onde a arte realizada precisa comunicar o fim de sua expressão. Se dentro da Igreja, precisa comunicar o propósito da Igreja.

    A tendência em caracterizar precisa ser regada com muito cuidado e inspiração em Deus, pois dependendo do ritmo, a falta de espontaneidade nos grupos de dança pode levá-los a proximidade dos “passinhos” e dos movimentos de grupos "seculares", algo que diretamente corrompe a referências cristãs. Se pensarmos na ideia do plágio, veremos o quanto essa relação é desrespeitosa com o ambiente cristão.

    Nesta relação de dança dentro das igrejas é muito comum encontrar pessoas que simpatizam com causa apenas pelo modismo e pela posição que o possível cargo lhe oferece. Dança, música e teatro são artes que dão “ibope” e status. E por isso, pelo perigo da vaidade, devemos repensar e fundamentar toda e qualquer arte dentro da medida de Cristo.

    Exemplos de dança

    Sem enveredar muito por outro foco na reflexão, quero dizer que ao contrário daqueles que não a aceitam, a dança tem referências que apresentam esta arte como uma expressão da alegria ao Senhor Todos os cantores, saltando de júbilo, entoarão: Todas as minhas fontes são em ti. Salmos 87:7 Uma expressão de júbilo acompanhado de reconhecimento entendido como louvor. - O salto de júbilo pode ser considerado dança.

    Outra citação bíblica acerca da dança esta Novo Testamento " Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Lc 15:25 Na parábola do filho pródigo contada por Jesus, a citação mostra que a dança era notória à longa distancia e também caracterizava a festa.

    Existe o caso de Miriã - Então Miriã, a profetisa, irmã de Arão, tomou na mão um tamboril, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris, e com danças. E Miriã lhes respondia: Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro. Êxodo 15:20,21 - E o exemplo mais clássico da figura bíblica que mais representa a dança historicamente é de Davi - Davi dançava com todas as suas forças diante do SENHOR; e estava cingido de uma estola sacerdotal de linho II Samuel 6:14 Neste exemplo, enxergo o ápice da gratidão pela conquista através de uma expressão espontânea de alegria. Houve êxtase de gozo ao ponto de não se importar com os trajes e os modos.

    Pois bem, esta claro que são exemplos de celebração amparados em um motivo que justifica a dança. Uma dança espontânea e pura, sem nenhuma limitação.

    Complementando

    Outro problema esta na modernidade da nossa dança que é totalmente sistêmica. Uma arte completamente modelada por padrões seculares. Influenciada por concepções humanas ligadas a valores anticristãos. Torna-se uma arte estranha no coração da igreja, visto que a maior dificuldade da igreja hoje em dia é saber separar o santo do profano.

    De qualquer forma entendo que é uma arte que indiretamente louva ao Senhor e que há fundamentação bíblica. Agora, é preciso entender que a arte, seja qual ela for, quando se trata do cristianismo, não tem fim em si mesma. Ou seja, a arte cumpre a missão da Igreja. Portanto, por ser da igreja, precisa ter o mesmo critério da existência da Igreja com a finalidade justificado nos princípios bíblicos. Não vale dançar por apenas arte, pois a arte por si mesma atrai a vaidade dos aplausos para si e Deus não divide a glória Dele com ninguém.

    Portanto é necessário que a dança tenha um propósito bem discernido, onde sua função não seja apenas criar mais atrações para o "show do culto". Pelo contrário, que arte possa comunicar a Deus através do testemunho, da comunhão e principalmente, da adoração.

    Espero que tenha contribuído.

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    Daniel Moreira

    quarta-feira, 14 de março de 2012

    A transparência no discipulado. O poder libertador e curador do "Andar na Luz"

    Homem de vidro
    Direto ao ponto

    Infelizmente, existe um ditado popular que tem se tornado um engano no coração das pessoas. "Olhos não vê, coração não sente." Premia a ocultação dos erros para evitar enfrentar os efeitos do mesmo. Pode parecer ser o caminho mais fácil, este de evitar as consequências dos meus desvios, porém, não é.

    Na ilustração no Salmo 32, o salmista relata que o pecado encoberto levou ao envelhecimento dos ossos e o humor a sequidão de estio. É como se minasse o ânimo, tornando a pessoa escrava da culpa. Refém do fracasso do próprio ser. Afinal, pecado escondido continua sendo pecado.

    Por tudo isso e outras variáveis, uma das grandes dificuldades do relacionamento em geral é a falta de transparência. A falta de transparência gera desconfiança, demonstra superficialidade na relação. Não é diferente no discipulado. Um dos grandes princípios para ter sucesso no discipulado é ter uma vida de transparência. É se comportar como um homem de vidro, alguém que as pessoas olham por fora e conseguem ver o que há dentro. Em outros termos, "ser você mesmo".

    Eu ouvi a seguinte afirmação em uma ministração em Sumaré: "Discipulado é conceder acesso aos porões da nossa vida" Entender que Deus deseja para nós uma vida liberta dos erros encobertos. Discipulado transparente é a forma de manifestarmos a Deus o nosso desejo de "Andar na Luz".

    Em Hebreus 4:13 diz "E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar." De Deus ninguém consegue esconder nada. Diante dele todos nós prestaremos conta. Não existe pecado algum que Ele não saiba. A Bíblia relata em Salmos 139 que Ele sonda e conhece até os pensamentos do homem, sabe se há algum caminho mal. Antes que este caminho se torne uma prática, Ele já o sabe.

    Tudo começa no pensamento

    Também acrescento a reflexão que todo pecado começa em um pensamento. Salomão, Jesus, Paulo e outros identificaram isto nas passagens das escrituras:
    • Salomão - Provérbios 23:7ª "Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele..."
    • Jesus - Matheus 15:18 "Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem."
    • Paulo - Filipenses 4:8 "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."
    A Bíblia enfatiza a importância de se manter alerta aos pensamentos, de vigiar a intenção a luz da palavra. Ensina a pensarmos em coisas que nos edificam para manter a mente sã.

    Porque escondem o pecado? 

    Ao aprofundarmos mais sobre a ocultação gostaria de perguntar: Porque os homens insistem em esconder o pecado? Parte desta pergunta eu respondo em Provérbios 21:8ª "O caminho do homem é todo perverso e estranho..." A outra resposta a esta pergunta é que, pela consequência do pecado, sempre existe outra parte que ficará ofendida com o erro. As pessoas geralmente escondem dos seus parentes, amigos, filhos e principalmente dos seus cônjuges. 

    Os motivos disto podem ser orgulho (só confesso para Deus), vergonha (o que vão pensar de mim?), reputação (o que vão falar de mim?) e medo da consequência. Lembrando que tudo isto é alimentado pelo engano do Diabo que sabe que a VERDADE liberta.

    O poder perdoador e curador da Confissão

    O que fazer quando pecamos? Confessar sempre, confessar tudo, confessar rapidamente e sempre confessar ao seu líder (discipulador). Você pode ainda está perguntando: Porque devo me expor? Porque não basta apenas confessar pra Deus? Pelo que a gente argumentou nos textos acima, o pecado gera adoece o corpo e alma, o pecado gera escravidão (prisões) e têm consequências inimagináveis para o ser. O resultado deste mundo mal como hoje nós conhecemos é fruto do pecado.

    E por isso, para termos uma libertação plena do pecado, devemos seguir a orientação indicada pelas Escrituras que mostra o caminho para ser perdoado e curado. Entretanto, devo frisar que para ser curado o processo é diferente. Observe:
    1. Se, o pecador se arrepender, Deus está sempre pronto a perdoar,  "Sim, perdoarei as suas iniquidades, e dos seus pecados jamais me lembrarei." Jeremias 31:34 - "Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento;" Mateus 3:8 - "Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento." Lucas 5:32  - "E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados;" Lucas 3:3
    2. Em Tiago 5:16 diz "Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos." A recomendação de Tiago é diferente, pois ensina o processo de confissão “aos homens” para sermos curados. Esta é uma orientação para uma vida de transparência.

    Finalizando 

    Eu costumo analisar que Deus nunca vai usar vaso sujo. Na verdade vaso sujo consciente é alguém que sabe o que é pecado e ainda assim peca. Iniquidade. Sobre o azeite santo preciso dizer que semelhante ao fato de que o azeite não se mistura com água, assim santidade não se mistura com pecado. Por isso é necessário à confissão a Deus para ser limpo. Agora, devemos perceber que mesmo o vazo estando limpo, ele pode estar rachado. Vazo limpo não significa vazo não rachado. Ou seja, para ser curado exige tratamento, exige ser refeito ou remodelado.

    Detalhe importante: Vazo rachado não consegue manter o azeite. Por isso o processo de confissão envolve estas duas situações: Confessar a Deus e ao seu líder. Confessar a Deus para ser perdoado e confessar uns aos outros para sermos sarados.

    Enfim, que o Senhor possa convencer a todos que a transparência é libertadora. Que o anseio pelo perdão e cura possa ser prioridade em nosso coração.