sexta-feira, 10 de abril de 2009

Estive pensando...

Estive pensando nestes últimos dias porque tenho a sensação de que a pregação cristã serve para a própria Igreja. É como se ela mesma apresentasse argumentos convincentes contra a sua própria conduta. Nesse angulo é impossível não apresentar tbem a critica como parte da pregação cristã, ja que a mesma acaba se tornando uma retribuição justa para a conduta imprópria que a própria Igreja faz quando tentar forçar os homens a se comportarem ao seu modo, deixando de focar nos objetivos cristãos.

Parte dessa instituição não parece ter como missão a salvação das almas. O foco é trazerem pessoas para sua denominação. Para isso, tornam-se modeláveis de acordo com objetivo. Algumas complacentes demais, outras exigentes demais. Elaboram normas para tentar manter alguns fieis na linha. Na maioria das vezes, abrem a discussão em suas assembleias para a burocracia interna e picoinha. Talvez seja por isso que as igrejas criaram a tal "Disciplina". Aquela punição que parece um liquido para se tomar. "Fulano de tal tomou disciplina porque engravidou a menina." Fica parecendo que daquele dia em diante o liquido mudará a vida da pessoa. Disciplina pode servir para um clube, uma organização, para qualquer outra coisa, mas nunca servirá para mudar a vida de uma pessoa. Para transformação, existe apenas uma coisa: Arrependimento em Cristo! Agora se concordam que a igreja esta muito mais associada com clube, obviamente a disciplina é metodo. Ineficaz, mas um metódo.

Do ponto de vista cristão, mudar o comportamento não é tarefa para punições. Disciplinar uma pessoa apenas com a punição é apenas outra estupidez. Porque nesse caso a punição esta competindo com o pecado, e neste ângulo, o prazer do pecado é mais eficiente. Para a transformação, somente a graça e o amor genuínos podem comover o coração para que uma pessoa anseie a mudança. Se a intenção é recuperação da pessoa, o mais certo a se fazer é cuidar das "chagas" e deixar esta pessoa mais perto. E mais, se o disciplinado se arrepender no mesmo dia, os meses de disciplina só servem para dar satisfação aos legalistas. Mudar o comportamento tem que nascer na ação de Deus dentro do coração da pessoa e não na ação da Instituição.

Tem aquelas igrejas que aceitam o pecado por acreditar que a graça permite essa idéia. Como se a graça e o amor fossem as ferramentas para que praticantes do pecado sem arrependimento pudessem viver segundo a sua própria vontade. Devem pensar: "Deus é amor, sua graça esta em meu favor, por isso ele perdoa" Isso é graça barata e amor banal, e em nada esta relacionado com Cristo.

Devido a grande facilidade de discurso que abaixa o nivel da moralidade cristã, o contexto de Igreja nestes últimos dias tem se misturado com a tendência corrupta deste mundo. Deturpam e banalizam valores da fé cristã. Contemporizam, voltam suas estratégias para recursos do sistema secular, passam a crer em um formato de Igreja que valorizam a quantidade recrutando apenas simpatizantes da fé - pessoas que encontram no tempo religioso um lugar para "massagear o ego com promessas" ou mesmo para sua terapia e auto-motivação. Por conseqüência, a igreja tomou um novo significado, Igreja Moderna - Cristãos vazios e religiosos procurando respostas para suas necessidades de momento, satisfação pessoal e realização de seus desejos. A essência que fundamenta a fé foi perdida no caminho. Parte dessa deturpação do sentido genuíno do evangelho deu-se pelo rebaixamento do nível de conhecimento e da moralidade para tornar o discurso mais atraente para a humanidade.

O intuito dessa reflexão é para mostrar que a forma humana de fazer igreja esta mais focada em dar mais satisfação para pessoas do que propriamento cuidar de pessoas. Pois se o interesse fosse cuidar de pessoas, a igreja estaria muito mais fora do que dentro de um templo. Cuidar de pessoas exige estar perto para acolher e atento para repreender. Não apenas discutir assuntos achando que a Igreja que Cristo estabeleceu esta no mesmo nível de todas as outras instituições. Quando propomos a discussão de forma natural, sem considerar a Bíblia como a Palavra de Deus para definirmos qualquer coisa, estamos propondo uma forma de sermos igreja extremamente humana, ineficiente e banal, baseada em leis onde não há justificação.

Talvez seja interessante para os objetivos dos homens manter uma igreja nesses moldes, onde a qualificação não é ser cristão no sentido artesanal, onde o barro é modelado pelas mãos do oleiro. Na concepção moderna, a quantidade é a garantia de satifasção financeira e a proibição é marginalizada como algo que impede as pessoas de serem felizes. Porem, para aqueles que consideram a igreja como instituição divina, a elevação do conhecimento cristão não passa apenas por considerar as crendices humanas, mas por crer plenamente que a palavra é referencia de conhecimento para toda humanidade.

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