sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Desabafo

Eu tenho problema com todos aqueles que parecem que estão mais afim de divulgar seu nome do que propriamente Jesus. Igreja fulano de tal debaixo do Ministério Narciso Pompa Louvado Seja Eu... Lideres que são mais políticos do que cristãos de fato. E o que mais percebo é gente conseguindo "coisas" apenas por sua capacidade de falar palavras que fazem "cosquinha" no ego de pessoas. Habilitados na fé não por fidelidade, mas por seu carisma e capacidade de adaptar a bíblia para um contexto moderno sem comprovação de fé. Esses mesmos corrompem a referencia de Cristo quando usam Seu nome em vão e distorcem o real significado de sua palavra para o próprio beneficio. Se pensarmos por um instante, veremos que ser cristão já não comprova nada, tamanha a deturpação da imagem do que é ser cristão. E tudo isso junto vira um ciclo "vicioso" de uma referencia errada gerando outras referencias erradas.

Falar de Igreja hoje é dolorido. Parece epidemia de falta de testemunho. Esta difícil de achar crentes sérios. A maioria deve olhar o meio Cristão e pensar: - Quero uma vaga nesta "boquinha" ! Até lavagem de roupa suja no meio da televisão esta acontecendo agora... No mais alto estilo "Ratinho" de ser... E por ai vai todo mundo se "queimando até a ultima ponta".

Esses dias presenciamos mais dos inúmeros tipos de alienação que Igreja tem vivido. Diante de uma situação criaram uma idéia de união da Igreja para a eleição de um candidato. A idéia mor parte de um principio de Evangélicos cresceram tanto que cogitaram a possibilidade de eleger um representante para defender a causa dos Cristãos. Isso é um tanto contraditório, porque se elegemos alguem, independente do seu credo, o mesmo deve pleitear a causa do povo de modo universal. Isso é terrível porque usam um argumento que mistura uma idéia de que Cristo entra na política com aquele sentimento esquisito de defender a causa protestante. Sugere isso quando tentam impor um candidato com apenas o argumento de que ele é Cristão. Porém, fico pensando: - Quem somos nós para influenciarmos a decisão pessoal de cidadania de cada um. Nos deveríamos mais do qualquer outra classe deixar cada um escolher quem deve governar a cidade por própria convicção, já que todos os candidatos pertencem a facções politicas cheias de defeitos, vícios e corrupção. Sabe o que parece, que a intenção é propor a candidatura da Religião e não de uma pessoa. E mais: Cristo é Deus justamente por seu controle independente do governo vigente.

Pedir indicação de voto é dizer para outra pessoa: - Vote por mim! É exigir confiança. No caso dos cristãos, passa a ser um abuso dessa mesmo confiança pela capacidade de credibilidade que existe por trás de um credo. Precisamos entender que não votamos em crente, votamos na pessoa que independente do seu credo se candidata por sua proposta de governo.

Alguns criticam minha posição porque acreditam que estou falando mal da Igreja. Na verdade não, semelhante a Paulo, quero o bem da Igreja. O bem daquela instituição que visa a missão de Cristo como legado. Critico sim, diferemente de falar mal, pois desejo a mudança de vida de pessoas para o bem como todo.

Tbem o que tenho percebido é que a cada dia mais crentes precisam ser evangelizados. A sensação que esses crentes se acham donos deste mundo, quando propõe essa visão distorcida de que são filhos de Deus e podem qualquer coisa. Cada dia mais pessoas que se dizem "salvas", precisam conhecer o Jesus real e diferente dessa politicagem que virou o meio Evangélico. Pessoas que amam as veredas antigas onde o Evangelho é dentro pra fora, focalizado no interior das pessoas, onde Cristo passa a ser a Centralidade. Uma vez ouvi um pregador dizer que existe um lugar mais honrado do que o primeiro lugar de sua vida, este lugar é centro do seu coração onde Cristo é quem escolhe o primeiro lugar da nossas vidas. Ao ouvir essa mensagem tive a noção exata de que o processo de renuncia requer abrir mão da direção da nossa própria vida, ou seja, até as nossas prioridades precisam ser escolhidas por Cristo.

E nessa percepção, a minha função como cristão tem sido orientar aqueles que por referencia errada anda seguindo caminhos tortuosos a se encontrar em Cristo. Aconselhar pessoas em sua vidas a andarem sem desviar do alvo, e se por acaso desviarem, arrepender e seguir sem pestanejar pois Cristo é perdoador. Minha função tem sido muito mais que falar mal, minha função é perpetuar a missão de Cristo. É faze-lo conhecido através da proclamação de quem Ele é de fato

Portanto, aos lideres que desejam seu ministério conhecido pelo homens, quero lhes dizer que a boa liderança não se basea no reconhecimento humano, mas espiritual. E isso se dá pela consolidação do Cristianismo no coração de pessoas, que tem por referencia a idéia incondicional de que não fazemos nada para merecer. Se temos é por bondade. Sobre a Politica? A boa politica é aquela que define o cristão com as mesmas diretrizes que Cristo deixou. Aquela que o bem é obrigação. Aquela que Jesus esta no controle independente se Ele se elegeu para prefeito ou não. A boa Politica é das almas salvas. A boa política é a de Cristo como Senhor que esta no controle de tudo.

2 comentários:

Raphael Rap disse...

Essa consciência política é algo que deve ser latejado em nossa mente continuamente. Impossível não pensar nisso em tempos de eleição. Mas a população esquece que esse pensamento deve ser contínuo para que consequentemente a cobrança também seja.

Nós, enquanto cristãos nos esquecemos de fatores simples como o respeito à vida alheia. Que maior boas-novas pode existir que o respeito e amor afinal de contas?

Muito bom texto e atitudes também...

Daniel Moreira disse...

O mano, valeu pelo carinho!