terça-feira, 13 de maio de 2008

Sobre os erros

Vc ja percebeu como em alguns casos é difícil chamar atenção de alguém? Eu fico sempre pensando sobre o que devo falar e como falar. Como convencer alguem que a pessoa esta vivendo no erro, sem que esse "alguem" entenda errado e sinta ofendido. Se torna difícil porque as palavras voltam com mais teor contra aquele que a produz, e nisso a chance de um hipócrita pretensioso é gigante, se não cuidar da verdadeira mensagem por parte de Deus.

Considerando tudo que foi citado, a Bíblia nos ensina a agir da seguinte maneira. Mt 18:15 e 16 diz assim: - Se o seu irmão pecar contra você, vá e mostre-lhe o seu erro. Mas faça isso em particular, só entre vocês dois. Se essa pessoa ouvir o seu conselho, então você ganhou de volta o seu irmão. Mas, se não ouvir, leve com você uma ou duas pessoas, para fazer o que mandam as Escrituras Sagradas. Elas dizem: "Qualquer acusação precisa ser confirmada pela palavra de pelo menos duas testemunhas." Os dois versículos sugerem a repreensão quanto aos erros dos irmãos em Cristo. Estou certo de que essa passagem não dá autorização a ninguém de julgar, mas de repreender a luz da escrituras afim de “ganhar” novamente seu irmão.

Desenvolvendo
Toda mensagem produzida com o fim da repreensão de conduta, precisa estar amparada na escritura e orientada com zelo para que não venha ter fins pessoais. A exortação da mensagem precisa estar comprometida com sua fundamentação bíblica, e nisto é preciso manifestar todo cuidado em escrever o que a Bíblia determina que façamos. Seguindo a orientação, o critério adotado para repreensão e o da admoestação e da exortação. Podemos definir dizendo que é uma observação com caráter critico para que a pessoa mude sua postura ou atitudes a luz das escrituras. Essa orientação precisa transformar o comportamento da pessoa através da reflexão, gerando no coração o desejo de avivamento da própria vida. Porém, a repreensão ao irmão não pode vir com facilitações no discurso apenas para que tenha um receptividade melhor por parte do errante. Devemos ser claros e diretos manifestando o amor. Quanto o amor, nele se manifesta a MELHOR CORREÇÃO, nele compreendemos a caridade, o cuidado e todo carinho entre irmãos de uma mesma fé. Em amor não consideramos o julgamento a pessoa em si, mas dos seus frutos afim de torna-lo consciente do seus atos. A nós, cabe a orientação para que o perdido se ache... para que o errante encontre o caminho. "Pensem nisto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado" (Tg 4.17).

Relevando
Independentemente do grau de maturidade de fé, todos têm necessidades. E na urgência de satisfazer nossas dependências, criamos um formato para Deus do tamanho de nossa necessidade, nesse caso "um deus nos moldes do meu imediatismo". Ou seja, "jesus" de acordo com a "minha experiência", de acordo com aquilo que eu preciso. Seja liberais, legalistas, conservadores, esquerdistas e qualquer outra coisa, todos tem um forma de enxergar a Deus. E nesta visão parcial tem mania de modelar a Deus ha um formato finito e padronizado, esperando dele um comportamento humano e por consequência, corruptível.

Esquecemos que a Bíblia tem um significado único e independente do tempo. Esquecemos que Deus é maior do que todas nossas dimensões e aspirações. Tbem esquecemos que nossa necessidade pode não ser a necessidade de uma outra pessoa, quanto mais a necessidade de Deus. Apresentamos um "jesus" incompleto e pequeno para pessoas. Um "jesus" que se apega a erros, que presenteia seu povo com materiais e bens, que se aplica as necessidades superficiais e que não releva a dor e conflito de uma pessoa.

Concluindo
Nesse caso, cito o exemplo “clássico” da mulher adúltera que foi flagrada em erro. Aqueles que a acusaram não tinha o real desejo da orientação. Queriam condena-la e ao mesmo tempo testar a Jesus. Só que apesar de suas armações, Jesus desprezou o julgamento daqueles homens, e orientou aquela mulher com amor sem poupá-la da repreensão. Vai e não peques mais! Talvez seja a maior característica de que Jesus, mesmo sendo Deus, não fará nenhum juízo de alguém que não esteja devidamente orientado e consciente para não pecar. Jesus orientou a mulher por ser perfeitamente possível não mais errar. E mesmo aqueles que erram, Ele esta pronto a perdoar desde que se arrependam e busquem a não mais errar.

Na compreensão do Pastoreio de Deus, no Salmo 23, inclui um caminho estreito e a confiança plena em Deus. Adiante visualizamos repreensão ate nos momentos mais difíceis, onde humanamente desejamos apenas consolo por parte do Senhor. Atribuindo o salmo no caso da mulher adultera, Ele foi a necessidade dela e o que Ele deseja que a mesma seja, ou seja, que ela se arrependa e não peques mais.
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Daniel Moreira

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