sexta-feira, 14 de março de 2008

O Preconceito da TV Globo

Euder Faber

A história da Igreja Cristã é marcada por perseguições e todo tipo de discriminação. Durante o Império Romano os cristãos eram jogados às feras como parte do entretenimento das massas. Outros foram mortos ao fio da espada e lançados em tachos quentes, dentre outras barbaridades.

Na Idade Média não foram poucos que terminaram na fogueira. Hoje em diversos lugares do mundo a perseguição continua. Países como Coréia do Norte, Arábia Saudita, China, Irã, Cuba, Vietnã e outras dezenas de nações têm imprimido um intenso estado de perseguição e discriminação aos cristãos, onde muitos têm pago com o próprio sangue para não negarem a fé em Jesus.

No Brasil, em especial no Nordeste, muitos foram os relatos de perseguição no passado, onde muitas Igrejas foram apedrejadas, principalmente no interior da região.

Hoje temos assistido ao surgimento de outro tipo de perseguição. São leis que estão sendo preparadas e que, caso aprovadas, farão ressurgir o fantasma da perseguição, discriminação e preconceito, que no passado assolou muitos cristãos no Brasil.

Parte da grande mídia tem estado a serviço desses movimentos que visam amordaçar o discurso evangélico no país. Uma demonstração de tudo isso se deu na última quarta-feira, dia 12, onde em horário nobre a Rede Globo veiculou em uma de suas novelas (Duas Caras), uma das cenas mais discriminatórias e preconceituosas que se tem notícia na TV brasileira(http://duascaras.globo.com/Novela/Duascaras/Capitulos/0,,AA1674499-9156,00.html).

No capitulo da referida novela é mostrado uma turma, sendo comandada por um grupo de “evangélicos”, se dirigindo a uma casa onde dois homens e uma mulher mantêm um suposto triângulo amoroso — sendo um deles gays. Na cena vemos os “evangélicos” de Bíblia na mão e uma das “irmãs” gritando: “Nós vamos tirar o demônio de seu corpo e vai debaixo de pau e pedra”. Em outro momento se ouve uma delas dizer: “Eu sou a mão da força divina”. Daí, em certo momento, uma das “evangélicas” atira uma pedra na direção da mulher que estava sendo acusada de manter a aventura amorosa com os dois homens. Depois, ocorre a invasão da casa, onde os “crentes” gritam: “Quem não quiser arder no fogo do inferno me siga”. O desfecho da cena é lamentável. A “crente” por nome de Edvânia de faca na mão esfaqueia o colchão dizendo: “O sangue de Jesus tem poder”.

Mas o que mais chamou a atenção foi quando um dos homens que é apresentado como suposto homossexual, ao ser agredido, gritou: “O pecado está no preconceito, na intolerância, na violência”. Foi aí que revelou-se a intenção da referida cena. Essa frase dita pelo suposto gay é um dos chavões do movimento gay no Brasil, geralmente usada contra a Igreja Evangélica, que fundamentada na Bíblia repudia tal comportamento. Tudo isso faz parte da campanha que visa sensibilizar nossas autoridades para aprovação da denominada “Lei da Mordaça”, a dita lei anti-homofobia (PLC 122/2006 E PL 6418/2005). Tudo isso também faz parte de uma campanha ardilosa que visa jogar a opinião pública contra a Igreja e seus líderes, tachando-os de preconceituosos e intolerantes.

Todo o Brasil sabe da contribuição dada pela Igreja Evangélica ao país. Nosso povo também sabe que cenas como as que foram apresentadas nesta novela não condizem com a realidade. Onde já se teve notícia de que evangélicos insuflaram as massas contra os gays no Brasil? Muito pelo contrário: temos sim é pregado o arrependimento, o amor e o perdão para com essas pessoas, em relação Deus.

A Rede Globo agiu de forma maliciosa, discriminadora, preconceituosa e pejorativa em relação a todos os cristãos evangélicos de nossa nação, retratando-nos como fanáticos que desejam impor seu pensamento e seu estilo de vida à sociedade. São fatos como esse que nos fazem acender a luz amarela e percebermos que estamos caminhando para tempos de perseguição religiosa em nosso tão amado e querido Brasil. Lamentável.

Fonte: VINACC

Divulgação: www.juliosevero.com

3 comentários:

Neemias disse...

Não acredito que exista perseguição na igreja brasileira.
1o. Porque igreja perseguida é aquela que incomoda a sociedade por viver os princípios, por amar a Jesus. E não porque seu testemunho tem sido péssimo.
2o. Somos homofóbicos. Se entra um travesti ou até mesmo um gay discreto na igreja, qual a nossa primeira atitude? Nos afastamos, porque temos medo de pegar a doença da viadagem, e não amamos. Você já viu algum crente abraçando um gay? Eu também não!
Eles tem que parar com essa viadagem da mesma forma que nós temos que parar com a doença da falta de amor.
3o. Que venha a perseguição!!! Parece que só assim a igreja vai acordar e as pessoas deixarão que apenas serem frequentadores de igreja para passar a SER igreja. Quanto aos que amam, continuarão amando, sem concordar com o pecado. Quanto aos que não amam....bom, talvez eles se juntem aos perseguidores, afinal, se não amam, não estão Nele, como disse João. Se não estão Nele, estão no mundo...mesmo que frequentem a igreja.

Daniel disse...

Neemias obrigado pelo comentário.
Vou acrescentar algumas coisas.

A intenção nítida da novela foi da distorção da imagem de quem são os evangélicos. Ali eles pregaram contra o preconceito com preconceito de forma cruel e destemperada. Mostraram uma face de crentes que não condiz com a realidade.

Quanto a homofobia, enquanto um monte de gente só fala em amor agora, eu ja trabalhava com homossexuais. Todos sofrem muito, porque não encontram espaço para iniciar uma conversa com alguem. E isso não evidenciava apenas falta de amor, mas de acessibilidade de qualquer pessoa marginalizada a Igreja. A igreja não sabe como abrir suas portas para prostitutas, homossexuais, criminosos e por ai vai. E quando faz isso, faz por intermédio de legalismos ou barganhas, propondo um evangelho distorcido. Concordo com vc que tem gente que precisa muito mais do que esse tipo de mensagem que só cuida do exterior. Mas discordo, isso não é geral. Existem instituições sérias que trabalham com essas questões. Gente que doa suas vidas para que essas pessoas sejam transformadas. Por isso ha um perigo imenso em generalizar, até porque o que houve foi exageros terríves na cena.

Quanto a perseguição ja existe e não é de agora.

Neemias disse...

Brother...parabéns pela iniciativa. Devo esclarecer que minha intenção não era de generalizar. Claro que sei que tem gente séria, comprometida com o verdadeiro evangelho. Estava sim falando desse evangelhozinho mediocre que se vive, como disse, sem amor. Pelo que entendi e interpretei do texto que vc postou, a enfase ali era dizer que a igreja está sendo perseguida ou será perseguida. Que a Globo tem preconceito não é de hoje que sabemos, e não é só esse capítulo da novela que mostra isso.Isso é só um galho da imensa arvore. Aliás, a Igreja inteira sabe desse precoiceito e a dona Aline foi lá gravar cena na novela e emprestar musiquinha...com que intençao? E agora, ela vai dizer o que quanto ao preconceito? Claro que talvez eu e você sejamos comprometidos com o evangelho juntamente com uma minoria. E imagino que nem precisemos nos preocupar com essas leis. Porque, de certa forma, elas não nos atingem. Com ou sem essas leis, viveremos o evangelho. E de certa forma, pode ser que elas acabem com a megainstitucionalização que engessa as nossas igrejas. Poderemos ter mais comunhão uns com os outros, oraremos mais uns pelos outros...
É isso aí...não generalizei, embora tenha dado a entender isso. É que sendo bem sincero, to de saco cheio de algumas coisas que andam acontecendo no meio gospel.
Abraço